Desafio sen-sa-cio-nal entre os catataus (aos quais eu humildemente me incluo por falta de denominação melhor, afinal "os catataus e a Sarita" não ia combinar muito) e o grupo da namorada de um dos catataus.
Twister, War e vários cachorros-quentes depois, chegamos a conclusão que sim, ME é competitivo e sim, caju tem estratégias incompreensíveis pra maioria das pessoas comuns. Eu extraordinariamente entendi. Enfim, como a dupla com ME não deu certo e minhas idéias foram desprezadas, me recolhi à minha inferioridade e joguei Perfil com Leo e Pedro.
Resultado: eles são melhores e mais unidos que nós. Mas nós somos extraordinariamente divertidos em nossas loucuras e piadas e discussões, exatamente por sermos absolutamente diferentes uns dos outros.
E eu não sei o que foi mais engraçado: eu engasgando com Coca-Cola e quase morrendo ou a foto que comprova como Twister é um jogo perigoso...
===
Você, que aparece na foto. Em consideração eu não colocarei a foto. Você me deve essa. =)
===
Valeu, pessoal. Eu adoro muito mesmo vocês!
domingo, maio 27, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Auto-estima em baixa?
Sugestão que sempre funciona: passar por dentro do prédio do BNDES, no centro da cidade.
A estrada dos tijolos amarelos: entrar pela passarela sobre a Av. Chile (que liga o BNDES à Petr*****) e sair na saída que leva à Praça Tiradentes (ou vice-versa).
O objeto: portas com sensores de movimento realmente sensíveis.
O procedimento: andar normalmente, ao lado das portas de vidro, a uma distância de 2m.
O motivo: distância grande o suficiente para ninguém achar que você vai entrar no BNDES e pequena o suficiente para você ser detectado pelos sensores e as portas se abrirem.
A sensação: Deus em visita à Terra sendo saudados pelos equipamentos eletrônicos, que imploram "por favor, entre".
Indescritível.
E pode ser bobo, mas impossível não sorrir. Se não melhorar sua auto-estima, ao menos te descontrai por 2min - o tempo que leva a passagem ao lado das 3 portas.
Sugestão que sempre funciona: passar por dentro do prédio do BNDES, no centro da cidade.
A estrada dos tijolos amarelos: entrar pela passarela sobre a Av. Chile (que liga o BNDES à Petr*****) e sair na saída que leva à Praça Tiradentes (ou vice-versa).
O objeto: portas com sensores de movimento realmente sensíveis.
O procedimento: andar normalmente, ao lado das portas de vidro, a uma distância de 2m.
O motivo: distância grande o suficiente para ninguém achar que você vai entrar no BNDES e pequena o suficiente para você ser detectado pelos sensores e as portas se abrirem.
A sensação: Deus em visita à Terra sendo saudados pelos equipamentos eletrônicos, que imploram "por favor, entre".
Indescritível.
E pode ser bobo, mas impossível não sorrir. Se não melhorar sua auto-estima, ao menos te descontrai por 2min - o tempo que leva a passagem ao lado das 3 portas.
sábado, maio 19, 2007
Velox rima com processo judicial.
Não sei porque, mas estou na minha fase judicante. Tudo eu quero resolver na justiça. Afinal, como disse pra um menino que eu não vou dizer onde trabalha porque estou proibida por determinação superior, minha carteira da OAB tem que ter outra utilidade além de valer como documento de identidade em todo o território nacional...
Então, depois de descobrir que a velocidade continua 2mb apesar de o técnico ter solicitado alteração para 600k, pretendo ver o que o Juizado Especial Cível faz por mim.
* * *
E ainda dizem que eu sou má...
* * *
Doente. Com febre. E com uma criatividade impressionante.
Inventei um novo conto. Que será dado de presente. Considerando-se, obviamente, que eu escreva.
E já estou com outro em mente. Esse já tem até título: "Midas".. E enredo. E dedicatória. Vamos ver se fica tão bom quanto promete.
Não sei porque, mas estou na minha fase judicante. Tudo eu quero resolver na justiça. Afinal, como disse pra um menino que eu não vou dizer onde trabalha porque estou proibida por determinação superior, minha carteira da OAB tem que ter outra utilidade além de valer como documento de identidade em todo o território nacional...
Então, depois de descobrir que a velocidade continua 2mb apesar de o técnico ter solicitado alteração para 600k, pretendo ver o que o Juizado Especial Cível faz por mim.
* * *
E ainda dizem que eu sou má...
* * *
Doente. Com febre. E com uma criatividade impressionante.
Inventei um novo conto. Que será dado de presente. Considerando-se, obviamente, que eu escreva.
E já estou com outro em mente. Esse já tem até título: "Midas".. E enredo. E dedicatória. Vamos ver se fica tão bom quanto promete.
sexta-feira, maio 18, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
Eu adoraria contar tudinho sobre a minha vida aqui no blog.
A idéia inicial era essa (sem fazer como o ME, que limita-se a isso.. rs), mas as coisas saíram de controle.
Não me restou nada além de escrever em código torcendo pra que vocês entendessem, ou então postar coisas sem importância torcendo pra que vocês não desistissem de mim. =)
* * *
Pra bom entendedor meia palavra basta.
* * *
Quem é que clica nos links que eu coloco aqui? Alguém? rs
* * *
Blog de ME está de volta. Por favor, dêem o ar de suas graças por lá, ou eu vou começar a comentar nos blogs de vocês completando o endereço de minha página com a página dele.. rs
Por que tanto interesse? Porque a foto dele tá engraçada, e eu preciso de alguém que me ajude a rir. Me disseram que eu sou má. Pode ser. Mas poderia ser pior. Muito pior, não é?
* * *
Já perceberam como as pessoas se sentem culpadas por não corresponderem às expectativas dos outros?
Ou vai ver sou só eu.
Bastou um comentário do caju pra eu falar sobre tudo, menos sobre fut**** e Petr*****. Impressionante. Eu sou manipulável! rs
A idéia inicial era essa (sem fazer como o ME, que limita-se a isso.. rs), mas as coisas saíram de controle.
Não me restou nada além de escrever em código torcendo pra que vocês entendessem, ou então postar coisas sem importância torcendo pra que vocês não desistissem de mim. =)
* * *
Pra bom entendedor meia palavra basta.
* * *
Quem é que clica nos links que eu coloco aqui? Alguém? rs
* * *
Blog de ME está de volta. Por favor, dêem o ar de suas graças por lá, ou eu vou começar a comentar nos blogs de vocês completando o endereço de minha página com a página dele.. rs
Por que tanto interesse? Porque a foto dele tá engraçada, e eu preciso de alguém que me ajude a rir. Me disseram que eu sou má. Pode ser. Mas poderia ser pior. Muito pior, não é?
* * *
Já perceberam como as pessoas se sentem culpadas por não corresponderem às expectativas dos outros?
Ou vai ver sou só eu.
Bastou um comentário do caju pra eu falar sobre tudo, menos sobre fut**** e Petr*****. Impressionante. Eu sou manipulável! rs
quarta-feira, maio 16, 2007
Ora ora ora...
Ainda presa à restrição expressa no post anterior (viu, Leo, como eu levo em consideração o que você fala mesmo sabendo que você não entra aqui?), descubro que nada tenho para falar.
Vida vazia, não acham?
Qualquer coisa que eu falar irá trair o segredo de alguém. Isso me torna uma pessoa confiável, ao mesmo tempo que limita meus horizontes e comprova que os seres humanos andam tendo mais problemas do que costumavam.
Explico-me. Eu falo com as pessoas tanto quanto antes. Elas me contam coisas tanto quanto antes. Mas agora o número de segredos supera o número de informações comuns e divulgáveis. Se elas têm mais segredos, elas têm mais problemas.
O mundo realmente está se tornando um lugar muito mal frequentado...
* * *
Reticências à parte.
Quando publicaremos o livro de vocês?
* * *
ME ressucitou o blog. Vai ver é por isso que anda um tempo tão estranho no Rio. Ou então o tempo é justificado pela minha entrada no blog dele.
Aliás, ME, muda aquela fotinha, muda. Você não tem mais 17 aninhos...
Ainda presa à restrição expressa no post anterior (viu, Leo, como eu levo em consideração o que você fala mesmo sabendo que você não entra aqui?), descubro que nada tenho para falar.
Vida vazia, não acham?
Qualquer coisa que eu falar irá trair o segredo de alguém. Isso me torna uma pessoa confiável, ao mesmo tempo que limita meus horizontes e comprova que os seres humanos andam tendo mais problemas do que costumavam.
Explico-me. Eu falo com as pessoas tanto quanto antes. Elas me contam coisas tanto quanto antes. Mas agora o número de segredos supera o número de informações comuns e divulgáveis. Se elas têm mais segredos, elas têm mais problemas.
O mundo realmente está se tornando um lugar muito mal frequentado...
* * *
Reticências à parte.
Quando publicaremos o livro de vocês?
* * *
ME ressucitou o blog. Vai ver é por isso que anda um tempo tão estranho no Rio. Ou então o tempo é justificado pela minha entrada no blog dele.
Aliás, ME, muda aquela fotinha, muda. Você não tem mais 17 aninhos...
sábado, maio 12, 2007
Está aberto o espaço de reclamações.
12/5/2007 17:54:44 Marcelo Ed. "tá na hora de atualizar o blog não?"
Atualizo.
E aproveito para explicar a ausência.
Pra variar um pouquinho, estou imobilizada do cotovelo esquerdo até a planta da mão. Resultado prático: não dá pra ficar digitando sem catamilhar. Catamilhar demora horrores. Eu sou prolixa. Conclusão óbvia: melhor não escrever que demorar horrores pra catamilhar por ser prolixa e não poder usar a mão esquerda.
Mas... depois que o nobre Marcelo Eduardo, muito sabiamente, mostrou o vídeo de treinamento (que eu intimamente chamo vídeo-ameaça-para-que-não-o-questionem), não pude me recusar a atender esse pedido.
Atualizo, então, com a seguinte restrição:
8/5/2007 21:51:49 Leonardo "Teu blog tá só Petrobras e futebol... q coisa feia!"
Nada da Petrobras, nada de futebol. Falemos do tempo!
É outono no Rio. E é primavera no hemisfério norte, o que deixa Paris absurdamente mais aprazível. Enquanto o Cristo Redentor, braços eternamente abertos, sauda quem chega, a Torre Eiffel perfura o céu parisiense.
"Faça do céu o lugar mais belo da terra", diria a Air France (com sotaque fancês, por favor).
Mas o lugar mais belo da terra é onde eu fico, quentinha, nesse outono do Rio. Ou em Paris, em pensamento e coração, pelo menos até as 6h da manhã de amanhã.
12/5/2007 17:54:44 Marcelo Ed. "tá na hora de atualizar o blog não?"
Atualizo.
E aproveito para explicar a ausência.
Pra variar um pouquinho, estou imobilizada do cotovelo esquerdo até a planta da mão. Resultado prático: não dá pra ficar digitando sem catamilhar. Catamilhar demora horrores. Eu sou prolixa. Conclusão óbvia: melhor não escrever que demorar horrores pra catamilhar por ser prolixa e não poder usar a mão esquerda.
Mas... depois que o nobre Marcelo Eduardo, muito sabiamente, mostrou o vídeo de treinamento (que eu intimamente chamo vídeo-ameaça-para-que-não-o-questionem), não pude me recusar a atender esse pedido.
Atualizo, então, com a seguinte restrição:
8/5/2007 21:51:49 Leonardo "Teu blog tá só Petrobras e futebol... q coisa feia!"
Nada da Petrobras, nada de futebol. Falemos do tempo!
É outono no Rio. E é primavera no hemisfério norte, o que deixa Paris absurdamente mais aprazível. Enquanto o Cristo Redentor, braços eternamente abertos, sauda quem chega, a Torre Eiffel perfura o céu parisiense.
"Faça do céu o lugar mais belo da terra", diria a Air France (com sotaque fancês, por favor).
Mas o lugar mais belo da terra é onde eu fico, quentinha, nesse outono do Rio. Ou em Paris, em pensamento e coração, pelo menos até as 6h da manhã de amanhã.
segunda-feira, maio 07, 2007
domingo, maio 06, 2007
Eu deveria ter guardado o centésimo pra algo mais emocionante.
Mas flamenguista se acostumou a ser desconfiado. Apaixonado, desesperado, e desconfiado. Prefiri agir de forma indiferente, como se não tivesse uma final prestes a acontecer, como se eu não tivesse passado a semana inteira ouvindo provocações variadas de variadas torcidas - a tal torcida arco-íris - e como se eu realmente não me importasse com a aposta sugerida por um botafoguense.
Foram horas de sofrimento necessário. Porque aparentemente não tem graça ganhar com facilidade, não tem graça defender todas as bolas, não tem graça converter todos os chutes a gol, não tem graça um único escanteio. Há a necessidade de 4 escanteios seguidos, em uma mesma jogada, nenhum deles resultando em gol. Há a necessidade de errar passes, há a necessidade de cobrar lateral de uma maneira inexplicável, há a necessidade de expor o goleiro para que ele se estique ao máximo, há a necessidade de não marcar, de abrir espaço pro outro time crescer, e há a necessidade de admirar a bola passando em direção a rede.
Porque a torcida rubro-negra gosta de sofrer e sair depois de cabeça erguida. Porque ver um primeiro tempo imprensado no sofá, angustiado, compensa o 2o tempo corrido. Porque ver o Flamengo marcar um gol e assistir o desempate em menos de 8 minutos vale pelo gol do empate. Porque ver a bola entrar pelo lado esquerdo do Bruno vale esperar o cartão vermelho levantado para Dodô - abusado e sem respeito pelo manto sagrado. E porque ver o Bruno deixar entrar duas cobranças de penalti vale pela comemoraçao do placar final - graças ao Max.
Afinal, como bem lembrou o Leandro, "ele me mata, me maltrata, me arrebata de emoção o coração". E a torcida rubro-negra precisava sofrer, morrer, angustiar-se e ficar em silêncio - um silêncio ouvido da varanda do apartamento na Tijuca - para finalmente explodir em gritos. Gritos que fizeram os brasilienses, os nordestinos, os japoneses se apaixonarem pelo Flamengo. Gritos que me lembram a todo momento porque eu sou flamenguista. E porque o João estava certo quando disse o "Meça suas palavras..." no último jogo...
E esse domingo, ainda que eu não tenha ido ao Maracanã ver o time que sou fã jogar, a emoção ultrapassou os muros do estádio e veio pelo ar, invadindo a sala, enquanto diminuíamos o volume da tv para ouvir o "Meeeengoooo" ser entoado como um mantra antes, durante e depois do jogo.
Eu também teria um desgosto profundo...
Mas flamenguista se acostumou a ser desconfiado. Apaixonado, desesperado, e desconfiado. Prefiri agir de forma indiferente, como se não tivesse uma final prestes a acontecer, como se eu não tivesse passado a semana inteira ouvindo provocações variadas de variadas torcidas - a tal torcida arco-íris - e como se eu realmente não me importasse com a aposta sugerida por um botafoguense.
Foram horas de sofrimento necessário. Porque aparentemente não tem graça ganhar com facilidade, não tem graça defender todas as bolas, não tem graça converter todos os chutes a gol, não tem graça um único escanteio. Há a necessidade de 4 escanteios seguidos, em uma mesma jogada, nenhum deles resultando em gol. Há a necessidade de errar passes, há a necessidade de cobrar lateral de uma maneira inexplicável, há a necessidade de expor o goleiro para que ele se estique ao máximo, há a necessidade de não marcar, de abrir espaço pro outro time crescer, e há a necessidade de admirar a bola passando em direção a rede.
Porque a torcida rubro-negra gosta de sofrer e sair depois de cabeça erguida. Porque ver um primeiro tempo imprensado no sofá, angustiado, compensa o 2o tempo corrido. Porque ver o Flamengo marcar um gol e assistir o desempate em menos de 8 minutos vale pelo gol do empate. Porque ver a bola entrar pelo lado esquerdo do Bruno vale esperar o cartão vermelho levantado para Dodô - abusado e sem respeito pelo manto sagrado. E porque ver o Bruno deixar entrar duas cobranças de penalti vale pela comemoraçao do placar final - graças ao Max.
Afinal, como bem lembrou o Leandro, "ele me mata, me maltrata, me arrebata de emoção o coração". E a torcida rubro-negra precisava sofrer, morrer, angustiar-se e ficar em silêncio - um silêncio ouvido da varanda do apartamento na Tijuca - para finalmente explodir em gritos. Gritos que fizeram os brasilienses, os nordestinos, os japoneses se apaixonarem pelo Flamengo. Gritos que me lembram a todo momento porque eu sou flamenguista. E porque o João estava certo quando disse o "Meça suas palavras..." no último jogo...
E esse domingo, ainda que eu não tenha ido ao Maracanã ver o time que sou fã jogar, a emoção ultrapassou os muros do estádio e veio pelo ar, invadindo a sala, enquanto diminuíamos o volume da tv para ouvir o "Meeeengoooo" ser entoado como um mantra antes, durante e depois do jogo.
Eu também teria um desgosto profundo...
quinta-feira, maio 03, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
As pessoas vão pisar na bola com você pelos motivos mais estranhos do mundo. Vão alegar outras ocupações mais urgentes, esquecimento, falta de tempo, qualquer coisa. Tudo vira motivo. Até o empate do Botafogo é motivo pra pisarem na bola.
Não desista. Ainda há esperança. Em algum lugar do planeta existe alguém que não costuma esquecer os compromissos, que avisa quando muda de planos, que não arruma desculpas pra ter errado.
Pense nessa única pessoa, e planeje sua vida pra ser da mesma maneira. Porque no fundo até você já culpou o Flamengo, a chuva, a Telemar, os Correios... e jogar a responsabilidade é tão legal quannto ser esquecido depois de ter ouvido que isso jamais aconteceria.
Não desista. Ainda há esperança. Em algum lugar do planeta existe alguém que não costuma esquecer os compromissos, que avisa quando muda de planos, que não arruma desculpas pra ter errado.
Pense nessa única pessoa, e planeje sua vida pra ser da mesma maneira. Porque no fundo até você já culpou o Flamengo, a chuva, a Telemar, os Correios... e jogar a responsabilidade é tão legal quannto ser esquecido depois de ter ouvido que isso jamais aconteceria.
segunda-feira, abril 30, 2007
Mas e o jogo, hein? Que que foi aquilo, minha gente...

Depois de um silêncio quase sepulcral, quebrado timidamente pela Raça que se esforçava por manter alto o moral da torcida, aquele penalti surgiu como um raio de esperança.
Não importava se o juiz ainda não tinha dito se seria penalti ou não, não importava se ele iria expulsar o goleiro ou não, não importava nada. O lance, o drible interrompido por um goleiro estúpido sem noção de conseqüência foi o suficiente para que o Maracanã incendiasse aos gritos de "Meeeeeeeeeeeengooooooooooooooooo!"
