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sábado, maio 17, 2008

Pedro e Thiago

Acho que eu já comentei isso aqui, mas repito devido às circunstâncias.
Há alguns muitos meses, logo que o Pedro foi pra Brasília, eu acho que era a única pessoa a não olhar a conta de telefone e ligar pra ele com certa constância, além, obviamente, da mãe dele. Pode ser porque a conta estava em débito automático, pode ser porque eu não tinha nada melhor pra fazer, ou pode ser porque eu realmente sentia falta dele, depois de dividir com ele mesa em cursinho e frustrações de concursos e, principalmente, depois de me sentir culpada por eu ter passado na prova e ele não.

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Considerando a complexidade do trabalho em nossa empregadora, eu acho que ele deve estar agradecendo ter alguém a quem perturbar diariamente pedindo ajuda, alguém suficientemente gentil pra ajudar sem pensar duas vezes.

Não, Pedro, eu não ajudo só por me sentir culpada não. E se continuar com essa palhaçada de me achar "forçada" nas gentilezas te encho de p&%$#@! (Melhorou?)

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Enfim. Pedro, ainda em Brasília, me disse que eu tinha como característica marcante o fato de me aproximar das pessoas quando elas não estão fisicamente próximas. Ou seja: morasse ele ainda no Rio, eu não iria procurá-lo com tanta frequência e provavelmente não conversaria sobre metade das coisas que conversamos.

Pensei nisso ontem, depois de me despedir do Thiago, que falou algo mais ou menos assim: "O fato de eu saber que a partir de amanhã ficarei 15 dias longe de todos que eu conheço faz com que eu tenha que me controlar pra não fazer ou falar alguma besteira."
Em resumo, pessoas ficam impulsivas diante da proximidade da despedida. Talvez não impulsivas, talvez elas percam o medo. O clássico "fale agora ou cale-se para sempre". Mesmo que o "para sempre" dure 15 dias e, muito provavelmente, ao voltar você tenha preferido não ter aberto a boca antes.
É uma falsa segurança. Como se a distância fosse abrandar qualquer reação do interlocutor. Quer dizer que ama? Espere a véspera da viagem. Quer roubar um beijo? Espere o dia da viagem. Quer terminar tudo? No aeroporto, durante a despedida. E sim, as revelações serão sempre variações sobre um mesmo tema.

Com alguma sorte, na volta você poderá dizer-se arrependido, poderá voltar atrás, sem causar danos irrecuperáveis. Faz parte do senso comum essa idéia de aproveitar viagens para abrir o coração...

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Eu não caio mais nessa. Não tem como voltar atrás. Não diga nada que você não possa manter quando retornar. Simples assim. =)

quinta-feira, maio 15, 2008

Estou em meu período duvidoso. Time to be myself as harsh as gentle, as innocent as overthought, just like i said some of my friends are. Or some of my no longer friends.
Isso seria motivo suficiente para eu aconselhar que vocês parassem de visitar meu blog, mas já que estão aqui deixo uma música - mais pela melodia do que pela letra.
Se bem que a letra é tão sarcástica quanto eu tenho estado nesses últimos dias. Culpa de noites mal dormidas e dias muito trabalhados...

O estado de espírito justifica também a não alteração da frase aí de cima. Mas não justifica as cores do blog.

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Leave (Glen Hansard)

I can't wait forever is all that you said
Before you stood up
And you won't disappoint me
I can do that myself
But I'm glad that you've come
Now if you don't mind

Leave, leave,
And free yourself at the same time
Leave, leave,
I don't understand, you've already gone

And I hope you feel better
Now that it's out
What took you so long
And the truth has a habit
Of falling out of your mouth
But now that it's come
If you don't mind

Leave, leave,
And please yourself at the same time
Leave, leave,
Let go of my hand
You said what you have to now
Leave, leave,
Let go of my hand
You said what you came to now
Leave, leave,
Leave, leave,
Let go of my hand
You said what you have to now
Leave, leave,

segunda-feira, maio 12, 2008

Corporativismo amigo 1

Eu nunca trabalhei com amigos.
Já fiz amigos no trabalho, mas nunca trabalhei com amigos.

Pelo menos não até hoje.

