segunda-feira, maio 19, 2008

Wordpress

Sinto-me uma herege ao noticiar a alteração do hosting do meu blog em um blog de outro host...
De qualquer maneira, estou agora em abreparentesesreticencias.wordpress.com. Versão beta, claro. Modificações necessárias ainda em processo.

I welcome you all to my new abode. =)

sábado, maio 17, 2008

Upgrading para o wordpress. =)

Pedro e Thiago

Acho que eu já comentei isso aqui, mas repito devido às circunstâncias.
Há alguns muitos meses, logo que o Pedro foi pra Brasília, eu acho que era a única pessoa a não olhar a conta de telefone e ligar pra ele com certa constância, além, obviamente, da mãe dele. Pode ser porque a conta estava em débito automático, pode ser porque eu não tinha nada melhor pra fazer, ou pode ser porque eu realmente sentia falta dele, depois de dividir com ele mesa em cursinho e frustrações de concursos e, principalmente, depois de me sentir culpada por eu ter passado na prova e ele não.

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Considerando a complexidade do trabalho em nossa empregadora, eu acho que ele deve estar agradecendo ter alguém a quem perturbar diariamente pedindo ajuda, alguém suficientemente gentil pra ajudar sem pensar duas vezes.

Não, Pedro, eu não ajudo só por me sentir culpada não. E se continuar com essa palhaçada de me achar "forçada" nas gentilezas te encho de p&%$#@! (Melhorou?)

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Enfim. Pedro, ainda em Brasília, me disse que eu tinha como característica marcante o fato de me aproximar das pessoas quando elas não estão fisicamente próximas. Ou seja: morasse ele ainda no Rio, eu não iria procurá-lo com tanta frequência e provavelmente não conversaria sobre metade das coisas que conversamos.

Pensei nisso ontem, depois de me despedir do Thiago, que falou algo mais ou menos assim: "O fato de eu saber que a partir de amanhã ficarei 15 dias longe de todos que eu conheço faz com que eu tenha que me controlar pra não fazer ou falar alguma besteira."
Em resumo, pessoas ficam impulsivas diante da proximidade da despedida. Talvez não impulsivas, talvez elas percam o medo. O clássico "fale agora ou cale-se para sempre". Mesmo que o "para sempre" dure 15 dias e, muito provavelmente, ao voltar você tenha preferido não ter aberto a boca antes.
É uma falsa segurança. Como se a distância fosse abrandar qualquer reação do interlocutor. Quer dizer que ama? Espere a véspera da viagem. Quer roubar um beijo? Espere o dia da viagem. Quer terminar tudo? No aeroporto, durante a despedida. E sim, as revelações serão sempre variações sobre um mesmo tema.

Com alguma sorte, na volta você poderá dizer-se arrependido, poderá voltar atrás, sem causar danos irrecuperáveis. Faz parte do senso comum essa idéia de aproveitar viagens para abrir o coração...

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Eu não caio mais nessa. Não tem como voltar atrás. Não diga nada que você não possa manter quando retornar. Simples assim. =)
Acordei hoje feliz. Dormi mal, acordei rápido como mpoucas vezes fiz ultimamente, sabia da quantidade de coisas pra fazer no trabalho e mesmo assim eu cheguei, conversei, abri meu notebook marquei almoço.
Saí tarde? Pra caramba.
Valeu a pena? Cada minuto desse dia.

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Realmente são as pequenas coisas da vida que fazem tudo ter sentido.
O filme certo, o último pedaço de pizza, a pipoca no cinema, o crachá com a foto...

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Quando pessoas como eu ficam felizes, algo muito errado vai acontecer.
Algo muito errado quase aconteceu. Eu sei. Só não sei onde. Sei que foi quase porque a sensação (o frio na barriga, subindo pelo esôfago como um vento gelado) passou do mesmo jeito que começou. Espero que esteja tudo bem...

quinta-feira, maio 15, 2008

Clipping de notícias - tolerância zero

(Os textos abaixo são adaptados de uma troca de e-mails entre profissionais de nível superior de uma grande empresa - que absolutamente não é a minha, e eu não digo isso pra disfarçar o foco. Obviamente os nomes foram omitidos e eu não contarei a fonte.)

"Estamos recebendo, desde algumas semanas atrás, os documentos com os grampos invertidos (para o lado de trás).
Solicitamos que o grampo seja colocado da mesma forma que anteriormente, na parte da frente. É impossível tirar cópias da fatura com ele na parte de trás, o que nos obriga a inverter o grampo logo que a documentação chega aqui.
Tive que inverter um grampo de uma fatura de umas 400 páginas e, digamos, não foi muito fácil. Acredito que colocar o grampo do lado correto não implicará nenhum trabalho adicional para vocês, por isso faço essa solicitação (em nome de todo o setor)
Grato;
O cara sem nada pra fazer
Gerência"