E eu, que minutos antes questionei o Flamengo e ouvi um "meça suas palavras" muito bem dito pelo João (jovem João muito sábio futebolisticamente falando), não precisei de mais nada para sentir o coração explodir, as pernas ficarem bambas e o grito de alívio, raiva, frustração e rancor vir à garganta.
Porque domingo eu fui ao Maracanã e torci pro time que sou fã.
Não levei foguetes nem bandeiras, e por pouco ele não perdeu o campeonato ainda no primeiro jogo, entregue de bandeja pra um time que passou boa parte dos 90min caindo no chão sabe-se lá porquê.
O meu time pode não ter botado pra ferver, ou ter preferido fazer isso só após 15min do segundo tempo, mas o Maracanã em peso gritou o nome dele, enquanto a torcida botafoguense, coitada, ia diminuindo, diminuindo, diminuindo até sumir...
Pouco importa o empate. O Flamengo do 2o tempo foi o Flamengo, e eu fui ao Maracanã pra ver isso. Ver o MEU time jogar. =)
Depois de um silêncio quase sepulcral, quebrado timidamente pela Raça que se esforçava por manter alto o moral da torcida, aquele penalti surgiu como um raio de esperança.
Não importava se o juiz ainda não tinha dito se seria penalti ou não, não importava se ele iria expulsar o goleiro ou não, não importava nada. O lance, o drible interrompido por um goleiro estúpido sem noção de conseqüência foi o suficiente para que o Maracanã incendiasse aos gritos de "Meeeeeeeeeeeengooooooooooooooooo!"
E eu, que minutos antes questionei o Flamengo e ouvi um "meça suas palavras" muito bem dito pelo João (jovem João muito sábio futebolisticamente falando), não precisei de mais nada para sentir o coração explodir, as pernas ficarem bambas e o grito de alívio, raiva, frustração e rancor vir à garganta.
Porque domingo eu fui ao Maracanã e torci pro time que sou fã.
Não levei foguetes nem bandeiras, e por pouco ele não perdeu o campeonato ainda no primeiro jogo, entregue de bandeja pra um time que passou boa parte dos 90min caindo no chão sabe-se lá porquê.
O meu time pode não ter botado pra ferver, ou ter preferido fazer isso só após 15min do segundo tempo, mas o Maracanã em peso gritou o nome dele, enquanto a torcida botafoguense, coitada, ia diminuindo, diminuindo, diminuindo até sumir...
Pouco importa o empate. O Flamengo do 2o tempo foi o Flamengo, e eu fui ao Maracanã pra ver isso. Ver o MEU time jogar. =)
Marcadores:
Eu teria um desgosto profundo,
Imagem e palavra
quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
Não verifiquei se isso existe, mas que é o máximo, isso é. Fiquei até emocionada!
----------------------------
Processo Número: 0737/05
Quem pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Lojas Insinuante Ltda, Siemens Indústria Eletrônica S.A e
Starcell
Ementa:
UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.
Sentença:
Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza! Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha! Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens..... Não é coisa de segunda-mão, não! Consertado, dias depois não prestou mais... Não se faz mais conserto como antigamente! Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito. Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão. Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de "placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador". Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto.... Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da "incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível - Necessidade de prova técnica." Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor? Disse mais a Siemens: "o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto". Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso. O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo! A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de "legitimatio ad causam", também por motivo do "vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias" e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então "allegatio et non probatio quasi non allegatio". E agora seu Gregório? Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto! Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: "leve dois e pague um!" Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo! Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou! Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o
aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar! Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor. Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia! Por fm, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada. À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça! A Secretaria vai mandar uma cópia para todos. Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça. Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar. Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo! Por
último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu "extra petita", quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar. No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.
Conceição do Coité, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito
----------------------------
Processo Número: 0737/05
Quem pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Lojas Insinuante Ltda, Siemens Indústria Eletrônica S.A e
Starcell
Ementa:
UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.
Sentença:
Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza! Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha! Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens..... Não é coisa de segunda-mão, não! Consertado, dias depois não prestou mais... Não se faz mais conserto como antigamente! Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito. Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão. Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de "placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador". Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto.... Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da "incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível - Necessidade de prova técnica." Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor? Disse mais a Siemens: "o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto". Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso. O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo! A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de "legitimatio ad causam", também por motivo do "vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias" e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então "allegatio et non probatio quasi non allegatio". E agora seu Gregório? Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto! Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: "leve dois e pague um!" Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo! Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou! Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o
aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar! Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor. Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia! Por fm, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada. À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça! A Secretaria vai mandar uma cópia para todos. Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça. Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar. Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo! Por
último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu "extra petita", quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar. No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.
Conceição do Coité, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito
A semana começou tão bizarramente que não sei se narro primeiro minhas peripécias domingueiras tentando ver Red Bull Air Race (sim, eu estava dentre o 1 milhão de loucos que assistiu os velhinhos voando a 300km/h) ou se começo pelas bizarrices de hoje.
Começarei por hoje, ao menos por enquanto.
Meus nobres colegas causídicos (hahaha), visitem este site. Impressionante como tem gente fazendo besteira. Aqui sim vocês podem procurar motivos para dizer que tem gente comprando gabarito de prova pra juiz, porque eu ainda acho que a história do galo é perfeitamente plausível...
Por enquanto é isso. Divirtam-se.
Começarei por hoje, ao menos por enquanto.
Meus nobres colegas causídicos (hahaha), visitem este site. Impressionante como tem gente fazendo besteira. Aqui sim vocês podem procurar motivos para dizer que tem gente comprando gabarito de prova pra juiz, porque eu ainda acho que a história do galo é perfeitamente plausível...
Por enquanto é isso. Divirtam-se.
quinta-feira, abril 19, 2007
"O gigante colocou o menininho em cima da última árvore ainda sem folhas e sem flores, e a primavera chegou. O coração do gigante, derretido, aproveitava as pequenas alegrias que o muro por tanto tempo o impedira de ver, e de sentir."
E foi mais ou menos assim que eu me senti no Maracanã. Impressionante como um enorme círculo de concreto armado, ferro e plástico adquire vida e torna-se menos amedrontrador visto por dentro, ao som dos gritos de euforia e das músicas que só a torcida flamenguista tem.
Cantar o hino junto com milhares de pessoas, no Maracanã, enquanto o time entrava em campo, entra pra minha lista de desejos a repetir.
E foi mais ou menos assim que eu me senti no Maracanã. Impressionante como um enorme círculo de concreto armado, ferro e plástico adquire vida e torna-se menos amedrontrador visto por dentro, ao som dos gritos de euforia e das músicas que só a torcida flamenguista tem.
Cantar o hino junto com milhares de pessoas, no Maracanã, enquanto o time entrava em campo, entra pra minha lista de desejos a repetir.
Marcadores:
Amigos,
Do nada...,
Eu teria um desgosto profundo
terça-feira, abril 17, 2007
Chuva fantasma
A semana promete.
Começamos com uma viagem até o Méier (quem mora no Méier não bobéier nem pega mocréier, vai entender) no domingo, saltos altos, maquiagens e cadeiras a tiracolo. Sim, cadeiras. Sabe como é, recém-casados solicitando que cada visita compareça munida de seu próprio assento, sob pena de passar a noite em pé ou brigando por um lugar sentado.
Ontem, às expensas de minha empregadora que eu amo de paixão, iniciou-se meu curso. Direito dos Contratos, palestra proferida pelo brilhante Gustavo Tepedino (Pedro, o cara sabe falar, isso você deve admitir).
Brilhantemente encerrada mais de uma hora antes do previsto. Saí cedo. Por "cedo" entenda-se 20h30. Considerando que eu estava na Candelária e fui pro ponto de ônibus na Presidente Vargas sozinha, esse "cedo" já era bem tarde...
Hoje então, às 6h30 da madrugada, fui acordada pelo perfume de minha irmã. Vocês já foram acordados por perfume? Bem dentro do seu nariz? Você lutando pra resistir e ele invade suas terminações nervosas e grita para o seu cérebro "Acorda, fdp! Se eu vou trabalhar agora, você vai também!"
Levanto, tomo banho e estou com o armário aberto na eterna dúvida "calça jeans? salto alto? preto ou bege? blusa comprida? rosa? branca?" quando minha irmã (a dona do perfume talibã) aparece às gargalhadas informando que a chuva está chegando e que o centro da cidade já estava inundado. Eu penso "Pronto. Ferrou. Meu guarda-chuva ficou lá."
Descubro um guarda-chuva no armário (aqueles que você guarda porque tem pena de jogar no lixo e acha que um dia vai servir, vai sim!) e a chuva começa. Tímida, tomando coragem. Quando ela toma coragem eu já estou na porta de casa, gritando por meu irmão e dizendo "anda logo! vambora!", enquanto ele atônito olha pela janela. Horário de trabalho é horário de trabalho...
A chuva parecia meio sádica... Molhava como nunca!!!
Fugindo das tradicionais poças (leia-se "póças") na calçada, vamos pelo meio da rua, até que a rua desaparece. Litros e litros de água ondulante e nada confiável transformaram o final da minha rua (que é descida) em um rio. Passamos por dentro de um bar para fugir da água e seguimos pela calçada, acompanhados lado a lado pelo tal rio (que já tem um metro de largura e 10cm de profundidade), até que chega a esquina. E o rio vira à direita, exatamente do lado onde estávamos...
Analiso a correnteza, penso bem, imagino voltar pra casa, mas não posso.
Ultrapasso o rio aos saltitos de corsa assustada, enquanto as pessoas no ponto de ônibus do outro lado da rua riem discretamente. Minha cara de estupefação vira tristeza absoluta ao tirar o sapato de couro para derramar a água. Meus pés sentiram-se peixes e eu me senti péssima.
A chuva parou quase instantaneamente. 10min depois disso não havia água no céu e o sol aparecia, quente como sempre.
E o arco-íris. Espetacular.
Valeu a chuva, valeo o banho extra, valeu a água e a possível gripe. Valu até o estrago no sapato e o cheiro nada agradável de couro molhado...
Porque o Rio de Janeiro é mesmo uma cidade maravilhosa, e a natureza sempre arruma um jeito de colaborar, mesmo que para isso eu tenha passado por afogamentos, atrasos e um trânsito absurdo.
Começamos com uma viagem até o Méier (quem mora no Méier não bobéier nem pega mocréier, vai entender) no domingo, saltos altos, maquiagens e cadeiras a tiracolo. Sim, cadeiras. Sabe como é, recém-casados solicitando que cada visita compareça munida de seu próprio assento, sob pena de passar a noite em pé ou brigando por um lugar sentado.
Ontem, às expensas de minha empregadora que eu amo de paixão, iniciou-se meu curso. Direito dos Contratos, palestra proferida pelo brilhante Gustavo Tepedino (Pedro, o cara sabe falar, isso você deve admitir).
Brilhantemente encerrada mais de uma hora antes do previsto. Saí cedo. Por "cedo" entenda-se 20h30. Considerando que eu estava na Candelária e fui pro ponto de ônibus na Presidente Vargas sozinha, esse "cedo" já era bem tarde...
Hoje então, às 6h30 da madrugada, fui acordada pelo perfume de minha irmã. Vocês já foram acordados por perfume? Bem dentro do seu nariz? Você lutando pra resistir e ele invade suas terminações nervosas e grita para o seu cérebro "Acorda, fdp! Se eu vou trabalhar agora, você vai também!"
Levanto, tomo banho e estou com o armário aberto na eterna dúvida "calça jeans? salto alto? preto ou bege? blusa comprida? rosa? branca?" quando minha irmã (a dona do perfume talibã) aparece às gargalhadas informando que a chuva está chegando e que o centro da cidade já estava inundado. Eu penso "Pronto. Ferrou. Meu guarda-chuva ficou lá."
Descubro um guarda-chuva no armário (aqueles que você guarda porque tem pena de jogar no lixo e acha que um dia vai servir, vai sim!) e a chuva começa. Tímida, tomando coragem. Quando ela toma coragem eu já estou na porta de casa, gritando por meu irmão e dizendo "anda logo! vambora!", enquanto ele atônito olha pela janela. Horário de trabalho é horário de trabalho...
A chuva parecia meio sádica... Molhava como nunca!!!
Fugindo das tradicionais poças (leia-se "póças") na calçada, vamos pelo meio da rua, até que a rua desaparece. Litros e litros de água ondulante e nada confiável transformaram o final da minha rua (que é descida) em um rio. Passamos por dentro de um bar para fugir da água e seguimos pela calçada, acompanhados lado a lado pelo tal rio (que já tem um metro de largura e 10cm de profundidade), até que chega a esquina. E o rio vira à direita, exatamente do lado onde estávamos...
Analiso a correnteza, penso bem, imagino voltar pra casa, mas não posso.
Ultrapasso o rio aos saltitos de corsa assustada, enquanto as pessoas no ponto de ônibus do outro lado da rua riem discretamente. Minha cara de estupefação vira tristeza absoluta ao tirar o sapato de couro para derramar a água. Meus pés sentiram-se peixes e eu me senti péssima.
A chuva parou quase instantaneamente. 10min depois disso não havia água no céu e o sol aparecia, quente como sempre.
E o arco-íris. Espetacular.
Valeu a chuva, valeo o banho extra, valeu a água e a possível gripe. Valu até o estrago no sapato e o cheiro nada agradável de couro molhado...
Porque o Rio de Janeiro é mesmo uma cidade maravilhosa, e a natureza sempre arruma um jeito de colaborar, mesmo que para isso eu tenha passado por afogamentos, atrasos e um trânsito absurdo.
quarta-feira, abril 11, 2007
Z.É. - Zenas Emprovisadas
Mais engraçado do que parecia. Alguns momentos hilariantes, outros apenas engraçadinhos. E um Leonardo muito constrangido sentado do meu lado.
Nada como estar fora de seu ambiente natural e descobrir-se vivo!
* * *
E o próximo programa será assistir "Soppa de Letra", na Caixa Cultural.
Mais engraçado do que parecia. Alguns momentos hilariantes, outros apenas engraçadinhos. E um Leonardo muito constrangido sentado do meu lado.
Nada como estar fora de seu ambiente natural e descobrir-se vivo!
* * *
E o próximo programa será assistir "Soppa de Letra", na Caixa Cultural.
terça-feira, abril 10, 2007

EM DEFESA DO MANTO SAGRADO
Mauricio Neves e Arthur Muhlenberg
Pense no Clube de Regatas do Flamengo por alguns segundos antes de continuar a leitura deste texto. Pensou? Pronto. Bastam alguns segundos para ligar o nome Flamengo ao Maracanã lotado, aos gols de Zico, à paixão de uma torcida tão grande que é chamada de Nação. Mas poderíamos apostar sem medo de errar que todas essas lembranças foram precedidas de uma única, primordial e insubstituível, a partir da qual nasceram todas outras.
Falamos da camisa do Flamengo. A veste que abrigou Domingos da Guia, Valido, Índio, Dida, Fio, Doval, Zico, Júnior, Leandro, Rondinelli e Petkovic. A camisa que vestiu nossos avós, nossos pais, que veste a nós e aos nossos filhos, e que vestirá os filhos de nossos filhos. O Manto Sagrado.
A camisa de listras horizontais rubro-negras é um símbolo maior do que Zico porque foi fundamental para que o menino Arthur Antunes Coimbra se apaixonasse pelo time que também era o time de seu pai. Arthurzico nasceu em lar flamengo respirando vermelho e preto por todos os lados. A camisa do Flamengo é um símbolo mais significativo do que Júnior porque sem ela Júnior seria Leovegildo, um nome difícil perdido na multidão. Por isso Júnior diz: - Esta camisa é a minha segunda pele.
Façamos um acordo: se há, na história do Flamengo, um símbolo mais importante do que Zico e Júnior juntos, este há de ser o símbolo maior do clube. Nelson Rodrigues disse que para os clubes a camisa vale tanto quanto uma gravata, mas ressalvou: menos para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Tudo.
E quando qualquer um pensa na camisa do Flamengo, mesmo aquele que não tem a ventura de torcer pelo rubro-negro, a imagem que lhes vêm à cabeça é de uma camisa simples, de listras horizontais alternadas em vermelho e preto e bordadas sobre o coração, em letras brancas, as iniciais CRF.
E assim são as nossas camisas, panos rubro-negros com iniciais em branco, como se fossem dez escudos se espalhando pelo gramado em permanente defesa territorial.
A camisa mudou ao longo dos anos, é verdade. Precisou render-se ao patrocínio, não é mais de pano pesado, os números não são mais costurados e o CRF foi trocado pelo escudo, formando uma absurda composição de escudo sobre escudo. Sobrevive no nosso imaginário, porém, sempre do mesmo modo: listras rubro-negras e CRF no lado esquerdo do peito.
A verdade é que a nós, flamenguistas, apavora a possibilidade de que o nosso fornecedor de material esportivo, a Nike, faça com o Manto Sagrado o mesmo que fez com a camisa da seleção brasileira, transformada em um artigo fashion como outro qualquer, pois teve seu conceito original distorcido com o deslocamento do escudo da CBF da sua posição original, sobre o coração, para o meio da camisa. Não nos parece que o atual modelo possua a aparência e a dignidade que merece uma camisa cinco vezes campeã do mundo. Mas deixemos a seleção de lado e vamos agir enquanto é tempo.
Presidente Márcio Braga, todos os poderes para preservar essa instituição mundial que é o nosso Manto Sagrado repousam em suas mãos. Que seu bom senso, equilíbrio e respeito às nossas mais caras tradições se manifeste, ainda que, inexplicavelmente, em sua gestão tenha sido extinta uma de suas mais tradicionais vice-presidências, a do Patrimônio Histórico.
Como comandante dos poderes constituídos de uma Nação, o Presidente sabe melhor que ninguém que a aparência da nossa camisa não pode ser decidida pela visão inconstante e desapaixonada dos movimentos da moda. A camisa do Flamengo é um monumento. Um patrimônio pertencente à Nação e que deve ser preservado por cada um de nós.
As listras rubro-negras horizontais e as letras brancas foram tombadas pela nossa paixão.
São sagradas. E pedem socorro.
Antes que seja tarde demais.
* * *
E cada vez mais eu tenho ceerteza que eu estou trabalhando no lugar certo...
Marcadores:
Eu teria um desgosto profundo,
Imagem e palavra
domingo, abril 08, 2007
"O mundo é um lugar muito mal frequentado." - Luiz Fernando Veríssimo, "O jardim do diabo".
* * *
Às 21h21 do dia 21 de fevereiro de 2006 eu encerrei um conto com essa frase. A citação de desfecho, aprendida com o caju. Porque nem sempre uma frase de abertura é o melhor.
O texto era "Recorte" e ninguém deve se lembrar dele, ainda que ele tenha sido escrito para uma dessas pessoas. Livremente inspirado, como diria depois por msn pra tentar livrar-me da responsabilidade.
Mas eu mudei de idéia. Não sobre a pessoa, não sobre o texto.
Mudei de idéia sobre o emprego desta frase.