Descoberta #1: amigos são cruéis quando se sentem à vontade; a ponto de pisar em você sem perceber, a ponto de fazer pouco de sua ajuda sem perceber, a ponto de fazer você se arrepender de sequer ter ficado feliz com a chegada deles.

A vantagem do amigo?
Ele sabe pedir desculpas.

sábado, maio 10, 2008

Muito sobre nada

(E depois ainda tem gente que diz que a torcida do Flamengo não é grande. Eu - enquanto flamenguista - não me incomodo com as derrotas e vitórias de qualquer outro time, exceto se o perdedor for o próprio Flamengo. Mas é impressionante como todos os outros torcedores - ao menos em sua maioria - ficam divididos entre torcer a favor de seu time e contra o Flamengo. Não que sejam excludentes - não são.
Respeito a vida vazia de vocês que buscam motivação nas derrotas do Flamengo (aquela velha história de perder levando alguém junto, eu sei como é). Por serem meus amigos, eu nada direi. E manterei os comentários ao post abaixo, que não será apagado.)

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Nada de novo no reino da Dinamarca. Exceto que Pedro - sim, Pedro, você - irá trabalhar comigo.
E por pouco não trabalha comigo COMIGO, do meu lado. Eu aceito os agradecimentos depois por não ter lembrado meu chefe - durante uma reunião - que ele deixou escapar entre os dedos a única pessoa dentre os convocados que tem um mínimo de noção de como funcionam os contratos de telecomunicações e o que raios são todas aquelas resoluções da Anatel...

Ah se eu tivesse entrado no blog antes e lido seu comentário...
If only...

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Eu juro que não estou virando trekker (e não trekkie).
Mas esse comentário eu faço só para aqueles que chegaram a assistir o original (com Spock e Kirk) e depois depararam-se com a nova geração (com Data e Piccard).
Diferenç principal: Kirk não dava a mínima para o universo e todas as suas 9 dimensões, queria apenas salvar a própria pele e, com alguma sorte, salvar a tripulação e os passageiros da Enteprise. Piccard não. Piccard tomou como missão salvar todo o universo de qualquer ameaça. A nave está inteira, todos estão salvos, ele pode ir embora, mas ele fica, arriscando tudo por conta de um planetinha agrícola que provavelmente demorará milhares de anos para se recuperar e cuja população foi reduzida a 1/10...

Aliás e a propósito, por falar em Jornada nas Estrelas, acompanhem as minhas frases de efeito no msn (óbvio, aqueles que tiverem meu msn) e aqui no cabeçalho do blog. No próximo post (que não será sobre o Flamengo, o Gloriso, por motivos óbvios que fogem ao meu controle, ao meu senso crítico e ao meu pé-quente) eu explico a origem.

quarta-feira, abril 30, 2008

Blogs

Confesso que sou leitora assídua (assídua mesmo) de poucos blogs. Na verdade, acho que de nenhum, nem do meu - o que justifica as idas e vindas de meus 3 leitores (sim, vocês 3 mesmo), que aparecem e desaparecem em consonância com meus aparecimentos e desaparecimentos.

Eu leio o Malvados com pouca freqüência, esquecendo que as tirinhas são diárias, e geralmente leio as tirinhas anteriores me arrependendo das gargalhadas que deixei passar e que fizeram falta em dias vazios e sem graça (ultimamente uma constante, ao menos 8h por dia).

Leio o Giant in the Playground por culpa da Order of the Stick, e mesmo assim só leio a Order of the Stick, tendo começado na minha semana de licença médica, há uns bons meses, por recomendação do Thiago (o amigo super-hiper-mega nerd com faculdade de economia e que fez eletiva em Teoria dos Jogos). Depois de muito tempo ainda estou no quadrinho 292 enquanto o site está no 500 e alguma coisa.

Leio O Cachambi não é aqui! todas as vezes que o Leandro, no auge do desespero, abre a janelinha do sametime e fala "vai no meu blog e lê o que eu escrevi lá!", eu me arrependendo do tempo que fiquei longe. Solidariedade é você deixar comentário!!! Solidariedade é passar e falar ao menos oi, mesmo com toda a burocracia do servidor...

Eventualmente, quando passeando por blogs divertidos, eu lembro de entrar no Garotas que dizem Ni, uma homenagem a minha própria insanidade digna de livro, filme e fotografia.

