Eu pensei em várias novidades, mas esqueci a maior parte delas. Vou aos poucos, então, para ver se dá certo. Devagar e sempre, como diria Jack ao estripar suas vítimas cuidadosamente...
Tema 01 (quando Jack despe e limpa a vítima para que os cortes sejam precisos)
Pedro de volta, os catataus (dos quais eu sou membro honorário) reunidos, faltando somente a presença de ME, o nobre holandês em Pernambuco.
Todos na Devassa, conversando. Pedro contando histórias brasilienses, acompanhado de meu fiel escudeiro, também portador de histórias brasilienses.
Deve ser terrível morar em um lugar onde você é assaltado em plena luz do dia e tem que correr pra não perder - além da camera fotográfica - também a carteira...
Tema 02 (quando Jack verifica o instrumental)
Em breve, abrirei meu consultório para conselhos sentimentais. Porque vocês sabem, eu com esta bagagem de vida impressionante tenho muito pra ajudar os sofredores. E mesmo que não tenha, eles me procuram mesmo assim! Pelo menos vamos ganhar algo com isso!
Calma, eu quis dizer a fama... Sou uma boa amiga, meus ouvidos saem de graça. =)
Tema 03 (quando Jack inicia o corte do tórax até o abdome, expondo o externo e as costelas)
Oras! Depois de um jejum de não sei quantos jogos, o Flamengo acha que pode respirar aliviado??? Só porque achou um saco plástico com um restinho de ar perdido a 20 mil léguas de profundidade??? Façam-me o favor. Só falta agora querer dizer que é o melhor time do país.
Peraí. Disseram!
(Eu sou flamenguista, não sou imbecil.)
Tema 04 (quando Jack afasta as costelas e o esterno para acessar pulmões e coração)
Este trabalho desgastante, cansativo e maravilhoso!
E pensar que eu não me imaginava capaz dele.
Banca de prova? Qual? Pra quê?
Tema 05 (quando Jack descobre que só consegue estripar pessoas porque seu carisma é maior que seu total desconhecimento de anatomia humana)
Vou parar com essas analogias mórbidas. Nãoe screvi nem 05 linhas sobre Jack e o pobre João já deve estar vomitando...
Tema 06 (quando Jack descobre que a vítima ainda estava viva)
- Meu filho, você tá onde?
- Vim com uma amiga pegar o computador dela pra ela não vir sozinha.
- Tá, e quem vai tomar conta de você?
- Ué, e precisa?
- Precisa!
- Tá, fala aqui com ela.
(passa o telefone pra menina)
- Oi!
- Oi! Você tá com a minha criança? Tá tomando conta dele?
- Tô.
- Vocês vão demorar?
- Não, já estamos indo.
- Tá bom. Toma conta do meu bebê, hein!
- Pode deixar...
(desliga o telefone)
- Ahhhhh bebêeee!!!!!
quinta-feira, julho 26, 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
Não adianta.
Definitivamente, algumas coisas nunca mudam. Algumas pessoas também não. Outras (coisas e pessoas) insistem sempre nos mesmos erros, nas mesmas atitudes. Tudo bem, é um direito que elas têm. E um direito que eu tenho também de ignorar, me irritar e apagá-las de vez do meu campo de visão. A partir de hoje, eu só visito pessoas (e coisas) que me fizerem a gentileza de também serem gentis comigo. Ameaça velada ainda é ameaça, reclamação escondida ainda é reclamação, dor utilizada como arma ainda machuca (nos dois).
Enfim, bota-dentro do Pedro chegando, isso quer dizer que eu lerei "Ulisses" (na versão aclamada de Bernardina qualquer coisa). Depois que acabar de ler o livro sobre redes e protocolos (Sarita tá virando nerd! ah essas influências negativas... rs).
Mas eu um dia ainda descubro porque no final sempre tenho que pedir a um amigo pra consertar o computador. E porque quase nunca dá certo. Vou tentar formalizar esta relação com um instrumento contratual, com previsão de garantia e substituição de peças ou refazimento do trabalho. Tá na minuta contratual padrão, versão de julho de 2007. Por que eu não adotaria? rs
E o Flamengo, hein? Sem comentários...
Definitivamente, algumas coisas nunca mudam. Algumas pessoas também não. Outras (coisas e pessoas) insistem sempre nos mesmos erros, nas mesmas atitudes. Tudo bem, é um direito que elas têm. E um direito que eu tenho também de ignorar, me irritar e apagá-las de vez do meu campo de visão. A partir de hoje, eu só visito pessoas (e coisas) que me fizerem a gentileza de também serem gentis comigo. Ameaça velada ainda é ameaça, reclamação escondida ainda é reclamação, dor utilizada como arma ainda machuca (nos dois).
Enfim, bota-dentro do Pedro chegando, isso quer dizer que eu lerei "Ulisses" (na versão aclamada de Bernardina qualquer coisa). Depois que acabar de ler o livro sobre redes e protocolos (Sarita tá virando nerd! ah essas influências negativas... rs).
Mas eu um dia ainda descubro porque no final sempre tenho que pedir a um amigo pra consertar o computador. E porque quase nunca dá certo. Vou tentar formalizar esta relação com um instrumento contratual, com previsão de garantia e substituição de peças ou refazimento do trabalho. Tá na minuta contratual padrão, versão de julho de 2007. Por que eu não adotaria? rs
E o Flamengo, hein? Sem comentários...
quarta-feira, julho 18, 2007
Como diria Jack (o estripador), vamos por partes.
Doação de sangue no EDISE.
Cadastro-me, como pessoa solidária (e com bom peso, sem doenças contagiosas, alimentada e saudável) que sou. Agendo para 11h30.
Uma fila descomunal.
Responde pergunta, preeche questionário, bebe água, bebe suco ("os dois, por favor"), entra na fila, encontra advogado, conversa, volta pra fila, reconhece engenheiro ("será mesmo?"), mede pressão, volta pra fila, vai no banheiro, fala com engenheiro ("e não é que é ele?"), fura dedo, pega papel, volta pra fila, deita na cadeira, estende o bracinho ("você já doou sangue alguma vez?"), olha a agulha beeeeem de perto. Pausa. A agulha. Enorme. Grossa. Dura. Pontiaguda. Ela entra no braço devagarinho, rompendo e afastando células, até perfurar a artéria (ou veia, sei lá). O braço todo arde e eu acompanho cada milésimo de segundo de ardência com uma sensação estranhamente agradável, que aumenta com a iminência de mexer a agulha e rasgar musculatura, veia, artéria, tudo. "Agora fica abrindo e fechando a mão". Fim da pausa. Abre mão, fecha mão, conversa, ri... etc etc etc.
Vale-lanche recebido, ingresso promocional para o Pan recebido, esparadrapo gigante colado no braço com uma gaze inteira dobrada sob ele.