Descobri recentemente que o mundo não é um lugar tão mal frequentado assim. Eu é que acabava sempre parando nos lugares errados, com as pessoas erradas e, consequentemente, as companhias erradas.
E agora, no ano que deve ser o mais complicado da minha vida, por motivos vários dominados aos pedaços por quem me conhece, explicações não sendo desejadas, necessárias ou bem vistas, eu descobri que estou frequentando os melhores lugares, conhecendo as melhores pessoas e terminando meus dias sempre com um sorriso, ansiosa para que outro dia comece e eu possa reencontrar as melhores companhias, falar com as melhores companhias, pedir que as melhores companhias me visitem ou mesmo mandar e-mails recheados de saudades para as melhores companhias.
Porque vocês, meus queridos, tornaram meu mundo um local muito mais sorridente do que ele jamais foi.
Até mesmo vocês que eu conheço há menos tempo do que gostaria.
Então, obrigada pelos "eu hein", pela chantagem para não sair do msn, pelas indagações quanto ao meu futuro, pela esperança neste mesmo futuro, pelas risadas e apelidos, pela ajuda tecnológica (e outros detalhes), pela disponibilidade em me acompanhar, pela procura para conversar, pelo empréstimo de livros, pelo "eu te amo" inesperado, pela sinceridade e pela atenção, pelo chocolate amazonense, pelo francês durante o trabalho, pelo almoço.
Juntar vocês em um único pedaço do mundo tornaria meu caminho muito mais feliz. E ele já é por eu conhecer o nome, o telefone e a voz de cada um de vocês.
Vistam as carapuças. O objetivo era esse.
* * *
Às 21h21 do dia 21 de fevereiro de 2006 eu encerrei um conto com essa frase. A citação de desfecho, aprendida com o caju. Porque nem sempre uma frase de abertura é o melhor.
O texto era "Recorte" e ninguém deve se lembrar dele, ainda que ele tenha sido escrito para uma dessas pessoas. Livremente inspirado, como diria depois por msn pra tentar livrar-me da responsabilidade.
Mas eu mudei de idéia. Não sobre a pessoa, não sobre o texto.
Mudei de idéia sobre o emprego desta frase.
Descobri recentemente que o mundo não é um lugar tão mal frequentado assim. Eu é que acabava sempre parando nos lugares errados, com as pessoas erradas e, consequentemente, as companhias erradas.
E agora, no ano que deve ser o mais complicado da minha vida, por motivos vários dominados aos pedaços por quem me conhece, explicações não sendo desejadas, necessárias ou bem vistas, eu descobri que estou frequentando os melhores lugares, conhecendo as melhores pessoas e terminando meus dias sempre com um sorriso, ansiosa para que outro dia comece e eu possa reencontrar as melhores companhias, falar com as melhores companhias, pedir que as melhores companhias me visitem ou mesmo mandar e-mails recheados de saudades para as melhores companhias.
Porque vocês, meus queridos, tornaram meu mundo um local muito mais sorridente do que ele jamais foi.
Até mesmo vocês que eu conheço há menos tempo do que gostaria.
Então, obrigada pelos "eu hein", pela chantagem para não sair do msn, pelas indagações quanto ao meu futuro, pela esperança neste mesmo futuro, pelas risadas e apelidos, pela ajuda tecnológica (e outros detalhes), pela disponibilidade em me acompanhar, pela procura para conversar, pelo empréstimo de livros, pelo "eu te amo" inesperado, pela sinceridade e pela atenção, pelo chocolate amazonense, pelo francês durante o trabalho, pelo almoço.
Juntar vocês em um único pedaço do mundo tornaria meu caminho muito mais feliz. E ele já é por eu conhecer o nome, o telefone e a voz de cada um de vocês.
Vistam as carapuças. O objetivo era esse.
Marcadores:
Amigos,
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala
É Páscoa. E as pessoas pensam todas em comer chocolates, entregar chocolates, ganhar chocolates. Menos quem está de dieta. Ou quem gostaria de conseguir estar, como eu.
Na 6a feira, saindo do trabalho, ouvi um "Boa Páscoa. Mas vê se não exagera."
Não me toquei no momento, mas depois comecei a ver os sintomas.
Eu não fico bem com qualquer roupa. O vestido que eu usei na minha formatura não cabe mais em mim. Uma amiga disse que eu estou cada vez mais parecida com minha irmã.
(Não me entendam mal, eu amo a minha irmã e acho-a realmente bonita. Mas ela é alta, pode se dar ao luxo de estar alguns quilos acima do ideal. Eu não posso.)
Então a resolução de ano-novo, iniciado neste 8 de abril, junto com o aniversário do Thadeu e a ressucitação de Jesus no 3o dia, é emagrecer os 10kg necessários para voltar ao meu auge, no início de 2003. Afinal, emagrecer foi a parte mais proveitosa do término do meu namoro anterior, não posso permitir que isso se perca por causa de alguns deliciosos e magníficos chocolates de Páscoa.
* * *
A ciência crê impossível Jesus ter ressucitado. A ciência discute o santo sudário. Eu não discuto nada. Desconfio seriamente que ele não "ressucitou", ele "ascendeu". Há uma enorme diferença de definições... =)
E afinal, quem acredita nos cientistas? rs
Na 6a feira, saindo do trabalho, ouvi um "Boa Páscoa. Mas vê se não exagera."
Não me toquei no momento, mas depois comecei a ver os sintomas.
Eu não fico bem com qualquer roupa. O vestido que eu usei na minha formatura não cabe mais em mim. Uma amiga disse que eu estou cada vez mais parecida com minha irmã.
(Não me entendam mal, eu amo a minha irmã e acho-a realmente bonita. Mas ela é alta, pode se dar ao luxo de estar alguns quilos acima do ideal. Eu não posso.)
Então a resolução de ano-novo, iniciado neste 8 de abril, junto com o aniversário do Thadeu e a ressucitação de Jesus no 3o dia, é emagrecer os 10kg necessários para voltar ao meu auge, no início de 2003. Afinal, emagrecer foi a parte mais proveitosa do término do meu namoro anterior, não posso permitir que isso se perca por causa de alguns deliciosos e magníficos chocolates de Páscoa.
* * *
A ciência crê impossível Jesus ter ressucitado. A ciência discute o santo sudário. Eu não discuto nada. Desconfio seriamente que ele não "ressucitou", ele "ascendeu". Há uma enorme diferença de definições... =)
E afinal, quem acredita nos cientistas? rs
Marcadores:
Do nada...,
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala
quarta-feira, abril 04, 2007
Aproveitando o silêncio da hora de almoço em uma véspera de feriado (oras, hoje É véspera de feriado, só não falaram pra Companhia), resolvi configurar minha secretária eletrônica (sim, eu sou chique, tenho secretária eletrônica na linha do trabalho).
- Digite sua nova senha.
- Aperte 2 para gravar o seu nome. Não inclua saudação.
"Sarita Oliveira"
- Aperte 5 para salvar, 6 para repetir, 4 para descartar.
(aperto o 6)
"Sarita Oliveira"
Peraí, essa não é a minha voz! Eu NÃO TENHO voz de criança!
(aperto o 4, obviamente)
E isso se repete por outras 3 vezes, até eu me convencer que sim, eu tenho voz de criança.
- Para gravar sua saudação pessoa, aperte 2.
"Olá! No momento, não posso atender. Deixe sua mensagem após o sinal. Obrigada!"
- Aperte 5 para salvar, 6 para repetir, 4 para descartar.
(aperto o 6 e ouço uma criança dizer)
"Olá! No momento, não posso atender. Deixe sua mensagem após o sinal. Obrigada!"
Como assim????? Eu tentei disfarçar no nome, que era uma expressão curta, não vai ter como fazer voz de adulta em uma frase tão grande! A começar por esse olá, muito pouco corporativo...
Enfim, faço o meu melhor e, depois de apagar a mensagem outras 3 vezes, quase consigo um bom resultado.
Se você tem meu telefone do trabalho, eu recomendo ligar em um horário fora do expediente. Ouça a mensagem e diga se não é voz de criança...
* * *
Subitamente, muita coisa passou a fazer sentido.
Então é por isso que os clientes ligam, eu dou minha opinião e eles ligam de novo pra falar com outra pessoa. É pra falar com um ADULTO!!!!! Não é que eles tenham algo contra mim, é que pra eles eu sou uma criança que atendeu o telefone e por acaso sabe juridiquês!!!
Um absurdo.. francamente.
- Digite sua nova senha.
- Aperte 2 para gravar o seu nome. Não inclua saudação.
"Sarita Oliveira"
- Aperte 5 para salvar, 6 para repetir, 4 para descartar.
(aperto o 6)
"Sarita Oliveira"
Peraí, essa não é a minha voz! Eu NÃO TENHO voz de criança!
(aperto o 4, obviamente)
E isso se repete por outras 3 vezes, até eu me convencer que sim, eu tenho voz de criança.
- Para gravar sua saudação pessoa, aperte 2.
"Olá! No momento, não posso atender. Deixe sua mensagem após o sinal. Obrigada!"
- Aperte 5 para salvar, 6 para repetir, 4 para descartar.
(aperto o 6 e ouço uma criança dizer)
"Olá! No momento, não posso atender. Deixe sua mensagem após o sinal. Obrigada!"
Como assim????? Eu tentei disfarçar no nome, que era uma expressão curta, não vai ter como fazer voz de adulta em uma frase tão grande! A começar por esse olá, muito pouco corporativo...
Enfim, faço o meu melhor e, depois de apagar a mensagem outras 3 vezes, quase consigo um bom resultado.
Se você tem meu telefone do trabalho, eu recomendo ligar em um horário fora do expediente. Ouça a mensagem e diga se não é voz de criança...
* * *
Subitamente, muita coisa passou a fazer sentido.
Então é por isso que os clientes ligam, eu dou minha opinião e eles ligam de novo pra falar com outra pessoa. É pra falar com um ADULTO!!!!! Não é que eles tenham algo contra mim, é que pra eles eu sou uma criança que atendeu o telefone e por acaso sabe juridiquês!!!
Um absurdo.. francamente.
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala,
Ninguém merece...
sexta-feira, março 30, 2007
(E enquanto eu procurava a foto do coração partido descobri uma página da Unicamp com muitas imagens de cérebros danificados das formas mais estranhas e dolorosas. Vocês sabiam que uma sinusite pode levar à morte? Pois é... Pode.)
Coração partido
A foto que mais marcou meu início de adolescência eu vi em uma daquelas enciclopédias de medicina e saúde. Acho até que o nome era esse, "Medicina e Saúde", da editora Abril.
Dentre várias doenças conhecidas e outras nem tanto estavam as informações que uso atualmente - daí meu dito "carisma", fruto de anos de leitura ávida, desesperada e incontrolável.
E uma foto. No meio de tantas. Uma foto de página inteira, colorida. A página da direita, a mais cara no jornal. Um coração. Enorme. E partido. Um infarto no miocárdio levou à ruptura da parede muscular. Via-se claramente a rachadura, e o sangue coagulado dava uma mostra do que tinha acontecido no peito de seu antigo usuário. Uma rachadura no coração.
E eu cheguei à conclusão que as pessoas morrem, sim, por coração partido. Porque uma decepção muito grande, uma grande dor, associado a hábitos pouco saudáveis, pode levar a uma parada cardíaca, que pode levar ao infarto, que pode levar à ruptura de miocárdio. O coração partido. A certeza da morte e do fim.
Cuidado com os corações alheios...


(Não era essa a foto, mas vale a título de curiosidade.)
Dentre várias doenças conhecidas e outras nem tanto estavam as informações que uso atualmente - daí meu dito "carisma", fruto de anos de leitura ávida, desesperada e incontrolável.
E uma foto. No meio de tantas. Uma foto de página inteira, colorida. A página da direita, a mais cara no jornal. Um coração. Enorme. E partido. Um infarto no miocárdio levou à ruptura da parede muscular. Via-se claramente a rachadura, e o sangue coagulado dava uma mostra do que tinha acontecido no peito de seu antigo usuário. Uma rachadura no coração.
E eu cheguei à conclusão que as pessoas morrem, sim, por coração partido. Porque uma decepção muito grande, uma grande dor, associado a hábitos pouco saudáveis, pode levar a uma parada cardíaca, que pode levar ao infarto, que pode levar à ruptura de miocárdio. O coração partido. A certeza da morte e do fim.
Cuidado com os corações alheios...


(Não era essa a foto, mas vale a título de curiosidade.)
Marcadores:
Do nada...,
Imagem e palavra,
Ninguém merece...
quinta-feira, março 29, 2007
Descobri hoje no ônibus que desde criancinha eu tenho medo de pessoas. Lembrei como eu me sentia mal, na sala de aula, ainda no Jardim, preocupada em como fazer amizades e em descobrir porque as crianças são tão más umas com as outras.
Descobri que sempre fui uma criança preocupada. Nada autêntica e nada espontânea. Exceto ultimamente, o que me valeu o rótulo de "sem noção". Vai entender...
Políticas da companhia. Nada de menção direta ou indireta a ela. Estou usando ferramenta corporativa. Preciso me controlar.. rs
Descobri que sempre fui uma criança preocupada. Nada autêntica e nada espontânea. Exceto ultimamente, o que me valeu o rótulo de "sem noção". Vai entender...
Políticas da companhia. Nada de menção direta ou indireta a ela. Estou usando ferramenta corporativa. Preciso me controlar.. rs
terça-feira, março 27, 2007
Ontem o dia foi alucinante.
Depois de trabalhar muito, receber duas visitas e voltar pra casa de trem, descubro que esqueci a chave no trabalho, que o notebook funciona mas sem velox e que as conexões dial-up estão bem melhores que antigamente. Para completar, ainda me contam outra daquelas "revelações à distância" que eu falei no outro post...
Vou dormir meia-noite (pra evitar pagar muito na conta telefônica, claro) e decido não acordar tão cedo no dia seguinte, afinal eu já tenho bastantes horas-extra, é hora de gastar.
7h30 da manhã, a casa vazia, eu pulo da cama. "Meu Deus! Eu tô sem chave!"
O que faço eu? Lembro que tenho a chave da porta de casa, mas não do portão.
Pra minha sorte, ainda estou bastante flexível e consigo pular o muro pra sair, sob os olhares interrogativos dos vizinhos.
Isso tudo com um salto gigantesco que poderia ter quebrado e/ou torcido todos os ossos e articulações dos meus pés.
Pelo menos sei que, caso a placa de rede não colabore, ela irá não colaborar apenas até 3a feira da semana que vem. Conexão discada, você está com os dias contados!
(Valeu, Michel!)
Depois de trabalhar muito, receber duas visitas e voltar pra casa de trem, descubro que esqueci a chave no trabalho, que o notebook funciona mas sem velox e que as conexões dial-up estão bem melhores que antigamente. Para completar, ainda me contam outra daquelas "revelações à distância" que eu falei no outro post...
Vou dormir meia-noite (pra evitar pagar muito na conta telefônica, claro) e decido não acordar tão cedo no dia seguinte, afinal eu já tenho bastantes horas-extra, é hora de gastar.
7h30 da manhã, a casa vazia, eu pulo da cama. "Meu Deus! Eu tô sem chave!"
O que faço eu? Lembro que tenho a chave da porta de casa, mas não do portão.
Pra minha sorte, ainda estou bastante flexível e consigo pular o muro pra sair, sob os olhares interrogativos dos vizinhos.
Isso tudo com um salto gigantesco que poderia ter quebrado e/ou torcido todos os ossos e articulações dos meus pés.
Pelo menos sei que, caso a placa de rede não colabore, ela irá não colaborar apenas até 3a feira da semana que vem. Conexão discada, você está com os dias contados!
(Valeu, Michel!)
Marcadores:
Amigos,
Do nada...,
Esse sangue negro e viscoso,
Ninguém merece...
sexta-feira, março 23, 2007
Eu não sei porque sou tímida.
E não sei porque ninguém acredita.
Isso é ruim, muito ruim...
Porque as pessoas esperam que eu não seja, e confiam que eu não sou. Aí eu faço algo típico de um ser humano tímido-com-medo-de-pessoas e acham que eu sou mal educada, que eu sou implicante, que eu sou arrogante.
Eu não sou, gente.. Eu sou tímida!
Se vocês passarem por mim no corredor e não me virem, eu não vou cumprimentar.
Se me encontrarem no corredor e não me virem, eu não vou cumprimentar.
Se estiverem com muita gente em volta, eu provavelmente só vou cumprimentar quando vocês me olharem.
Eu não tomo iniciativa. Eu sou tímida, envergonhada, sem graça. Acostumem-se a isso. =)
E não sei porque ninguém acredita.
Isso é ruim, muito ruim...
Porque as pessoas esperam que eu não seja, e confiam que eu não sou. Aí eu faço algo típico de um ser humano tímido-com-medo-de-pessoas e acham que eu sou mal educada, que eu sou implicante, que eu sou arrogante.
Eu não sou, gente.. Eu sou tímida!
Se vocês passarem por mim no corredor e não me virem, eu não vou cumprimentar.
Se me encontrarem no corredor e não me virem, eu não vou cumprimentar.
Se estiverem com muita gente em volta, eu provavelmente só vou cumprimentar quando vocês me olharem.
Eu não tomo iniciativa. Eu sou tímida, envergonhada, sem graça. Acostumem-se a isso. =)
quinta-feira, março 22, 2007
Série "Cortês, mas sem noção"
Tento marcar reunião. O meu colega não pode. Nunca pode.
O outro participante liga várias vezes, buscando alternativas. Nunca pode.
Finalmente marcamos. E sugerimos a participação de uma 4a pessoa.
Lembrando a dificuldade para marcar a reunião, segue-se o diálogo:
- Puxa, será que ele vai poder ir nesse dia? Imagina ter que procurar outro...
- Nada, ele vai poder sim. Ele tem muito interesse nesse assunto.
Pausa.
- Você sabe que dá pra fazer uma outra interpretação com o que você falou...
- Como assim, Sarita?
Risos.
- Você disse que ele vai poder qualquer dia porque ele tem interesse em ir...
- Eu não entendi. O que você quer dizer com isso. Agora explica.
- Nada não, deixa pra lá. Desculpa.
Mais risos.
* * *
Sou cortês, mas, por mais que tente, continuo sem noção.
O outro participante liga várias vezes, buscando alternativas. Nunca pode.
Finalmente marcamos. E sugerimos a participação de uma 4a pessoa.
Lembrando a dificuldade para marcar a reunião, segue-se o diálogo:
- Puxa, será que ele vai poder ir nesse dia? Imagina ter que procurar outro...
- Nada, ele vai poder sim. Ele tem muito interesse nesse assunto.
Pausa.
- Você sabe que dá pra fazer uma outra interpretação com o que você falou...
- Como assim, Sarita?
Risos.
- Você disse que ele vai poder qualquer dia porque ele tem interesse em ir...
- Eu não entendi. O que você quer dizer com isso. Agora explica.