Não leio os blogs dos meus outros amigos, abandonados, esquecidos ou simplesmente substituídos por flogs cujo endereço eu recebi algum dia.

Sou relapsa, sou acomodada e confesso que os links ficam muito longe no meu próprio blog. Ficassem mais em cima, perto do título, eu talvez lembrasse de clicá-los com maior frequência.

Hoje eu fiquei com peso na consciência.
Um dos meus 3 leitores já havia dito estar sentindo falta dos meus posts - em uma clara referência ao desinteresse que eu (carne, ossos e mini-hérnia em formação) desperto nas pessoas.
E o Leandro, linkado aí em cima, fez o favor de publicar um post elogiando os blogs que ele lê. Eu não merecia estar ali - e não fosse ele um menino sincero pra caramba eu desconfiaria que ele só me incluiu por saber que eu eventualmente leio (advogado gosta de fazer média, vocês sabem..).

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Leandro, obrigada!
Reclamaram dos posts sobre o Flamengo e eu acho que já estive melhor, mas obrigada mesmo assim!

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E entrem no blog dele, gente. Se não for pelo texto (que eu adoro), que seja pelo link para as fotos dele no flicker. Sensacional fotógrafo, autor da foto que eu mais gostei do meu casamento.

terça-feira, abril 29, 2008

Apólogo

Não é sobre o Flamengo, caju. =)

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Vocês conhecem um conto do Drummond chamado "Apólogo"? Não tenho certeza quanto ao autor nem quanto ao nome, mas resumidamente é a história de uma agulha que se revolta por achar que faz todo o trabalho para a linha - que nada faz - ir às festas nas roupas das clientes da costureira. Esta história se passa na caixinha de costura, e a conclusão é que todos, em algum momento da vida, servimos de agulha a alguma linha ordinária e sem consideração.

Lembrei desse conto há alguns meses - e digo isso sem ressentimento, até achando graça - quando uma menina que estudou comigo me ligou pedindo algumas informações sobre um concurso que eu tinha feito. Não digo que ela não poderia ter ligado - afinal, ela tinha meu número, e são relativamente poucas as pessoas que o têm. Digo apenas que foi estranho atender o telefone e ouvir alguém que eu não via há séculos me pedindo informações sobre concurso quando ela poderia ter me ligado há outros séculos para devolver um dvd meu que ainda está com ela desde que nos vimos pela última vez.

Isso tem aproximadamente 3 anos. E nesse tempo todo ela me ligou, tirou a dúvida que queria, tornou a ligar, tornou a tirar dúvida e pedir informações - me senti o RH da empresa, mas fui bastante solícita até onde permitiram meus pareceres e meus prazos. E nada do dvd.

Não me incomodo em ajudar, se eu puder ajudar. Mas é engraçado como algumas pessoas conseguem ter força de vontade (ou cara de pau, não sei bem.. rs) suficiente para procurar pessoas com quem não tem intimidade e pedir ajuda, repetidas vezes, esquecendo o que elas deveriam fazer...

O mais engraçado mesmo é que, neste caso específico, deu pra perceber que ela não estava à vontade. Ou seja, ela não tem cara de pau. E sabia que a situação era estranha para nós duas.

Com perdão do trocadilho a ouvidos mais ou menos sensíveis... cara, tá no inferno? abraça o capeta e chama de parceiro! Não dá pra ficar de mesuras, não dá pra ficar com meias palavras. O ato em si pede coragem e ausência de tecidos humanos no rosto. Abrace sua natureza vegetal! Pra usar, usa direito, caramba, desde que não avacalhe.

quarta-feira, abril 23, 2008

Ah o Flamengo...

Disse o Cris que eu perdi um jogão não indo ao Maracanazinho assistir Flamengo x Corrientes.
Pelo preço eu deveria ter ido. Pela torcida também. E aparentemente pelo jogo.

Estava me arrependendo de não ter ido enquanto via o Flamengo (peladeiros de plantão) tomarem um escaldo bonito do Bolognesi na tal goleada que aconteceria hoje. Jogaram água na fogueira, enquanto todos os rubro-negros se perguntavam que diabos tinha acontecido com o time.

São Jorge não é o padroreiro do Flamengo, mas não seria certo que no dia de um santo nosso time - abençoado com certa regularidade - fosse abandonado à própria sorte, aos passes bisonhos do Léo Moura (que que é isso, Perla..) e ao Souza.