Subo para minha baia exibindo a bolsa cheia de biscoitos, balas e coisinhas gostosas (e doces) e os dois ingressos. Que eu nem sabia que ia receber.
Porque ajudar faz bem! =D
* * *
Doação deste sangue negro e viscoso. A cada três meses. No posto mais perto de você. E sem efeitos colaterais - deve ser culpa do GLP... rs
Doação de sangue no EDISE.
Cadastro-me, como pessoa solidária (e com bom peso, sem doenças contagiosas, alimentada e saudável) que sou. Agendo para 11h30.
Uma fila descomunal.
Responde pergunta, preeche questionário, bebe água, bebe suco ("os dois, por favor"), entra na fila, encontra advogado, conversa, volta pra fila, reconhece engenheiro ("será mesmo?"), mede pressão, volta pra fila, vai no banheiro, fala com engenheiro ("e não é que é ele?"), fura dedo, pega papel, volta pra fila, deita na cadeira, estende o bracinho ("você já doou sangue alguma vez?"), olha a agulha beeeeem de perto. Pausa. A agulha. Enorme. Grossa. Dura. Pontiaguda. Ela entra no braço devagarinho, rompendo e afastando células, até perfurar a artéria (ou veia, sei lá). O braço todo arde e eu acompanho cada milésimo de segundo de ardência com uma sensação estranhamente agradável, que aumenta com a iminência de mexer a agulha e rasgar musculatura, veia, artéria, tudo. "Agora fica abrindo e fechando a mão". Fim da pausa. Abre mão, fecha mão, conversa, ri... etc etc etc.
Vale-lanche recebido, ingresso promocional para o Pan recebido, esparadrapo gigante colado no braço com uma gaze inteira dobrada sob ele.
Subo para minha baia exibindo a bolsa cheia de biscoitos, balas e coisinhas gostosas (e doces) e os dois ingressos. Que eu nem sabia que ia receber.
Porque ajudar faz bem! =D
* * *
Doação deste sangue negro e viscoso. A cada três meses. No posto mais perto de você. E sem efeitos colaterais - deve ser culpa do GLP... rs
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Esse sangue negro e viscoso,
Esta que vos fala
quinta-feira, julho 12, 2007
Mercadores de segredos
Existem muitos por aí. Pessoas que contam os seus próprios e pedem outro em troca. Como se segredo exigisse reciprocidade.
Eu cansei de contar segredos meus pros meus amigos. E raríssimas vezes eles me retribuíam com um segredo.
Morri por causa disso? Não. Me senti menos confiável? Talvez. Exigi reparações, confiança extrema e absoluta, confissões assinadas? Não que eu me lembre.
Porque tem coisas que você não conta pra ninguém, nem pra si mesmo. Contar um segredo é torná-lo real, palpável e oponível "erga omnes". Contar um segredo é atestar fisicamente sua existência. Contar um segredo é assumir pra si mesmo que aquele pensamento existe, que aquele fato aconteceu. Contar um segredo é criar um ser com vida própria e independente, que poderá voltar-se contra você.
E aí, meus caros, nada mais poderá ser feito.
Mercadores de segredo não confiam no interlocutor. Não confiam em seus próprios segredos. E não confiam em si mesmos. Por isso precisam de algo em troca. Algo que impeça-os de revelar o que sabem, algo que impeça a outra pessoa de revelar o que sabe, algo que possam usar como moeda de barganha futuramente. "Se você contar o meu, eu conto o seu..."
Existem muitos por aí. Pessoas que contam os seus próprios e pedem outro em troca. Como se segredo exigisse reciprocidade.
Eu cansei de contar segredos meus pros meus amigos. E raríssimas vezes eles me retribuíam com um segredo.
Morri por causa disso? Não. Me senti menos confiável? Talvez. Exigi reparações, confiança extrema e absoluta, confissões assinadas? Não que eu me lembre.
Porque tem coisas que você não conta pra ninguém, nem pra si mesmo. Contar um segredo é torná-lo real, palpável e oponível "erga omnes". Contar um segredo é atestar fisicamente sua existência. Contar um segredo é assumir pra si mesmo que aquele pensamento existe, que aquele fato aconteceu. Contar um segredo é criar um ser com vida própria e independente, que poderá voltar-se contra você.
E aí, meus caros, nada mais poderá ser feito.
Mercadores de segredo não confiam no interlocutor. Não confiam em seus próprios segredos. E não confiam em si mesmos. Por isso precisam de algo em troca. Algo que impeça-os de revelar o que sabem, algo que impeça a outra pessoa de revelar o que sabe, algo que possam usar como moeda de barganha futuramente. "Se você contar o meu, eu conto o seu..."
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Amigos,
Esta que vos fala,
Ninguém merece...
quarta-feira, julho 11, 2007
Então estou eu no meu blog, tranquilamente lendo os comentários aos meus post, quando me deparo com alguém desconhecido. Tudo bem, desconhecidos podem ler meu blog e publicar comentários.
O tal desconhecido tem um blog sobre o Fla***** (ainda sujeita à restrição de tema, não posso colocar o nome todo), onde vários seres (humanos ou não, ainda não descobri) postam.
Visito o blog, leio posts antigos, passo uma tarde divertidíssima acompanhando tristeza compartilhada por rubro-negros fanáticos, apaixonados ou simplesmente simpatizantes (se bem que eu acho não poder alguém apenas "simpatizar" com o Fla*****; seria o mesmo que o coração bater pela metade: ou ele bate, ou não bate!).
Leio o perfil dos participantes. Engenheiros. De petróleo.
A ligação é imediata. Será? Não é possível, seria coincidência demais!
Procuro. Sim, é verdade.
Porque não é só nas minhas veias que corre sangue rubro-negro. E a PetroFla vai bombar, ao que parece...
* * *
Nota de rodapé: o que leva alguém a ter cara de pau suficiente para tirar a foto corporativa, do crachá, com uma camisa do Mengão?
O tal desconhecido tem um blog sobre o Fla***** (ainda sujeita à restrição de tema, não posso colocar o nome todo), onde vários seres (humanos ou não, ainda não descobri) postam.
Visito o blog, leio posts antigos, passo uma tarde divertidíssima acompanhando tristeza compartilhada por rubro-negros fanáticos, apaixonados ou simplesmente simpatizantes (se bem que eu acho não poder alguém apenas "simpatizar" com o Fla*****; seria o mesmo que o coração bater pela metade: ou ele bate, ou não bate!).
Leio o perfil dos participantes. Engenheiros. De petróleo.
A ligação é imediata. Será? Não é possível, seria coincidência demais!
Procuro. Sim, é verdade.
Porque não é só nas minhas veias que corre sangue rubro-negro. E a PetroFla vai bombar, ao que parece...
