segunda-feira, dezembro 10, 2007

Calma, crianças...

Sinto-me tentada a revelar a identidade secreta de todos aqueles que passam aqui, lêem os post, lêem os comentários e não se manifestam, mas depois têm a petulância de dizer "Puxa, você nunca mais atualizou o seu blog..."

Mas, como eu gosto muito desse pessoal e, ou bem ou mal, eles estão efetivamente tomando ciência do que acontece na minha vida - já que a maioria deles não conversa decentemente comigo há muito tempo - achei por bem ao invés de revelar suas identidades secretas contar as novidades, sem Jack.

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Se... eu não tivesse resolvido detonar meu blog há algum tempo atrás (quem se lembra do "abreparenteses.blogspot.com"?), eu poderia simplesmente refrescar a memória de vocês com um post antiiiiigo, ainda da época em que eu me dividia entre FND na parte da manhã e E.M. Tiradentes na parte da tarde (com eventuais fugas pro Valqueire ou pro shopping de noite).

Neste post eu contei de um desvio que tornou-se acidente sem vítimas fatais, mas com afastamento (a penúltima escala na pirâmide de problemas, pelo menos de acordo com minha atual empregadora em sua política de SMS).

Andava eu tranquilamente pela rua, atravessando para ir para a escola, quando observei um carro vindo em minha direção. Calculei e parei no meio do pavimento, dando espaço para que o carro pudesse passar. O motorista ficou meio desconfiado, mas continuou andando. Calculei mal. Quando o motorista percebeu e freou, o carro estacionou sobre meu pé direito. Sim, estacionou. Vocês lembram que eu contei ter sido necessário bater no vidro para que ela (era mulher) desse ré de cima do meu pé, isso depois de eu ter tentado (???) removê-lo aos puxões.

A conclusão foi um dedinho do pé fissurado, todos os dedos inchados e muitos dias em casa - não tanto pela seriedade do caso, mas pela probabilidade de ele piorar muito se eu fosse trabalhar em uma sala pequena com 30 crianças. Como diria Angela, Murphy atua. Eu chutaria mesas, cadeiras, crianças e acabaria tendo o dedinho mutilado.

Por que relembrar isso, perguntarão vocês.

Porque na 2a feira da semana passada, voltando para casa, eu consegui encontrar um buraco na calçada, ver que ele era menor que meu pé e mesmo assim tentar encaixá-lo com toda a força que possuo. Não consegui, os dedos ficaram do lado de fora e o dedinho foi trucidado.

Muitas horas de dor depois, o médico me deu alguns dias em casa.

Qual pé? O direito. Qual dedo? O menor de todos. De novo. Óbvio.

Pelo menos aprendi nova técnica de imobilização... =)

sexta-feira, novembro 30, 2007

Humpf.

Olheiras profundas, pálpebras pesadas, corpo dolorido. Tudo por quê? Tudo porque meus clientes resolveram ficar criativos!

E por que não aproveitar a semana em que só a Sarita está lá para exercer toda a criatividade que ficou durante anos repousando? Por que não?

E por que não ter idéias brilhantes quando a única que irá analisá-las será aquela que, por pura estafa, não conseguiu calcular míseros 25% de um valor irrisório para responder uma questão simples sobre aditivos?

E por que, digam, por que não complicar todos os casos mais um pouquinho, com a ajuda dos fornecedores? Vamos ver Sarita desesperada! Vamos vê-la não almoçando direito, vamos vê-la trabalhando em casa até meia-noite, vamos vê-la ligando para os clientes sem conseguir falar com eles e sabendo que o prazo está passando, o tempo está passando e nada fica pronto sozinho.

Melhor ainda. Vamos ver o ar de loucura se estampar vagarosamente em seu rosto. Vamos ver seu olhar adquirir um brilho estranho e vamos ver seu sorriso soar como estilete no papel alumínio (nota: definição atribuída por guilherme, o caju. Ou seria caju, o guilherme?)...

E ao final de tudo, vamos ligar para ela e dizer que desistimos, que o caso tomou novo rumo e seu parecer não é mais necessário! Para então assistir as veias em seu pescoço saltarem, explodirem e ela ter um aneurisma de stress.

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Humpf.

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"My doctor says that I have a malformed public duty gland and a natural deficiency in moral fiber, ahd that I am therefore excused from saving Universes."