(Aliás, eu me pergunto o que será do Souza quando Joel mudar de continente...)

Depois de um 1o tempo assombrosamente sem gols e de assistir a zaga do Bolognesi fechar-se - até com jogadores usando o próprio corpo como escudo -, depois de gols perdidos sabe-se lá como, uma falta. A torcida grita, o Maraca inteiro grita "Bruno! Bruno!" e ele caminha em direção ao gol.

Eu só conseguia pensar no nosso gol lá, abandonado, sozinho, e tão, tão longe de onde o Bruno estava agora parado, conversando, ajeitando a bola. Foram segundos - segundos - de hesitação. Minha hesitação, não dele e nem da galera que virou minha companheira de cadeira amarela. Ninguém hesitou, além de mim. Nem o goleiro do Bolognesi, que teve a certeza do erro do Bruno. Cobrança perfeita, a bola fez uma sutil curva, encaixando-se delicadamente no canto esquerdo do goleiro. Lindo. O Maraca explodiu, a torcida comemorava o gol, o Bruno, o gol do Bruno, tudo. E eu gritava junto.

Poético e simbólico. No dia de São Jorge, santo guerreiro, protetor, quem abriu o placar foi o nosso protetor, o melhor goleiro do Brasil, pqp. Indicou o caminho, abriu os braços pros jogadores e sorriu, calado, em paz. Outro gol? Do Obina? Eu não lembro. Nada ofuscou o gol do Bruno, meu caro Thales...

Arrependida de não ter ido ao basquete? Talvez.
Feliz por ter ido ao futebol? Aos 40min do segundo tempo eu respondi. "Valeu a pena ter vindo a esse jogo só por esse gol do Bruno."

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Temos musiquinha nova para os jogos contra o Fluminense. Uma pena que o horário não me permite revelá-la...

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Bruno, eu te amo!

(Cumprindo uma promessa.. rs)

quarta-feira, abril 09, 2008

Quadrilha

Eu estava preparada para fazer um tratado do amor não correspondido (em homenagem aquele poema do José, que amava Teresa, que amava...), mas limitar-me-ei a descrever a cena.

6a feira, choppinho, quatro amigos num bar. Um único menino.
O menino está cercado por 3 meninas absolutamente diferentes: menina A, menina B e menina C.
Menina A acha tudo que ele faz perfeito, é superprotetora e por isso mesmo meio desligada.
Menina B não reparou que ele é apaixonado por ela, ou melhor, reparou mas prefere não acreditar pelo risco de perder o amigo.
Menina C não o acha perfeito, mas o acha surpreendentemente igual a ela, motivo pelo qual ela sabe que ele está apaixonado e sabe que ele não vai falar nada.

Menina B conversa muito com menina C, e menina C conversa muito com menina A.

Em um desses papos, menina C comenta a noite do choppinho e diz que menino não sabe disfarçar. Menina A não entende e menina C explica; menina A não acredita e promete confirmar com menino. Menina B finge que não entende mas, depois de alguns minutos, resigna-se.

Menina C, então, percebe que menino não vai falar nada. E que dois amigos do menino (que ela viu uma única vez) percebem tão bem quanto ela. Menina C pensa "Caramba... de que adianta anos de convivência se eu, que conheci o menino ontem, sei o que ele quer só de olhar pra ele?".

O pior de tudo pra menina C é saber e não poder falar nada, por absoluta falta de evidências. Ainda que o olhar de felicidade seja o suficiente para comprovar. E menina C fica triste pelo menino, porque o poema se encaixa como uma luva:


Quadrilha (Carlos Drummond de Andrade)

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

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A filha de João ia casar com Antônio, mas acabou fugindo com Pedro.
Antônio amava a menina que amava Pedro.
Quadrilha.

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Amizade é uma m*. Traz intimidade, e a intimidade traz a liberdade pra dizer tudo que se pensa. Até magoar fica mais fácil.
E nem por isso menos dolorido.

O bom em ter amigos é não ter que pedir desculpas toda hora. O pedido de desculpas fica subentendido no "tá desculpado" que serve pra substituir o "foi mal", e mesmo na pressa em explicar tudo pra não parecer que foi de propósito.