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Nota de rodapé: o que leva alguém a ter cara de pau suficiente para tirar a foto corporativa, do crachá, com uma camisa do Mengão?
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Esse sangue negro e viscoso,
Eu teria um desgosto profundo
terça-feira, julho 10, 2007
Só para rubro-negros e/ou amantes de futebol em geral. Perdoem-me aqueles que dizem que meu blog só tem Petrobras e futebol. Em minhas veias aparentemente corre sangue viscoso, sim, mas rubro-negro, não apenas negro.
* * *
Ney Franco - explorando os limites da paciência humana
Deve ser dura, muito dura, a vida dos cada vez mais raros defensores do polêmico técnico ipatinguense do Flamengo. Mesmo pros mais teimosos fãs do enigmático retranqueiro já não está sendo possível manter a antiga pose. Pois ninguém agüenta mais escutar os únicos argumentos dessa turma às críticas pela pífia campanha que o Flamengo vem fazendo no Brasileiro: a Copa do Brasil 2006 (cujos créditos devem ser divididos com Waldemar), a Taça Guanabara e o Carioca de 2007.
Não há motivo para se diminuir o mérito de tais conquistas, mas, cá entre nós, há que se relevar que um desses títulos foi conquistado sobre o nosso cliente preferencial, o eterno vice, uma equipe incapaz de nos tirar títulos, outro sobre o simpático tricolor suburbano, o inofensivo Madureira e outro sobre o não tão simpático alvinegro, a versão século XXI do Ameriquinha, time médio que nada, nada e morre na praia. Em última análise, vencer esses adversários é quase que uma obrigação estatutária no Flamengo, não servindo portanto de salvo-conduto para justificar as perigosas experiências de miniaturização do colosso Flamengo que o estrategista mineiro vem promovendo à revelia da herança genética do clube.
Os resultados obtidos até agora por esse Flamengo-nano que Ney Franco quer nos empurrar goela abaixo no Brasileiro já deveriam ser suficientes para que se desistisse definitivamente dessa experiência desumana que vem torturando impiedosamente milhões de pessoas dia a dia. Mas, sabe-se lá por que, Nei Franco continua a fazer o papel de um Dr. Mengele caboclo que tenta exterminar algumas das mais caras tradições rubro-negras, como a busca incansável pelo gol e a incapacidade de jogar fechadinho esperando uma chance de contra-ataque.
Ney Franco já extrapolou os limites da paciência porque seu mineirismo, sua impassividade diante dos abismos dão a impressão que não sabe o que é o Flamengo, que não o compreende em toda a sua grandeza e complexidade cósmica. Será que ele não entendeu que o Flamengo é uma superpotência e que não cabe e nem jamais caberá nesses esquemas vietcongues de guerrilha? O Flamengo é muito grande para armar emboscadas, a história nos prova que sempre triunfamos pela força e pela coragem.
Ney Franco parece ser tão matreiro e perspicaz, porque em um ano de trabalho ele ainda não consegue entender o Flamengo? E entender o Flamengo é tão simples. Não é preciso ser um iniciado em rituais secretos ou desvendar conhecimentos arcanos. O Flamengo é simples porque aos simples pertence e deles se constitui a maior parte de sua massa. Basta estar atento aos sinais.
Ney Franco, a torcida já deixou bem claro que quer o seu (dela) Flamengo de volta. O Flamengo que pode até não vencer, mas que luta até o último segundo. Ney faça o dever de casa, ouça o Hino do Flamengo todos os dias antes de sair para o serviço. Os sinais são muito evidentes e não há motivo para serem mal interpretados. A torcida quer de volta o Flamengo que vibra, o Flamengo que é fibra. Ney será que para você é tão difícil assim entender o significado da frase Vencer, vencer, vencer?
Até os mais robotizados dos stormtroopers das brigadas Neyzistas já começam dar sinais de que perceberam o inconfundível aroma da mussarela derretida tomando conta do ambiente. Fica cada dia mais claro que quem critica a espúria ipatinguização do Flamengo está preocupado com o futuro da Nação Rubro-Negra e não comparando coleções de figurinhas. Portanto vamos esquecer a CB, a TG e o Carioca e olhar para frente.
A discussão tem que ser qualificada sob o risco de se tornar apenas mais uma campanha pela substituição de um técnico por outro. Essas quarteladas no Flamengo costumam ter resultados desastrosos. O protocolo do futebol brasileiro é implacável: técnico que perder 3 partidas seguidas vai pro ovo. Ney Franco já empatou 5, ou seja, já perdeu 10 pontos, um a mais do que 3 derrotas provocariam. Podemos até não concordar administrativamente, mas tradição é tradição. Tem que respeitar. Se empatar mais duas não precisa nem esperar pelas 3 derrotas. Do jeito que tá é que não pode ficar.
Mengão Sempre
* * *
Ney Franco - explorando os limites da paciência humana
Deve ser dura, muito dura, a vida dos cada vez mais raros defensores do polêmico técnico ipatinguense do Flamengo. Mesmo pros mais teimosos fãs do enigmático retranqueiro já não está sendo possível manter a antiga pose. Pois ninguém agüenta mais escutar os únicos argumentos dessa turma às críticas pela pífia campanha que o Flamengo vem fazendo no Brasileiro: a Copa do Brasil 2006 (cujos créditos devem ser divididos com Waldemar), a Taça Guanabara e o Carioca de 2007.
Não há motivo para se diminuir o mérito de tais conquistas, mas, cá entre nós, há que se relevar que um desses títulos foi conquistado sobre o nosso cliente preferencial, o eterno vice, uma equipe incapaz de nos tirar títulos, outro sobre o simpático tricolor suburbano, o inofensivo Madureira e outro sobre o não tão simpático alvinegro, a versão século XXI do Ameriquinha, time médio que nada, nada e morre na praia. Em última análise, vencer esses adversários é quase que uma obrigação estatutária no Flamengo, não servindo portanto de salvo-conduto para justificar as perigosas experiências de miniaturização do colosso Flamengo que o estrategista mineiro vem promovendo à revelia da herança genética do clube.
Os resultados obtidos até agora por esse Flamengo-nano que Ney Franco quer nos empurrar goela abaixo no Brasileiro já deveriam ser suficientes para que se desistisse definitivamente dessa experiência desumana que vem torturando impiedosamente milhões de pessoas dia a dia. Mas, sabe-se lá por que, Nei Franco continua a fazer o papel de um Dr. Mengele caboclo que tenta exterminar algumas das mais caras tradições rubro-negras, como a busca incansável pelo gol e a incapacidade de jogar fechadinho esperando uma chance de contra-ataque.
Ney Franco já extrapolou os limites da paciência porque seu mineirismo, sua impassividade diante dos abismos dão a impressão que não sabe o que é o Flamengo, que não o compreende em toda a sua grandeza e complexidade cósmica. Será que ele não entendeu que o Flamengo é uma superpotência e que não cabe e nem jamais caberá nesses esquemas vietcongues de guerrilha? O Flamengo é muito grande para armar emboscadas, a história nos prova que sempre triunfamos pela força e pela coragem.
