Vou colocar os fatos em ordem cronológica e limitar-me-ei (com mesóclise e tudo) a só comentar o que precisar ser comentado. Tem coisas que falam por si só...
Preliminarmente, esclareço, para quem ainda não sabe: eu e meu mui digno esposo fomos para Maceió passar 10 dias de preguiça, praia e frutos do mar.
Como toda viagem minha tem percalços (e os 3 leitores assíduos deste blog sabem disso de cadeira, poltrona de avião e banco de ônibus), essa não poderia ser diferente. Percalços, sim. Tropeços, com certeza. Tudo sem perder o charme típico desta carioca, flamenguista e possuidora do gadget mais interessante já inventado: o palm.
1- O vôo saiu do Rio por volta de 1h da madrugada, com chegada prevista em Maceió às 5h. Chegamos no hotel 5h30.
Pergunta: para que horas estava marcado nosso check-in?
Resposta: 12h. 12h = meio-dia, não meia-noite.
Conclusão: Fomos para outro hotel e lá ficamos até meio-=dia, dormindo. Porque, é claro, o nosso hotel estava lotado.
2- Em Maceió você pode até tentar atravessar a rua enlouquecidamente como os cariocas, mas não conseguirá. Ao verem você tentando se matar, os motoristas irão parar e permitirão sua travessia incólume e envergonhada.
3- Está sendo realizado o evento mais esperado por todas as meninas vencedoras do concurso de miss nas cidades alagoanas: a eleição da Miss Alagoas. Com direito a passeio à capital para sessão de fotos no monumento em homenagem a Teotônio Vilela.
4- Essa é para os advogados: qual é o princípio mais importante?
Não sabe? Pois os estudantes de direito de Alagoas já escolheram o seu top-3: contraditório, ampla defesa e dignidade da pessoa humana. Esqueçam os outros, esqueçam a ponderação, esqueçam toda e qualquer teoria que tentou explicar que os princípios possuirão valores diferentes dependendo do caso concreto. Esqueçam o caso concreto! São esses. E ponto.
5- Impressionante. No vôo de ida o avião foi invadido em Sergipe (sim, tivemos escala em Aracaju, por quê? Não pode?) por participantes dos Jogos Petrobras. Eu não sei não, mas pensava que já tivesse acabado...
6- Sou criativo. Quero criar um nome pra minha loja de sapatos. Hum... que tal... "Sapato's"? Perfeito!
Agora... preciso criar um slogan... Hum... "Sapatos é na Sapato's"? Perfeito também!
(Não, eu não digitei errado. REALMENTE.)
7- Eu e o mui digno esposo fomos passear na foz do Sao Francisco que em algum tempo deixará de existir graças a transposição das águas. Então, com a consciência de vermos um fenômeno em extinção, passeamos nas dunas, vimos o encontro com as águas do mar, tomamos banho no rio e tiramos fotos. Perfeito. No retorno ao barco, Cristiano percebe que está sem óculos. Desce do barco, volta pra areia, pricura óculos, pergunta, nada. Solução: comprar lentes de contato. Quase 3oo$ por causa de um passeio ecológico. Malditos turistas e suas invenções...
8- Óbivo que algo mais ia dar errado. Voltando do shopping (sim, tem shopping em Maceió, com cinema Severiano Ribeiro onde assistimos "10.000 a.C.") depois de comprar a lente, descobrimos já no restaurante (chamada "Água doce".. hum...) que a máquina estava, coitada, sozinha dentro do táxi. E que o táxi já tinha ido embora. Cristiano pensa, coloca as mãos na cabeça, usa uns 2 palavrões que eu não conhecia, e anda de um lado para outro até eu ter a brilhante idéia de voltar ao shopping e falar com alguém da cooperativa. Passa rádio pra central, central fala com os táxis, Cristiano anda, Sarita toma sorvete. Em 30min retorna a camera, nas mãos do motorista de táxi. E recuperam-se, assim, ao mesmo tempo, o bom humor do marido, a calma da esposa e as 200 fotos tiradas em 3 dias de viagem.
9- Lembrei o que eu tenho contra paulista. Além de sem educação quando em bando e viajando, eles desdenham dos locais e se acham os reis da cocada-preta. Sorte minha que não tinha cocada preta lá. Ou sorte deles, porque eu fiquei tolerância -20 no dia que por infelicidade dividimos a van da empresa de turismo com 4 casais paulistas. Sim, minha querida, 4, daqueles que você gosta, no ponto! Como eu gosto de ser carioca...
10- Ainda tive que aturar gozação na orla porque estávamos com a camisa do Flamengo depois do desastre contra o Botafogo... Oras! O dinheiro não é meu? O corpo também? Então, carambolas...
11- Mergulho em Maragogi. Sarita, de snorkel e máscara, encontra um coral "coral", não "branco". Sarita resolve mergulhar para ver melhor. Sarita utiliza a técnica ensinada por Ivo, companheiro em sua empregadora: deitada, jogue o quadril para cima e depois levante as pernas; o corpo vai descer com velocidade. Sarita não controla direito o "levante as pernas" e quase dá uma cambalhota dentro dágua. O primeiro caso de cambalhota subaquática resultando em afogamento e na morte de um coral em formação no meio de uma APA (é, Leandro... ambiental colou de vez, rapaz..).
12- Em Maragogi vende-se o licor "Control". Se você ler com sotaque francês vai entender, meu caro. Vai por mim...
===
Agora vamos à reclamação.
Impor ditadura aqui significa que EU escrevo o que EU quero quando EU quero. A contrario sensu quer dizer que se eu NAO quiser escrever, eu NAO escrevo. O máximo que vocês 3 podem fazer é lançar o protesto, mas não invocar um suposto direito criado por uma suposta ditadura.
Meu regime ditatorial é simples: vocês lêem, e só. E ai de vocês 3 se resolverem parar de ler.
Humpf.
===
Leandro, atualizar o blog quando nada acontece é difícil. Mais difícil ainda é atualizar o blog quando você não levou o notebook pra viagem, o hotel cobra horrores pela navegação e deixa um único pc pra toda uma multidão de hóspedes...
===
O mundo divide-se em dois grupos: os que amam o Flamengo e os que odeiam o Flamengo. Estes dividem-se em outros dois grupos: os que odeiam o Flamengo por ele ser o Flamengo e os que odeiam o Flamengo por ele não ser o seu time.
Ódio gratuito demonstra uma total falta de amor próprio. Meu caro, redirecione sua vida!
E o ódio causado por amor a outro time demonstra falta de consiciência de um dos fatos mais corriqueiros da vida: um dia a gente ganha, no outro a gente ganha também. "My apologies for any grief this may have caused you. Fortune passes everywhere." (Farad'n, Frank Herbert`s Children of Dune)
Sayonara.
sexta-feira, março 21, 2008
quarta-feira, março 19, 2008
domingo, março 09, 2008
Nota mental
Como alguém pode gostar mais da minha versão blogueira do que de mim?
Será que eu criei um monstro e fui superado por ele???
Medo...
Será que eu criei um monstro e fui superado por ele???
Medo...
Fechado para balanço
Então durante as férias eu descubro que minha empregadora me persegue. Não "persegue" mandando trabalho pra casa (entendo meus alunos que reclamavam de estudar nas férias..), mas "persegue" sutilmente, fazendo ressurgir coisas que deveriam ter permanecido adormecidas pelos 21 dias que ficarei em casa.
Parte delas acordou no meu último dia de trabalho.
Vai entender. Acho que todo mundo descobriu que eu ia entrar de férias. Foi uma saraivada de telefonemas, e-mails, pedidos de esclarecimentos, gente querendo marcar reunião, documentos sendo finalmente enviados, respostas chegando.. ufa! A ponto de eu olhar seriamente para meu chefe, às 17h30, e dizer com o ar mais desconsolado do mundo "Você não vai embora agora não, né? Tenho um monte de coisa pra te explicar ainda... Todo mundo resolveu falar comigo hoje, tudo resolveu andar!" e ouvi-lo responder "Não, pode deixar, eu vou esperar vocêfalar comigo."
Meus queridos, eu estou de férias!
E a prova de que eu estou de férias é o fato de eu não ter a menor idéia de quem consultou o quê, quais contratos estão sendo discutidos e o que é urgente!
Feliz!!!