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Thiago, meu caro, lembre o mantra. Um dia você perde o medo. =)

domingo, abril 06, 2008

Maratona Odeon

Como sempre, eu enviei o convite pra trocentas pessoas. Como sempre, elas disseram que não poderiam.
Diferentemente das outras vezes, dessa eu fui, mesmo correndo o risco de estar sozinha.

Acabei não estando. E entre pipocas, pessoas estranhas e uma caixinha de tic-tac que só não esvaziou porque foi levada embora ao final do 2o filme, eu me surpreendi com "Once", o filme irlandês que esteve entre os finalistas do Oscar de melhor trilha sonora e ganhou.

A fórmula é simples e o resultado é bom. Quem assiste compra a história, compra o drama, compra o clima "crescendo" e com clímaxes cada vez maiores, típico de filmes europeus (aquele ritmo que, quando você percebe, acabou e você se sente confortável e relaxado). Mas o surpreendente mesmo são as cenas de música. A ponto de eu resolver comprar não só a história, mas também o cd.

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Meu agradecimento público a meus companheiros de dor nas costas nessa 6a feira de Maratona nas cadeiras super-confortáveis do Odeon.
Merci, Thiago. Merci, Romulo. =)

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ERRATA

Quando eu falei "trocentas pessoas", referi-me às 7 ou 8 que costumam passar a madrugada na rua e voltar pra casa na manhã do dia seguinte... Alguns, que têm curso no sábado ou eventualmente plantão, além daqueles que não iriam MESMO, eu não chamei.
Poxa, Leandro, isso não quer dizer que eu não gostaria da companhia do senhor e de sua senhora, mas imaginei que não pudessem ir e que ficariam frustrados.

Aliás, se você não viu esse filme, veja.

sábado, março 01, 2008

Pausa para descanso

Iniciou-se a pausa para descanso.
Isso implica em eu ter mais tempo para escrever, mas ter consideravelmente menos assunto. O que tornará meu blog excepcionalmente chato.

Na tentativa de ultrapassar o nível extremo de chatice, tentando deixá-lo ao menos suportável, vou fazer uma lista. Acompanhem.

1- Comprei um notebook. Na dúvida entre design e durabilidade, fiquei com os dois. Um Toshiba muito fofo de 13,3" com o tal Windows Vista instalado. Minha crítica atual é simples: por que exatamente o Vista precisa de minha autorização/permissão para executar um mísero joguinho? Tudo isso é medo? O Vista tá com medo???

2- Instalei o Doom 3 neste notebook. O pedido foi simples: "quero matar monstros, e quero fazê-lo em primeira pessoa". A resposta foi à altura, não fosse o jogo ser em italiano. Para um jogo que precisa de instruções (aliás, percebi que o forte dele são as instruções no meio do nada, ao menos de acordo com o walkthrough que eu li - sim, eu li um walkthrough) isso não foi legal. Nada legal...

3- Fui expulsa do blog do João. Quando eu reparei, não podia mais postar. Coisa feia essa. Fazer a mudança da pessoa sem ao menos dizer pra ela onde você está colocando as caixas com as coisas...

4- Alguém tem o "Senhor dos Anéis" em versão estendida pra me emprestar? Quem iria fazê-lo "chickened out" e mudou de idéia sem dar aviso prévio. Humpf.

5- Fase consumista devidamente instalada no OS. Vamos ver no que isso vai dar.

6- Sim, eu concordo. Eu continuo bonita e com o mesmo sorriso. Ainda que você não tenha falado isso.

A Terra é redonda. Se você seguir sempre na mesma direção, voltará ao ponto inicial. Se meu blog decaiu e decair cada vez mais, será que ele voltará a ter a mesma qualidade de antes, por absoluta impossibilidade de ficar pior? =D
Torçam por isso, vocês três que me lêem...

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Retrospectiva 2007

Em fotos, imagens "et coetera" e fora de ordem. Mas ainda falta muuuuita coisa...

Julho


Junho



Sempre


Junho


Agosto






Junho


Outubro



Maio




Setembro




Outubro



Dezembro

sexta-feira, novembro 09, 2007

Shhh!

Ai ai... esses meus amigos carentes...

Então, nesse meio tempo eu fui pra Buenos Aires, voltei, arrumei o ap, fiquei doente, fui pra Macaé, voltei e finalmente agora estou soterrada de trabalho. Lar, doce lar... Ou melhor, empresa, doce empresa...