Ney Franco parece ser tão matreiro e perspicaz, porque em um ano de trabalho ele ainda não consegue entender o Flamengo? E entender o Flamengo é tão simples. Não é preciso ser um iniciado em rituais secretos ou desvendar conhecimentos arcanos. O Flamengo é simples porque aos simples pertence e deles se constitui a maior parte de sua massa. Basta estar atento aos sinais.
Ney Franco, a torcida já deixou bem claro que quer o seu (dela) Flamengo de volta. O Flamengo que pode até não vencer, mas que luta até o último segundo. Ney faça o dever de casa, ouça o Hino do Flamengo todos os dias antes de sair para o serviço. Os sinais são muito evidentes e não há motivo para serem mal interpretados. A torcida quer de volta o Flamengo que vibra, o Flamengo que é fibra. Ney será que para você é tão difícil assim entender o significado da frase Vencer, vencer, vencer?
Até os mais robotizados dos stormtroopers das brigadas Neyzistas já começam dar sinais de que perceberam o inconfundível aroma da mussarela derretida tomando conta do ambiente. Fica cada dia mais claro que quem critica a espúria ipatinguização do Flamengo está preocupado com o futuro da Nação Rubro-Negra e não comparando coleções de figurinhas. Portanto vamos esquecer a CB, a TG e o Carioca e olhar para frente.
A discussão tem que ser qualificada sob o risco de se tornar apenas mais uma campanha pela substituição de um técnico por outro. Essas quarteladas no Flamengo costumam ter resultados desastrosos. O protocolo do futebol brasileiro é implacável: técnico que perder 3 partidas seguidas vai pro ovo. Ney Franco já empatou 5, ou seja, já perdeu 10 pontos, um a mais do que 3 derrotas provocariam. Podemos até não concordar administrativamente, mas tradição é tradição. Tem que respeitar. Se empatar mais duas não precisa nem esperar pelas 3 derrotas. Do jeito que tá é que não pode ficar.
Mengão Sempre
quarta-feira, julho 04, 2007
Só pra quem não conhece João, pequeno João, Joãozinho, meu irmão camarada.
Dados da criança (que aparece na foto):
- flamenguista
- tem uma guitarra sem nome (tsc tsc tsc)
- estuda Análise de Sistemas Informatizados (ufa..) na FAETEC
- gosta de anime e mangá
- é nerd (mas isso deduz-se a partir das informações acima)
- é parecido comigo, mesmo não tendo os mesmos pais que eu
- faz estágio no mesmo lugar em que eu trabalho
terça-feira, julho 03, 2007
Não sei ao certo o que eu fiz nos últimos 24 anos. Sei que entre coisas boas e ruins, tá difícil fazer o balanço, mas acho que no final o saldo é positivo.
Tive um sonho nada agradável essa noite. Sonhos nada agradáveis. Sonhos que foram do "incômodo" ao "muito ruim", sendo que o "muito ruim" eu ainda não consegui lembrar.
===
Eu costumava reclamar de quem comentava meus posts sem se identificar. Cheguei a moderar os comentários (o que causou revolta nos meus amigos) e, finalmente, a apagar o blog (o que me fez perder posts preciosos, comentários idem e o endereço no blogger).
Ultimamente adotei a filosofia do cavalo em parada de 07 de setembro... E ando mais relaxada assim.
Afinal, sempre resta como opção conectar, abrir um navegador, logar no blogger e excluir o comentário infeliz. =)
===
Benditos sejam os programadores. João, eu te invejo e te saúdo.
Tive um sonho nada agradável essa noite. Sonhos nada agradáveis. Sonhos que foram do "incômodo" ao "muito ruim", sendo que o "muito ruim" eu ainda não consegui lembrar.
===
Eu costumava reclamar de quem comentava meus posts sem se identificar. Cheguei a moderar os comentários (o que causou revolta nos meus amigos) e, finalmente, a apagar o blog (o que me fez perder posts preciosos, comentários idem e o endereço no blogger).
Ultimamente adotei a filosofia do cavalo em parada de 07 de setembro... E ando mais relaxada assim.
Afinal, sempre resta como opção conectar, abrir um navegador, logar no blogger e excluir o comentário infeliz. =)
===
Benditos sejam os programadores. João, eu te invejo e te saúdo.
segunda-feira, julho 02, 2007
E a pedra?
São muitas as opções no meio do caminho:
- você pode pular a pedra e ignorá-la
- você pode sorrir para a pedra, fazer carinho nela, distrai-la e dinamitá-la na primeira oportunidade
- você pode dar a volta na pedra, utilizando mais alguns passos e evitando cruzar com a pedra
- você pode culpar a pedra pelo que der errado e com isso esquecer de ver seus próprios defeitos
- você pode parar no meio do caminho e ficar olhando para a pedra, vendo todos os detalhes dela, esquecendo que o seu objetivo era chegar ao final do caminho
- você pode virar à esquerda ou à direita na pedra e mudar o seu caminho, o que pode ser bom ou ruim
- você pode chamar a pedra pra te acompanhar ou sugerir que ela pare de atrapalhar o seu caminho e crie um caminho pra ela própria
Você pode fazer várias coisas diferentes.
A pior de todas é perceber a existência da pedra no meio do seu caminho e ficar em dúvida quanto ao que fazer ou com medo do que a pedra possa te causar. A pedra está parada! Qualquer coisa que ela fizer vai ser, na verdade, reflexo de algo que você mesmo fez. Então, reaja! E por favor, a pedra não te olha com tristeza. A pedra reflete o seu próprio olhar.
* * *
Repetindo um post antiiigo...
São muitas as opções no meio do caminho:
- você pode pular a pedra e ignorá-la
- você pode sorrir para a pedra, fazer carinho nela, distrai-la e dinamitá-la na primeira oportunidade
- você pode dar a volta na pedra, utilizando mais alguns passos e evitando cruzar com a pedra
- você pode culpar a pedra pelo que der errado e com isso esquecer de ver seus próprios defeitos
- você pode parar no meio do caminho e ficar olhando para a pedra, vendo todos os detalhes dela, esquecendo que o seu objetivo era chegar ao final do caminho
- você pode virar à esquerda ou à direita na pedra e mudar o seu caminho, o que pode ser bom ou ruim
- você pode chamar a pedra pra te acompanhar ou sugerir que ela pare de atrapalhar o seu caminho e crie um caminho pra ela própria
Você pode fazer várias coisas diferentes.