Ford Prefect - Douglas Adams' The ultimate hitchhiker´s guide to the galaxy

sexta-feira, novembro 16, 2007

A volta dos que não foram

Então eu e Cris acabamos de sair da Catedral e estamos atravessando uma das principais avenidas de Buenos Aires, indo em direção à Casa Rosada.
Dois homens atravessam a rua no outro sentido.
Um deles magro, branco, cabelos cacheados e castanhos. Sorri para nós dois. Ambos estamos com a camisa do Flamengo.

Passamos pelos homens com uma sensação estranha.Ao chegar do outro lado da rua, olhamos um para o outro, arregalamos os olhos, começamos a rir. Eu quebro a estupefação, falando:
- Cara, aquele ali não era o Kenny G??
- Era!
- Po, foi difícil reconhecer sem o saxofone!

Gargalhadas depois, passamos por este anúncio:



Ahh como eu me arrependo não ter pedido um autógrafo e tirado foto...

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Nota: ele estava exatamente igual, com a mesmíssima camisa e o mesmo cabelo; mas admito que foto de outdoor engorda o fotografado.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Digivolvendo

Nos últimos 4 meses eu li livros de ficção-científica, ganhei um cd com e-books, comprei um palm e aprendi binário.
Tudo isso para honra e glória de todos aqueles que usam suas sinapses no aprendizado de coisas que dificilmente você vai precisar, mas que se um dia precisar será naquela situação em que sua vida dependerá disso.

Reações diversas foram suscitadas por esta mudança.

A primeira delas foi identificarem minha personalidade mutante e influenciável. A ponto de um amigo meu dizer que só em emprestaria os livros de Rubem Fonseca se (e somente se) eu queimasse o "Stardust" na frente dele.
Confesso. Pra livros, eu realmente sou influenciável. Dê-me um livro qualquer que eu nunca tenha lido e nunca imaginaria ler, convença-me a lê-lo (pode ser com uma dedicatória como presente de aniversário, né, T?) e se eu realmente gostar ele será acrescido à minha lista (na barra aqui ao lado) de livros lidos ao mesmo tempo em que o gênero começará a povoar esta mesma lista em outros títulos.
Um exemplo é o que eu acabei de falar agora. Recordemos.
Agosto de 2007. Sarita conversando sobre livros com um amigo, é questionada sobre a leitura de "Dune". Ahn? Li o quê?, ela responde. Ele sente-se ofendido quando ela fala que nunca leu ficção-científica, com um olhar de repugnância. Conclusão: de presente de aniversário, ela ganha o primeiro livro da série, em inglês, com dedicatória.
Li, gostei e ainda comprei o segundo volume.

Claro que não contente em comprar o segundo volume eu li "Fundação" do Asimov e comprei "Guia do Mochileiro das Galáxias". No presente momento, estou lendo "I robot".

Nerd? Só por causa disso? Imagina.
Tem outros motivos.

O binário veio em um outra conversa, com o mesmo amigo.
Afinal, existem 10 tipos de pessoas: as que entendem binário, e as que não entendem. Eu descobri que não entendia e resolvi mudar isso. Dois professores (um dos quais o ex-tagiário), algumas aulas e pronto, eu posso empacar pra escrever, mas encontro erros com facilidade...

O palm. Marco em minha evolução. Precisava me distratir com o notebook em um evento. Precisava de e-books. O mesmo amigo gravou um cd com 1400 livros da literatura unviersal (muitos de ficção-científica) e todos os livros de Asimov (daí o "I robot"). Surgiu a pergunta posterior: onde ler tanta coisa? A resposta foi rápida: num palm, comprado na Argentina, a US$250.

Com o palm virão muitas versões de paciência (o jogo), o teclado emprestado para anotar aulas e a otimização de minha agenda. Porque eu me recuso a usar agenda de papel tendo uma agenda eletrônica...

Aliás, T, você me deve a paciência.

Isso tudo porque eu me recuso a falar em meu mini-lado otaku...

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Para compensar, eu comprei 300 ilustrado pelo Frank Miller.
O objetivo, além de efetivamente ver o livro (acreditem, é um livro para ver), era enganar o Cris. Como? Fingindo que eu não estou me transformando em algo que ele não gosta.

Sá, só nerd compra esse tipo de hq. Pessoas normais lêem Mônica, X-Men, Homem Aranha... Eu ainda vou te achar nerd!

É, não deu...

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Thiago, é tudo culpa sua! =P
Obrigada!