Como diria meu grande amigo Jack, fatiando a gente tem uma visão melhor do todo...

1- Buenos Aires é uma cidade impressionante. Limpa e organizada. Mas tem argentinos lá. Argentinos que acham sinceramente que se eles falarem aquele espanhol bizarro deles todo mundo vai entender. Depois de dias de stress (nos quais o Cris serviu de intérprete), eu me revoltei e falei em inglês com o cara do free-shop. Sim, pedi informações em inglês, e o cara foi obrigado a responder, obviamente. Em inglês também. Mantive a farsa até o final, mesmo vestindo a camisa do Flamengo. =P

2- O ap tá fofo. Mas é engraçado como mudar de perspectiva muda o modo de ver as coisas. Ele parece pequeno, mas experimentem ajudar na arrumação. Deus, que apartamento gigante!!!

3- Sarita doente, com febre e gripada no dia do jogo do Flamengo (o famigerado que terminou na vitória do Cruzeiro). Marido fez o almoço (ou parte dele) enquanto eu ficava jogada no sofá vendo televisão.

4- Ser soterrada de trabalho depois de voltar de viagem não estava nos meus planos para o mês de novembro, mas enfim... Vamos ver a super-Sarita em ação! =)

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Aviso que estou sem paciência. Nenhuma. Ao menos pra escrever.

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Caju, você poderia por favor disponibilizar as fotos do casório ou é pedir muito? rs

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"The rest is silence." (Hamlet, William Shakespeare)

quinta-feira, outubro 25, 2007

I´m so sorry...

Suedehead - Morrissey

Why do you come here?
and why do you hang around?
I'm so sorry
I'm so sorry
Why do you come here
when you know it makes
things hard for me?
when you know, oh
why do you come?
Why do you telephone?
and why send me silly notes?
I'm so sorry
I'm so sorry
why do you come here
when you know it makes
thing hard for me?
when you know, oh
why do you come?
You had to sneak into my room
'just' to read my diary
was it just to see all the things
you knew I'd written about you?
and...so many illustrations
I'm so very sickened
oh, I am so sickened NOW

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Porque ela é psicopata, oras! =)

sábado, outubro 20, 2007

Lagartixa

Então, que minha mãe não leia esse post.

Enquanto varria a casa hoje, achei uma lagartixa morta. Vocês já viram uma lagartixa morta? Já viram uma lagartixa morta e ressecada? Já viram uma lagartixa morta, ressecada e muito parecida com uma lagartixa viva, não fosse o fato de ela estar morta?

Quase tirei uma foto pra postar aqui, mas é provável que o João passasse mal (não por ela estar feia, porque estava até simpática - tão simpática quanto pode ser uma lagartixa morta - mas por ela estar morta. João tem problemas com cadáveres, mesmo os simpáticos...).

Então, nada de foto, e nada de mamãe aqui lendo que acharam uma lagartixa morta no processo de limpeza da casa.
Porque vai explicar pra ela que isso é um bom sinal - a lagartixa poderia simplesmente ter ficado lá, intocada, e ninguém nunca saberia (nem eu, nem ela, nem vocês) e isso indicaria que a casa não é varrida com frequência.

Mas não. Se eu menciono a lagartixa morta, o que vão pensar da casa dela?
Esclareço logo que é uma casa muito limpa, asseada e organizada - ao menos agora sem obsessão, porque senhor, era difícil...

Não se preocupem. Eu faço questão de falar que, da próxima vez que encontrar uma lagartixa morta na minha casa, vou tirar foto e publicar no blog. Com um aviso de censura (para estômagos sensíveis e outros Joãos (Joões?) que possam vomitar).

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Já leram "A paixão segundo G.H."?
A personagem (G.H.) entra em crise existencial por causa de uma barata. Ou melhor, o fato de ela encontrar uma barata morta amassada no armário faz com que ela reveja vários pontos em sua vida.
Mais ou menos como em "Laços de família", onde o distúrbio chega através de um cego que masca chiclete.