A pior de todas é perceber a existência da pedra no meio do seu caminho e ficar em dúvida quanto ao que fazer ou com medo do que a pedra possa te causar. A pedra está parada! Qualquer coisa que ela fizer vai ser, na verdade, reflexo de algo que você mesmo fez. Então, reaja! E por favor, a pedra não te olha com tristeza. A pedra reflete o seu próprio olhar.
* * *
Repetindo um post antiiigo...
sexta-feira, junho 22, 2007
Airplane
Até que a experiência de fazer uma ponte-aérea Rio-São Paulo, sendo a primeira vez na vida que embarco num avião, Foi muito boa. O nervosismo sempre aparece num primeiro momento..atenção irrestrita aos conselhos da aeromoça e comissários de bordo...A aceleração inicial do avião e, por fim, a decolagem. Aí tudo se estabiliza..parece até que era veterana no assunto. Lanche econômico ( Não tão econômico quanto a Gol e suas barras de cereais). Chegada bem rápida. Muito Legal
* * *
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/06/21/ult59u123844.jhtm
* * *
Falta de poesia... Sarita não escreveria jamais desse jeito sobre seu primeiro vôo, ME...
Provavelmente eu começaria falando sobre tudo que aconteceu antes. Mais ou menos assim...
* * *
O dia começou meio estranho. Nunca vi ninguém arrumar mala e levar mala no ônibus, de salto alto, para o trabalho. Mas como eu nunca viajei mesmo, eu não sabia bem como agir (os do's e dont's da aviação civil).
Então eu chego no trabalho e descubro que, viajando na véspera da conferência que eu assistiria, eu poderia aproveitar a noite para.... trabalhar.
Recebo, para tal, um notebook... Compaq... Armada. Para quem conhece, um chumbo mais lento do que o meu pc antes de mudar hd, memória, placa mãe.
E nada de placa Vivowap, porque afinal de contas eu só solicitei no último dia, e cavalo dado não se olha os dentes. Assim, na melhor das hipóteses o hotel teria banda larga de cortesia ou.... eu usaria a discada... e pagaria por ela, com direito a reembolso sabe Deus quando.
Recebo, também, o token para acessar a rede (para quem não sabe, é um dispositivo com uma numeração à qual está associado o login do usuário.. a numeração muda a cada minuto. Recebo e assino uma "cautela", no estilo "se acontecer alguma coisa na rede Pet enquanto você tem esse token, se for pelo uso desse token, a culpa é sua". Dou de ombros, afinal nada acontece aqui mesmo, por que aconteceria agora?
O dia passa, as horas passam, as pessoas me perguntam como eu estou, quando eu vou. E só as 5h da tarde cai a ficha. "Peraí. Eu vou sair daqui 6h, pra pegar o vôo as 7h40. Eu vou viajar de avião. Eu. Sozinha. De avião. Pra São Paulo. Sozinha. Em São Paulo. De avião."
Chegamos no aeroporto eu, minha mala, minha outra mala (entenda-se notebook), Cristiano (malinha adorável de minha vida) e toda a tensão acumulada ao longo de 24 anos de vida sem avião e sem viagem solitária (sim, eu sei que o avião não estava vazio...). Descubro que tem um vôo as 6h50. É esse mesmo. Passo pelo detector de metal. Passamos, na verdade, eu, minha mala, a mala do notebook, a mala que é o notebook e os 30ml de perfume Lancôme que eu levo na bolsa, morrendo de medo de vê-los confiscados como os franceses fazem.
Ajeito-me na poltrona, o celular toca (sim, celular pode ficar ligado enquanto as portas estão abertas). ME. O mais legal do telefonema: "Olha só, deixa eu explicar. O avião vai taxear, o piloto vai parar e vai acelerar ao máximo. Nessa hora, o avião todo vai tremer. Não se preocupe, é assim mesmo, tá? Depois ele vai andar e vai decolar."
Foi exatamente o que aconteceu. Obviamente, porque eu desliguei o celular.
A parte mais legal: a decolagem. Sentir a força G, sentir o avião alinhar-se de novo para entrar em rota de cruzeiro e ter a sensação de que, ao abaixar o bico, ele vai despencar-se lá do alto. Sim, isso É bom.
Comidinha de bordo, arroz de carreteiro amostra grátis, matte e mousse de cupuaçu de sobremesa. Com as cortesias da Varig (a estrela brasileira no céu azul, iluminando de norte a sul).
Pouso em SP (a terra da garoa nada.. fiquei lá quase 03 dias e não choveu!), procura do hotel, check-in. O notebook não conecta.
Horas ao telefone com Claupper (grande Clauppinho, meu salvador, cavaleiro de bronze), que falou com Michel (grande Michel, o salvador do meu salvador, logo meu salvador também, cavaleiro de prata), e ambos resolvem meu problema.
Eu, aprendiz, não iria me atrever a estragar o notebook de última geração (do século passado) da Pet...
Tento acessar a rede com o token. Lembram a propaganda da IBM? Pois é. O token não imprimiu. O dia amanhece, eu vou para a conferência. Tento acessar a rede com o token. Novamente. Novamente Claupper, novamente Michel.
Michel manda arquivo. Nada. Michel remanda arquivo. Nada. Arquivo não chega. Sarita se estressa. Michel fala "mantenha a calma, se você ficar nervosa vai ser pior. a gente vai resolver". Sarita se estressa. Michel manda arquivo de novo. Arquivo chega. Sarita instala.
O token não funciona.
Sarita liga pro auxílio-token (hahaha), o token funciona. 18h de 4a feira. Eu volto na 5a. Tenho a noite de 4a feira, apenas, para tentar fazer algo. Chego no hotel, conecto, entro na rede (usando o token), o notebook Compaq Armada (aquele que ninguém tem mais) resolve não carregar várias janelas ao mesmo tempo (afinal, ele é um senhor de idade, não processa muitas informações simultâneas... desculpa, né?).
Escrevo 3 parágrafos e desisto.
No dia seguinte, conferência e fuga em bando para o aeroporto às 4h da tarde. Consigo vaga no vôo de 18h45. Eu e mais 3 colegas de trabalho (que aliás são absurdamente legais, e eu não sabia o quanto). Vôo de volta tranquilo. Comidinha de bordo gostosa...
Até ouvir minha alma cantar, "olha o Rio de Janeiro!" diziam meus olhos e meu sorriso gigantesco (maior que o seu, João).
E pouso no Santos Dummont às 8h10. Ver a água brilhando e a pista chegando foi a parte mais emocionante da viagem inteira. Estar no avião enquanto ele fazia a curva, sentir o impacto com o solo carioca depois de ter quase certeza que ele pousaria na água da baía... E isso porque eu fiquei 2 dias fora. Imagina se eu tivesse ido pra Nigéria...
Definitivamente, em minhas veias corre sangue negro e viscoso. Ao menos por enquanto...
* * *
Isso sim é Sarita escrevendo. =)
* * *
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/06/21/ult59u123844.jhtm
* * *
Falta de poesia... Sarita não escreveria jamais desse jeito sobre seu primeiro vôo, ME...