A felicidade está nas pequenas coisas da vida: acordar tarde, dormir tarde, ficar no msn jogando conversa fora, não atualizar o blog, ver tv comendo chocolate, ficar deitada no sofá com o marido...
Crachá agora só no final do mês. Até lá, irei ao centro da cidade a passeio. Sorrindo minha alegria, minha disposição e minhas férias pra quem quiser ver!
Parte delas acordou no meu último dia de trabalho.
Vai entender. Acho que todo mundo descobriu que eu ia entrar de férias. Foi uma saraivada de telefonemas, e-mails, pedidos de esclarecimentos, gente querendo marcar reunião, documentos sendo finalmente enviados, respostas chegando.. ufa! A ponto de eu olhar seriamente para meu chefe, às 17h30, e dizer com o ar mais desconsolado do mundo "Você não vai embora agora não, né? Tenho um monte de coisa pra te explicar ainda... Todo mundo resolveu falar comigo hoje, tudo resolveu andar!" e ouvi-lo responder "Não, pode deixar, eu vou esperar vocêfalar comigo."
Meus queridos, eu estou de férias!
E a prova de que eu estou de férias é o fato de eu não ter a menor idéia de quem consultou o quê, quais contratos estão sendo discutidos e o que é urgente!
Feliz!!!
A felicidade está nas pequenas coisas da vida: acordar tarde, dormir tarde, ficar no msn jogando conversa fora, não atualizar o blog, ver tv comendo chocolate, ficar deitada no sofá com o marido...
Crachá agora só no final do mês. Até lá, irei ao centro da cidade a passeio. Sorrindo minha alegria, minha disposição e minhas férias pra quem quiser ver!
quarta-feira, março 05, 2008
29 de fevereiro
O dia 29 de fevereiro passou e eu senti um vazio. Aquele vazio de ter desperdiçado uma experiência que só irá se repetir daqui a 4 longos anos. Em 4 anos muita coisa terá mudado em minha vida. E eu não aproveitei o dia 29. Nem mesmo fiz um post comemorativo, dissertativo, explicativo.
Buscando recuperar o tempo perdido - literalmente - vamos às explicações.
Nosso planeta teoricamente demora 365 dias para dar uma volta completa em torno do sol. Teoricamente pra fins de arredondamento, porque ficam faltando umas 4 horas todos os anos. Ou seja, na verdade a gente estaria muitos anos atrás do nosso próprio tempo não fosse esse ajuste forçado a cada quatro anos: juntemos as 4 horas que sobram em cada ano e acabaremos correndo atrás do tempo perdido!
2008 foi um desses anos de corrida desenfreada atrás do dia perdido. Um dia inteiro perdido por conta do arredondamento.
(Thiago, agora você vê a importância e a diferença que algumas casas decimais podem fazer em uma planilha de preços...)
E eu, para não fugir ao nosso antigo hábito de recuperar o tempo que escoa entre nossos dedos por nossa própria escolha, deixo agora, em março, com alguns dias de atraso, minha homenagem ao dia 29 de fevereiro de 2008. Homenagem que or enquanto será apenas mencionada, e não disponibilizada. O texto está em processo. Mas antes de 2012 ela estará pronta. Ou não.
Buscando recuperar o tempo perdido - literalmente - vamos às explicações.
Nosso planeta teoricamente demora 365 dias para dar uma volta completa em torno do sol. Teoricamente pra fins de arredondamento, porque ficam faltando umas 4 horas todos os anos. Ou seja, na verdade a gente estaria muitos anos atrás do nosso próprio tempo não fosse esse ajuste forçado a cada quatro anos: juntemos as 4 horas que sobram em cada ano e acabaremos correndo atrás do tempo perdido!
2008 foi um desses anos de corrida desenfreada atrás do dia perdido. Um dia inteiro perdido por conta do arredondamento.
(Thiago, agora você vê a importância e a diferença que algumas casas decimais podem fazer em uma planilha de preços...)
E eu, para não fugir ao nosso antigo hábito de recuperar o tempo que escoa entre nossos dedos por nossa própria escolha, deixo agora, em março, com alguns dias de atraso, minha homenagem ao dia 29 de fevereiro de 2008. Homenagem que or enquanto será apenas mencionada, e não disponibilizada. O texto está em processo. Mas antes de 2012 ela estará pronta. Ou não.
sábado, março 01, 2008
Pausa para descanso
Iniciou-se a pausa para descanso.
Isso implica em eu ter mais tempo para escrever, mas ter consideravelmente menos assunto. O que tornará meu blog excepcionalmente chato.
Na tentativa de ultrapassar o nível extremo de chatice, tentando deixá-lo ao menos suportável, vou fazer uma lista. Acompanhem.
1- Comprei um notebook. Na dúvida entre design e durabilidade, fiquei com os dois. Um Toshiba muito fofo de 13,3" com o tal Windows Vista instalado. Minha crítica atual é simples: por que exatamente o Vista precisa de minha autorização/permissão para executar um mísero joguinho? Tudo isso é medo? O Vista tá com medo???
2- Instalei o Doom 3 neste notebook. O pedido foi simples: "quero matar monstros, e quero fazê-lo em primeira pessoa". A resposta foi à altura, não fosse o jogo ser em italiano. Para um jogo que precisa de instruções (aliás, percebi que o forte dele são as instruções no meio do nada, ao menos de acordo com o walkthrough que eu li - sim, eu li um walkthrough) isso não foi legal. Nada legal...
3- Fui expulsa do blog do João. Quando eu reparei, não podia mais postar. Coisa feia essa. Fazer a mudança da pessoa sem ao menos dizer pra ela onde você está colocando as caixas com as coisas...
4- Alguém tem o "Senhor dos Anéis" em versão estendida pra me emprestar? Quem iria fazê-lo "chickened out" e mudou de idéia sem dar aviso prévio. Humpf.
5- Fase consumista devidamente instalada no OS. Vamos ver no que isso vai dar.
6- Sim, eu concordo. Eu continuo bonita e com o mesmo sorriso. Ainda que você não tenha falado isso.
A Terra é redonda. Se você seguir sempre na mesma direção, voltará ao ponto inicial. Se meu blog decaiu e decair cada vez mais, será que ele voltará a ter a mesma qualidade de antes, por absoluta impossibilidade de ficar pior? =D
Torçam por isso, vocês três que me lêem...
Isso implica em eu ter mais tempo para escrever, mas ter consideravelmente menos assunto. O que tornará meu blog excepcionalmente chato.
Na tentativa de ultrapassar o nível extremo de chatice, tentando deixá-lo ao menos suportável, vou fazer uma lista. Acompanhem.
1- Comprei um notebook. Na dúvida entre design e durabilidade, fiquei com os dois. Um Toshiba muito fofo de 13,3" com o tal Windows Vista instalado. Minha crítica atual é simples: por que exatamente o Vista precisa de minha autorização/permissão para executar um mísero joguinho? Tudo isso é medo? O Vista tá com medo???
2- Instalei o Doom 3 neste notebook. O pedido foi simples: "quero matar monstros, e quero fazê-lo em primeira pessoa". A resposta foi à altura, não fosse o jogo ser em italiano. Para um jogo que precisa de instruções (aliás, percebi que o forte dele são as instruções no meio do nada, ao menos de acordo com o walkthrough que eu li - sim, eu li um walkthrough) isso não foi legal. Nada legal...
3- Fui expulsa do blog do João. Quando eu reparei, não podia mais postar. Coisa feia essa. Fazer a mudança da pessoa sem ao menos dizer pra ela onde você está colocando as caixas com as coisas...
4- Alguém tem o "Senhor dos Anéis" em versão estendida pra me emprestar? Quem iria fazê-lo "chickened out" e mudou de idéia sem dar aviso prévio. Humpf.
5- Fase consumista devidamente instalada no OS. Vamos ver no que isso vai dar.
6- Sim, eu concordo. Eu continuo bonita e com o mesmo sorriso. Ainda que você não tenha falado isso.
A Terra é redonda. Se você seguir sempre na mesma direção, voltará ao ponto inicial. Se meu blog decaiu e decair cada vez mais, será que ele voltará a ter a mesma qualidade de antes, por absoluta impossibilidade de ficar pior? =D
Torçam por isso, vocês três que me lêem...
Marcadores:
Amigos,
Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala,
Ninguém merece...
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
[Recebi o link por e-mail e abri ligeiramente incrédula (ou receosa, vocês podem dizer). A fonte não era a mais neutra possível, mas mamãe me ensinou a não desacreditar as pessoas antes que elas provem não serem dignas de confiança no quesito em questão.