"Caro cara sem nada pra fazer,
Creio que não há uma maneira "correta" de utilizar grampos. Qualquer que seja o lado do grampo, ele cumpre sua função, que é a de anexar as folhas. Passamos a fazer dessa forma, pois acreditávamos que era a maneira mais fácil de juntar novos documentos. Entretanto, diante de sua tão cordial solicitação, passarei para todo o pessoal do meu setor sua orientação.
Atenciosamente,
O cara sem paciência"



"Considerando que, ao por o grampo do lado de trás do dossiê, todas as vezes somos obrigados a inverter a posição do grampo - para tirar cópias, assinaturas, carimbos- a posição "correta" seria a mais adequada para a realização do trabalho.
Inverter grampos em dossiês de 400 páginas é uma atividade, digamos, angustiante, além de desnecessária, considerando que não há nenhum trabalho adicional em colocar o grampo na posição "correta".Ano passado a posição dos grampos também foi invertida, e tivemos que solicitar a mudança. Apenas após percebermos que a posição correta não seria retomada, fizemos o pedido."



"Eu tenho muito trabalho a fazer e não posso ficar discutindo com você sobre qual é a posição correta do grampo. A posição do grampo que facilita o meu trabalho dificulta o seu, então acredito que não há uma posição correta, mas sim a mais adequada para cada situação. Como eu falei anteriormente, passarei a sua solicitação aos meus colegas.
Aproveito para informar que as suas próximas recomendações deverão ser enviadas ao meu chefe imediato, o gerente de área.
Atenciosamente,
O cara sem paciência."


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Solicitação estúpida, resposta tolerância zero.
É isso aí.
Estou em meu período duvidoso. Time to be myself as harsh as gentle, as innocent as overthought, just like i said some of my friends are. Or some of my no longer friends.
Isso seria motivo suficiente para eu aconselhar que vocês parassem de visitar meu blog, mas já que estão aqui deixo uma música - mais pela melodia do que pela letra.
Se bem que a letra é tão sarcástica quanto eu tenho estado nesses últimos dias. Culpa de noites mal dormidas e dias muito trabalhados...

O estado de espírito justifica também a não alteração da frase aí de cima. Mas não justifica as cores do blog.

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Leave (Glen Hansard)

I can't wait forever is all that you said
Before you stood up
And you won't disappoint me
I can do that myself
But I'm glad that you've come
Now if you don't mind

Leave, leave,
And free yourself at the same time
Leave, leave,
I don't understand, you've already gone

And I hope you feel better
Now that it's out
What took you so long
And the truth has a habit
Of falling out of your mouth
But now that it's come
If you don't mind

Leave, leave,
And please yourself at the same time
Leave, leave,
Let go of my hand
You said what you have to now
Leave, leave,
Let go of my hand
You said what you came to now
Leave, leave,
Leave, leave,
Let go of my hand
You said what you have to now
Leave, leave,

quarta-feira, maio 14, 2008

Hora extraordinária

A grande preocupação de quem começa um novo trabalho é o quão tarde será necessário sair. Pedro me perguntou isso e eu falei "relaxa, sair tarde é desnecessário..."

Hoje, às 22h25, eu mandei um torpedo para o mesmo Pedro dizendo "adivinha onde eu to.."
Eu estava no trabalho, no hall dos elevadores, descobrindo que depois de 22h só um elevador permanece ligado. Isso depois de, às mesmas 22h, as luzes terem sido apagadas e eu ter ligado pra pedir que reacendessem.

Para então descobrir, no subsolo, que os caixas eletrônicos do Itaú são os únicos desligados às 22h.

Ou seja, era 22h30, eu estava no centro da cidade, sem dinheiro, sem voucher, sem dinheiro em casa, sem caixa eletrônico funcionando.

A solução foi aceitar o oferecimento de uma gentil alma que passava perto, recusando, com isso, a vaquinha que os seguranças já pensavam em fazer...

É... eu estava mal a esse ponto.

segunda-feira, maio 12, 2008

Corporativismo amigo 1

Eu nunca trabalhei com amigos.
Já fiz amigos no trabalho, mas nunca trabalhei com amigos.

Pelo menos não até hoje.

Descoberta #1: amigos são cruéis quando se sentem à vontade; a ponto de pisar em você sem perceber, a ponto de fazer pouco de sua ajuda sem perceber, a ponto de fazer você se arrepender de sequer ter ficado feliz com a chegada deles.

A vantagem do amigo?
Ele sabe pedir desculpas.

Corporativismo de trânsito

Onde eu moro existem vários meios de transporte para quem quiser vir para o centro da cidade: trem, ônibus, táxi e, obviamente, as famosas vans e lotadas.
Para quem não conhece, a lotada funciona como funcionava antigamente: lota-se um táxi e cada pessoa paga um valor fixo.

Pois bem.

Onde eu moro a maioria das pessoas frescas, metidas ou apressadas prefere vir pro centro de lotada. Ar condicionado, espaço para respirar e, principalmente, acesso à faixa seletiva da Brasil, que muitas vezes se mostra como o oásis no deserto - ou a única faixa livre no meio do engarrafamento (bisonhamente, os motoristas comuns aprenderam a respeitar a seletiva).