(No fundo eu sempre fui assim... crianças normais não passam noites na janela do quarto olhando o céu e fazendo anotações sobre a posição das estrelas, não é?)

sexta-feira, novembro 09, 2007

Shhh!

Ai ai... esses meus amigos carentes...

Então, nesse meio tempo eu fui pra Buenos Aires, voltei, arrumei o ap, fiquei doente, fui pra Macaé, voltei e finalmente agora estou soterrada de trabalho. Lar, doce lar... Ou melhor, empresa, doce empresa...

Como diria meu grande amigo Jack, fatiando a gente tem uma visão melhor do todo...

1- Buenos Aires é uma cidade impressionante. Limpa e organizada. Mas tem argentinos lá. Argentinos que acham sinceramente que se eles falarem aquele espanhol bizarro deles todo mundo vai entender. Depois de dias de stress (nos quais o Cris serviu de intérprete), eu me revoltei e falei em inglês com o cara do free-shop. Sim, pedi informações em inglês, e o cara foi obrigado a responder, obviamente. Em inglês também. Mantive a farsa até o final, mesmo vestindo a camisa do Flamengo. =P

2- O ap tá fofo. Mas é engraçado como mudar de perspectiva muda o modo de ver as coisas. Ele parece pequeno, mas experimentem ajudar na arrumação. Deus, que apartamento gigante!!!

3- Sarita doente, com febre e gripada no dia do jogo do Flamengo (o famigerado que terminou na vitória do Cruzeiro). Marido fez o almoço (ou parte dele) enquanto eu ficava jogada no sofá vendo televisão.

4- Ser soterrada de trabalho depois de voltar de viagem não estava nos meus planos para o mês de novembro, mas enfim... Vamos ver a super-Sarita em ação! =)

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Aviso que estou sem paciência. Nenhuma. Ao menos pra escrever.

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Caju, você poderia por favor disponibilizar as fotos do casório ou é pedir muito? rs

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"The rest is silence." (Hamlet, William Shakespeare)

quinta-feira, novembro 01, 2007

Noticias recentes

Well well well...
Sao 11h14 em Buenos Aires e 12h14 no Brasil.

E eu preciso urgentemente fazer um curso de espanhol...

Em breve, as fotos mais bizarras serao publicadas. Fotos que somente eu seria louca o suficiente para manter na memória da máquina.

(Aviso logo que o teclado daqui nao tem til. Ué, perguntarao voces, mas e o til que eles colocam em cima do "n"? Pois é, chicos, tem uma tecla pra isso: ñ. Paciencia. Leiam sem til e sem circunflexo. Voces sao capazes. Lmeberm que o que ipmotra sao a pireirma e a utlmia lreats... rs)

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Mas eu nunca tive tanto problema pra me comunicar como nesses dias. Estava quase falando em ingles pra que as pessoas me entendessem. Ou melhor, "quase", nao. Eu efetivamente falei em ingles com pessoas no hotel. Pessoas que falavam em espanhol.
E obviamente as palavras quase saíam em portugues, em frances, em italiano.. tudo, menos espanhol.

Nao sei, Sarita, pode ser porque VOCE NAO SABE ESSA LINGUA, NÉ?
Talvez... =)

quinta-feira, outubro 25, 2007

Ah, lagartixa...

Lembram que eu falei da lagartixa?
Pois é.
Acho que foi um sinal divino de que eu seria perseguida incessantemente por nuvens de insetos (ou "nuvem" é só pra gafanhoto? hum..).

Primeiro tivemos uma rainha-formiga, buscando onde colocar seu novo reino. Onde? Aparentemente eu seria uma boa indicação, porque ela resolveu me utilizar como meio de transporte. Pousou em meu braço quando eu saía de casa e não levantou vôo por nada no mundo, exceto quando eu ameacei aparar suas asas com um tapa.

Ainda na minha rua, descubro uma joaninha no guarda-chuva - daquelas joaninhas amarelas, não das vermelhas, clássicas (porque tudo comigo tem que ser diferente, obviamente). Ela passeou tranquilamente e ficou me olhando enquanto eu a soprava. Sumiu em pleno vôo e eu continuei.

Peguei o ônibus, sentei no lado da janela, feliz da vida. Pensando nas coincidências, nos insetos que resolveram me perseguir, lembrando da lagartixa petrificada na minha casa.