O quesito em questão era um conto. É um conto. Um daqueles que você lê e se pergunta porque, meu Deus, porque você não pensou nisso antes. Eu não pensei. E não é por falta de leitura. Vai ver é excesso de leitura. Água demais também mata a planta...]
===
O vendedor de palavras
Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$ 0,50!". Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?
O quesito em questão era um conto. É um conto. Um daqueles que você lê e se pergunta porque, meu Deus, porque você não pensou nisso antes. Eu não pensei. E não é por falta de leitura. Vai ver é excesso de leitura. Água demais também mata a planta...]
===
O vendedor de palavras
Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico - apenas R$ 0,50!". Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse.
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de histriônico?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando, não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também evasivas.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Halliburton, Petrobras e os notebooks
Terra Magazine - Como e o que de fato aconteceu no caso das informações, dos dados furtados da Petrobras?
José Sergio Gabrielli - Existe um poço de exploração, qualquer um, e ali há uma atividade de exploração. Tem uma sonda com um equipamento pequeno no meio. Esse equipamento, que está na sonda, perfura, faz um processo de recolhimento de informações, de perfilagem, como é chamado...
Como se fosse uma broca de dentista gigante?
Essa sonda é um espaço duas vezes maior do que o tamanho dessa sala (NR: então, de saída, pelo menos uns 70 metros quadrados) onde em cima dela você tem vários equipamentos. Tem dois ou três trailers, cabines (NR: que se tornaram conhecidos no caso como containers), e dentro deles todo um equipamento, conexões, etcetera. Elas, as cabines, são conectadas a equipamentos vários e se trabalha lá dentro.
Ok, então estamos na sonda...
Esse equipamento na sonda, que você chama de broca, faz um perfil do poço levantando dados sobre a formação geológica, temperatura, pressão, composição mineral, testes químicos... tudo isso vai sendo feito no percurso dessa espécie de parafuso que vai recolhendo muitos tipos de informações. Essa perfilagem é feita através de um tubo de aço que segura o poço. Hoje tem duas tecnologias, recentes, para isso...
Quais são?
Chamam-se LWD e MWD. (NR: Logging While Drilling e Measurement While Drilling, ou seja, perfuração direcional e perfuração inteligente). Os equipamentos na ponta da sonda captam o perfil de tudo ao mesmo tempo em que vão perfurando. Recolhem os dados enquanto perfuram. Todo poço em exploração faz isso. Os poços de produção não necessariamente. No Brasil...
Quantos são os poços no Brasil?
Hoje são 9 mil poços em produção. Mas do que estamos falando aqui é exploração, não produção. Bem, essa cabine pertence à empresa que faz o trabalho.
No caso, a Halliburton?
Sim, no caso a Halliburton. Geralmente, a empresa que faz o trabalho não é a dona da sonda, ela apenas faz o trabalho. Isso tudo dentro do trailer (NR: o tal "container"), ali tem computadores, telefones, equipamentos vários, e isso não desembarca, não é para ser desembarcado. O LWD, a perfuração, gera um volume gigantesco de dados, informações que só podem ser analisadas com softwares específicos.
Não é pra qualquer um...
Não, não. Tem que ter softwares específicos, muito sofisticados.
Mas é possível que alguém tenha esses softwares e consiga decodificar?
Sim, é possível, possível é, mas tem quer ter os softwares e muito conhecimento...
Sigamos...
Num processo normal, essa cabine é embarcada quando começa a perfuração de um poço e desembarcada quando termina. A cabine, o trailer, então vai para uma outra sonda, no mar, sem passar por terra. E, importante, antes de ser enviada para uma outra sonda no mar, todas as informações, os dados colhidos, são remetidos para a Petrobras.
De que forma são remetidos?
Ou via on line, quando são dados mais rápidos, em menor quantidade, ou em HDs (NR: discos rígidos) especiais, através de pessoas especialmente designadas para isso.
Por que não vão sempre on-line?
Porque às vezes só fisicamente. Às vezes é tão grande o volume de informações que só fisicamente. Imagine um terabyte de dados! E isso enviado por um computador... (NR: Um terabyte equivale a 1.099. 511.627.776 bytes. Ou seja, um trilhão de bytes. A grosso modo, pois há compressões, descompressões, um byte corresponde a uma letra, a um caractere) Bem, quando se desembarca qual é e tem sido o procedimento em milhares de casos?
Essa é uma boa pergunta...
O trailer (NR: o "container") é lacrado, com tudo dentro. Se fosse uma situação em que uma sonda estivesse em algum lugar isolado, se fosse uma situação com uma única sonda na região, se fosse a única sonda, o dono da sonda faria o desembarque. Mas, como no Brasil há muita sonda sob contrato da Petrobras, muito equipamento, nós mesmos transportamos...
Por quê?
Porque se não for assim fica muito caro, porque temos 240 mil toneladas de carga/mês feitas pelas 150 embarcações que se envolvem nesse transporte. Todo tipo de carga. Incluindo trailers. Esse é o processo. Você lacra esse trailer e em cada etapa é checado o lacre. Isso é importante, esse é o transporte da estrutura. Podemos melhorar o sistema?
Essa é outra boa pergunta...
Sim, podemos melhorar o sistema. Podemos, e devemos, não ter informação alguma mais contida aí. Aprendemos isso agora, não temos que ter mais informação guardada aí, mas isso funciona assim no mundo inteiro.
O que aconteceu no caso dessa sonda, desse furto?
Uma particularidade. Ela teve que encostar no Poliporto (NR: no Rio de Janeiro) para fazer uma manutenção regular. Então, todos os equipamentos foram desembarcados para terra. Os trailers foram para o terminal de cargas lá no Rio de Janeiro. O container (o trailer) é colocado, durante a viagem, dentro de uma grade de aço porque no mar tudo isso bate muito, tem essa grade de proteção. Esse container é que teve arrombados o cadeado e o lacre.
Enfim, o furto...
...a Petrobras tem um parque de máquinas, computadores, mais de 15 mil laptops. Já tivemos alguns roubos... pode ser roubo comum?
É outra das perguntas vitais...
Pode. Como hipótese, pode. Quem conhece, sabe o que tem ali. Pode, outra hipótese, ser um furto de quem está em busca de informações específicas? Pode ser um furto em busca de informações geológicas, litológicas...? Sim, pode ser. Alguém que quer uma avaliação mais precisa? Sim, pode ser.
Outra pergunta. O poço é o Júpiter?
Sim, vou confirmar: é Júpiter. Um poço de gás e condensado...
E qual é a estimativa?
Sem estimativa ainda, só foi perfurado um poço até agora. As informações específicas do poço interessam ao concessionário da área, que é a Petrobras. Mas, pode ter informações que sirvam a outros interesses?
Outra pergunta fundamental, de um ótimo jornalista...
Sim, pode ter informação que sirva a outros interesses; por exemplo, para quem se interessa pela compra de uma área próxima. Mas isso tem que se investigar: a quem interessaria?
Sim...
Frente a esse quadro, o que fazer? Quais são as lições desse caso? Primeiro, melhorar nossos controles. Manter os equipamentos a bordo, como tem sido a regra, não a exceção, mas garantir, isso é importante, garantir que o desembarque só aconteça quando tudo estiver limpo de informações, de dados, daquilo tudo que já foi remetido, enviado para a Petrobras. Nesse caso, isso não aconteceu. Não estava limpo. A empresa que gerou os dados, no caso a Halliburton, ela mantém um backup desses dados...
Ela tem um contrato específico para isso?
Tem...
Esse que foi assinado em agosto último?
...ela tem um contrato específico.
A Halliburton tem um backup, mas ela pode ficar de posse desses dados depois do trabalho encerrado? É um backup provisório?
Não, ela não pode ficar de posse. Ela só tem a posse quando faz o trabalho, nós ordenamos que ela apague tudo. Ela não pode reter as informações. E estas informações se tornam públicas dois anos depois, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Disponíveis para qualquer um, para quem vai disputar um poço numa licitação. O que há para se fazer agora? Investigar. Estamos colaborando em tudo, esperamos que a Polícia chegue ao autor, ou autores, do furto.
Como tem muito jornalista chutando ou, pior, boiando, sem saber de nada, uma última pergunta: o que foi furtado? Quantos?