O horário até 7h é tranquilo. Poucos acordaram, poucos estão pegando lotadas, a oferta é maior que a procura. E a Brasil está limpa.
A partir das 7h, porém, o trânsito muda, e as pessoas também.

Hoje eu saí de casa às 7h15. Eu e muitas outras pessoas.
Cheguei no ponto e ninguém estava lá. Parei próximo a um sinal e aguardei, sempre olhando para trás, monitorando o tráfego de pessoas que possivelmente pegariam lotada.
Uma mulher. Veio andando devagar, devagar passou por mim e devagar continuou andando até parar mais à frente.
Outras duas mulheres. Vieram não tão devagar, passaram por mim. Uma delas passou pela outra mulher e continou andando por cerca de 300m. A outra parou do lado da mulher que tinha chegado primeiro, conversou por alguns instantes e continuaram as duas andando por mais uns 100m.

Eu pensei "Pqp. Se eu ficar aqui, todas as lotadas vão ser ocupadas por essas 3. Vamos ver quem é que desiste primeiro...", dei meu sorriso maquiavélico (o tal "side smile") e comecei a andar.

Quando as duas perceberam que eu estava indo na direção delas, começaram a andar também. Mas não rápido o suficiente para evitar que eu as ultrapassasse (com direito a musiquinha do Senna de papel de parede).

A outra, que estava ainda mais à frente, me perseguiu por alguns metros após a ultrapassagem, mas acabou desistindo. E eu pensando "Fracos... hahahaha"

O mundo corporativo também é sinistro.
Os fracos não sobrevivem. Nem pra pegar táxi.

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O resultado: acabei pegando uma van. Para ouvir o tempo todo o motorista no nextel avisando os outros que a chapa tava quente na esquina da Rio Branco com Santa Luzia.

Ai ai...

sábado, maio 10, 2008

Muito sobre nada

(E depois ainda tem gente que diz que a torcida do Flamengo não é grande. Eu - enquanto flamenguista - não me incomodo com as derrotas e vitórias de qualquer outro time, exceto se o perdedor for o próprio Flamengo. Mas é impressionante como todos os outros torcedores - ao menos em sua maioria - ficam divididos entre torcer a favor de seu time e contra o Flamengo. Não que sejam excludentes - não são.
Respeito a vida vazia de vocês que buscam motivação nas derrotas do Flamengo (aquela velha história de perder levando alguém junto, eu sei como é). Por serem meus amigos, eu nada direi. E manterei os comentários ao post abaixo, que não será apagado.)

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Nada de novo no reino da Dinamarca. Exceto que Pedro - sim, Pedro, você - irá trabalhar comigo.
E por pouco não trabalha comigo COMIGO, do meu lado. Eu aceito os agradecimentos depois por não ter lembrado meu chefe - durante uma reunião - que ele deixou escapar entre os dedos a única pessoa dentre os convocados que tem um mínimo de noção de como funcionam os contratos de telecomunicações e o que raios são todas aquelas resoluções da Anatel...

Ah se eu tivesse entrado no blog antes e lido seu comentário...
If only...

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Eu juro que não estou virando trekker (e não trekkie).
Mas esse comentário eu faço só para aqueles que chegaram a assistir o original (com Spock e Kirk) e depois depararam-se com a nova geração (com Data e Piccard).
Diferenç principal: Kirk não dava a mínima para o universo e todas as suas 9 dimensões, queria apenas salvar a própria pele e, com alguma sorte, salvar a tripulação e os passageiros da Enteprise. Piccard não. Piccard tomou como missão salvar todo o universo de qualquer ameaça. A nave está inteira, todos estão salvos, ele pode ir embora, mas ele fica, arriscando tudo por conta de um planetinha agrícola que provavelmente demorará milhares de anos para se recuperar e cuja população foi reduzida a 1/10...

Aliás e a propósito, por falar em Jornada nas Estrelas, acompanhem as minhas frases de efeito no msn (óbvio, aqueles que tiverem meu msn) e aqui no cabeçalho do blog. No próximo post (que não será sobre o Flamengo, o Gloriso, por motivos óbvios que fogem ao meu controle, ao meu senso crítico e ao meu pé-quente) eu explico a origem.

quarta-feira, maio 07, 2008

Pra não perder o hábito

Tem mais tudo. Menos sofredor

"A favela está em festa", diz alguém aqui no jornal, em tom de deboche. E o Leblon também. Assim com Ipanema, Copacabana, Tijuca, Barra...

É uma torcida tão grande que vai ser maioria no morro, nos bairros chiques, nas localidades de classe média, nos condomínios, nos loteamentos clandestinos, nas coberturas...

"Na torcida do Flamengo tem mais gordo, mais magro, mas feio, mais bonito, mais rico, mais pobre, mais bandido, mais gente honesta que em qualquer lugar. Tem simplesmente mais qualquer coisa que se pensar", diz um colega ao lado.

"Só não tem mais sofredor", faz a ressalva outro colega. "Afinal de contas, os vascaínos sofrem duas vezes. Quando o Vasco perde e quando o Flamengo ganha."

Mauro Ventura

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Faz sentido.
E hoje tem Maraca. =)