Provavelmente eu começaria falando sobre tudo que aconteceu antes. Mais ou menos assim...
* * *
O dia começou meio estranho. Nunca vi ninguém arrumar mala e levar mala no ônibus, de salto alto, para o trabalho. Mas como eu nunca viajei mesmo, eu não sabia bem como agir (os do's e dont's da aviação civil).
Então eu chego no trabalho e descubro que, viajando na véspera da conferência que eu assistiria, eu poderia aproveitar a noite para.... trabalhar.
Recebo, para tal, um notebook... Compaq... Armada. Para quem conhece, um chumbo mais lento do que o meu pc antes de mudar hd, memória, placa mãe.
E nada de placa Vivowap, porque afinal de contas eu só solicitei no último dia, e cavalo dado não se olha os dentes. Assim, na melhor das hipóteses o hotel teria banda larga de cortesia ou.... eu usaria a discada... e pagaria por ela, com direito a reembolso sabe Deus quando.
Recebo, também, o token para acessar a rede (para quem não sabe, é um dispositivo com uma numeração à qual está associado o login do usuário.. a numeração muda a cada minuto. Recebo e assino uma "cautela", no estilo "se acontecer alguma coisa na rede Pet enquanto você tem esse token, se for pelo uso desse token, a culpa é sua". Dou de ombros, afinal nada acontece aqui mesmo, por que aconteceria agora?
O dia passa, as horas passam, as pessoas me perguntam como eu estou, quando eu vou. E só as 5h da tarde cai a ficha. "Peraí. Eu vou sair daqui 6h, pra pegar o vôo as 7h40. Eu vou viajar de avião. Eu. Sozinha. De avião. Pra São Paulo. Sozinha. Em São Paulo. De avião."
Chegamos no aeroporto eu, minha mala, minha outra mala (entenda-se notebook), Cristiano (malinha adorável de minha vida) e toda a tensão acumulada ao longo de 24 anos de vida sem avião e sem viagem solitária (sim, eu sei que o avião não estava vazio...). Descubro que tem um vôo as 6h50. É esse mesmo. Passo pelo detector de metal. Passamos, na verdade, eu, minha mala, a mala do notebook, a mala que é o notebook e os 30ml de perfume Lancôme que eu levo na bolsa, morrendo de medo de vê-los confiscados como os franceses fazem.
Ajeito-me na poltrona, o celular toca (sim, celular pode ficar ligado enquanto as portas estão abertas). ME. O mais legal do telefonema: "Olha só, deixa eu explicar. O avião vai taxear, o piloto vai parar e vai acelerar ao máximo. Nessa hora, o avião todo vai tremer. Não se preocupe, é assim mesmo, tá? Depois ele vai andar e vai decolar."
Foi exatamente o que aconteceu. Obviamente, porque eu desliguei o celular.
A parte mais legal: a decolagem. Sentir a força G, sentir o avião alinhar-se de novo para entrar em rota de cruzeiro e ter a sensação de que, ao abaixar o bico, ele vai despencar-se lá do alto. Sim, isso É bom.
Comidinha de bordo, arroz de carreteiro amostra grátis, matte e mousse de cupuaçu de sobremesa. Com as cortesias da Varig (a estrela brasileira no céu azul, iluminando de norte a sul).
Pouso em SP (a terra da garoa nada.. fiquei lá quase 03 dias e não choveu!), procura do hotel, check-in. O notebook não conecta.
Horas ao telefone com Claupper (grande Clauppinho, meu salvador, cavaleiro de bronze), que falou com Michel (grande Michel, o salvador do meu salvador, logo meu salvador também, cavaleiro de prata), e ambos resolvem meu problema.
Eu, aprendiz, não iria me atrever a estragar o notebook de última geração (do século passado) da Pet...
Tento acessar a rede com o token. Lembram a propaganda da IBM? Pois é. O token não imprimiu. O dia amanhece, eu vou para a conferência. Tento acessar a rede com o token. Novamente. Novamente Claupper, novamente Michel.
Michel manda arquivo. Nada. Michel remanda arquivo. Nada. Arquivo não chega. Sarita se estressa. Michel fala "mantenha a calma, se você ficar nervosa vai ser pior. a gente vai resolver". Sarita se estressa. Michel manda arquivo de novo. Arquivo chega. Sarita instala.
O token não funciona.
Sarita liga pro auxílio-token (hahaha), o token funciona. 18h de 4a feira. Eu volto na 5a. Tenho a noite de 4a feira, apenas, para tentar fazer algo. Chego no hotel, conecto, entro na rede (usando o token), o notebook Compaq Armada (aquele que ninguém tem mais) resolve não carregar várias janelas ao mesmo tempo (afinal, ele é um senhor de idade, não processa muitas informações simultâneas... desculpa, né?).
Escrevo 3 parágrafos e desisto.
No dia seguinte, conferência e fuga em bando para o aeroporto às 4h da tarde. Consigo vaga no vôo de 18h45. Eu e mais 3 colegas de trabalho (que aliás são absurdamente legais, e eu não sabia o quanto). Vôo de volta tranquilo. Comidinha de bordo gostosa...
Até ouvir minha alma cantar, "olha o Rio de Janeiro!" diziam meus olhos e meu sorriso gigantesco (maior que o seu, João).
E pouso no Santos Dummont às 8h10. Ver a água brilhando e a pista chegando foi a parte mais emocionante da viagem inteira. Estar no avião enquanto ele fazia a curva, sentir o impacto com o solo carioca depois de ter quase certeza que ele pousaria na água da baía... E isso porque eu fiquei 2 dias fora. Imagina se eu tivesse ido pra Nigéria...
Definitivamente, em minhas veias corre sangue negro e viscoso. Ao menos por enquanto...
* * *
Isso sim é Sarita escrevendo. =)
terça-feira, junho 19, 2007
[Postagem de número 123]
Ônibus. 6h40 da manhã.
(Passageira, uma senhora de cerca de 45 anos, para o motorista) Esse ônibus passa no piranhão?
(Motorista) Onde?
(A senhora, praticamente gritando) No piranhão.
(Motorista, para o trocador) Você sabe se passa no piranhão?
(Trocador) Piranhão? Não sei... onde é isso?
(A senhora, ainda do lado de fora do ônibus) É ali no centro, depois daquele viaduto...
(Eu) Passa sim.
(Trocador, para a senhora) A moça aqui disse que passa.
(Eu para o trocador, enquanto a senhora rodava a roleta) É a prefeitura...
(Trocador e motorista, ao mesmo tempo) Ahhh...
(A senhora, muito sem graça, praticamente se desculpando por ter dito uma palavra muito feia) É que chamam ali de piranhão..
(Eu, sorrindo e concordando) É, eu sei...