...bem...foram furtados quatro laptops, dois HDs e dois pentes de memória. Outra pergunta que se faz: por que demorou doze dias para o trailer sair da sonda e chegar em Macaé? Porque o transporte não é apenas para o trailer. O trailer é habitável.... De resto, quanto às questões policiais, não discuto porque não me cabem.
===
E assim Gabrielli resume.
Não me perguntem mais nada, por favor... rs
José Sergio Gabrielli - Existe um poço de exploração, qualquer um, e ali há uma atividade de exploração. Tem uma sonda com um equipamento pequeno no meio. Esse equipamento, que está na sonda, perfura, faz um processo de recolhimento de informações, de perfilagem, como é chamado...
Como se fosse uma broca de dentista gigante?
Essa sonda é um espaço duas vezes maior do que o tamanho dessa sala (NR: então, de saída, pelo menos uns 70 metros quadrados) onde em cima dela você tem vários equipamentos. Tem dois ou três trailers, cabines (NR: que se tornaram conhecidos no caso como containers), e dentro deles todo um equipamento, conexões, etcetera. Elas, as cabines, são conectadas a equipamentos vários e se trabalha lá dentro.
Ok, então estamos na sonda...
Esse equipamento na sonda, que você chama de broca, faz um perfil do poço levantando dados sobre a formação geológica, temperatura, pressão, composição mineral, testes químicos... tudo isso vai sendo feito no percurso dessa espécie de parafuso que vai recolhendo muitos tipos de informações. Essa perfilagem é feita através de um tubo de aço que segura o poço. Hoje tem duas tecnologias, recentes, para isso...
Quais são?
Chamam-se LWD e MWD. (NR: Logging While Drilling e Measurement While Drilling, ou seja, perfuração direcional e perfuração inteligente). Os equipamentos na ponta da sonda captam o perfil de tudo ao mesmo tempo em que vão perfurando. Recolhem os dados enquanto perfuram. Todo poço em exploração faz isso. Os poços de produção não necessariamente. No Brasil...
Quantos são os poços no Brasil?
Hoje são 9 mil poços em produção. Mas do que estamos falando aqui é exploração, não produção. Bem, essa cabine pertence à empresa que faz o trabalho.
No caso, a Halliburton?
Sim, no caso a Halliburton. Geralmente, a empresa que faz o trabalho não é a dona da sonda, ela apenas faz o trabalho. Isso tudo dentro do trailer (NR: o tal "container"), ali tem computadores, telefones, equipamentos vários, e isso não desembarca, não é para ser desembarcado. O LWD, a perfuração, gera um volume gigantesco de dados, informações que só podem ser analisadas com softwares específicos.
Não é pra qualquer um...
Não, não. Tem que ter softwares específicos, muito sofisticados.
Mas é possível que alguém tenha esses softwares e consiga decodificar?
Sim, é possível, possível é, mas tem quer ter os softwares e muito conhecimento...
Sigamos...
Num processo normal, essa cabine é embarcada quando começa a perfuração de um poço e desembarcada quando termina. A cabine, o trailer, então vai para uma outra sonda, no mar, sem passar por terra. E, importante, antes de ser enviada para uma outra sonda no mar, todas as informações, os dados colhidos, são remetidos para a Petrobras.
De que forma são remetidos?
Ou via on line, quando são dados mais rápidos, em menor quantidade, ou em HDs (NR: discos rígidos) especiais, através de pessoas especialmente designadas para isso.
Por que não vão sempre on-line?
Porque às vezes só fisicamente. Às vezes é tão grande o volume de informações que só fisicamente. Imagine um terabyte de dados! E isso enviado por um computador... (NR: Um terabyte equivale a 1.099. 511.627.776 bytes. Ou seja, um trilhão de bytes. A grosso modo, pois há compressões, descompressões, um byte corresponde a uma letra, a um caractere) Bem, quando se desembarca qual é e tem sido o procedimento em milhares de casos?
Essa é uma boa pergunta...
O trailer (NR: o "container") é lacrado, com tudo dentro. Se fosse uma situação em que uma sonda estivesse em algum lugar isolado, se fosse uma situação com uma única sonda na região, se fosse a única sonda, o dono da sonda faria o desembarque. Mas, como no Brasil há muita sonda sob contrato da Petrobras, muito equipamento, nós mesmos transportamos...
Por quê?
Porque se não for assim fica muito caro, porque temos 240 mil toneladas de carga/mês feitas pelas 150 embarcações que se envolvem nesse transporte. Todo tipo de carga. Incluindo trailers. Esse é o processo. Você lacra esse trailer e em cada etapa é checado o lacre. Isso é importante, esse é o transporte da estrutura. Podemos melhorar o sistema?
Essa é outra boa pergunta...
Sim, podemos melhorar o sistema. Podemos, e devemos, não ter informação alguma mais contida aí. Aprendemos isso agora, não temos que ter mais informação guardada aí, mas isso funciona assim no mundo inteiro.
O que aconteceu no caso dessa sonda, desse furto?
Uma particularidade. Ela teve que encostar no Poliporto (NR: no Rio de Janeiro) para fazer uma manutenção regular. Então, todos os equipamentos foram desembarcados para terra. Os trailers foram para o terminal de cargas lá no Rio de Janeiro. O container (o trailer) é colocado, durante a viagem, dentro de uma grade de aço porque no mar tudo isso bate muito, tem essa grade de proteção. Esse container é que teve arrombados o cadeado e o lacre.
Enfim, o furto...
...a Petrobras tem um parque de máquinas, computadores, mais de 15 mil laptops. Já tivemos alguns roubos... pode ser roubo comum?
É outra das perguntas vitais...
Pode. Como hipótese, pode. Quem conhece, sabe o que tem ali. Pode, outra hipótese, ser um furto de quem está em busca de informações específicas? Pode ser um furto em busca de informações geológicas, litológicas...? Sim, pode ser. Alguém que quer uma avaliação mais precisa? Sim, pode ser.
Outra pergunta. O poço é o Júpiter?
Sim, vou confirmar: é Júpiter. Um poço de gás e condensado...
E qual é a estimativa?
Sem estimativa ainda, só foi perfurado um poço até agora. As informações específicas do poço interessam ao concessionário da área, que é a Petrobras. Mas, pode ter informações que sirvam a outros interesses?
Outra pergunta fundamental, de um ótimo jornalista...
Sim, pode ter informação que sirva a outros interesses; por exemplo, para quem se interessa pela compra de uma área próxima. Mas isso tem que se investigar: a quem interessaria?
Sim...
Frente a esse quadro, o que fazer? Quais são as lições desse caso? Primeiro, melhorar nossos controles. Manter os equipamentos a bordo, como tem sido a regra, não a exceção, mas garantir, isso é importante, garantir que o desembarque só aconteça quando tudo estiver limpo de informações, de dados, daquilo tudo que já foi remetido, enviado para a Petrobras. Nesse caso, isso não aconteceu. Não estava limpo. A empresa que gerou os dados, no caso a Halliburton, ela mantém um backup desses dados...
Ela tem um contrato específico para isso?
Tem...
Esse que foi assinado em agosto último?
...ela tem um contrato específico.
A Halliburton tem um backup, mas ela pode ficar de posse desses dados depois do trabalho encerrado? É um backup provisório?
Não, ela não pode ficar de posse. Ela só tem a posse quando faz o trabalho, nós ordenamos que ela apague tudo. Ela não pode reter as informações. E estas informações se tornam públicas dois anos depois, pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Disponíveis para qualquer um, para quem vai disputar um poço numa licitação. O que há para se fazer agora? Investigar. Estamos colaborando em tudo, esperamos que a Polícia chegue ao autor, ou autores, do furto.
Como tem muito jornalista chutando ou, pior, boiando, sem saber de nada, uma última pergunta: o que foi furtado? Quantos?
...bem...foram furtados quatro laptops, dois HDs e dois pentes de memória. Outra pergunta que se faz: por que demorou doze dias para o trailer sair da sonda e chegar em Macaé? Porque o transporte não é apenas para o trailer. O trailer é habitável.... De resto, quanto às questões policiais, não discuto porque não me cabem.
E assim Gabrielli resume.
Não me perguntem mais nada, por favor... rs
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Post onomatopaico
Do alto da arquibancada amarela eu vi tudo, tudinho, em riqueza de detalhes. Viu até a bola na trave aos 49 (ou 50?) do segundo tempo, quando a torcida já comemorava o título. Chance desperdiçada pelo Botafogo, que poderia ali decidir a partida levando para os pênaltis.