Olhei para o lado e o que vejo na camisa do garoto sentado do meu lado? A rainha-formiga! Sim, ela!
Levantou vôo, passeou por uns instantes na minha frente e pousou. Ao meu lado, na janela.

Eu fiquei tensa, absurdamente tensa, estranhamente tensa.
Olhei para a formiga-rainha (rainha-formiga, sei lá) e senti-me ameaçada. Ela esfregava as patas e me olhada, andando em minha direção e batendo as asas suavemente.

Confessou que matei-a com uma caixinha de clipes que estava na minha bolsa. Seus restos mortais ainda estão na caixa, no chão do ônibus e na janela.
Um formigueiro a menos no mundo.
E me senti culpada por isso.

Tudo pra depois olhar pro lado e descobrir um mosquito (sim, um mosquito) pousado na janela, e vê-lo dando voltas em torno de mim!
Senhor, cadê a bendita lagartixa???

I´m so sorry...

Suedehead - Morrissey

Why do you come here?
and why do you hang around?
I'm so sorry
I'm so sorry
Why do you come here
when you know it makes
things hard for me?
when you know, oh
why do you come?
Why do you telephone?
and why send me silly notes?
I'm so sorry
I'm so sorry
why do you come here
when you know it makes
thing hard for me?
when you know, oh
why do you come?
You had to sneak into my room
'just' to read my diary
was it just to see all the things
you knew I'd written about you?
and...so many illustrations
I'm so very sickened
oh, I am so sickened NOW

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Porque ela é psicopata, oras! =)

sábado, outubro 20, 2007

Lagartixa

Então, que minha mãe não leia esse post.

Enquanto varria a casa hoje, achei uma lagartixa morta. Vocês já viram uma lagartixa morta? Já viram uma lagartixa morta e ressecada? Já viram uma lagartixa morta, ressecada e muito parecida com uma lagartixa viva, não fosse o fato de ela estar morta?

Quase tirei uma foto pra postar aqui, mas é provável que o João passasse mal (não por ela estar feia, porque estava até simpática - tão simpática quanto pode ser uma lagartixa morta - mas por ela estar morta. João tem problemas com cadáveres, mesmo os simpáticos...).

Então, nada de foto, e nada de mamãe aqui lendo que acharam uma lagartixa morta no processo de limpeza da casa.
Porque vai explicar pra ela que isso é um bom sinal - a lagartixa poderia simplesmente ter ficado lá, intocada, e ninguém nunca saberia (nem eu, nem ela, nem vocês) e isso indicaria que a casa não é varrida com frequência.

Mas não. Se eu menciono a lagartixa morta, o que vão pensar da casa dela?
Esclareço logo que é uma casa muito limpa, asseada e organizada - ao menos agora sem obsessão, porque senhor, era difícil...

Não se preocupem. Eu faço questão de falar que, da próxima vez que encontrar uma lagartixa morta na minha casa, vou tirar foto e publicar no blog. Com um aviso de censura (para estômagos sensíveis e outros Joãos (Joões?) que possam vomitar).

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Já leram "A paixão segundo G.H."?
A personagem (G.H.) entra em crise existencial por causa de uma barata. Ou melhor, o fato de ela encontrar uma barata morta amassada no armário faz com que ela reveja vários pontos em sua vida.
Mais ou menos como em "Laços de família", onde o distúrbio chega através de um cego que masca chiclete.

Senti-me a própria Clarice Lispector. Mal comparando, a lagartixa foi a minha barata. E se eu escrever um livro no mínimo parecido com os dela, já fico satisfeita.
Por enquanto bastam as semelhanças atuais: a faculdade de Direito (sim, ela fez UFRJ! Pra compensar o fato de Eurico Miranda também ter feito...) e o choque da lagartixa-barata.

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Cada um tem o psicopata e o bicho-revelador que merece.
Conheço uma pessoa que ontem perdeu seu psicopata favorito. Não sei como ela está, não seu como irá ficar. Só sei que ela está diferente...

Mais notícias em breve. =)

Msn

Eu tenho uma dúvida.

Quando eu bloqueio alguém no msn, a pessoa continua podendo mandar mensagens (e neste caso elas simplesmente não chegam a mim) ou ela recebe aquele erro de que a mensagem não pode ser entregue?