- Nada não, deixa pra lá. Desculpa.
Mais risos.
* * *
Sou cortês, mas, por mais que tente, continuo sem noção.
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Ninguém merece...
Tudo na vida tem vantagens.
Ficar no trabalho até tarde também tem vantagens.
O silêncio é absurdo.
A concentração cresce de maneira inversamente proporcional ao número de pessoas cujo reflexo vejo no vidro.
Os telefonemas diminuem.
Não preciso de som pra me concentrar, então não fico com dor de ouvido.
Vou pra casa de táxi.
Posso falar alto no corredor sem medo de atrapalhar os outros.
E, principalmente, consigo descobrir de que maneira vou responder o bendito parecer mais truncado da história da minha vida! Que servirá de diretriz futura.
Sarita criando doutrina. Vou começar a me citar. Isso sim é presunção. =)
Ah, sim. Outra vantagem. Você pode tentar descobrir onde estão os servidores. Ou não.
Ficar no trabalho até tarde também tem vantagens.
O silêncio é absurdo.
A concentração cresce de maneira inversamente proporcional ao número de pessoas cujo reflexo vejo no vidro.
Os telefonemas diminuem.
Não preciso de som pra me concentrar, então não fico com dor de ouvido.
Vou pra casa de táxi.
Posso falar alto no corredor sem medo de atrapalhar os outros.
E, principalmente, consigo descobrir de que maneira vou responder o bendito parecer mais truncado da história da minha vida! Que servirá de diretriz futura.
Sarita criando doutrina. Vou começar a me citar. Isso sim é presunção. =)
Ah, sim. Outra vantagem. Você pode tentar descobrir onde estão os servidores. Ou não.
quarta-feira, março 21, 2007
terça-feira, março 20, 2007
Abaixo as maiúsculas!
venho hoje como representante oficial do proletariado alfabético. sim, em nome das desvalidas, desvalorizadas, desamparadas e subestimadas letras minúsculas eu escrevo esse post.
afinal, quem inventou que a letra maiúscula vale mais? seu único papel é organizar a frase, pra que quem lê consiga parar e respirar na hora certa, caso não tenha enxergado o ponto.
em verdade vos digo, a letra maiúscula nada mais é que um subterfúgio desesperado, a última esperança na tentativa de salvar a narrativa.
e eu, como amante da narrativa livre ainda que presa às formas, amante da liberdade de pontuar onde bem se entender ou não se pontuar ou mesmo obedecer as estritas normas da Gramática Normativa Brasileira (esta sim, com maiúsula por autoproclamação).
chamá-la de gramática normativa, em minúsculas, seria como chamar o presidente da república pelo apelido dele. o cargo impõe respeito, não pelo autoritarismo, mas pela responsabilidade que carrega. uma boa minúscula, uma minúscula de verdade, sabe quando se ausentar e deixar a maiúscula assumir...
mas abaixo o autoritarismo das maiúsculas! abaixo a ditadura da Gramática Normativa! usemos nossa liberdade para MAISUCULAR TUDO! ou para aLtErNaR maiúscula e minúscula!
ABAIXO!
ou não.
afinal, quem inventou que a letra maiúscula vale mais? seu único papel é organizar a frase, pra que quem lê consiga parar e respirar na hora certa, caso não tenha enxergado o ponto.
em verdade vos digo, a letra maiúscula nada mais é que um subterfúgio desesperado, a última esperança na tentativa de salvar a narrativa.
e eu, como amante da narrativa livre ainda que presa às formas, amante da liberdade de pontuar onde bem se entender ou não se pontuar ou mesmo obedecer as estritas normas da Gramática Normativa Brasileira (esta sim, com maiúsula por autoproclamação).
chamá-la de gramática normativa, em minúsculas, seria como chamar o presidente da república pelo apelido dele. o cargo impõe respeito, não pelo autoritarismo, mas pela responsabilidade que carrega. uma boa minúscula, uma minúscula de verdade, sabe quando se ausentar e deixar a maiúscula assumir...
mas abaixo o autoritarismo das maiúsculas! abaixo a ditadura da Gramática Normativa! usemos nossa liberdade para MAISUCULAR TUDO! ou para aLtErNaR maiúscula e minúscula!
ABAIXO!
ou não.
segunda-feira, março 19, 2007
Como alguém pode passar o dia inteiro com o e-mail aberto e nãoo receber quase nada?
Tenho que investir na minha popularidade. Uma pessoa só é popular pelo número de e-mails (mesmo indesejados) que recebe. Nem spam eu tenho recebido!
E não bastasse isso, meu "e-mail corporativo" anda louco. Vive acusando a existência de mensagens invisíveis. Sim, porque se eu não as vejo na caixa de entrada e elas estão lá, elas só podem ser invisíveis. Ou então meus óculos fazem mais falta do que eu imaginava...
Tenho que investir na minha popularidade. Uma pessoa só é popular pelo número de e-mails (mesmo indesejados) que recebe. Nem spam eu tenho recebido!
E não bastasse isso, meu "e-mail corporativo" anda louco. Vive acusando a existência de mensagens invisíveis. Sim, porque se eu não as vejo na caixa de entrada e elas estão lá, elas só podem ser invisíveis. Ou então meus óculos fazem mais falta do que eu imaginava...
domingo, março 18, 2007
sexta-feira, março 16, 2007
Amor platônico
Filosoficamente, pode ser definido como o mais belo e supremo amor possível de ser sentido por um ser humano.
Psiquiatricamente (ou psicologicamente) trata-se de uma fantasia.
A maioria das pessoas normais possui fantasias. A maioria das pessoas normais, em pensamento, trai seus parceiros.
Não pretendo falar sobre a impropriedade destes pensamentos, a fidelidade mesmo em sonhos ou a necessidade de abrir o jogo e contar tudo.
Pensar ainda é permitido de forma irrestrita. Não se presta conta aos outros do que se pensa, mas apenas a si mesmo.
Talvez isso seja ainda pior. Pior do que explicar-se para alguém é justificar-se para si mesmo, buscar alternativas, explicações, respostas possíveis, soluções, e fugir de todos os "mas...", "não é bem assim..." e "olha só..." que passam pela cabeça.
Pensar em outra pessoa causa, sim, sentimento de culpa. Ou não. Tudo é muito relativo.
Na verdade eu acho que depende do nível de realidade imposta ao fato. Por exemplo: descobrir que me sinto assim por um amigo de um amigo é diferente de sentir-se assim por um colega de trabalho. A probabilidade de complicar o relacionamento no trabalho é pior, muito pior. Eu posso começar a persegui-lo sem perceber, posso começar a mandar e-mails sem perceber quantos e-mails mando, posso começar a visitá-lo com mais frequencia do que ele gostaria. Com um amigo de um amigo, o contato costuma ser reduzido; não tem como eu fazer nada disso, na pior das hipóteses ele me acharia atirada ou tímida demais...
Por que tudo isso? Por nada...
Andei pensando nas implicações do tal amor platônico. E descobri que pode fazer mal, muito mal.
Mas pode fazer bem também. Quase todo mundo gosta de sentir aquele frio na barriga, o medo da aproximação e, principalmente, o medo do contato. Medo. Essa é a palavra-chave. Te deixa alerta e ansioso por acordar.
Tenham uma boa vida, meus caros.
Este blog se retira, até segunda ordem.
E eu ainda amo vocês. =)
Psiquiatricamente (ou psicologicamente) trata-se de uma fantasia.
A maioria das pessoas normais possui fantasias. A maioria das pessoas normais, em pensamento, trai seus parceiros.
Não pretendo falar sobre a impropriedade destes pensamentos, a fidelidade mesmo em sonhos ou a necessidade de abrir o jogo e contar tudo.
Pensar ainda é permitido de forma irrestrita. Não se presta conta aos outros do que se pensa, mas apenas a si mesmo.
Talvez isso seja ainda pior. Pior do que explicar-se para alguém é justificar-se para si mesmo, buscar alternativas, explicações, respostas possíveis, soluções, e fugir de todos os "mas...", "não é bem assim..." e "olha só..." que passam pela cabeça.
Pensar em outra pessoa causa, sim, sentimento de culpa. Ou não. Tudo é muito relativo.
Na verdade eu acho que depende do nível de realidade imposta ao fato. Por exemplo: descobrir que me sinto assim por um amigo de um amigo é diferente de sentir-se assim por um colega de trabalho. A probabilidade de complicar o relacionamento no trabalho é pior, muito pior. Eu posso começar a persegui-lo sem perceber, posso começar a mandar e-mails sem perceber quantos e-mails mando, posso começar a visitá-lo com mais frequencia do que ele gostaria. Com um amigo de um amigo, o contato costuma ser reduzido; não tem como eu fazer nada disso, na pior das hipóteses ele me acharia atirada ou tímida demais...
Por que tudo isso? Por nada...
Andei pensando nas implicações do tal amor platônico. E descobri que pode fazer mal, muito mal.
Mas pode fazer bem também. Quase todo mundo gosta de sentir aquele frio na barriga, o medo da aproximação e, principalmente, o medo do contato. Medo. Essa é a palavra-chave. Te deixa alerta e ansioso por acordar.
Tenham uma boa vida, meus caros.
Este blog se retira, até segunda ordem.
E eu ainda amo vocês. =)
Série "Cortês, mas sem noção"
Desilusão, desilusão, danço eu, dança você na dança da solidão...
* * *
Ter finalmente uma placa de som instalada no pc é ótimo - dá pra trabalhar ouvindo música.
Trabalhar com fone de ouvido é ótimo - abafa os sons externos e aumenta a concentração.
Os únicos problemas: as pessoas nem sempre têm noção de quão alto está o volume... geralmente vêm falar comigo e eu neeem aí... sorte que minha percepção espacial ainda é boa e eu noto algo estranho, o que me faz olhar em volta e ver a pessoa, coitada, parada falando comigo...
(Pedido de desculpas público à Adriana, ao Michel e à Ju... Sorry!!!)
Mas eu ainda prefiro trabalhar de fone de ouvido...
* * *
Ter finalmente uma placa de som instalada no pc é ótimo - dá pra trabalhar ouvindo música.
Trabalhar com fone de ouvido é ótimo - abafa os sons externos e aumenta a concentração.
Os únicos problemas: as pessoas nem sempre têm noção de quão alto está o volume... geralmente vêm falar comigo e eu neeem aí... sorte que minha percepção espacial ainda é boa e eu noto algo estranho, o que me faz olhar em volta e ver a pessoa, coitada, parada falando comigo...
(Pedido de desculpas público à Adriana, ao Michel e à Ju... Sorry!!!)
Mas eu ainda prefiro trabalhar de fone de ouvido...
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Ninguém merece...
quarta-feira, março 14, 2007
Justiça seja feita. Eu reclamei sobre as pessoas não cederem lugar no ônibus nem se oferecerem para segurar bolsas. Pois acho que o problema é o horário em que eu pego o ônibus.
Hoje de manhã eu cedi o lugar para uma velhinha e, para minha surpresa, o cara que estava do meu lado levantou para que eu sentasse e ainda me desejou um bom dia antes de descer. Fiquei chocada.
* * *
O faroeste é aqui. Saquem seus crachás para ver quem abre a porta primeiro: quem está dentro ou quem está fora.
(Acreditem, essa história do "gatilho mais rápido do Jurídico" quem me falou foi um gerente. E deu empate: nós dois somos rápidos, aparentemente..)
Hoje de manhã eu cedi o lugar para uma velhinha e, para minha surpresa, o cara que estava do meu lado levantou para que eu sentasse e ainda me desejou um bom dia antes de descer. Fiquei chocada.
* * *
O faroeste é aqui. Saquem seus crachás para ver quem abre a porta primeiro: quem está dentro ou quem está fora.
(Acreditem, essa história do "gatilho mais rápido do Jurídico" quem me falou foi um gerente. E deu empate: nós dois somos rápidos, aparentemente..)
terça-feira, março 13, 2007
Pensava que só eu fosse adepta das revelações à distância. Descobri que não. As pessoas são bizarras. Acreditam piamente que a distância traz a impunidade, ou o esquecimento. Assim, qualquer coisa dita nessas circunstâncias ou será esquecida pela outra pessoa (pelo menos até o momento do retorno) ou será perdoada.
É como o último desejo de um moribundo ou as palavras de alguém reconhecidamente louco. Você pode escolher ignorar, acreditar e sujeitar-se às consequências, ou simplesmente sorrir com cara de paisagem e pensar "perdoai-o, Senhor".
O cara espera a mulher viajar para dizer a ela que não a ama mais. O cara viaja e, lá, informa à melhor amiga (casada) que está apaixonado por ela. A mulher aproveita a viagem do marido para assumir para si mesma que não o ama mais (sim, porque uma revelação bombástica é suficiente).
E a pessoa que ouve a revelação, em choque, limita-se a sorrir e continuar, com cara de miss em desfile. Acenando e sorrindo. E esperando.
Esperando o quê eu não sei. Não há nada a ser feito nessas situações. Pode-se, ao menos pensar "eu já sabia!". Porque, na verdade, se alguém espera a impunidade da distância é porque o assunto nunca deveria ter sido mencionado, por mais que você agora esteja feliz em saber.
É como o último desejo de um moribundo ou as palavras de alguém reconhecidamente louco. Você pode escolher ignorar, acreditar e sujeitar-se às consequências, ou simplesmente sorrir com cara de paisagem e pensar "perdoai-o, Senhor".
O cara espera a mulher viajar para dizer a ela que não a ama mais. O cara viaja e, lá, informa à melhor amiga (casada) que está apaixonado por ela. A mulher aproveita a viagem do marido para assumir para si mesma que não o ama mais (sim, porque uma revelação bombástica é suficiente).
E a pessoa que ouve a revelação, em choque, limita-se a sorrir e continuar, com cara de miss em desfile. Acenando e sorrindo. E esperando.
Esperando o quê eu não sei. Não há nada a ser feito nessas situações. Pode-se, ao menos pensar "eu já sabia!". Porque, na verdade, se alguém espera a impunidade da distância é porque o assunto nunca deveria ter sido mencionado, por mais que você agora esteja feliz em saber.
segunda-feira, março 12, 2007
"It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife
And isn't it ironic... don't you think
A little too ironic... and yeah I really do think..."
Ironic - Alanis Morisette
* * *
O melhor trecho da música. O tipo de coisa que você sempre tem medo que aconteça. E que sempre me fazia rir. Hahahaha.
And then meeting his beautiful wife
And isn't it ironic... don't you think
A little too ironic... and yeah I really do think..."
Ironic - Alanis Morisette
* * *
O melhor trecho da música. O tipo de coisa que você sempre tem medo que aconteça. E que sempre me fazia rir. Hahahaha.
A má-educação está presente em todos os lugares do universo. Até dentro do ônibus. Muitas vezes principalmente dentro do ônibus.
Eu não sou o tipo de pessoa que cede lugar pra qualquer um pelo simples prazer de ceder o lugar. Eu cedo lugar pra senhoras e senhores idosos, para pessoas com crianças pequenas, para deficientes em geral, muitas vezes para alguém que está apenas aparentando cansaço ou carregando muitas bolsas. Eu cedo o lugar, obedeço a sugestão do metrô e sou solidária.
Hoje quando peguei o ônibus não tinha lugar para sentar. Estava em pé, o que não me incomoda. Estava com livros e jornal em uma das mãos, o que não me incomoda também. Geralmente. Em situações normais. Hoje eu estava com o punho devidamente imobilizado. O que, é óbvio, me impedia de segurar-me corretamente ou com a devida presteza. Imaginem agora como é que eu iria fazer para segurar-me e segurar os livros e jornal com o punho imobilizado...
Se fosse eu a pessoa sentada, ofereceria o meu lugar. Mas eu não queria sentar. Então, na hipótese da recusa eu simplesmente ofereceria para levar os livros e jornal.
Nada. Ninguém. Vim no ônibus em pé, da Penha até Bonsucesso, lutando contra o imbilizador que me impedia de dobrar o polegar e segurar o livro e brigando com o livro que cismava em cair. E ninguém se ofereceu para livrar-se desse sufoco.
A partir daí, eu poderia pensar em vingança contra a espécie humana.
Não o farei. Agora mesmo que eu vou me oferecer mais insistentemente ainda para segurar bolsas, pastas e ficar em pé. Já sei o que acontece quando ninguém faz isso.
Este mundo é mesmo um lugar muito solitário...
Eu não sou o tipo de pessoa que cede lugar pra qualquer um pelo simples prazer de ceder o lugar. Eu cedo lugar pra senhoras e senhores idosos, para pessoas com crianças pequenas, para deficientes em geral, muitas vezes para alguém que está apenas aparentando cansaço ou carregando muitas bolsas. Eu cedo o lugar, obedeço a sugestão do metrô e sou solidária.
Hoje quando peguei o ônibus não tinha lugar para sentar. Estava em pé, o que não me incomoda. Estava com livros e jornal em uma das mãos, o que não me incomoda também. Geralmente. Em situações normais. Hoje eu estava com o punho devidamente imobilizado. O que, é óbvio, me impedia de segurar-me corretamente ou com a devida presteza. Imaginem agora como é que eu iria fazer para segurar-me e segurar os livros e jornal com o punho imobilizado...
Se fosse eu a pessoa sentada, ofereceria o meu lugar. Mas eu não queria sentar. Então, na hipótese da recusa eu simplesmente ofereceria para levar os livros e jornal.
Nada. Ninguém. Vim no ônibus em pé, da Penha até Bonsucesso, lutando contra o imbilizador que me impedia de dobrar o polegar e segurar o livro e brigando com o livro que cismava em cair. E ninguém se ofereceu para livrar-se desse sufoco.
A partir daí, eu poderia pensar em vingança contra a espécie humana.
Não o farei. Agora mesmo que eu vou me oferecer mais insistentemente ainda para segurar bolsas, pastas e ficar em pé. Já sei o que acontece quando ninguém faz isso.
Este mundo é mesmo um lugar muito solitário...
domingo, março 11, 2007
Você sabia?
- Van Gogh bebia absinto. Um dos efeitos colaterais, surgido com o tempo, era a alteração na forma de percepção das cores. Por isso os girassóis foram ficando mais amarelos com o tempo.
E eu ainda vou lembrar qual livro fala sobre isso.


E eu ainda vou lembrar qual livro fala sobre isso.


Cleaning out my closet
Como diria Eminem, hoje é dia de limpeza. Domingo sempre me pareceu dia de limpar o armário, tirar poeira, colocar pingos nos i`s. E nunca pareceu primeiro dia de semana.
Vejamos: Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no sétimo. O "sétimo" não é o domingo. É o sábado. A conclusão lógica é que eu sempre estive certa em não deixar pra acordar meio-dia no domingo. Acordar tarde é perder metade do dia. É deixar pra terminar de espreguiçar às 14h, almoçar às 15h e perceber que o dia está acabando bem no momento em que resolver arrumar algo para fazer. É perder tempo, em suma.