Senti-me a própria Clarice Lispector. Mal comparando, a lagartixa foi a minha barata. E se eu escrever um livro no mínimo parecido com os dela, já fico satisfeita.
Por enquanto bastam as semelhanças atuais: a faculdade de Direito (sim, ela fez UFRJ! Pra compensar o fato de Eurico Miranda também ter feito...) e o choque da lagartixa-barata.

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Cada um tem o psicopata e o bicho-revelador que merece.
Conheço uma pessoa que ontem perdeu seu psicopata favorito. Não sei como ela está, não seu como irá ficar. Só sei que ela está diferente...

Mais notícias em breve. =)

Msn

Eu tenho uma dúvida.

Quando eu bloqueio alguém no msn, a pessoa continua podendo mandar mensagens (e neste caso elas simplesmente não chegam a mim) ou ela recebe aquele erro de que a mensagem não pode ser entregue?

(Sim, esta é uma informaçao sensível.)

terça-feira, outubro 09, 2007

Visitante - David Cohen

Mundo animal

- Não acredito que você vai votar naquele sapo barbudo!
- Qual o problema? Melhor do que votar nessas aves de rapina...
- Sua anta! Tucanos não são aves de rapina!
- Mas são como urubus, se alimentam da desgraça alheia.
- Para o seu governo, urubus também não são aves de rapina! Aliás, você tem alguma coisa contra os urubus?
- Eu? Imagina... São animaizinhos tão simpáticos, tão importantes para o equilíbrio da nossa fauna, tão imprescindíveis... nos lixões!
- Melhor do que o bacalhau! Aliás, aposto que você nem sabe direito como é um bacalhau...
- Posso não entender muito de animais, mas posso garantir que o bacalhau é melhor do que o urubu!
- Não adianta tentar mudar de assunto, nunca imaginei que um homem como você...
- O que é que tem um homem como eu?
- Um homem que se diz tão esperto, uma verdadeira raposa...
- Lá vem você com seu veneno...
- Nunca imaginei que um homem como você fosse capaz de votar nesse tipo de cobra!
- Mas não era sapo?
- São todos anfíbios! Pior, são todos uns vermes!
- Assim não dá, assim você me confunde. E além do mais, você não entende nada de política!
- E nem você de animais.

* * *

- Ai que saudades do macaco Tião...

domingo, setembro 16, 2007

Premières paroles

Essa é fácil, T. Mais fácil do que "Ne me quitte pas"...


Supersonique. Magnifique.
Très très cool et très très chic...
A maior frustração de todas é ver tudo que você imaginava significar para alguém cair por terra ao perceber que você não é o único. Não é o único pra quem ela sorri, não é o único com quem ela fala naquele tom de voz, não é o único a saber os segredos mais tristes, não é o único cujos conselhos ela ouve.

O vazio tem me frequentado com pontualidade britânica.
Semanalmente, aos domingos, na parte da noite. Cada domingo ele tem uma justificativa. Um olhar, uma frase, um gesto, uma ausência, uma presença indevida, mas sempre lá, me esperando, ao final do dia.

Hoje de novo. Hoje o vazio trazendo a frustração.
Essa daí de cima.
A frustração de ver-se igual, idêntico. Pior, por ver quão pouco tempo demorou pra isso acontecer. Ver os mesmos gestos repetidos. E reconhecer-se incapaz de fazer qualquer coisa.

Paciência. É assim mesmo.
Não se pode cobrar nada de ninguém. Nem mesmo fidelidade.

sexta-feira, setembro 14, 2007

(Mantra)

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain.


Não parece, mas funciona...
Façam o teste.

===

"Bene Gesserit witch! The universe would better rid of them all!"

Mas ia ser muito menos divertido viver... ;)

domingo, setembro 02, 2007



Meu msn está bíblico.
Na noite de hoje, conectados Pedro e Thiago, eu percebi isso.

Pedro, ausente. Thiago ocupado. Isso não traz boas conclusões sobre os discípulos...

A boa-nova está assim tão inacessível neste domingo?

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"Please allow me to introduce myself, I'm a man of wealth and taste. I've been around for a long, long year. Stole many a mans soul and faith."

===

E de novo, enquanto os discípulos se fazem distantes, sentem-se as vibrações típicas de um domingo. Domingo sombrio. Estranho. Vazio. E sem inspiração divina.
Nem o seguidor de Cristo por definição está online.

Resistir às tentações torna-se um ato muito, mas muito difícil... rs