Justiça seja feita, o Bruno é muito bom. Como diria um dos comentaristas da rádigo globo, o cara consegue desviar a bola com o olho!!! Porque só isso justifica o fato de ele não ter se movido, acompanhando com o olhar, numa calma desconcertante, aquele mensageiro do mal redondo e voador que atingiu a baliza em cheio.
Vai entender.
14h15 eu consigo entrar no estádio depois de estacionar o carro na minha empregadora - uma muvuca inacreditável para um jogo que começaria as 16h e começou efetivamente às 16h10.
Um primeiro tempo murcho, xoxo, e eu pensando que pela primeira vez em 3 semanas conseguiria manter minha voz para o primeiro dia de trabalho.
Nada... o segundo tempo exigiu tudo que minhas cordas vocais tinham para dar, fosse cantando, fosse xingando, fosse berrando, fosse vaiando, fosse simplesmente emitindo barulhos sem qualquer sentido. Tudo para exaltar o time, empurrar os jogadores até o empate, desmoralizar os alvinegros ou afogar seus gritos de guerra em uma saraivada de vaias e apitos.
Até o penâlti. Um colega sensato ainda tentou acalmar um milionésimo da multidão. "Não se comemora algo que ainda não se tem, pelo menos espera o cara bater...", era o que ele dizia com os olhos. Nada... a comemoração evitou que o Maracanã caísse quando o gol saiu, porque eu tenho certeza que se parte da torcida não tivesse começado a descarregar a energia acumulada em um tempo e meio de stress, era bem provável que a fiscalização do CREA e o certificado para casos de incêndio e pânico de nada servissem...
Empate marcado, Tardelli em campo, gol da virada... foi só comemoração, dos 46min até o apito final do juiz, com direito a lance de perigo extremo - aquele no qual Bruno, bisonhamente, acompanhou a trajetória da bola até a trave.
===
João, você tinha que ter ido, João. Cadeira amarela lotada, bolinha branca na mão, bandeirão do lado e abaixo, muuuuitas músicas... 4a tem Libertadores e eu estarei lá.
Essa é pra você aprender:
"Chora, vascaíno, o sonho acabou
e o vice agora é do Fogo!!!"
Saudações rubro-negras de bicampeão.
===
Ahh faltou a onomatopéia...
Créu. =)
Justiça seja feita, o Bruno é muito bom. Como diria um dos comentaristas da rádigo globo, o cara consegue desviar a bola com o olho!!! Porque só isso justifica o fato de ele não ter se movido, acompanhando com o olhar, numa calma desconcertante, aquele mensageiro do mal redondo e voador que atingiu a baliza em cheio.
Vai entender.
14h15 eu consigo entrar no estádio depois de estacionar o carro na minha empregadora - uma muvuca inacreditável para um jogo que começaria as 16h e começou efetivamente às 16h10.
Um primeiro tempo murcho, xoxo, e eu pensando que pela primeira vez em 3 semanas conseguiria manter minha voz para o primeiro dia de trabalho.
Nada... o segundo tempo exigiu tudo que minhas cordas vocais tinham para dar, fosse cantando, fosse xingando, fosse berrando, fosse vaiando, fosse simplesmente emitindo barulhos sem qualquer sentido. Tudo para exaltar o time, empurrar os jogadores até o empate, desmoralizar os alvinegros ou afogar seus gritos de guerra em uma saraivada de vaias e apitos.
Até o penâlti. Um colega sensato ainda tentou acalmar um milionésimo da multidão. "Não se comemora algo que ainda não se tem, pelo menos espera o cara bater...", era o que ele dizia com os olhos. Nada... a comemoração evitou que o Maracanã caísse quando o gol saiu, porque eu tenho certeza que se parte da torcida não tivesse começado a descarregar a energia acumulada em um tempo e meio de stress, era bem provável que a fiscalização do CREA e o certificado para casos de incêndio e pânico de nada servissem...
Empate marcado, Tardelli em campo, gol da virada... foi só comemoração, dos 46min até o apito final do juiz, com direito a lance de perigo extremo - aquele no qual Bruno, bisonhamente, acompanhou a trajetória da bola até a trave.
===
João, você tinha que ter ido, João. Cadeira amarela lotada, bolinha branca na mão, bandeirão do lado e abaixo, muuuuitas músicas... 4a tem Libertadores e eu estarei lá.
Essa é pra você aprender:
"Chora, vascaíno, o sonho acabou
e o vice agora é do Fogo!!!"
Saudações rubro-negras de bicampeão.
===
Ahh faltou a onomatopéia...
Créu. =)
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Eu teria um desgosto profundo
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Decálogo dos direitos do blogueiro
1. Toda blogagem se dará em paz e exercitará a liberdade de expressão. A blogagem estará a salvo de perseguição política, religiosa ou doutrinária de qualquer caráter. O blogueiro será livre para dizer o que lhe venha à telha, não podendo ser taxado de politicamente incorreto, desde que, obviamente, não cometa crimes.
2. Todo blogueiro terá o direito de passar um dia, uma semana ou um mês sem blogar e não receber mensagens alarmistas ou apocalípticas. Os blogueiros serão poupados de receber e-mails com gritaria ou esbravejação em letras maiúsculas e, no caso de recebê-los, serão livres para exercitarem o direito de ignorá-los ou apagá-los.
3. Todos os blogueiros terão direito de blogar em próprio nome, em pseudônimo ou em heterônimo como lhes aprouver, de forma exclusiva ou simultânea.
4. Sendo publicitário, funcionário público, palhaço, vendedor de seguro, jogador de futebol, aeromoça, professor universitário, paquita, lixeiro, desempregado ou vagabundo nas horas vagas, o blogueiro tem direito de não ser importunado, agredido, chantageado ou ofendido por sua escolha ou necessidade profissional fora das horas de blogagem.
5. Todos os blogueiros terão direito de livre associação em quaisquer grupos, incluindo-se aí grupos com objetivos e programas contraditórios. Entender-se-á a blogagem sobretudo como um direito à coexistência bizarra, insólita e feliz de diferenças na internet. Na blogosfera haverá paz de se retribuir as visitas ao blogs de cada um na devida temporalidade baiana que deve reger as coisas, sem pressa, sem culpa nem cobrança. Ao visitar o blog alheio o blogueiro também temperará o natural desejo da recíproca visita com semelhante tranqüilidade.
6. Todo blogueiro estará livre de qualquer responsabilidade sobre afirmações feitas por outras pessoas em seu blog. Nenhum blogueiro poderá ser interpelado, processado ou censurado por ofensas ditas por outrem em seu blog. Caso alguma pessoa se sinta ofendida por algum comentário e reclame, o blogueiro terá amplo tempo para decidir qual a atitude correta que, como anfitrião, poderá exercitar.
7. A todo blogueiro será garantido o direito de promover votações, concursos, escrever citações, retrospectivas, autolinkagem ou reciclagem sem ser acusado de estar sem assunto.
8. Todo blog terá liberdade absoluta de linkar, deslinkar e relinkar como lhe preze, entendendo-se que a linkagem, em qualquer das formas acima citadas, é ato livre, unilateral e não significa, por si só, um endosso de conteúdo do site linkado. Todo blogueiro terá paz para linkar aqueles que o linkam ou não, na medida em que ele vá se viciando em blogs.
9. Todo blogueiro terá o direito de exercitar periodicamente o direito de dizer abobrinhas sobre assuntos que não entende, de tal forma que os blogs de futebol serão apoiados quando resolvam falar de música e os blogs de economia contarão com a compreensão geral quando decidam falar sobre vinho. Mais bobagem que certas revistas semanais blog nenhum conseguirá dizer.
10. Todo blogueiro terá o direito de propor decálogos completos ou incompletos – eneálogos, na verdade – e solicitar ser completado, corrigido ou auxiliado pela caixa de comentários. Esqueci de alguma coisa?
(Extraído de O Cachambi não é aqui!)
2. Todo blogueiro terá o direito de passar um dia, uma semana ou um mês sem blogar e não receber mensagens alarmistas ou apocalípticas. Os blogueiros serão poupados de receber e-mails com gritaria ou esbravejação em letras maiúsculas e, no caso de recebê-los, serão livres para exercitarem o direito de ignorá-los ou apagá-los.