(Sim, esta é uma informaçao sensível.)

sexta-feira, outubro 19, 2007

Semana 0

Vamos tentar de novo. Para tentar, eu conto o último "causo".
Então estou eu, vendo meus e-mails corporativos (aqueles que foram enviados para a conta que termina com @minhaempresa.com.br), quando me deparo com um e-mail cujo assunto era algo assim:

Processo civil nº xxxxx, movido por FULANA em face de EMPRESA em tramitação na xxx Vara Cível da Comarca da Capital

Até aí tudo bem. Achei meio estranho eu receber um e-mail com esse assunto, mas como existe outra Sarita aqui no trabalho imaginei que tivessem de novo errado a destinatária.

Abri o e-mail.

Prezada Dra. Sarita,
Você foi arrolada como testemunha no processo em epígrafe, movido por FULANA em face de EMPRESA. Gostaria de saber se você foi intimada, se irá participar da audiência e se prestará depoimento.
A audiência será hoje, às 15h.

SICRANA
Advogada


Ahn? Processo? Testemunha? Intimada? Moi?! Eu?!
Como assim???

Fui falar com a advogada. Ela me mostrou o processo, mostrou as alegações da FULANA (que eu, obviamente, conheço.. entrou pra minha lista de "Mais procurados", e ainda nao sei a indenização que irei oferecer pela sua captura com vida.. grrrr...), mostrou meu nominho lá, por extenso (Jesus...) e pediu que eu explicasse o que eu estava fazendo naquele processo.

Expliquei, contei meu lado da história, dei a cópia da minha OAB pra menina e pronto.

To muito p da vida. E justifico.

1- Se você quer que alguém seja sua testemunha, imagina-se que você vá perguntar à pessoa. Se você não perguntar, comunicar também é uma boa opção.

2- Se você quer que a pessoa testemunhe e conte a verdade que vai te ajudar (não manipular a verdade, mas todo mundo já viu série de julgamento, e sabe que as testemunhas devem ser isntruídas, nem que seja pra não ficarem nervosas), você vai avisá-la com certa antecedência.

3- Se você quer que a pessoa esteja de bom humor e com disposição pra te ajudar, você não vai esperar que a outra parte comunique-a que ela foi arrolada como testemunha, oras!

É questão de bom senso. Ninguém precisa fazer faculdade de Direito para saber disso.
O pior de tudo mesmo é que a FULANA é advogada...

E então, é ou não é pra eu estar p?

quinta-feira, outubro 18, 2007

Then I'm glad the designers haven't worked out robots who can work in total darkness yet. I'd hate to have to find seven mad robots in a black pit without radio communication, if they weren't lit up like blasted radioactive Christmas trees.

Isaac Asimov's I robot

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Já falei e vou repetir.
Isto aqui não é uma democracia. É a Saritocracia. Eu mando nessa zona e por esse mesmo motivo eu digo quem fala o que e o que é publicado.
Legal? Não. Péssimo. Se vocês todos se comportassem isso não seria necessário. Mas vocês nunca sabem respeitar limites, aí eu tenho que dar uma de tirana autoritária e dizer que quem manda aqui sou eu e que tudo deve passar pelo meu crivo... Chato, muito chato. Vamos tentar de novo. Espero que quem tiver que se controlar, se controle.
Vistam a carapuça, se preciso for. Eu cansei. Mas não vou detonar meu blog DE NOVO por causa de ninguém. Ninguém mesmo.

E sim, eu estou feliz. =)

Humpf.

segunda-feira, outubro 15, 2007

At first I was afraid, I was petrified..
I kept thinking I could never live without you by my side but then I spent so many nights just thinking how you´ve done me wrong. I grew strong, I learned how to get along.
And so you´re back from outer space. I just walked in to find you here with that look upon your face. I should have changed my fucking lock, I would´ve made you leave your key if I had known for just one second you´d be back to bother me.
Oh now go, walk out the door. Just turn around now, you´re not welcome anymore. Weren´t you the one who tried to break me with desire? Did you think I´d crumble? Did you think I´d lay down and die? Oh not! I will survive. Yeah, as long as I know how to love I know I´ll be alive. I´ve got all my life to live, I´ve got all my love to give. I will survive. I will survive!