O mais legal mesmo foi ver o rosto dela pedindo desculpas... rs
Ônibus. 6h40 da manhã.
(Passageira, uma senhora de cerca de 45 anos, para o motorista) Esse ônibus passa no piranhão?
(Motorista) Onde?
(A senhora, praticamente gritando) No piranhão.
(Motorista, para o trocador) Você sabe se passa no piranhão?
(Trocador) Piranhão? Não sei... onde é isso?
(A senhora, ainda do lado de fora do ônibus) É ali no centro, depois daquele viaduto...
(Eu) Passa sim.
(Trocador, para a senhora) A moça aqui disse que passa.
(Eu para o trocador, enquanto a senhora rodava a roleta) É a prefeitura...
(Trocador e motorista, ao mesmo tempo) Ahhh...
(A senhora, muito sem graça, praticamente se desculpando por ter dito uma palavra muito feia) É que chamam ali de piranhão..
(Eu, sorrindo e concordando) É, eu sei...
O mais legal mesmo foi ver o rosto dela pedindo desculpas... rs
terça-feira, junho 12, 2007
Hoje foi o dia da loucura telefônica.
Comecemos então.
1) Brigando com o telefone
- Jurídico.
- Oi, meu amor. Parabéns!
- Ué, parabéns por quê? Ahhhhh é mesmo!
- Caramba... eita cabecinha...
- Ah mas eu não esqueci que hoje é dia dos namorados.. eu esqueci que hoje é dia 12! Se eu lembrasse que era dia 12, saberia que é dia dos namorados.
- Hum.. tudo bem?
- Tudo, e você?
- Tudo bem. Tá ocupada?
- Mais ou menos. E você?
- Eu tô sjhgaroufhqhnfwn fclwfr porque iqgeijuweghfiuqfwc.
- Ahn??
- uqhwuerfhorwfhowifc
- Cris... eu não tô te ouvindo...
- Eu oiqhrjoifhjrpf celular.
- Tá. Beijo.
2) Saritas
- Jurídico.
- Por favor, posso falar com a Sarita? (com um forte sotaque espanhol)
- É ela.
- Sarita, é a Patrícia, não sei se você lembra de mim, eu vendo pulseiras, colares, brincos...
- Olha, eu acho que você está falando com a Sarita errada, porque não sou eu...
- Ai, meu Deus.. tudo bem, desculpa.
(20min depois)
- Jurídico.
- Sarita?
- É ela.
- Oi, desculpa, sou eu de novo. Tem certeza que não é você que comprava os brincos e colares comigo? (o mesmo sotaque espanhol)
- Tenho. Olha só, eu posso ver o telefone da outra Sarita e te dizer.
- Ah obrigada.
(A ligação cai, ela liga de novo, eu digo o número, ela anota)
- Mas essa Sarita, ela é de Logística?
- Não, ela é de TI.
- Ah, eu vou ligar para ela. Obrigada, viu?
- Nada...
3) Crianças no telefone
- Jurídico.
- Alô, quem tá falando? (voz de criança)
- Sarita.
- Oi, você tem avó?
- Não entendi.
- Você conhece minha avó Deinha?
- Não.
- Qual é o nome da sua mãe?
- Porque você quer saber?
- Pra ver se ela conhece minha avó.
- Qual é o seu nome?
- Beatriz. Espera aí, tá? Não desliga não, hein.
(vozes ao fundo: "Vô, telefone pra você!" "Beatriz, você tá brincando com esse telefone de novo, menina? Desliga isso!" "Mas tem uma moça aqui...")
- Alô, quer falar com quem? (voz masculina)
- Eu não quero não, foi ela que me ligou...
- Ah, a senhora me desculpa... "Beatriz, você fica brincando com o telefone, menina!" A senhora pode deixar que eu vou dar um corretivo nela.
- Não tem problema não, pode deixar, não me atrapalhou...
- Ah, desculpa, tá?
- Tudo bem.. Tchau.
Ufa.
Tudo isso no mesmo dia em que eu tenho um trabalho da pós pra 5a feira, um parecer complicadíssimo, outro parecer delicadíssimo e meu chefe me mandando cada vez mais coisas porque eu sou uma advogada muito eficiente que termina tudo antes do prazo.
Conclusão: são 18h30 e eu ainda estou aqui.
Postando, porque depois desse telefonem da menina, ninguém merece...
Comecemos então.
1) Brigando com o telefone
- Jurídico.
- Oi, meu amor. Parabéns!
- Ué, parabéns por quê? Ahhhhh é mesmo!
- Caramba... eita cabecinha...
- Ah mas eu não esqueci que hoje é dia dos namorados.. eu esqueci que hoje é dia 12! Se eu lembrasse que era dia 12, saberia que é dia dos namorados.
- Hum.. tudo bem?
- Tudo, e você?
- Tudo bem. Tá ocupada?
- Mais ou menos. E você?
- Eu tô sjhgaroufhqhnfwn fclwfr porque iqgeijuweghfiuqfwc.
- Ahn??
- uqhwuerfhorwfhowifc
- Cris... eu não tô te ouvindo...
- Eu oiqhrjoifhjrpf celular.
- Tá. Beijo.
2) Saritas
- Jurídico.
- Por favor, posso falar com a Sarita? (com um forte sotaque espanhol)
- É ela.
- Sarita, é a Patrícia, não sei se você lembra de mim, eu vendo pulseiras, colares, brincos...
- Olha, eu acho que você está falando com a Sarita errada, porque não sou eu...
- Ai, meu Deus.. tudo bem, desculpa.
(20min depois)
- Jurídico.
- Sarita?
- É ela.
- Oi, desculpa, sou eu de novo. Tem certeza que não é você que comprava os brincos e colares comigo? (o mesmo sotaque espanhol)
- Tenho. Olha só, eu posso ver o telefone da outra Sarita e te dizer.
- Ah obrigada.
(A ligação cai, ela liga de novo, eu digo o número, ela anota)
- Mas essa Sarita, ela é de Logística?
- Não, ela é de TI.
- Ah, eu vou ligar para ela. Obrigada, viu?
- Nada...
3) Crianças no telefone
- Jurídico.
- Alô, quem tá falando? (voz de criança)
- Sarita.
- Oi, você tem avó?
- Não entendi.
- Você conhece minha avó Deinha?
- Não.
- Qual é o nome da sua mãe?
- Porque você quer saber?
- Pra ver se ela conhece minha avó.
- Qual é o seu nome?
- Beatriz. Espera aí, tá? Não desliga não, hein.
(vozes ao fundo: "Vô, telefone pra você!" "Beatriz, você tá brincando com esse telefone de novo, menina? Desliga isso!" "Mas tem uma moça aqui...")
- Alô, quer falar com quem? (voz masculina)
- Eu não quero não, foi ela que me ligou...