3. Todos os blogueiros terão direito de blogar em próprio nome, em pseudônimo ou em heterônimo como lhes aprouver, de forma exclusiva ou simultânea.
4. Sendo publicitário, funcionário público, palhaço, vendedor de seguro, jogador de futebol, aeromoça, professor universitário, paquita, lixeiro, desempregado ou vagabundo nas horas vagas, o blogueiro tem direito de não ser importunado, agredido, chantageado ou ofendido por sua escolha ou necessidade profissional fora das horas de blogagem.
5. Todos os blogueiros terão direito de livre associação em quaisquer grupos, incluindo-se aí grupos com objetivos e programas contraditórios. Entender-se-á a blogagem sobretudo como um direito à coexistência bizarra, insólita e feliz de diferenças na internet. Na blogosfera haverá paz de se retribuir as visitas ao blogs de cada um na devida temporalidade baiana que deve reger as coisas, sem pressa, sem culpa nem cobrança. Ao visitar o blog alheio o blogueiro também temperará o natural desejo da recíproca visita com semelhante tranqüilidade.
6. Todo blogueiro estará livre de qualquer responsabilidade sobre afirmações feitas por outras pessoas em seu blog. Nenhum blogueiro poderá ser interpelado, processado ou censurado por ofensas ditas por outrem em seu blog. Caso alguma pessoa se sinta ofendida por algum comentário e reclame, o blogueiro terá amplo tempo para decidir qual a atitude correta que, como anfitrião, poderá exercitar.
7. A todo blogueiro será garantido o direito de promover votações, concursos, escrever citações, retrospectivas, autolinkagem ou reciclagem sem ser acusado de estar sem assunto.
8. Todo blog terá liberdade absoluta de linkar, deslinkar e relinkar como lhe preze, entendendo-se que a linkagem, em qualquer das formas acima citadas, é ato livre, unilateral e não significa, por si só, um endosso de conteúdo do site linkado. Todo blogueiro terá paz para linkar aqueles que o linkam ou não, na medida em que ele vá se viciando em blogs.
9. Todo blogueiro terá o direito de exercitar periodicamente o direito de dizer abobrinhas sobre assuntos que não entende, de tal forma que os blogs de futebol serão apoiados quando resolvam falar de música e os blogs de economia contarão com a compreensão geral quando decidam falar sobre vinho. Mais bobagem que certas revistas semanais blog nenhum conseguirá dizer.
10. Todo blogueiro terá o direito de propor decálogos completos ou incompletos – eneálogos, na verdade – e solicitar ser completado, corrigido ou auxiliado pela caixa de comentários. Esqueci de alguma coisa?
(Extraído de O Cachambi não é aqui!)
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Eu teria um desgosto profundo
Foi a primeira vez que eu fui domingo ao Maracanã ver jogo do Flamengo e não cantei a clássica música...
Tô me sentindo frustrada até agora.
===
Mas valeu a estréia da musiquinha nova da torcida:
"Ê ê-ê ê-ê-ê-ê-ê...
Vice pra sempre!"
E olha que nem foi decisão... rs
Tô me sentindo frustrada até agora.
===
Mas valeu a estréia da musiquinha nova da torcida:
"Ê ê-ê ê-ê-ê-ê-ê...
Vice pra sempre!"
E olha que nem foi decisão... rs
Marcadores:
Esse sangue negro e viscoso,
Eu teria um desgosto profundo
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Domingo no Maracanã
Não vou dizer que a derrota passou suave com os comentários de "tudo bem, já estávamos classificados", "foi o time reserva", "Deus existe e é bom com os mais fracos".
A derrota tá engasgada. Tão engasgada que eu nem farei comentários sobre o jogo.
Mas domingo estaremos lá.
Estaremos, Michel.
"Eu sempre te amarei, onde estiver, estarei, ó meu Mengo!"
===
Acho que só quem estava no Maraca ontem viu as torcidas após o jogo ser interrompido por falta de luz.
Young Flu de um lado, Jovem do outro. As torcidas cantavam e se desafiavam. Um tiquinho de nada da Raça fazia o mesmo, debaixo da chuva torrencial. De repente, Jovem e Raça correram para o meio da arquibancada verde. Transformaram o desafio em uma massa que gritava e encarava a Young, que não teve alternativa a não ser unir-se aos 10 bravos da outra torcida do Fluminense ( o nome? sei lá!). Foi patético ver a tentativa do Flu, enquanto o Maraca em uníssono (porque a Nação sempre é maioria) gritava "É união! É união!"
A derrota tá engasgada. Tão engasgada que eu nem farei comentários sobre o jogo.
Mas domingo estaremos lá.
Estaremos, Michel.
"Eu sempre te amarei, onde estiver, estarei, ó meu Mengo!"
===
Acho que só quem estava no Maraca ontem viu as torcidas após o jogo ser interrompido por falta de luz.
Young Flu de um lado, Jovem do outro. As torcidas cantavam e se desafiavam. Um tiquinho de nada da Raça fazia o mesmo, debaixo da chuva torrencial. De repente, Jovem e Raça correram para o meio da arquibancada verde. Transformaram o desafio em uma massa que gritava e encarava a Young, que não teve alternativa a não ser unir-se aos 10 bravos da outra torcida do Fluminense ( o nome? sei lá!). Foi patético ver a tentativa do Flu, enquanto o Maraca em uníssono (porque a Nação sempre é maioria) gritava "É união! É união!"
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Sorry!
Ai gente... eu não estava deprimida... =)
Eu apenas tinha passado a noite inteira ouvindo "Like a stone".
Notebook a caminho.
E eu pensando em dicas de locais de mergulho que não envolvam1h45 em uma escuna...
Alguma idéia?
Eu apenas tinha passado a noite inteira ouvindo "Like a stone".
Notebook a caminho.
E eu pensando em dicas de locais de mergulho que não envolvam1h45 em uma escuna...
Alguma idéia?
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
"I confess I was lost in the pages of a book full of death reading how we'll die alone and if we're good we'll lay to rest anywhere we want to go"
Todos morrem sozinhos.
Independente de crença religiosa, é um momento em que estamos completamente sozinhos. Ainda que por uma fração de segundo, um milionésimo de segundo. Sozinhos.
É a hora de rever tudo que foi feito. Porque eu não creio que exista julgamento pior do que o que nós mesmos fazemos, longe de tudo e de todos, sem dever satisfação a ninguém exceto a nós mesmos. Olhar os erros e pensar "cara, eu vacilei bonito, e como não tem ninguém aqui não há nada a fazer a não ser admitir e encarar.. não posso nem inventar uma desculpa, porque não tem ninguem pra ouvir, e se eu não tiver pra quem falar, não terei como me convencer de que essa desculpa é real".
Não acredito em julgamento divino. Por isso não acredito em perdão divino. Acredito que eu terei uma fração de segundo que mais parecerá uma eternidade para ver tudo que eu fiz e então chegar a algum resultado. Espero não me perder nessa fração de segundo, porque é o resultado dela que dirá afinal para onde eu vou...
"And on I read until the day was gone and I sat in regret of all the things I've done, for all that i've blessed and all that I've wronged in dreams until my death I will wander on"
A hora está chegando... A cada dia que passa ela fica mais perto.
"I'll wait for you there alone"
Todos morrem sozinhos.
Independente de crença religiosa, é um momento em que estamos completamente sozinhos. Ainda que por uma fração de segundo, um milionésimo de segundo. Sozinhos.
É a hora de rever tudo que foi feito. Porque eu não creio que exista julgamento pior do que o que nós mesmos fazemos, longe de tudo e de todos, sem dever satisfação a ninguém exceto a nós mesmos. Olhar os erros e pensar "cara, eu vacilei bonito, e como não tem ninguém aqui não há nada a fazer a não ser admitir e encarar.. não posso nem inventar uma desculpa, porque não tem ninguem pra ouvir, e se eu não tiver pra quem falar, não terei como me convencer de que essa desculpa é real".
Não acredito em julgamento divino. Por isso não acredito em perdão divino. Acredito que eu terei uma fração de segundo que mais parecerá uma eternidade para ver tudo que eu fiz e então chegar a algum resultado. Espero não me perder nessa fração de segundo, porque é o resultado dela que dirá afinal para onde eu vou...
"And on I read until the day was gone and I sat in regret of all the things I've done, for all that i've blessed and all that I've wronged in dreams until my death I will wander on"
A hora está chegando... A cada dia que passa ela fica mais perto.