(Na brilhante versão do Cake)
Eu não gosto de me explicar.
Pra NINGUÉM. Mesmo.

domingo, outubro 14, 2007

Malvados



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Cultivando o amor ao próximo não tão próximo e ao próximo absurdamente distante.
Vai ver eu estou confundindo tudo... Vai ver eu deveria estar cultivando o amor ao próximo próximo. Às vezes a gente acaba agindo como se esse já soubesse o que a gente sente...

sábado, outubro 13, 2007

Só hoje em casa eu lembrei que não tiramos foto do nosso clássico encontro de boas-vindas.
Não sei se vocês repararam, mas foi um dos que combinamos mais rápido - ou seja, não precisamos da pró-atividade de Marcelo ("o encontro é dia tal, tal horário, na minha casa, e você irá, entendeu?"), mas sim, os comentários dele fazem falta.

Próximo encontro lembremos de tirar foto. Mesmo que alguns de nós estejam com uma roupa pouco convencional... ;)

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Fui à locadora hoje. Buscar, na seção de sci-fi, o "Duna" antigo. Nas locadoras daqui de perto ele não existe. Isso seria um sinal divino? Sim, é um sinal divino de que ou eu abro minha própria locadora e coloco títulos alternativos ou estarei fadada ao marasmo cinematográfico.

Thiago, u still owe me the movie. =P

terça-feira, outubro 09, 2007

Visitante - David Cohen

Mundo animal

- Não acredito que você vai votar naquele sapo barbudo!
- Qual o problema? Melhor do que votar nessas aves de rapina...
- Sua anta! Tucanos não são aves de rapina!
- Mas são como urubus, se alimentam da desgraça alheia.
- Para o seu governo, urubus também não são aves de rapina! Aliás, você tem alguma coisa contra os urubus?
- Eu? Imagina... São animaizinhos tão simpáticos, tão importantes para o equilíbrio da nossa fauna, tão imprescindíveis... nos lixões!
- Melhor do que o bacalhau! Aliás, aposto que você nem sabe direito como é um bacalhau...
- Posso não entender muito de animais, mas posso garantir que o bacalhau é melhor do que o urubu!
- Não adianta tentar mudar de assunto, nunca imaginei que um homem como você...
- O que é que tem um homem como eu?
- Um homem que se diz tão esperto, uma verdadeira raposa...
- Lá vem você com seu veneno...
- Nunca imaginei que um homem como você fosse capaz de votar nesse tipo de cobra!
- Mas não era sapo?
- São todos anfíbios! Pior, são todos uns vermes!
- Assim não dá, assim você me confunde. E além do mais, você não entende nada de política!
- E nem você de animais.

* * *

- Ai que saudades do macaco Tião...

domingo, outubro 07, 2007

Filhos do Nascimento

Quem leu "Batman - the dark knight returns" sabe do que eu estou falando.
Um trecho do livro mostra como o Batman transforma uma gangue de inimigos em seus seguidores fiéis, unicamente demonstrando que ele pode ser admirado. E então a antiga gangue se torna uma seita de vingadores, que passa a percorrer Gotham City matando todos os criminosos, com o morcego pintado no rosto.

As pessoas podem não resolver fazer o mesmo que os "sons of Batman", mas com certeza elas têm a mesma sensação ao ver Tropa de Elite...

quarta-feira, outubro 03, 2007

(Aspectos de uma nerdice sem fim - parte 1)

Evidentemente o atual crescimento exponencial [da população] não pode durar para sempre. Então o que acontecerá? Uma possibilidade é nos exterminarmos completamente por algum desastre, como uma guerra nuclear. Os pessimistas dizem que o motivo por que não fomos contatados por extraterrestres é que, quando uma civilização atinge o nosso estágio de desenvolvimento, torna-se instável e destrói a si mesma. Contudo, sou um otimista. Não acredito que a raça humana tenha chegado tão longe simplesmente para se extinguir justo quando as coisas estão se tornando interessantes.



O universo numa casca de noz - Stephen Hawking


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Leiam esse livro. Nem que seja pelo prazer de pular os cálculos, fórmulas e vocabulário altamente especializado e ir direto para as figuras e analogias. Porque esse cara escreve muito bem e pensa melhor ainda.

(Sem contar o senso de humor ácido.)

Não admira ele ocupar a cadeira de Newton em Cambridge.

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Valeu, T.

terça-feira, outubro 02, 2007

So happy together (The Turtles)

Imagine me and you, I do
I think about you day and night, it's only right
To think about the girl you love and hold her tight
So happy together

If I should call you up, invest a dime
And you say you belong to me and ease my mind
Imagine how the world could be, so very fine
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

If I should call you up, invest a dime
And you say you belong to me and ease my mind
Imagine how the world could be, so very fine
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Call you up
Ease my mind