Hoje então resolvi arrumar meu "armário". Começando pelos textos. Descobri vários outro dia, e preciso organizá-los, relê-los e rir, muito.
Os inéditos por motivos óbvios eu postarei. Tirem suas próprias conclusões. Só me explico em situações extraordinárias. =)
* * *
Cada gota de lágrima que caía parecia derreter o papel.
Lágrima cáustica, palavra vazia.
As mãos crispadas em torno do próprio pescoço.
O ar sumia ao seu redor enquanto o cheiro de sua morte ficava cada vez mais perto.
Desistia de sua vida. Desistia de sua dor.
Abandonava cada célula, entregue a propria sorte.
Esquecia-se da vida que pulsava em suas veias.
Sorria ao sentir cada vez menos os pés.
Nao, nao queria parar.
Mas nao teria alternativa.
Sarita
30/12/2006 - 19h19
Vejamos: Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no sétimo. O "sétimo" não é o domingo. É o sábado. A conclusão lógica é que eu sempre estive certa em não deixar pra acordar meio-dia no domingo. Acordar tarde é perder metade do dia. É deixar pra terminar de espreguiçar às 14h, almoçar às 15h e perceber que o dia está acabando bem no momento em que resolver arrumar algo para fazer. É perder tempo, em suma.
Hoje então resolvi arrumar meu "armário". Começando pelos textos. Descobri vários outro dia, e preciso organizá-los, relê-los e rir, muito.
Os inéditos por motivos óbvios eu postarei. Tirem suas próprias conclusões. Só me explico em situações extraordinárias. =)
* * *
Cada gota de lágrima que caía parecia derreter o papel.
Lágrima cáustica, palavra vazia.
As mãos crispadas em torno do próprio pescoço.
O ar sumia ao seu redor enquanto o cheiro de sua morte ficava cada vez mais perto.
Desistia de sua vida. Desistia de sua dor.
Abandonava cada célula, entregue a propria sorte.
Esquecia-se da vida que pulsava em suas veias.
Sorria ao sentir cada vez menos os pés.
Nao, nao queria parar.
Mas nao teria alternativa.
Sarita
30/12/2006 - 19h19
sábado, março 10, 2007
i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
___________________________ i fear
no fate (for you are my fate,my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
(e e cummings)
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
___________________________ i fear
no fate (for you are my fate,my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
(e e cummings)
"Acordou com vontade de fazer uma loucura. Iria juntar suas coisas e sair. Ir pra longe, pra qualquer lugar. Chegou mesmo a colocar as calças jeans, dobradas com cuidado, dentro da mochila. Mas então olhou pela janela. Chovia. Muito. O som abafado pelo rádio ligado. Deu de ombros. Deixaria pra fugir um outro dia.
Chuva providencial. Porque ele não sabia mesmo pra onde ia, não sabia como iria, nem sabia como explicar isso pra sua esposa."
Chuva providencial. Porque ele não sabia mesmo pra onde ia, não sabia como iria, nem sabia como explicar isso pra sua esposa."
sexta-feira, março 09, 2007
Eu não sei o que acontece comigo quando algum bebê resolve nascer. Tenho a sensação de que eu passei a vida inteira esperando por aquela notícia específica, e é assim com todos os bebês, como se eu fosse um dos pais de todos eles. Estranho?
Não, não é. Há muitos anos os bebês eram considerados amaldiçoados, bruxos. Exatamente porque fazem isso com as pessoas, porque conseguem parar o mundo ao redor com a simples notícia de sua chegada.
Enfim. Vitória, seja bem vinda a esse planeta. E boa sorte. Porque a parte mais difícil mesmo vai começar agora. =)
Não, não é. Há muitos anos os bebês eram considerados amaldiçoados, bruxos. Exatamente porque fazem isso com as pessoas, porque conseguem parar o mundo ao redor com a simples notícia de sua chegada.
Enfim. Vitória, seja bem vinda a esse planeta. E boa sorte. Porque a parte mais difícil mesmo vai começar agora. =)
Marcadores:
Do nada...,
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala
quinta-feira, março 08, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
A diferença entre paixão e amor é sutil. Muitas vezes imperceptível.
Paixão não precisa de cuidado. Paixão queima enquanto puder, mas basta uma leve aproximação pra começar tudo de novo. Paixão você pode não se arrepender de ter sentido, mas com certeza vai causar boas risadas depois. É só esperar um tempo, que passa. Paixão sempre passa.
Amor não. Amor fica, mesmo que acabe. É estranho, mas a lembrança fica. E muitas vezes ela acaba sendo melhor que o sentimento em si. Saudade é uma dor gostosa. Como aquele friozinho na barriga. "Butterflies in the stomach", que Cristiano diz ser queda de pressão. Pouco romântico, não? Também acho. Prefiro chamar de "butterflies in the stomach".
E quem me dera, no auge da paixão ou antes do amor acabar, escrever algo assim...
Beatriz - Chico Buarque
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
(Porque todo mundo, ao menos uma vez, viveu um personagem...)
Paixão não precisa de cuidado. Paixão queima enquanto puder, mas basta uma leve aproximação pra começar tudo de novo. Paixão você pode não se arrepender de ter sentido, mas com certeza vai causar boas risadas depois. É só esperar um tempo, que passa. Paixão sempre passa.
Amor não. Amor fica, mesmo que acabe. É estranho, mas a lembrança fica. E muitas vezes ela acaba sendo melhor que o sentimento em si. Saudade é uma dor gostosa. Como aquele friozinho na barriga. "Butterflies in the stomach", que Cristiano diz ser queda de pressão. Pouco romântico, não? Também acho. Prefiro chamar de "butterflies in the stomach".
E quem me dera, no auge da paixão ou antes do amor acabar, escrever algo assim...
Beatriz - Chico Buarque
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
(Porque todo mundo, ao menos uma vez, viveu um personagem...)
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala
Promessa de campanha.
Independentemente do resultado do jogo de hoje, amanhã o blog retornará às cores originais. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Mas esse fundo preto tá me dando dor de cabeça já...
E por favor, quando aparecerem por aqui, deixem ao menos um "oi, garota"..
Independentemente do resultado do jogo de hoje, amanhã o blog retornará às cores originais. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Mas esse fundo preto tá me dando dor de cabeça já...
E por favor, quando aparecerem por aqui, deixem ao menos um "oi, garota"..
Marcadores:
Esta que vos fala,
Eu teria um desgosto profundo
sexta-feira, março 02, 2007
O que eu gosto em Cavaleiros do Zodíaco?
Todo mundo que gosta está na classe de pessoas legais e boas de papo.
Tem sempre alguém disposto a socializar a saga de Hades, inclusive se oferecendo pra gravar em dvd.
Provoca risos nas outras pessoas, mas elas passam a te ver como alguém bonitinho, meigo e gentil.
É facilmente identificável no monitor alheio (ninguém confunde a cara de dor do Seiya).
Serve como moeda de barganha (eu te empresto o dvd e você grava esse seu aí pra mim).
As pessoas são solidárias à dor dos personagens, mas costumam achar o Seiya o herói mais improvável de todos.
Todo mundo queria ter o cabelo do Shirryu.
Ensina as crianças a ter auto-confiança e a ter amigos.
Me mostrou que eu seria uma excelente advogada.
Deixa as pessoas mais alegres com a vida. Sei lá porquê. =)
Assim como não sei de onde veio esse post.
Todo mundo que gosta está na classe de pessoas legais e boas de papo.
Tem sempre alguém disposto a socializar a saga de Hades, inclusive se oferecendo pra gravar em dvd.
Provoca risos nas outras pessoas, mas elas passam a te ver como alguém bonitinho, meigo e gentil.
É facilmente identificável no monitor alheio (ninguém confunde a cara de dor do Seiya).
Serve como moeda de barganha (eu te empresto o dvd e você grava esse seu aí pra mim).
As pessoas são solidárias à dor dos personagens, mas costumam achar o Seiya o herói mais improvável de todos.
Todo mundo queria ter o cabelo do Shirryu.
Ensina as crianças a ter auto-confiança e a ter amigos.
Me mostrou que eu seria uma excelente advogada.
Deixa as pessoas mais alegres com a vida. Sei lá porquê. =)
Assim como não sei de onde veio esse post.
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala,
Ninguém merece...
quinta-feira, março 01, 2007
A princesa e a ervilha
A estória é conhecida. Uma menina maltrapilha aparece do nada no castelo, dizendo ser a princesa de um reino distante. É acolhida pelos reis, mas a rainha, desconfiada, resolve submetê-la a uma prova.
* * *
Õnibus lotado é um inferno. Tem sempre um velhinho procurando lugar pra sentar, gente fingindo não te ver com bolsas, pastas e livros, e mulheres de sapatos com salto plataforma...
Ahhh o salto plataforma... dói só de lembrar.
* * *
A rainha, então, sem avisar nada pra princesa, coloca uma única ervilha no colchão onde ela deitaria. Deixa a ervilha ali, confortavelmente instalada, e soterra-a sob toneladas de outros colchões, com o pretexto de deixar a cama mais macia.
A princesa dirige-se então ao quarto, onde passaria a noite.
* * *
Salto plataforma é muito interessante quando você quer ficar mais alta ou passar incólume por inundações.
Mas experimente estar com uma sandalinha delicada, de tirinhas no pé e salto baixo, ou, no caso dos meninos, chinelos, no ônibus lotado, ao lado de uma mulher com um super-salto-plataforma de 09cm...
* * *
A princesa deita-se para dormir, assim como todos no castelo.
No dia seguinte, a rainha encontra a princesa na mesa do café da manhã e pergunta se ela teve uma boa noite de sono.
- Nada.. tive uma noite péssima! Dormi a noite inteira como se tivesse uma pedra embaixo do meu colchão...
* * *
O salto plataforma atinge a sandalinha ou o chinelo (e o pé que o hospeda) com a mesma força que uma pick-up monster atinge um utilitário ecológico à bateria ou uma Land Rover atinge uma motocicleta.
A unha é achatada, o pé escurece, a dor é lancinante.
* * *
A rainha fica satisfeita. A princesa é real. Só princesas sentiriam uma ervilha soterrada por toneladas de colchões...
* * *
Se a dona do plataforma pedir desculpas, curve-se: você estará diante de uma princesa. De verdade. Das raras.
Eu não precisei me curvar. Nenhuma das vezes em que isso aconteceu.
A estória é conhecida. Uma menina maltrapilha aparece do nada no castelo, dizendo ser a princesa de um reino distante. É acolhida pelos reis, mas a rainha, desconfiada, resolve submetê-la a uma prova.
* * *
Õnibus lotado é um inferno. Tem sempre um velhinho procurando lugar pra sentar, gente fingindo não te ver com bolsas, pastas e livros, e mulheres de sapatos com salto plataforma...
Ahhh o salto plataforma... dói só de lembrar.
* * *
A rainha, então, sem avisar nada pra princesa, coloca uma única ervilha no colchão onde ela deitaria. Deixa a ervilha ali, confortavelmente instalada, e soterra-a sob toneladas de outros colchões, com o pretexto de deixar a cama mais macia.
A princesa dirige-se então ao quarto, onde passaria a noite.
* * *
Salto plataforma é muito interessante quando você quer ficar mais alta ou passar incólume por inundações.
Mas experimente estar com uma sandalinha delicada, de tirinhas no pé e salto baixo, ou, no caso dos meninos, chinelos, no ônibus lotado, ao lado de uma mulher com um super-salto-plataforma de 09cm...
* * *
A princesa deita-se para dormir, assim como todos no castelo.
No dia seguinte, a rainha encontra a princesa na mesa do café da manhã e pergunta se ela teve uma boa noite de sono.
- Nada.. tive uma noite péssima! Dormi a noite inteira como se tivesse uma pedra embaixo do meu colchão...
* * *
O salto plataforma atinge a sandalinha ou o chinelo (e o pé que o hospeda) com a mesma força que uma pick-up monster atinge um utilitário ecológico à bateria ou uma Land Rover atinge uma motocicleta.
A unha é achatada, o pé escurece, a dor é lancinante.
* * *
A rainha fica satisfeita. A princesa é real. Só princesas sentiriam uma ervilha soterrada por toneladas de colchões...
* * *
Se a dona do plataforma pedir desculpas, curve-se: você estará diante de uma princesa. De verdade. Das raras.
Eu não precisei me curvar. Nenhuma das vezes em que isso aconteceu.
Marcadores:
Do nada...,
Esta que vos fala,
Ninguém merece...
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Babel
Apareceu um Cristo pra ir comigo ao cinema ver Babel, depois de algum tempo implorando por companhia.
Fomos eu e Pedro.
Críticas à parte, o filme é daquele gênero que, ao final da sessão, você não sabe se pula da passarela do Carioca (o shopping) ou se agradece a Deus a felicidade que é sua vida cheia de atropelos.
Eu confesso que voltei pra casa imaginando todos os eventos que poderiam suceder-se à minha ida ao cinema com o Pedro, exatamente por eu TER IDO AO CINEMA COM O PEDRO.
E se eu tivesse ficado em casa? E se eu tivesse ido em outro cinema? E se eu visse outra sessão? E se eu tivesse ido outro dia? E se eu tivesse ido sozinha? Ou com outra pessoa?
Sério. Não sei o que acontece, mas você passa da angústia ao desespero à tristeza absoluta e ao remorso em menos de 15 minutos - e ao final das mais de 2h de filme parece que você viveu uma vida inteira em meia hora.
Juliana tinha falado que a câmera balançava demais, pra aumentar a sensação de imersão do espectador. "Sinta-se no filme correndo junto com o Brad Pitt." Não me senti correndo, mas me senti no filme, no calor, com dor, perdida, suicida, e absurdamente angustiada.
O filme é angustiante. E só. Se isso é bom? Depende de quem assiste. Pra mim foi.
Apareceu um Cristo pra ir comigo ao cinema ver Babel, depois de algum tempo implorando por companhia.
Fomos eu e Pedro.
Críticas à parte, o filme é daquele gênero que, ao final da sessão, você não sabe se pula da passarela do Carioca (o shopping) ou se agradece a Deus a felicidade que é sua vida cheia de atropelos.
Eu confesso que voltei pra casa imaginando todos os eventos que poderiam suceder-se à minha ida ao cinema com o Pedro, exatamente por eu TER IDO AO CINEMA COM O PEDRO.
E se eu tivesse ficado em casa? E se eu tivesse ido em outro cinema? E se eu visse outra sessão? E se eu tivesse ido outro dia? E se eu tivesse ido sozinha? Ou com outra pessoa?
Sério. Não sei o que acontece, mas você passa da angústia ao desespero à tristeza absoluta e ao remorso em menos de 15 minutos - e ao final das mais de 2h de filme parece que você viveu uma vida inteira em meia hora.
Juliana tinha falado que a câmera balançava demais, pra aumentar a sensação de imersão do espectador. "Sinta-se no filme correndo junto com o Brad Pitt." Não me senti correndo, mas me senti no filme, no calor, com dor, perdida, suicida, e absurdamente angustiada.
O filme é angustiante. E só. Se isso é bom? Depende de quem assiste. Pra mim foi.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
BR
O que um japonês, "Urge Overkill' e "The way" têm em comum?
Isto.
Explico.
Leandro, após o almoço e uma conversa sobre empregadas e músicas bizarras, aparece-nos com o seguinte desafio: descobrir para ele o nome de uma música que ele tentava achar há anos (literalmente), sem sucesso.
As dicas: ele cantarolava perfeitamente a música e sabia que havia uma palavra com certeza na letra: "today".
Por acaso, eu e Juliana conhecíamos a música. Ela diz que trata-se de música da banda Urge Overkill. Eu, como boa googleira, procuro "today" "urge overkill" lyrics.
Não acho. Ou melhor, acho várias músicias - vocês podem imaginar que a palavra "today" seja meio comum em letras de música... Decido então buscar os trechos da música que eu achava serem do jeito que eu cantava: "urge overkill" "lyrics" "before the sun" "that day".
Acho muitas coisas. Dentre elas uma página em japonês onde havia o nome dessa banda (Urge Overkill) e o exato trecho da música. Ainda achei estranho aparecerem tantos resultados, mas abri a tal página. Nada. Não era essa a banda, mas era essa a música.
Bastou então escolher um verso e procurar no Google. Graaaande Google...
Ou seja: por puro acaso, um japonês publicou no seu blog tanto a letra da música que a gente queria quanto o nome da banda que nós pensávamos interpretá-la.
Acaso?
The Way - Fastball
They made up their minds
And they started packing
They left before the sun came up that day
An exit to eternal summer slacking
But where were they going Without ever knowing the way?
They drank up the wine
And they got to talking
They now had more important things to say
And when the car broke down They started walking
Where were they going without ever knowing the way?
CHORUS:
Anyone could see The road that they walk on is paved in gold
And It's always summer, they'll never get cold
They'll Never get hungry
They'll never get old and gray
You can see their shadows Wandering off somewhere
They won't make it home
But they really don't care
They wanted the highway
They're happier there today , today
The children woke up
And they couldn't find 'em
They Left before the sun came up that day
They just drove off
And left it all behind 'em
But Where were they going Without ever knowing the way?
Anyone could see The road that they walk on is paved in gold
And It's always summer, they'll never get cold
They'll Never get hungry
They'll never get old and gray
You can see their shadows Wandering off somewhere
They Won't make it home
But they really don't care
They wanted the highway
They're happy there today , today (repeat)
Isto.
Explico.
Leandro, após o almoço e uma conversa sobre empregadas e músicas bizarras, aparece-nos com o seguinte desafio: descobrir para ele o nome de uma música que ele tentava achar há anos (literalmente), sem sucesso.
As dicas: ele cantarolava perfeitamente a música e sabia que havia uma palavra com certeza na letra: "today".
Por acaso, eu e Juliana conhecíamos a música. Ela diz que trata-se de música da banda Urge Overkill. Eu, como boa googleira, procuro "today" "urge overkill" lyrics.
Não acho. Ou melhor, acho várias músicias - vocês podem imaginar que a palavra "today" seja meio comum em letras de música... Decido então buscar os trechos da música que eu achava serem do jeito que eu cantava: "urge overkill" "lyrics" "before the sun" "that day".
Acho muitas coisas. Dentre elas uma página em japonês onde havia o nome dessa banda (Urge Overkill) e o exato trecho da música. Ainda achei estranho aparecerem tantos resultados, mas abri a tal página. Nada. Não era essa a banda, mas era essa a música.
Bastou então escolher um verso e procurar no Google. Graaaande Google...
Ou seja: por puro acaso, um japonês publicou no seu blog tanto a letra da música que a gente queria quanto o nome da banda que nós pensávamos interpretá-la.
Acaso?
The Way - Fastball
They made up their minds
And they started packing
They left before the sun came up that day
An exit to eternal summer slacking
But where were they going Without ever knowing the way?
They drank up the wine
And they got to talking
They now had more important things to say
And when the car broke down They started walking
Where were they going without ever knowing the way?