"I'll wait for you there alone"
Cinzas na 4a feira
Bem, passeios bizarros pedem narrativas idem. Vamos a ela.
===
A idéia era ir para Ilha Grande passar o Carnaval lá, voltando na 4a feira de manhã, ou seja, com tempo suficiente para desfazer as malas, descansar e trabalhar na 5a.
Pegamos a estrada por volta de 18h de 6a feira. Eu, Cris de motorista, Angela, Bruno e Lucas (amigos do Cris aqui do trabalho). Todos emocionados, animados, no ar condicionado, até que a Rio-Santos parou. Parou. Começamos a fazer contagem regressiva. 20h30. A última barca sai de Mangaratiba às 22h. Dá tempo. 21h. A última barca sai de Mangaratiba às 22h. É, acho que dá tempo... 21h30, quebra-molas em Mangaratiba. A última barca sai às 22h... 21h50, procura o estacionamento da dona Nelma, a última barca... Entra em rua, sai em rua, pára por causa do bloco, retorna, espera o carro manobrar, desce ladeira, pede informações, moça correndo pra mostrar o caminho, pára o carro, paga. A barca apita. 22h. Pega mala, mochila, bolsa. Corre. A barca apita.
Passa bloco. "Pra que correr? Correr pra quê?", cantam os foliões, enquanto corremos destranbelhadamente pelas ruas de Mangaratiba em direção ao cais. E eu numa dúvida cruel: corro, respiro ou rio da música do bloco?
Quando finalmente conseguimos ver o cais, a barca está saindo. A solução foi pegar uma escuna qualquer que estivesse indo pra Abraão (a terra do famoso pirata Abraham Cooke) e enfrentar o mar de noite. Dramin, coragem e coca-cola em doses elevadas na corrente sanguínea, partimos. Para chegar em Ilha Grande quase uma hora da manhã, com 37,5ºC de febre, e dormir.
Sábado de carnaval, acordo às 9h da manhã. Com febre. 39ºC. Um sol de rachar do lado de fora. Tomei dipirona, descansei mais um pouco e enfrentei a febre pra ir à praia. O ato mais inteligente do carnaval, considerando que o sábado foi o único dia de sol.
No domingo, escuna + trilha pra ir para Lopes Mendes (a praia mais bonita do Brasil, dizem). Mesmo sem sol dava pra ver o fundo do mar. Sem máscara.
A máscara e o snorkel só foram efetivamente usados na 3a feira, no meio da chuva, um solzinho de nada que tentou sair e não conseguiu. Galera no barco de mergulho, equipamentos a postos, e o barco enguiçando. No meio da baía. Sarita enjoando, Sarita com frio. Mas Sarita mergulhou e viu peixinhos, estrelas do mar, ouriços!!! (Sim, algo bem infantil.)
Confesso que por mim eu ficaria lá na praia até hoje, com máscara de mergulho, snorkel e nadadeira, olhando praquilo tudo.
===
(Nunca mais vou entrar no mar do mesmo jeito, minha mãe. Com sua licença... muito obrigada!)
===
Ahhh a volta.
Enjôo na escuna, cargueiros no mar, engarrafamento de 7h na estrada.
Isso considerando que em certo ponto da Rio-Santos, o carro parado, desligado, resolvemos seguir as indicações de um popular e cortar caminho no meio da lama, do barro, da água. Chegamos em Itaguaí, pegamos Av. Brasil e fomos embora. Jesus... Graças a Deus pelo ar condicionado.
===
(E eu agora pensando: cara, que post inútil!)
===
A idéia era ir para Ilha Grande passar o Carnaval lá, voltando na 4a feira de manhã, ou seja, com tempo suficiente para desfazer as malas, descansar e trabalhar na 5a.
Pegamos a estrada por volta de 18h de 6a feira. Eu, Cris de motorista, Angela, Bruno e Lucas (amigos do Cris aqui do trabalho). Todos emocionados, animados, no ar condicionado, até que a Rio-Santos parou. Parou. Começamos a fazer contagem regressiva. 20h30. A última barca sai de Mangaratiba às 22h. Dá tempo. 21h. A última barca sai de Mangaratiba às 22h. É, acho que dá tempo... 21h30, quebra-molas em Mangaratiba. A última barca sai às 22h... 21h50, procura o estacionamento da dona Nelma, a última barca... Entra em rua, sai em rua, pára por causa do bloco, retorna, espera o carro manobrar, desce ladeira, pede informações, moça correndo pra mostrar o caminho, pára o carro, paga. A barca apita. 22h. Pega mala, mochila, bolsa. Corre. A barca apita.
Passa bloco. "Pra que correr? Correr pra quê?", cantam os foliões, enquanto corremos destranbelhadamente pelas ruas de Mangaratiba em direção ao cais. E eu numa dúvida cruel: corro, respiro ou rio da música do bloco?
Quando finalmente conseguimos ver o cais, a barca está saindo. A solução foi pegar uma escuna qualquer que estivesse indo pra Abraão (a terra do famoso pirata Abraham Cooke) e enfrentar o mar de noite. Dramin, coragem e coca-cola em doses elevadas na corrente sanguínea, partimos. Para chegar em Ilha Grande quase uma hora da manhã, com 37,5ºC de febre, e dormir.
Sábado de carnaval, acordo às 9h da manhã. Com febre. 39ºC. Um sol de rachar do lado de fora. Tomei dipirona, descansei mais um pouco e enfrentei a febre pra ir à praia. O ato mais inteligente do carnaval, considerando que o sábado foi o único dia de sol.
No domingo, escuna + trilha pra ir para Lopes Mendes (a praia mais bonita do Brasil, dizem). Mesmo sem sol dava pra ver o fundo do mar. Sem máscara.
A máscara e o snorkel só foram efetivamente usados na 3a feira, no meio da chuva, um solzinho de nada que tentou sair e não conseguiu. Galera no barco de mergulho, equipamentos a postos, e o barco enguiçando. No meio da baía. Sarita enjoando, Sarita com frio. Mas Sarita mergulhou e viu peixinhos, estrelas do mar, ouriços!!! (Sim, algo bem infantil.)
Confesso que por mim eu ficaria lá na praia até hoje, com máscara de mergulho, snorkel e nadadeira, olhando praquilo tudo.
===
(Nunca mais vou entrar no mar do mesmo jeito, minha mãe. Com sua licença... muito obrigada!)
===
Ahhh a volta.
Enjôo na escuna, cargueiros no mar, engarrafamento de 7h na estrada.
Isso considerando que em certo ponto da Rio-Santos, o carro parado, desligado, resolvemos seguir as indicações de um popular e cortar caminho no meio da lama, do barro, da água. Chegamos em Itaguaí, pegamos Av. Brasil e fomos embora. Jesus... Graças a Deus pelo ar condicionado.
===
(E eu agora pensando: cara, que post inútil!)
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Carnaval?
Momo apresenta-se sutilmente no centro da cidade. Bem, sutilmente é bondade minha. Ontem, voltando pra casa, ouvi aula de tamborim em um daqueles casarões da Praça Tiradentes. Se isso for sutileza...
Ao menos para mim, por enquanto não fez muita diferença.
Continuo com febre, continuo trabalhando, continuo conversando com as mesmas pessoas.
O que mudou foram alguns desfalques.
Dinheiro a menos na conta (hospedagem em Ilha Grande + máscara + snorkel), espaço a menos no carro (mochilas + água + nadadeiras), amigos a menos nas redondezas (uma em Salvador, um no Chile, outro em Brasília movendo-se para Olinda).
E aquela sensação de vazio que nunca vai embora. =)
Prometo postar as fotos decentemente quando voltar.
Ao menos para mim, por enquanto não fez muita diferença.
Continuo com febre, continuo trabalhando, continuo conversando com as mesmas pessoas.
O que mudou foram alguns desfalques.
Dinheiro a menos na conta (hospedagem em Ilha Grande + máscara + snorkel), espaço a menos no carro (mochilas + água + nadadeiras), amigos a menos nas redondezas (uma em Salvador, um no Chile, outro em Brasília movendo-se para Olinda).
E aquela sensação de vazio que nunca vai embora. =)
Prometo postar as fotos decentemente quando voltar.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Humpf de novo.
"Blog anda meio parado"
Como assim? Um completo desconhecido questionando minha vontade de atualizar o blog? E se eu simplesmente não tiver nada pra falar? E se eu não quiser falar sobre nada? E se nada tiver acontecido? Humpf.