- Ah, a senhora me desculpa... "Beatriz, você fica brincando com o telefone, menina!" A senhora pode deixar que eu vou dar um corretivo nela.
- Não tem problema não, pode deixar, não me atrapalhou...
- Ah, desculpa, tá?
- Tudo bem.. Tchau.
Ufa.
Tudo isso no mesmo dia em que eu tenho um trabalho da pós pra 5a feira, um parecer complicadíssimo, outro parecer delicadíssimo e meu chefe me mandando cada vez mais coisas porque eu sou uma advogada muito eficiente que termina tudo antes do prazo.
Conclusão: são 18h30 e eu ainda estou aqui.
Postando, porque depois desse telefonem da menina, ninguém merece...
segunda-feira, junho 11, 2007
Retratação oficial
Não é em virtude de sentença judicial, nem é um pedido que eu estou atendendo.
Faço isso pra ficar em paz com minha consciência - não que eu esteja de mal com ela, porque afinal eu nunca falei nada de mais.
Porém..... considerando-se que eu tive 5 longos anos para falar/pensar/comentar/questionar o que eu via no ME (para os amigos ou os abusados como eu), Marcelo (seu nome oficial), MN (ou "Maurício de Nassau", em uma referência brilhantemente feita pela Michelle), acho que algumas reparações são devidas.
Esta é a retratação oficial.
Porque ele não é chato, ele não é estúpido, ele pode até tentar impor a vontade dele, mas se não conseguir ele não briga, ele é sensível, ele tem sentimentos e ele magoa. ME tem alma!!!! Sim, porque eu o achava um desalmado sem coração capaz de tirar pirulitos de crianças e fugir sorrindo. Mas ele dá carona, ele se preocupa, ele diz que vai ficar tudo bem e que saudade é normal, ele fala que se precisar ele vai e que qualquer coisa é só ligar.
O único problema é o Exército Brasileiro, que o dominou de tal maneira que agora ele fala bonito com aquela cara de militar... ("lecionar", lembra? rs)
Menino, você ainda é feio e bobo. Mas não é mais chato. E desculpa ter pensado isso tudo de você.
Agora, não acostuma não, porque retratação pública só acontece de vez em quando.
E sim, existem coisas boas a serem ditas de você. =)
Obrigada, tá? Você se faz de mau, mas não é.
Faço isso pra ficar em paz com minha consciência - não que eu esteja de mal com ela, porque afinal eu nunca falei nada de mais.
Porém..... considerando-se que eu tive 5 longos anos para falar/pensar/comentar/questionar o que eu via no ME (para os amigos ou os abusados como eu), Marcelo (seu nome oficial), MN (ou "Maurício de Nassau", em uma referência brilhantemente feita pela Michelle), acho que algumas reparações são devidas.
Esta é a retratação oficial.
Porque ele não é chato, ele não é estúpido, ele pode até tentar impor a vontade dele, mas se não conseguir ele não briga, ele é sensível, ele tem sentimentos e ele magoa. ME tem alma!!!! Sim, porque eu o achava um desalmado sem coração capaz de tirar pirulitos de crianças e fugir sorrindo. Mas ele dá carona, ele se preocupa, ele diz que vai ficar tudo bem e que saudade é normal, ele fala que se precisar ele vai e que qualquer coisa é só ligar.
O único problema é o Exército Brasileiro, que o dominou de tal maneira que agora ele fala bonito com aquela cara de militar... ("lecionar", lembra? rs)
Menino, você ainda é feio e bobo. Mas não é mais chato. E desculpa ter pensado isso tudo de você.
Agora, não acostuma não, porque retratação pública só acontece de vez em quando.
E sim, existem coisas boas a serem ditas de você. =)
Obrigada, tá? Você se faz de mau, mas não é.
Ora essa.
Eu ainda amo o Bruno e ainda quero uma camisa verde-fluorescente pra ficar qui nem qui ele.
Mesmo ele tendo feito exatamente a mesmíssima coisa de novo. Mas sim, claro, o mérito é do batedor. =P
Eu ainda amo o Bruno e ainda quero uma camisa verde-fluorescente pra ficar qui nem qui ele.
Mesmo ele tendo feito exatamente a mesmíssima coisa de novo. Mas sim, claro, o mérito é do batedor. =P
Marcadores:
Eu teria um desgosto profundo,
Ninguém merece...
domingo, junho 10, 2007
A pergunta que não quer calar.
Amigo é quem:
(a) está sempre do seu lado, até mesmo pra falar besteira.
(b) pode estar distante, mas aparece quando você precisa.
(c) não está do seu lado quase nunca, mas mesmo distante você sente que ele se preocupa.
(d) tem um jeito meio bizarro de mostrar que gosta, mas você sabe que ele se importa.
(e) fala as maiores atrocidades para você, mas de um jeito estranho quando você precisa ele aparece atencioso como nunca foi.
(f) sabe o que falar, o que fazer, quando falar, quando fazer, basta você ligar ou pensar nele.
(g) Todas as acima.
(h) Nenhuma das acima.
(i) Outra: ____________________
Preciso rever meus conceitos...
Amigo é quem:
(a) está sempre do seu lado, até mesmo pra falar besteira.
(b) pode estar distante, mas aparece quando você precisa.
(c) não está do seu lado quase nunca, mas mesmo distante você sente que ele se preocupa.
(d) tem um jeito meio bizarro de mostrar que gosta, mas você sabe que ele se importa.
(e) fala as maiores atrocidades para você, mas de um jeito estranho quando você precisa ele aparece atencioso como nunca foi.
(f) sabe o que falar, o que fazer, quando falar, quando fazer, basta você ligar ou pensar nele.
(g) Todas as acima.
(h) Nenhuma das acima.
(i) Outra: ____________________
Preciso rever meus conceitos...
sábado, junho 09, 2007
quarta-feira, junho 06, 2007
Até mesmo o amor entre bichinhos de pelúcia, nas Lojas Americanas da Uruguaiana, em uma 4a feira véspera de feriado, às 17h30.
Mas mesmo esse amor causa inveja... E enquanto o casal apaixonado esquece da vida, vêem-se olhares estranhos no corredor logo em frente...
sábado, junho 02, 2007
Dar solamente aquello que te sobra
nunca fue compartir, sino dar limosna, amor.
Si no lo sabes tú, te lo digo yo.
Después de la tormenta siempre llega la calma.
pero, sé que después de ti,
después de ti no hay nada.
Para qué me curaste cuando estaba herío
si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío.
¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?
nunca fue compartir, sino dar limosna, amor.
Si no lo sabes tú, te lo digo yo.
Después de la tormenta siempre llega la calma.
pero, sé que después de ti,
después de ti no hay nada.
Para qué me curaste cuando estaba herío
si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío.
¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?
(Corazón partío - Alejandro Sanz)
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