CHORUS:
Anyone could see The road that they walk on is paved in gold
And It's always summer, they'll never get cold
They'll Never get hungry
They'll never get old and gray
You can see their shadows Wandering off somewhere
They won't make it home
But they really don't care
They wanted the highway
They're happier there today , today
The children woke up
And they couldn't find 'em
They Left before the sun came up that day
They just drove off
And left it all behind 'em
But Where were they going Without ever knowing the way?
Anyone could see The road that they walk on is paved in gold
And It's always summer, they'll never get cold
They'll Never get hungry
They'll never get old and gray
You can see their shadows Wandering off somewhere
They Won't make it home
But they really don't care
They wanted the highway
They're happy there today , today (repeat)
domingo, fevereiro 25, 2007
E de novo...
Eu não gosto de estimular polêmica, mas Vasco vice no ano que o Romário quer marcar o milésimo gol é uma sensação insuperável.
E sem discussões sobre qual é o time mais amado do Brasil (Flamengo ou Corinthians). Nesse domingo meu blog vai vestido a caráter.
Saudações rubro-negras, meus caros.
E sem discussões sobre qual é o time mais amado do Brasil (Flamengo ou Corinthians). Nesse domingo meu blog vai vestido a caráter.
Saudações rubro-negras, meus caros.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Eu lembro a primeira vez que vi minha irmã beijando alguém. Foi chocante. Parecia outra pessoa, eu fiquei sem graça de olhar e com uma vontade louca de rir. Ao mesmo tempo, pensei: "É, ela cresceu. Agora é adulta. E eu ainda não."
Pois foi assim que eu me senti.
* * *
Me falaram hoje que isso aqui virou sucursal de PETROBRAS (com todas as letras em maiúscula e sem acento, por favor), tamanha a quantidade de posts referentes à ela.
Por isso, meus queridos, resolvi que vou identificar meus posts. Se tiver BR no título (ainda que eu não tenha licença de uso da marca), é sobre trabalho. Se não tiver, não é. E vocês que se virem decidindo o que lerão. =)
* * *
Amiguinhos meus de faculdade e curso e música e não-estudo e textos escritos e falados, obrigada!
Falei que sentia falta de vocês e sentia mesmo. A prova foi eu aturar as implicâncias sem reclamar.
E vamos fazer isso mais vezes, a gente já viu que dá certo, ninguém se machuca (exceto a doida da Rayssa), todos sobrevivem e não precisamos voltar tarde pra casa.
Pois foi assim que eu me senti.
* * *
Me falaram hoje que isso aqui virou sucursal de PETROBRAS (com todas as letras em maiúscula e sem acento, por favor), tamanha a quantidade de posts referentes à ela.
Por isso, meus queridos, resolvi que vou identificar meus posts. Se tiver BR no título (ainda que eu não tenha licença de uso da marca), é sobre trabalho. Se não tiver, não é. E vocês que se virem decidindo o que lerão. =)
* * *
Amiguinhos meus de faculdade e curso e música e não-estudo e textos escritos e falados, obrigada!
Falei que sentia falta de vocês e sentia mesmo. A prova foi eu aturar as implicâncias sem reclamar.
E vamos fazer isso mais vezes, a gente já viu que dá certo, ninguém se machuca (exceto a doida da Rayssa), todos sobrevivem e não precisamos voltar tarde pra casa.
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Ninguém merece...
Suburbana
Até pouco tempo atrás, eu me sentia ofendida quando de referiam à Penha como subúrbio. Não pela classificação, porque afinal a Penha FICA no subúrbio, donde conclui-se ser um bairro suburbano.
O problema sempre foi a conotação pejorativa. "Subúrbio" vinha carregado no erre e no bê, numa clara tentativa de diminuir o valor do local. Como se duas letras (no caso três, porque o bê aparece repetido) pudessem acabar com a reputação de alguém ou de alguma coisa.
Depois de falar "subúrrrrbio" (com todos os erres e bês), seguia-se o comentário sobre o esvaziamento dele, a falta de opções de lazer, o Cruzeiro.
E eu ME defendia (porque achava ser uma ofensa pessoal):
1- Subúrbio é qualquer lugar longe do centro urbano. Barra da Tijuca é subúrbio. E todo mundo vai pra lá no final de semana.
2- O Olaria fica a alguns metros da minha casa. E posso ir pro IAPI também. Não tenho culpa se vocês não gostam de praças públicas. Além disso, pra mim shopping sempre foi opção, e além de eu poder ir pras duas "galerias" que ficam do outro lado da linha do trem, posso em 15min chegar no Carioca (com Cinemark) ou no Nova América (com Parmê).
3- O Cruzeiro fica do outro lado da linha do trem. Bem longe de mim.
Não sei o que aconteceu de uns tempos pra cá, mas eu sou a primeira pessoa a dizer que a Penha é subúrbio, o que tira das pessoas a conotação pejorativa. Não tem graça você zoar uma pessoa que está rindo exatamente do que você falaria... E eu não tenho mais usado as desculpas rotineiras.
Subúrbio é legal. Subúrrrbio também é. Ruas arborizadas, calçadas largas, crianças, carrinhos de bebê, fechar a rua no final da tarde pra jogar bola, colocar a cadeira na frente do portão e falar com os vizinhos, andar de bicicleta, ir na padaria sem ouvir barulhos de carros, ônibus, caminhões e sentindo o cheirinho do pão à distância, poder andar no meio da rua sem ser atropelado. Poder andar no meio da rua, ouvindo o barulho da chuva caindo, sem ser atropelado. Poder andar no meio da rua, ouvindo o barulho da chiva caindo e cantando uma música qualquer, sem ser atropelado. Mas é no MEIO da rua, não no cantinho da rua, na sarjeta, desviando de poças d'água (porque o que leva alguém a andar no meio da rua em um dia de chuva não é só o prazer, é o escape das poças também).
Eu prefiro as poças pra poder desviar delas, as praças pra poder andar no balanço (ou na gangorra, se alguém se habilitar e não ficar traumatizado como o Leo), os clubes pra poder ir na piscina pública e dar boas gargalhadas, as padarias com abelhas no vidro, o comércio caseiro e à moda antiga. Chamem-me ultrapassada. Prefiro usar o termo "old-fashioned"...
Sou suburbana sim. Pra alguém que gosta dos simples prazeres da vida, morar no subúrbio é a melhor coisa do mundo!
Ao menos no meu pequeno subúrbio chamado Penha. E lá se vão 17 longos anos...
O problema sempre foi a conotação pejorativa. "Subúrbio" vinha carregado no erre e no bê, numa clara tentativa de diminuir o valor do local. Como se duas letras (no caso três, porque o bê aparece repetido) pudessem acabar com a reputação de alguém ou de alguma coisa.
Depois de falar "subúrrrrbio" (com todos os erres e bês), seguia-se o comentário sobre o esvaziamento dele, a falta de opções de lazer, o Cruzeiro.
E eu ME defendia (porque achava ser uma ofensa pessoal):
1- Subúrbio é qualquer lugar longe do centro urbano. Barra da Tijuca é subúrbio. E todo mundo vai pra lá no final de semana.
2- O Olaria fica a alguns metros da minha casa. E posso ir pro IAPI também. Não tenho culpa se vocês não gostam de praças públicas. Além disso, pra mim shopping sempre foi opção, e além de eu poder ir pras duas "galerias" que ficam do outro lado da linha do trem, posso em 15min chegar no Carioca (com Cinemark) ou no Nova América (com Parmê).
3- O Cruzeiro fica do outro lado da linha do trem. Bem longe de mim.
Não sei o que aconteceu de uns tempos pra cá, mas eu sou a primeira pessoa a dizer que a Penha é subúrbio, o que tira das pessoas a conotação pejorativa. Não tem graça você zoar uma pessoa que está rindo exatamente do que você falaria... E eu não tenho mais usado as desculpas rotineiras.
Subúrbio é legal. Subúrrrbio também é. Ruas arborizadas, calçadas largas, crianças, carrinhos de bebê, fechar a rua no final da tarde pra jogar bola, colocar a cadeira na frente do portão e falar com os vizinhos, andar de bicicleta, ir na padaria sem ouvir barulhos de carros, ônibus, caminhões e sentindo o cheirinho do pão à distância, poder andar no meio da rua sem ser atropelado. Poder andar no meio da rua, ouvindo o barulho da chuva caindo, sem ser atropelado. Poder andar no meio da rua, ouvindo o barulho da chiva caindo e cantando uma música qualquer, sem ser atropelado. Mas é no MEIO da rua, não no cantinho da rua, na sarjeta, desviando de poças d'água (porque o que leva alguém a andar no meio da rua em um dia de chuva não é só o prazer, é o escape das poças também).
Eu prefiro as poças pra poder desviar delas, as praças pra poder andar no balanço (ou na gangorra, se alguém se habilitar e não ficar traumatizado como o Leo), os clubes pra poder ir na piscina pública e dar boas gargalhadas, as padarias com abelhas no vidro, o comércio caseiro e à moda antiga. Chamem-me ultrapassada. Prefiro usar o termo "old-fashioned"...
Sou suburbana sim. Pra alguém que gosta dos simples prazeres da vida, morar no subúrbio é a melhor coisa do mundo!
Ao menos no meu pequeno subúrbio chamado Penha. E lá se vão 17 longos anos...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Série "Cortês, mas sem noção"
Algumas pessoas são "pocket". Pessoas "de bolso", "portáteis", fáceis de levar pra todos os lados. Isso não quer dizer que elas sejam aturáveis, suportáveis, de fácil convivência. Não. Quer dizer exatamente que essas pessoas possuem características que as tornam "portáteis".
Senão vejamos (como diria eu em um parecer):
portátil
Adj. 2 g.
1.De fácil transporte: máquina de escrever portátil; "o livro grosso .... transformou-se ...., dividiu-se em cadernetas, voluminho portátil" (Latino Coelho, Tipos Nacionais, p. 81).
2.De pequeno volume e/ou pouco peso.
3.Que se pode armar e desarmar, sendo, pois, mais ou menos facilmente transportável: altar portátil.
(Dicionário Aurélio)
Diz o ilustre Aurélio que portátil é aquilo que pode ser transportado. Pessoas não costumam ser transportadas, a não ser por veículos de transporte. Mas isso não seria aplicável aqui, pois eu não sou um veículo de transporte e portanto não me interesso em transportar pessoas. A não ser, é claro, nas raras oportunidades em um velório (assunto mórbido demais para ser comentado neste blog alegre e animado).
A terceira definição fala que portátil é o que pode ser armado e desarmado com facilidade. Não me lembro de poder armar e desarmar pessoas, a não ser que elas possuam próteses. Neste caso específico, seria no mínimo cruel relacionar-se a essas pessoas como portáteis, e o bom senso (além do respeito à legislação e do medo de ser processado por preconceito) me impediria de usar este significado.
Resta, então, o segundo: portátil é aquilo que tem pequeno volume e pouco peso.
Oras! Se eu digo que alguém é "pocket" digo que é "portátil".
Senão (novamente) vejamos:
pocket
-adjective
18. small enough or suitable for carrying in the pocket: a pocket watch.
19. relatively small; smaller than usual: a pocket war; a pocket country.
Dictionary.com
Então, pulemos a definição número 18 (por absoluta inaplicabilidade). A definição 19 diz que pode ser caracterizado como "pocket" o que seja menor do que o habitual.
Se eu digo então que o Eduardo é um "pocket lawyer" digo não que ele é portátil, que eu posso carregar pra onde quiser, mas que ele é menor do que o usual, que tem pequeno volume.
("Nos menores frascos, os melhores perfumes e os piores venenos", já diz o ditado.)
O que é menor em tamanho do que o usual costuma ser proporcional. Se eu digo, então, que o Eduardo é pequeno, porém proporcional, eu nada mais falo do que repetir que ele é um "pocket lawyer", um advogado "de bolso".
Por isso que eu digo: quem fala pode até ter pensado besteira, mas só será interpretado dessa forma se: (i) for claro o suficiente para não poder ser abstraído, o que não foi o caso; (ii) o interlocutor tiver pensado besteira.
Eu me limitei a definir Eduardo como um "pocket lawyer". Como não pensei besteira, só nos resta uma alternativa...
Eduardo é "pocket lawyer". Os outros dois advogados podem não ser "pocket", mas têm uma imaginação muuuito fértil...
Senão vejamos (como diria eu em um parecer):
portátil
Adj. 2 g.
1.De fácil transporte: máquina de escrever portátil; "o livro grosso .... transformou-se ...., dividiu-se em cadernetas, voluminho portátil" (Latino Coelho, Tipos Nacionais, p. 81).
2.De pequeno volume e/ou pouco peso.
3.Que se pode armar e desarmar, sendo, pois, mais ou menos facilmente transportável: altar portátil.
(Dicionário Aurélio)
Diz o ilustre Aurélio que portátil é aquilo que pode ser transportado. Pessoas não costumam ser transportadas, a não ser por veículos de transporte. Mas isso não seria aplicável aqui, pois eu não sou um veículo de transporte e portanto não me interesso em transportar pessoas. A não ser, é claro, nas raras oportunidades em um velório (assunto mórbido demais para ser comentado neste blog alegre e animado).
A terceira definição fala que portátil é o que pode ser armado e desarmado com facilidade. Não me lembro de poder armar e desarmar pessoas, a não ser que elas possuam próteses. Neste caso específico, seria no mínimo cruel relacionar-se a essas pessoas como portáteis, e o bom senso (além do respeito à legislação e do medo de ser processado por preconceito) me impediria de usar este significado.
Resta, então, o segundo: portátil é aquilo que tem pequeno volume e pouco peso.
Oras! Se eu digo que alguém é "pocket" digo que é "portátil".
Senão (novamente) vejamos:
-adjective
18. small enough or suitable for carrying in the pocket: a pocket watch.
19. relatively small; smaller than usual: a pocket war; a pocket country.
Dictionary.com
Então, pulemos a definição número 18 (por absoluta inaplicabilidade). A definição 19 diz que pode ser caracterizado como "pocket" o que seja menor do que o habitual.
Se eu digo então que o Eduardo é um "pocket lawyer" digo não que ele é portátil, que eu posso carregar pra onde quiser, mas que ele é menor do que o usual, que tem pequeno volume.
("Nos menores frascos, os melhores perfumes e os piores venenos", já diz o ditado.)
O que é menor em tamanho do que o usual costuma ser proporcional. Se eu digo, então, que o Eduardo é pequeno, porém proporcional, eu nada mais falo do que repetir que ele é um "pocket lawyer", um advogado "de bolso".
Por isso que eu digo: quem fala pode até ter pensado besteira, mas só será interpretado dessa forma se: (i) for claro o suficiente para não poder ser abstraído, o que não foi o caso; (ii) o interlocutor tiver pensado besteira.
Eu me limitei a definir Eduardo como um "pocket lawyer". Como não pensei besteira, só nos resta uma alternativa...
Eduardo é "pocket lawyer". Os outros dois advogados podem não ser "pocket", mas têm uma imaginação muuuito fértil...
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Ninguém merece...
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Amanhã voltarei à minha rotina petroleira diária.
Saudades do ar condicionado central. Saudades dos casos que parecem tão simples e se complicam subitamente. Como eu.
* * *
Teoricamente, a essa hora da noite (23h) eu deveria estar dormindo. Teoricamente preciso de pelo menos 8h de sono por noite (assim como teoricamente eu só acordo depois das 9, quando passa o cafezinho).
Também sei que eu conseguiria dormir. Bastaria deitar na minha caminha, embaixo do ventilador mais potente do mundo e próximo à janela onde corre a brisa mais fresca da minha rua para ter bons sonhos (ou pesadelos premonitórios).
Mas eu não quero dormir. Simples assim. Hoje eu estou com a sensação de que, se dormir, vou perder uma parte muito importante da minha vida.
Duas pessoas diferentes já me disseram isso. Dormir é perda de tempo. Tudo bem, é ganho de vitalidade, mas é perda de tempo. Quando você dorme, o tempo passa do mesmo jeito, mas você não o vê. Daí ser uma perda. Tempo perdido é tempo não visto, não sentido, não acompanhado.
Por que eu acho que minha vida em grande parte foi perda de tempo? Porque eu fiquei tão preocupada que esqueci de olhar em volta. Prometi a mim mesma que nunca mais perderia um pôr do sol, uma noite de lua, nem esqueceria de ver a posição de Órion, Cruzeiro do Sul e Escorpião (porque eu estou sem óculos, não conseguiria nunca ver as Plêiades dessa maneira). Não se desperdiça espetáculos assim. Seria como desprezar a própria natureza.
E assim sendo, pra que dormir?
Saudades do ar condicionado central. Saudades dos casos que parecem tão simples e se complicam subitamente. Como eu.
* * *
Teoricamente, a essa hora da noite (23h) eu deveria estar dormindo. Teoricamente preciso de pelo menos 8h de sono por noite (assim como teoricamente eu só acordo depois das 9, quando passa o cafezinho).
Também sei que eu conseguiria dormir. Bastaria deitar na minha caminha, embaixo do ventilador mais potente do mundo e próximo à janela onde corre a brisa mais fresca da minha rua para ter bons sonhos (ou pesadelos premonitórios).
Mas eu não quero dormir. Simples assim. Hoje eu estou com a sensação de que, se dormir, vou perder uma parte muito importante da minha vida.
Duas pessoas diferentes já me disseram isso. Dormir é perda de tempo. Tudo bem, é ganho de vitalidade, mas é perda de tempo. Quando você dorme, o tempo passa do mesmo jeito, mas você não o vê. Daí ser uma perda. Tempo perdido é tempo não visto, não sentido, não acompanhado.
Por que eu acho que minha vida em grande parte foi perda de tempo? Porque eu fiquei tão preocupada que esqueci de olhar em volta. Prometi a mim mesma que nunca mais perderia um pôr do sol, uma noite de lua, nem esqueceria de ver a posição de Órion, Cruzeiro do Sul e Escorpião (porque eu estou sem óculos, não conseguiria nunca ver as Plêiades dessa maneira). Não se desperdiça espetáculos assim. Seria como desprezar a própria natureza.
E assim sendo, pra que dormir?
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala
Eu sou um turista. Vim da Itália especialmente pra curtir o carnaval do Rio. Pra onde eu vou? Para o Scala, óbvio! Não há melhor maneira de conhecer o carnaval carioca do que ir ao tradicional baile gay.
Nada contra. Opção sexual é personalíssima e intransferível. Mas dizer que o carnaval carioca se define pelo Gala Gay é o mesmo que falar que tradicional mesmo aqui são os desfiles das escolas de samba. Por favor, RedeTv!. Me poupe...
Nada contra. Opção sexual é personalíssima e intransferível. Mas dizer que o carnaval carioca se define pelo Gala Gay é o mesmo que falar que tradicional mesmo aqui são os desfiles das escolas de samba. Por favor, RedeTv!. Me poupe...
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Muitas vezes começamos a agir pelo motivo errado. Os fins justificam os meios, assim como justificam os inícios.