===
Tá, eu confesso. Isso é mentira. Muita coisa aconteceu. Mas o fato de eu não ter internet banda larga em casa (vocês lembram o barulhinho do modem discando? pois é.. eu não só lembro como ouço...) me impede de atualizar com a frequencia desejada por mim e pelo 8k2p (que aparentemente é leitor assíduo do blog, assíduo, anônimo e agora reclamão).
===
A Constituição permite que pessoas utilizem o anonimato, mas não pra criticar abertamente. Como o meu blog não é uma democracia e possui regras próprias que só eu conheço, defenderei o direito que meus leitores têm de criticar única e exclusivamente o conteúdo. Ao menos por enquanto.
===
As novidades. Vamos a elas.
1- Conexão 3g a caminho. Tive que apelar. Nada de Velox, nada de Virtua, nada de nada. Só o bom e velho (??) modem de 56k com seus barulhinhos inconfundíveis (o barulhinho de discagem completa, o barulhinho de erro no modem, o barulhinho de erro no computador remoto...).
2- Notebook a caminho. Em processo de escolha. HDD 120, 2056 RAM, 14", geforce, coisas que experts diriam "pra quê? voce não vai usar isso tudo!". Peraí: o notebook é meu, eu coloco nele as inutilidades que eu quiser, oras! Se eu posso ter um hd de 120, pq eu teria um de 80? O mesmo se aplica à memória... Meu notebook! Meu! MEU!
3- Jurídico de TI atuando a toda. Impressionante. A única área que requer um pouco do conhecimento técnico que eu tenho. Eu sabia que não seria inútil prestar atenção quando estivessem consertando meu pc e que valeria a pena as perguntas idiotas que eu fiz com a maior cara de inocente há alguns anos... (Aliás, obrigada por isso!)
4- Aula de francês mais ou menos engatilhada. Estudando para fazer a prova de nivelamento no próximo mês. Preciso de algo além do inglês, né?
5- Got a friend to talk in english. A very patient friend with a fluffy accent. The one that makes u smile and just watch, the one that makes you wonder how long you could make him go on talking. The funny part is that i realized that even the pitches in voice change when we change the language... Hmm.
===
Realmente. Nada aconteceu na minha vida desde a última atualização...
Tá vendo porque eu não escrevi antes, 8k2p? =P
Como assim? Um completo desconhecido questionando minha vontade de atualizar o blog? E se eu simplesmente não tiver nada pra falar? E se eu não quiser falar sobre nada? E se nada tiver acontecido? Humpf.
===
Tá, eu confesso. Isso é mentira. Muita coisa aconteceu. Mas o fato de eu não ter internet banda larga em casa (vocês lembram o barulhinho do modem discando? pois é.. eu não só lembro como ouço...) me impede de atualizar com a frequencia desejada por mim e pelo 8k2p (que aparentemente é leitor assíduo do blog, assíduo, anônimo e agora reclamão).
===
A Constituição permite que pessoas utilizem o anonimato, mas não pra criticar abertamente. Como o meu blog não é uma democracia e possui regras próprias que só eu conheço, defenderei o direito que meus leitores têm de criticar única e exclusivamente o conteúdo. Ao menos por enquanto.
===
As novidades. Vamos a elas.
1- Conexão 3g a caminho. Tive que apelar. Nada de Velox, nada de Virtua, nada de nada. Só o bom e velho (??) modem de 56k com seus barulhinhos inconfundíveis (o barulhinho de discagem completa, o barulhinho de erro no modem, o barulhinho de erro no computador remoto...).
2- Notebook a caminho. Em processo de escolha. HDD 120, 2056 RAM, 14", geforce, coisas que experts diriam "pra quê? voce não vai usar isso tudo!". Peraí: o notebook é meu, eu coloco nele as inutilidades que eu quiser, oras! Se eu posso ter um hd de 120, pq eu teria um de 80? O mesmo se aplica à memória... Meu notebook! Meu! MEU!
3- Jurídico de TI atuando a toda. Impressionante. A única área que requer um pouco do conhecimento técnico que eu tenho. Eu sabia que não seria inútil prestar atenção quando estivessem consertando meu pc e que valeria a pena as perguntas idiotas que eu fiz com a maior cara de inocente há alguns anos... (Aliás, obrigada por isso!)
4- Aula de francês mais ou menos engatilhada. Estudando para fazer a prova de nivelamento no próximo mês. Preciso de algo além do inglês, né?
5- Got a friend to talk in english. A very patient friend with a fluffy accent. The one that makes u smile and just watch, the one that makes you wonder how long you could make him go on talking. The funny part is that i realized that even the pitches in voice change when we change the language... Hmm.
===
Realmente. Nada aconteceu na minha vida desde a última atualização...
Tá vendo porque eu não escrevi antes, 8k2p? =P
Marcadores:
Aspectos de uma nerdice sem fim,
Do nada...,
Esta que vos fala
terça-feira, janeiro 15, 2008
Ai ai...
Apenas mais uma de amor - Lulu Santos
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isto de ser abstrato baby
A beleza mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,A
alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
(E eu vou sobreviver...)
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isto de ser abstrato baby
A beleza mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,A
alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
(E eu vou sobreviver...)
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Bah...
Já me conformei que este blog tem visitantes misteriosos que não deixam mensagem. Então escrevo para eles.
===
Primeiro, um pedido de desculpas público (que não será lido pelos destinatários a não ser que eu envie esse link pra eles) acompanhado de uma explicação preliminar.
João definiu bem em meados de 2007 qual é o meu problema com as pessoas. Chama-se "amizade de temporada". Eu não faço amigos. As pessoas me procuram e me toleram por algum tempo, até o dia em que elas começam a desconfiar que eu não dou importância a elas.
Não é verdade. Eu me importo mais do que demonstro, eu gosto mais do que parece.
Então, Marcela, desculpa ter sumido. Ainda sou sua fã, ainda gosto de você, ainda agradeço ter segurado minha onda nas manhãs sombrias de FND quando tudo parecia perdido, ainda tenho o livro que você me deu com dedicatória e ainda lembro de você sempre que ouço U2. Mas eu sou sim uma péssima amiga, daquelas que somem sem deixar vestígios, que não ligam, que parecem não ter nunca existido.
E Thadeu, eu te chamei sim. O convite não chegou e eu não pensei em ligar pra confirmar. Mas deveria ter pensado nisso no momento em que a primeira pessoa disse não ter recebido. Não fique chateado comigo, não me odeie e da próxima vez que vier no Rio, por favor me avise! Nem que seja pra eu me explicar pessoalmente, já que eu tenho escrito tão mal que a possibilidade de você não entender é muito grande...
===
Aproxima-se a primeira crise de 2008...
===
ME, amigo desnaturado, boa viagem. =)
===
Primeiro, um pedido de desculpas público (que não será lido pelos destinatários a não ser que eu envie esse link pra eles) acompanhado de uma explicação preliminar.
João definiu bem em meados de 2007 qual é o meu problema com as pessoas. Chama-se "amizade de temporada". Eu não faço amigos. As pessoas me procuram e me toleram por algum tempo, até o dia em que elas começam a desconfiar que eu não dou importância a elas.
Não é verdade. Eu me importo mais do que demonstro, eu gosto mais do que parece.
Então, Marcela, desculpa ter sumido. Ainda sou sua fã, ainda gosto de você, ainda agradeço ter segurado minha onda nas manhãs sombrias de FND quando tudo parecia perdido, ainda tenho o livro que você me deu com dedicatória e ainda lembro de você sempre que ouço U2. Mas eu sou sim uma péssima amiga, daquelas que somem sem deixar vestígios, que não ligam, que parecem não ter nunca existido.
E Thadeu, eu te chamei sim. O convite não chegou e eu não pensei em ligar pra confirmar. Mas deveria ter pensado nisso no momento em que a primeira pessoa disse não ter recebido. Não fique chateado comigo, não me odeie e da próxima vez que vier no Rio, por favor me avise! Nem que seja pra eu me explicar pessoalmente, já que eu tenho escrito tão mal que a possibilidade de você não entender é muito grande...
===
Aproxima-se a primeira crise de 2008...
===
ME, amigo desnaturado, boa viagem. =)
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Retrospectiva 2007
Assinar:
Postagens (Atom)