Então, pelos motivos errados, estou redescobrindo muitas músicas. E tenho roubado-as de vários blogs, sem fazer a devida menção ao post original.
Mas sabe a música da Pitty? Pois é. Sei tocar na guitarra agora.
* * *
Bateu saudosismo hoje. Uma vontade alucinante de ver Senhor dos Anéis, os 3 filmes de uma só vez, em um só dia. Vi o segundo há pouco tempo e fiquei com uma saudade tão grande daquela fotografia..........
* * *
Caro j, não posso fazer download de filmes. Seria no mínimo antiético de minha parte, considerando-se que sou advogada da área de Tecnologia da Informação...
Então, pelos motivos errados, estou redescobrindo muitas músicas. E tenho roubado-as de vários blogs, sem fazer a devida menção ao post original.
Mas sabe a música da Pitty? Pois é. Sei tocar na guitarra agora.
* * *
Bateu saudosismo hoje. Uma vontade alucinante de ver Senhor dos Anéis, os 3 filmes de uma só vez, em um só dia. Vi o segundo há pouco tempo e fiquei com uma saudade tão grande daquela fotografia..........
* * *
Caro j, não posso fazer download de filmes. Seria no mínimo antiético de minha parte, considerando-se que sou advogada da área de Tecnologia da Informação...
Confesso que a última coisa que eu prestei atenção hoje no filme foi a música de fundo, Leandro.
Mas que "Rocky Balboa" realmente foi emocionante, foi.
Com direito a platéia batendo palmas e torcendo, exatamente como os espectadores da luta entre o super-boxeador-do-passado-glorioso-com-punhos-de-aço e o metido-nova-sensação-invicto-atual-campeão.
Me senti em Las Vegas. A pipoca não ajudou muito, o frio do ar condicionado também não. Mas confesso que, na hora de ir no banheiro (no meio do filme, é claro), eu quase voltei pro meu lugar subindo as escadas naquele clássico estilo Rocky-treinando. Tive que me controlar pra não dar os pulinhos no alto do cinema...
O mais legal é que o final é bem plausível. E eu não me sinto envergonhada por ter gostado do filme. Opinião, aliás, que não é só minha. Vai ver foi até por isso que eu não prestei atenção na música de fundo.
E Leandro, quando você for pra Philadelphia, por favor me mande a gravação.
(Valeu pela dica, j.)
Mas que "Rocky Balboa" realmente foi emocionante, foi.
Com direito a platéia batendo palmas e torcendo, exatamente como os espectadores da luta entre o super-boxeador-do-passado-glorioso-com-punhos-de-aço e o metido-nova-sensação-invicto-atual-campeão.
Me senti em Las Vegas. A pipoca não ajudou muito, o frio do ar condicionado também não. Mas confesso que, na hora de ir no banheiro (no meio do filme, é claro), eu quase voltei pro meu lugar subindo as escadas naquele clássico estilo Rocky-treinando. Tive que me controlar pra não dar os pulinhos no alto do cinema...
O mais legal é que o final é bem plausível. E eu não me sinto envergonhada por ter gostado do filme. Opinião, aliás, que não é só minha. Vai ver foi até por isso que eu não prestei atenção na música de fundo.
E Leandro, quando você for pra Philadelphia, por favor me mande a gravação.
(Valeu pela dica, j.)
O carnaval é uma época do ano muito perigosa.
Primeiro porque as pessoas acham que devem aproveitar esses poucos dias pra fazer tudo que não fariam nos outros dias do ano. Como se o carnaval se tornasse a desculpa perfeita.
- Po, você viu o cara? Dormiu fora de casa hoje...
- Ahh mas é carnaval!
- Cara, olha o preço disso!
- Ahh é carnaval!
O carnaval torna-se a justificativa pra vários acontecimentos que, em outro período qualquer do ano, seriam execrados ou, pelo menos, não receberiam a mesma justificativa.
Do preço da gasolina ao biscoito globo vendido na praia. Tudo é uma questão de mercado consumidor.
E de carnaval.
Ano passado, nesse mesmo dia, eu estaria em Campos. Atrás do trio elétrico, colocando o pé em águas desconhecidas e suspeitas, molhando minha sandália favorita. Mas era carnaval, eu estava viajando, o sol estava lindo, eu sabia cantar todas as músicas e não tinha ninguém falando "ah.. isso é chato.."
Porque pior do que você ficar no meio da quentura, cercado por um mar de pessoas por todos os lados, você sentindo-se uma ilha de sobriedade e sensatez, é ter que ouvir da outra ilha que vocês são uns estúpidos por estarem lá.
Tá no inferno? Então, abrace o capeta! Melhor do que reclamar do calor, porque não vai aparecer um ar condicionado central só pra te refrescar não, meu caro.
Então o carnaval está acabando e eu não posso dizer que esse foi melhor do que os outros. Ao menos também não foi pior.
E eu mantenho meu amarelo-escritório. Achei que o sangue negro e viscoso que corre agora em minhas veias fosse me deixar com uma aparência mais saudável. Ledo engano...
Primeiro porque as pessoas acham que devem aproveitar esses poucos dias pra fazer tudo que não fariam nos outros dias do ano. Como se o carnaval se tornasse a desculpa perfeita.
- Po, você viu o cara? Dormiu fora de casa hoje...
- Ahh mas é carnaval!
- Cara, olha o preço disso!
- Ahh é carnaval!
O carnaval torna-se a justificativa pra vários acontecimentos que, em outro período qualquer do ano, seriam execrados ou, pelo menos, não receberiam a mesma justificativa.
Do preço da gasolina ao biscoito globo vendido na praia. Tudo é uma questão de mercado consumidor.
E de carnaval.
Ano passado, nesse mesmo dia, eu estaria em Campos. Atrás do trio elétrico, colocando o pé em águas desconhecidas e suspeitas, molhando minha sandália favorita. Mas era carnaval, eu estava viajando, o sol estava lindo, eu sabia cantar todas as músicas e não tinha ninguém falando "ah.. isso é chato.."
Porque pior do que você ficar no meio da quentura, cercado por um mar de pessoas por todos os lados, você sentindo-se uma ilha de sobriedade e sensatez, é ter que ouvir da outra ilha que vocês são uns estúpidos por estarem lá.
Tá no inferno? Então, abrace o capeta! Melhor do que reclamar do calor, porque não vai aparecer um ar condicionado central só pra te refrescar não, meu caro.
Então o carnaval está acabando e eu não posso dizer que esse foi melhor do que os outros. Ao menos também não foi pior.
E eu mantenho meu amarelo-escritório. Achei que o sangue negro e viscoso que corre agora em minhas veias fosse me deixar com uma aparência mais saudável. Ledo engano...
Eu me recuso a acreditar em absolutamente tudo que a crítica diz. No entanto é inegável que uma crítica positiva nos impulsiona a ver o filme e uma crítica negativa nos leva ao cinema com todos os pés atrás.
Mas filmes polêmicos - como o Babel - possuem ambas!
Ou seja: se você costuma se guiar pelo bonequinho, vai se perder mesmo... Porque ele aplaude em pé, ele assiste e ele dorme.
Boneco maldito!
O público comum também se divide. E é pra poder criticar de verdade, dando minha opinião (que, justiça seja feita, tem um peso considerável pelo simples fato de ser minha), que eu preciso de companhia pra ir ao cinema ver Babel essa semana.
Alguém se habilita? =)
Mas filmes polêmicos - como o Babel - possuem ambas!
Ou seja: se você costuma se guiar pelo bonequinho, vai se perder mesmo... Porque ele aplaude em pé, ele assiste e ele dorme.
Boneco maldito!
O público comum também se divide. E é pra poder criticar de verdade, dando minha opinião (que, justiça seja feita, tem um peso considerável pelo simples fato de ser minha), que eu preciso de companhia pra ir ao cinema ver Babel essa semana.
Alguém se habilita? =)
Eu não costumo me aproveitar de posts alheios, mas como sei que muita gente não frequenta o blog do Cris resolvi postar aqui também.
(Amiguinhos de BR, lamento, mas vocês só poderão ver em casa. Né, Leandro?)
(Amiguinhos de BR, lamento, mas vocês só poderão ver em casa. Né, Leandro?)
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Pessoas seguem um padrão. Por isso, mesmo sem querer, elas são identificáveis, com maior ou menos facilidade.
Esconda seu rosto, mude sua voz. O jeito de sorrir, o jeito de falar, o uso de determinadas palavras, a entonação... algumas coisas não conseguimos mudar. Aí mora o perigo.
Nenhuma identidade secreta é secreta o tempo todo. Ou ela o é porque as pessoas são lentas, ou o é porque as pessoas permitem deliberadamente que assim seja. O clássico "ouvido de mercador", adaptado à versão visual.
Ou seja: cuidado. Sem saber e sem querer, vocês estão sendo observados. E no exato dia em que a máscara tornar-se vital, será o dia em que ela irá cair...
* * *
Como a internet também segue um padrão, eis-me aqui, fazendo-me disponível para leitura por duas vezes nesta 6a feira. O padrão atual é a ausência de conexão na hora em que eu preciso dela. Posto agora, pra não precisar postar depois. Não precisando postar depois, a conexão existirá e eu poderei postar novamente.
Só espero que a lei de Murphy nao perceba esta manobra para enganá-la...
Esconda seu rosto, mude sua voz. O jeito de sorrir, o jeito de falar, o uso de determinadas palavras, a entonação... algumas coisas não conseguimos mudar. Aí mora o perigo.
Nenhuma identidade secreta é secreta o tempo todo. Ou ela o é porque as pessoas são lentas, ou o é porque as pessoas permitem deliberadamente que assim seja. O clássico "ouvido de mercador", adaptado à versão visual.
Ou seja: cuidado. Sem saber e sem querer, vocês estão sendo observados. E no exato dia em que a máscara tornar-se vital, será o dia em que ela irá cair...
* * *
Como a internet também segue um padrão, eis-me aqui, fazendo-me disponível para leitura por duas vezes nesta 6a feira. O padrão atual é a ausência de conexão na hora em que eu preciso dela. Posto agora, pra não precisar postar depois. Não precisando postar depois, a conexão existirá e eu poderei postar novamente.
Só espero que a lei de Murphy nao perceba esta manobra para enganá-la...
Ao contrário do que possa parecer pela análise dos fatos, este não é um blog sobre futebol. Mas, se essa é a paixão nacional, ao menos umas 4 vezes na vida eu preciso me render (nem que seja pra fazer jus ao título).
Não vi o jogo do Flamengo, que segundo alguns foi fenomenal, apesar do placar.
Minha mãe (que não é lá muito futeboleira, como a maioria das mães) não parou de comentar os balões de oxigênio na lateral do campo, ao qual recorreram os jogadores mais afoitos. No esquema "corre um pouquinho, respira um pouquinho".
Também não vi o jogo do Vasco (o tal contra o Nacional Fast Clube do Amazonas, que segundo um amigo meu não é "Nacional...", é apenas "Fast Clube...". Bem, ele é nacional, não é? Então considerem como um adjetivo genérico, um pontocom da vida.).
Soube que o Vasco ganhou e que a informação demorou a chegar ao resto do país devido à distância e aos inúmeros rios atravessados de barco pelo corajoso desbravador de florestas que lá foi documentar a invasão amazônica dos portugueses.
De qualquer forma, eu soube que sim, houve fraude na eleição do Vasco. (Mas não diga? Verdade???)
O perito afirma que há fortes indícios de que o resultado seria diferente, considerando-se os votos irregulares e a diferença final entre os candidatos.
Ou seja: agora a Justiça só mantém isso do jeito que está se tiver interesses desconhecidos no caso. Não sei que interesses seriam esses, mas falamos do Judiciário, aquele que tem as sentenças mais perfeitas e o mesmo que decide coisas que nem nós, advogados, entendemos.
(Na verdade eu costumo não entender sentença. Acho que todo juiz é um escritor frustrado. Exatamente como eu e meus pareceres sobre inexigibilidade de licitação em 6 páginas - precisa de tanto, Sarita? Não, não precisa, mas eu não resisto.)
E o vencedor da eleição do Vasco já disse que a CBF é dele. Não ficaria admirada em descobrir que o Judiciário também é...
Não vi o jogo do Flamengo, que segundo alguns foi fenomenal, apesar do placar.
Minha mãe (que não é lá muito futeboleira, como a maioria das mães) não parou de comentar os balões de oxigênio na lateral do campo, ao qual recorreram os jogadores mais afoitos. No esquema "corre um pouquinho, respira um pouquinho".
Também não vi o jogo do Vasco (o tal contra o Nacional Fast Clube do Amazonas, que segundo um amigo meu não é "Nacional...", é apenas "Fast Clube...". Bem, ele é nacional, não é? Então considerem como um adjetivo genérico, um pontocom da vida.).
Soube que o Vasco ganhou e que a informação demorou a chegar ao resto do país devido à distância e aos inúmeros rios atravessados de barco pelo corajoso desbravador de florestas que lá foi documentar a invasão amazônica dos portugueses.
De qualquer forma, eu soube que sim, houve fraude na eleição do Vasco. (Mas não diga? Verdade???)
O perito afirma que há fortes indícios de que o resultado seria diferente, considerando-se os votos irregulares e a diferença final entre os candidatos.
Ou seja: agora a Justiça só mantém isso do jeito que está se tiver interesses desconhecidos no caso. Não sei que interesses seriam esses, mas falamos do Judiciário, aquele que tem as sentenças mais perfeitas e o mesmo que decide coisas que nem nós, advogados, entendemos.
(Na verdade eu costumo não entender sentença. Acho que todo juiz é um escritor frustrado. Exatamente como eu e meus pareceres sobre inexigibilidade de licitação em 6 páginas - precisa de tanto, Sarita? Não, não precisa, mas eu não resisto.)
E o vencedor da eleição do Vasco já disse que a CBF é dele. Não ficaria admirada em descobrir que o Judiciário também é...
terça-feira, fevereiro 13, 2007
O que o meu blog tem a ver com o Nacional Fast Clube do Amazonas?
Em princípio, absolutamente nada (a não ser algumas semelhanças que eu poderia procurar agora para satisfazer curiosidades menos ortodoxas).
Mas foi o ilustríssimo Fast Clube que apresentou ao nobre Eduardo este blog parado, sem movimento, sem comentário.
Eu ia até ficar feliz, imaginando que tinha me popularizado e agora, além de linkar pessoas, eu era linkada por um time de futebol que se gaba de ser o 4o melhor do Amazonas, tendo ganhado o campeonato estadual em 1971!
(Gente, tem timeS de futebol no Amazonas! No plural!!!)
Mas não, não é minha popularidade que me levou ao conhecimento do caríssimo Eduardo, colega de E&P. Não! Foi o Romário!
Pensei eu: "Poxa, não ser o time do Amazonas, vá lá.. Mas descobrir que foi por causa do Romário? Por acaso ele me conhece? Eu dei a ele tamanha honra e não me lembro? Esse pessoal sempre resolve entrar no blog e nada falar.. Um absurdo!"
(Romário entra em blog? Romário sabe o que é isso, né? Se ele tem blog, está muito bem escondido, porque eu não achei.)
Também não foi o Romário.
Analisemos:
Romário quer marcar seu milésimo gol. Quer fazê-lo pelo Vasco. Por isso abandonou o time dele nos EUA e voltou pra isso que eles devem considerar uma selva de assassinos e bandidos e pobres e etc.
Romário precisa marcar o milésimo gol o mais rápido possível e, considerando-se que ele não gosta muito de correr (nem o permite sua idade), deve aproveitar as possibilidades que aparecerem.
Ou seja: se aparece um jogo do Vasco contra o Nacional Fast Clube do Amazonas, ele tem que ficar na cara do goleiro, aproveitando-se do fato de ser uma lenda, pra marcar quantos gols forem possíveis (se eu sou o goleiro do Nacional Fast Clube do Amazonas, sento e espero ele marcar, só pra não dizerem que eu fui "o obstáculo à glória do baixinho").
Onde eu entro?
Bem, eu estou linkada sim, mas não é na homepage do Nacional Fast Clube do Amazonas, nem no blog (inexistente?) do Romário. É no blog do Leandro, meu companheiro de JSERV/ENG... que por acaso comentou essa história com o Eduardo, que leu e nos descobriu aqui.
Explicado?
* * *
E sinto muito, Romário, mas eu sou Nacional Fast Clube do Amazonas desde criancinha.
Em princípio, absolutamente nada (a não ser algumas semelhanças que eu poderia procurar agora para satisfazer curiosidades menos ortodoxas).
Mas foi o ilustríssimo Fast Clube que apresentou ao nobre Eduardo este blog parado, sem movimento, sem comentário.
Eu ia até ficar feliz, imaginando que tinha me popularizado e agora, além de linkar pessoas, eu era linkada por um time de futebol que se gaba de ser o 4o melhor do Amazonas, tendo ganhado o campeonato estadual em 1971!
(Gente, tem timeS de futebol no Amazonas! No plural!!!)
Mas não, não é minha popularidade que me levou ao conhecimento do caríssimo Eduardo, colega de E&P. Não! Foi o Romário!
Pensei eu: "Poxa, não ser o time do Amazonas, vá lá.. Mas descobrir que foi por causa do Romário? Por acaso ele me conhece? Eu dei a ele tamanha honra e não me lembro? Esse pessoal sempre resolve entrar no blog e nada falar.. Um absurdo!"
(Romário entra em blog? Romário sabe o que é isso, né? Se ele tem blog, está muito bem escondido, porque eu não achei.)
Também não foi o Romário.
Analisemos:
Romário quer marcar seu milésimo gol. Quer fazê-lo pelo Vasco. Por isso abandonou o time dele nos EUA e voltou pra isso que eles devem considerar uma selva de assassinos e bandidos e pobres e etc.
Romário precisa marcar o milésimo gol o mais rápido possível e, considerando-se que ele não gosta muito de correr (nem o permite sua idade), deve aproveitar as possibilidades que aparecerem.
Ou seja: se aparece um jogo do Vasco contra o Nacional Fast Clube do Amazonas, ele tem que ficar na cara do goleiro, aproveitando-se do fato de ser uma lenda, pra marcar quantos gols forem possíveis (se eu sou o goleiro do Nacional Fast Clube do Amazonas, sento e espero ele marcar, só pra não dizerem que eu fui "o obstáculo à glória do baixinho").
Onde eu entro?
Bem, eu estou linkada sim, mas não é na homepage do Nacional Fast Clube do Amazonas, nem no blog (inexistente?) do Romário. É no blog do Leandro, meu companheiro de JSERV/ENG... que por acaso comentou essa história com o Eduardo, que leu e nos descobriu aqui.
Explicado?
* * *
E sinto muito, Romário, mas eu sou Nacional Fast Clube do Amazonas desde criancinha.
sábado, fevereiro 10, 2007
Impressionante como algumas músicas podem não ter nada de absolutamente extraordinário e ainda assim eu gosto.
Essa é um exemplo. Vou colocar a letra pra vocês acompanharem a pronúncia rapidíssima. Basicamente lê-se como se escreve.
Depois do meu curso de seja lá que língua for essa, eu traduzo pra vocês.
Simarik - Tarkan
Takmis koluna elin adamini
Beni orta yerimden catlatiyor
Agzinda sakizi sisirip sisirip
Arsiz arsiz patlatiyor
Biz boyle mi gorduk babamizdan
ele gune rezil olduk
Yeni adet gelmis eski koye bak
dostlar mahvolduk
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Takmis koluna elin adamini
Beni orta yerimden catlatiyor
Agzinda sakizi sisirip sisirip
Arsiz arsiz patlatiyor
Biz boyle mi gorduk babamizdan
ele gune rezil olduk
Yeni adet gelmis eski koye bak
dostlar mahvolduk
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Ocagina dustum yavru
Kucagina dustum yavru
Sicagina dustum yavru
El aman
Ocagina dustum yavru
Kucagina dustum yavru
Sicagina dustum yavru
El aman
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam muwah! ...
Essa é um exemplo. Vou colocar a letra pra vocês acompanharem a pronúncia rapidíssima. Basicamente lê-se como se escreve.
Depois do meu curso de seja lá que língua for essa, eu traduzo pra vocês.
Simarik - Tarkan
Takmis koluna elin adamini
Beni orta yerimden catlatiyor
Agzinda sakizi sisirip sisirip
Arsiz arsiz patlatiyor
Biz boyle mi gorduk babamizdan
ele gune rezil olduk
Yeni adet gelmis eski koye bak
dostlar mahvolduk
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Takmis koluna elin adamini
Beni orta yerimden catlatiyor
Agzinda sakizi sisirip sisirip
Arsiz arsiz patlatiyor
Biz boyle mi gorduk babamizdan
ele gune rezil olduk
Yeni adet gelmis eski koye bak
dostlar mahvolduk
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Ocagina dustum yavru
Kucagina dustum yavru
Sicagina dustum yavru
El aman
Ocagina dustum yavru
Kucagina dustum yavru
Sicagina dustum yavru
El aman
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam mwuah muwah!
Seni gidi findik kiran
Yilani deliginden cikaran
Kaderim puskullu belam
Yakalarsam muwah! ...
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Felicidade é fim. Alegria é meio. Então a felicidade realmente não é desse mundo e não existe. Existem doses de alegria que te levam à infelicidade futura.
A infelicidade é a única certeza. Você poderá estar mais ou menos animado amanhã, mais ou menos alegre daqui a uma semana. Mas se o seu caminho for alegre, significa que ele é fácil; se o caminho for fácil quer dizer que ele é o errado; se você está no caminho errado não vai ser feliz.
Mas seja honesto consigo mesmo. Admita que a falha é sua, o erro é seu, a fraqueza está nas suas ações, e não na forma como o seu vizinho te deu bom-dia, sua mãe fez o café, o trocador deu um real em moedas de 10 centavos.
Seres humanos têm o péssimo hábito de criar culpados. E nada me tira da cabeça que Deus todo poderoso veio daí. Ao menos a idéia de um Deus que manda e desmanda. Zeus e toda sua legião.
Se você tiver vergonha, tiver medo, não souber o que deve fazer, admita! Grite, publique no blog, coloque nos classificados embaixo dos anúncios de "procura-se", mas faça algo, porque infelizmente eu não vou poder fazer nem quero depois ouvi-lo dizer "mas...".
Apenas cresça.
* * *
E me poupe. Tenho me gastado muito ultimamente pra ainda quererem me desperdiçar.
* * *
Mas sim, eu ainda estou muito cortês, simpática e tímida, se querem saber.
A infelicidade é a única certeza. Você poderá estar mais ou menos animado amanhã, mais ou menos alegre daqui a uma semana. Mas se o seu caminho for alegre, significa que ele é fácil; se o caminho for fácil quer dizer que ele é o errado; se você está no caminho errado não vai ser feliz.
Mas seja honesto consigo mesmo. Admita que a falha é sua, o erro é seu, a fraqueza está nas suas ações, e não na forma como o seu vizinho te deu bom-dia, sua mãe fez o café, o trocador deu um real em moedas de 10 centavos.
Seres humanos têm o péssimo hábito de criar culpados. E nada me tira da cabeça que Deus todo poderoso veio daí. Ao menos a idéia de um Deus que manda e desmanda. Zeus e toda sua legião.
Se você tiver vergonha, tiver medo, não souber o que deve fazer, admita! Grite, publique no blog, coloque nos classificados embaixo dos anúncios de "procura-se", mas faça algo, porque infelizmente eu não vou poder fazer nem quero depois ouvi-lo dizer "mas...".
Apenas cresça.
* * *
E me poupe. Tenho me gastado muito ultimamente pra ainda quererem me desperdiçar.
* * *
Mas sim, eu ainda estou muito cortês, simpática e tímida, se querem saber.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Sarita tá tão calada hoje. Que foi? Tá triste?
Talvez esteja, ou não. Estou introspectiva. Mas também é melhor ficar introspectiva do que ficar sem graça a cada 5min por tanta besteira falada. Tenho que pensar melhor antes, local de trabalho não é local de fazer amigos e ser eu mesma. É local de ser o que as pessoas esperam que você seja. Ou seja, uma advogada simpática, porém concentrada; espirituosa, porém com limites; interessada, porém não desesperada.
Conclusões:
- não posso rir tanto
- não posso falar tanto
- não posso pedir tanta coisa pra fazer
Me disseram um dia que mostrar muito trabalho não é bom, porque as pessoas se acostumam. Impossível, quando o trabalho é realmente bom e você se sente feliz em fazê-lo.
Sim, eu estou feliz. E aprendendo a ter limites.
Acho que eu fico mesmo diferente quando falo tudo o que sinto realmente
Mas eu não me incomodo em fazer amigos aqui não. =)
Talvez esteja, ou não. Estou introspectiva. Mas também é melhor ficar introspectiva do que ficar sem graça a cada 5min por tanta besteira falada. Tenho que pensar melhor antes, local de trabalho não é local de fazer amigos e ser eu mesma. É local de ser o que as pessoas esperam que você seja. Ou seja, uma advogada simpática, porém concentrada; espirituosa, porém com limites; interessada, porém não desesperada.
Conclusões:
- não posso rir tanto
- não posso falar tanto
- não posso pedir tanta coisa pra fazer
Me disseram um dia que mostrar muito trabalho não é bom, porque as pessoas se acostumam. Impossível, quando o trabalho é realmente bom e você se sente feliz em fazê-lo.
Sim, eu estou feliz. E aprendendo a ter limites.
Acho que eu fico mesmo diferente quando falo tudo o que sinto realmente
Mas eu não me incomodo em fazer amigos aqui não. =)
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Da vez primeira que me assassinaram
(Mario Quintana)
Da vez primeira que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões de estrada!
Ah! desta mão, avaramente adunca,
ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas de Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!
(Mario Quintana)
Da vez primeira que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões de estrada!
Ah! desta mão, avaramente adunca,
ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas de Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!
domingo, fevereiro 04, 2007
Transtorno bipolar.
É o que faz uma pessoa agir de formas absolutamente opostas em um curto espaço de tempo sem se dar conta do que ocorre.
Um exemplo hipotético: eu ligo te ameaçando e logo depois mando um e-mail perguntando porque você não tem mais falado comigo.
Peraí, você acabou de dizer que eu to f&*%$ e agora quer ser minha melhor amiga? Como assim?
Transtorno bipolar.
É o que faz uma pessoa te amar e te odiar sem nenhuma explicação aparente, só porque hoje o dia estava claro ou chuvoso, ou porque ventou muito ou pouco, ou porque ela quis ou não quis.
Mas há dois dias você disse que eu não prestava! Como é que agora voltei a ser sua melhor amiga?
Transtorno bipolar.
É uma desculpa fisiologicamente correta para não admitir que no fundo, bem no fundo, a pessoa simplesmente não admite de uma vez que não tá mais a fim.
Transtorno bipolar.
Quando a pessoa não quer enfrentar o mundo e prefere culpar os outros, mas depois de um tempo lembra que depende desses outros pra ser um pouquinho menos infeliz.
Só espero que a desculpa continue funcionando por um bom tempo para aqueles que usam, porque uma hora todos cansam. Mais cedo (e menos) ou mais tarde (e mais drasticamente também).
Boa sorte.
É o que faz uma pessoa agir de formas absolutamente opostas em um curto espaço de tempo sem se dar conta do que ocorre.
Um exemplo hipotético: eu ligo te ameaçando e logo depois mando um e-mail perguntando porque você não tem mais falado comigo.
Peraí, você acabou de dizer que eu to f&*%$ e agora quer ser minha melhor amiga? Como assim?
Transtorno bipolar.
É o que faz uma pessoa te amar e te odiar sem nenhuma explicação aparente, só porque hoje o dia estava claro ou chuvoso, ou porque ventou muito ou pouco, ou porque ela quis ou não quis.
Mas há dois dias você disse que eu não prestava! Como é que agora voltei a ser sua melhor amiga?
Transtorno bipolar.
É uma desculpa fisiologicamente correta para não admitir que no fundo, bem no fundo, a pessoa simplesmente não admite de uma vez que não tá mais a fim.
Transtorno bipolar.
Quando a pessoa não quer enfrentar o mundo e prefere culpar os outros, mas depois de um tempo lembra que depende desses outros pra ser um pouquinho menos infeliz.
Só espero que a desculpa continue funcionando por um bom tempo para aqueles que usam, porque uma hora todos cansam. Mais cedo (e menos) ou mais tarde (e mais drasticamente também).
Boa sorte.
sábado, fevereiro 03, 2007
Alguns livros são tão multifacetados que permitem amplas interpretações dependendo da época da vida que você lê.
Isso aconteceu muito com o Mágico de Oz. Eu vi o filme quando era criança, depois li o livro, mas nunca achei nada de extraordinário na história da menina que é carregada por um tornado, vai parar em uma terra distante e é ajudada por um espantalho, um leão e um homem de lata a voltar pra casa depois de derrotar uma bruxa.
Sempre achei meio óbvio, estilo Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e tantas outras histórias de batalha entre o bem e o mal com criancinhas e criaturas estranhas.
Depois de algum tempo (anos após aprender que existe algo chamado metáfora) eu fui percebendo a sutileza. Como Alice no país das maravilhas. Nada é o que parece.
O Mágico de Oz não é mais uma historinha de criança. Assim como Chapeuzinho Vermelho não é.
O personagem que eu mais gostava - mesmo sem entender muito o motivo - era o homem de lata. Ainda é. Alguém que tem um coração maior do que todos e o usa, ainda que nunca o tenha encontrado. E que corra um risco enorme de acabar machucado no final.
Pra quem ainda não viu. Boa diversão. E não chorem.
Isso aconteceu muito com o Mágico de Oz. Eu vi o filme quando era criança, depois li o livro, mas nunca achei nada de extraordinário na história da menina que é carregada por um tornado, vai parar em uma terra distante e é ajudada por um espantalho, um leão e um homem de lata a voltar pra casa depois de derrotar uma bruxa.
Sempre achei meio óbvio, estilo Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e tantas outras histórias de batalha entre o bem e o mal com criancinhas e criaturas estranhas.
Depois de algum tempo (anos após aprender que existe algo chamado metáfora) eu fui percebendo a sutileza. Como Alice no país das maravilhas. Nada é o que parece.
O Mágico de Oz não é mais uma historinha de criança. Assim como Chapeuzinho Vermelho não é.
O personagem que eu mais gostava - mesmo sem entender muito o motivo - era o homem de lata. Ainda é. Alguém que tem um coração maior do que todos e o usa, ainda que nunca o tenha encontrado. E que corra um risco enorme de acabar machucado no final.
Pra quem ainda não viu. Boa diversão. E não chorem.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Série "Sonhos que você não gostaria de ter"
Estamos em um rio daqueles da região amazônica. Precisamos fugir de um totem enorme que é o deus da região. Este totem nos persegue em um barco deslizante (daqueles que aparece em filme cujapropulsão é um ventilador gigantesco atrás) e nós vamos à frente, procurando escapar.
Por sorte viramos à direita em um igarapé e ele não nos vê. Chegamos a um portal gigantesco, que bloqueia a passagem do igarapé. Descemos de nosso "barco" e damos a volta a pé no portal para entrarmos.
Lá dentro, passamos por um estacionamento e entramos em uma casa gigantesca, meio labiríntica, onde as pessoas, todas vestidas com a mesma tonalidade de roupa, pegam comida (estilo Oliver Twist - uma concha para cada um). Uma enfermeira nos espera na porta e permite nossa entrada. Eu sei que tenho que entrar pra fazer alguma coisa, mas não sei o que exatamente.
Dou uma volta pelo local e encontro um menino. Ele sabe que nós não deveríamos estar ali e resolve nos ajudar a sair. Quando estamos passando pela porta, a enfermeira pergunta desconfiada onde estamos indo. O menino diz que é meu filho e que eu fui lá buscá-lo. Ele faz uma encenação, chora, diz que estava com saudade de mim e que agora vamos ficar juntos pra sempre e ela permite nossa saída.
Assim que saímos, o menino desaparece. Nós ainda estamos com medo de sermos pegos e vamos para o estacionamento pegar nosso carro. Quando estamos chegando lá, ouvimos barulho de tiros. Olhamos para longe e vemos um morro, com poucas casas. No telhado de uma das casas, um homem atira para o alto; acompanho a trajetória da casa e vejo que não há perigo para nós.
Nesse momento, alguém chega correndo e se abaixa atrás do carro. O homem está armado e muito, muito nervoso. Pedimos para ele se acalmar, ele aponta a arma em nossa direção e fala para ficarmos quietos. Eu corro para trás de um barranco e grito para minha irmã sair de lá porque o cara vai atirar. Ele não me ouve, ela também não, só me olha sem entender.
Nessa hora, eu ouço vários disparos. Quando levanto para olhar, o cara está atirando no meu pai, que está em pé na frente dele, ele ainda sentado no chão atrás do carro.
As balas acabam e meu pai cai, com 4 tiros no peito. Grito pro cara chamar a polícia, mas ele me olha com raiva e diz que não vai chamar a poícia. Falo pra ele então ligar pra 193, e ele nem foge nem liga, apenas diz pra eu pressionar os ferimentos pra estancar o sangue.
Não sei se meu pai morre. Só sei que agradeci ter acordado.
Por sorte viramos à direita em um igarapé e ele não nos vê. Chegamos a um portal gigantesco, que bloqueia a passagem do igarapé. Descemos de nosso "barco" e damos a volta a pé no portal para entrarmos.
Lá dentro, passamos por um estacionamento e entramos em uma casa gigantesca, meio labiríntica, onde as pessoas, todas vestidas com a mesma tonalidade de roupa, pegam comida (estilo Oliver Twist - uma concha para cada um). Uma enfermeira nos espera na porta e permite nossa entrada. Eu sei que tenho que entrar pra fazer alguma coisa, mas não sei o que exatamente.
Dou uma volta pelo local e encontro um menino. Ele sabe que nós não deveríamos estar ali e resolve nos ajudar a sair. Quando estamos passando pela porta, a enfermeira pergunta desconfiada onde estamos indo. O menino diz que é meu filho e que eu fui lá buscá-lo. Ele faz uma encenação, chora, diz que estava com saudade de mim e que agora vamos ficar juntos pra sempre e ela permite nossa saída.
Assim que saímos, o menino desaparece. Nós ainda estamos com medo de sermos pegos e vamos para o estacionamento pegar nosso carro. Quando estamos chegando lá, ouvimos barulho de tiros. Olhamos para longe e vemos um morro, com poucas casas. No telhado de uma das casas, um homem atira para o alto; acompanho a trajetória da casa e vejo que não há perigo para nós.
Nesse momento, alguém chega correndo e se abaixa atrás do carro. O homem está armado e muito, muito nervoso. Pedimos para ele se acalmar, ele aponta a arma em nossa direção e fala para ficarmos quietos. Eu corro para trás de um barranco e grito para minha irmã sair de lá porque o cara vai atirar. Ele não me ouve, ela também não, só me olha sem entender.
Nessa hora, eu ouço vários disparos. Quando levanto para olhar, o cara está atirando no meu pai, que está em pé na frente dele, ele ainda sentado no chão atrás do carro.
As balas acabam e meu pai cai, com 4 tiros no peito. Grito pro cara chamar a polícia, mas ele me olha com raiva e diz que não vai chamar a poícia. Falo pra ele então ligar pra 193, e ele nem foge nem liga, apenas diz pra eu pressionar os ferimentos pra estancar o sangue.
Não sei se meu pai morre. Só sei que agradeci ter acordado.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
A descoberta da semana é que eu sou uma pessoa cortês.
Vocês sabiam disso?
Pois é. Depois de eu ter pesadelo com meu chefe brigando comigo, ele me disse isso. Acho que é algo bom, né? Mas taí um adjetivo que eu nunca pensei se encaixasse na minha personalidade...
Sem noção, mas cortês.
Aliás, totalmente sem noção.
* * *
Sarita na baia (isso é coisa de animal, eu sei) com o chefe e mais duas colegas. Conversamos sobre um filme qualquer e eu digo:
- Tem problema não, baixa na Internet!
As pessoas se chocam. As meninas me olham com cara de espanto. Meu chefe fala:
- Assim que a gente conhece a ética de uma pessoa.
Todos rimos e eu tento me explicar.
- Calma, gente, vocês não estão entendendo. Eu não faço isso não, meu Velox não colabora.
(Como assim??? Eu tento me explicar dizendo que só não faço porque o Velox não colabora? Daqui a pouco eu estou oferecendo dvd pirata! Eu hein.)
Detalhe: eu estava na área de Propriedade Intelectual nessa época.
* * *
Absolutamente sem noção.
Mas cortês.
Vocês sabiam disso?
Pois é. Depois de eu ter pesadelo com meu chefe brigando comigo, ele me disse isso. Acho que é algo bom, né? Mas taí um adjetivo que eu nunca pensei se encaixasse na minha personalidade...
Sem noção, mas cortês.
Aliás, totalmente sem noção.
* * *
Sarita na baia (isso é coisa de animal, eu sei) com o chefe e mais duas colegas. Conversamos sobre um filme qualquer e eu digo:
- Tem problema não, baixa na Internet!
As pessoas se chocam. As meninas me olham com cara de espanto. Meu chefe fala:
- Assim que a gente conhece a ética de uma pessoa.
Todos rimos e eu tento me explicar.
- Calma, gente, vocês não estão entendendo. Eu não faço isso não, meu Velox não colabora.
(Como assim??? Eu tento me explicar dizendo que só não faço porque o Velox não colabora? Daqui a pouco eu estou oferecendo dvd pirata! Eu hein.)
Detalhe: eu estava na área de Propriedade Intelectual nessa época.
* * *
Absolutamente sem noção.
Mas cortês.
Assinar:
Postagens (Atom)
