Sabe esses dias em que horas dizem nada e você nem troca o pijama, preferia estar na cama?
Pois é, hoje a monotonia tomou conta de mim. É o tédio, cortando meus programas e esperando o meu fim...
Sentado em minha cadeira, o tempo voa. Lá fora a vida passa e eu aqui à toa. Eu já tentei de tudo, mas não tenho remédio pra livrar-me desse tédio...
===
E hoje eu quase, quase respondo besteira para um cliente.
Por pouco. Sorte que a tecnologia nos permite utilizar o e-mail nessas situações. Corrigi-me a tempo de evitar uma catástrofe que depois seria atribuída ao Jurídico (esse ente despersonalizado) com toda a propriedade do mundo.
terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
Para ser o post de número 111.
Ultimamente eu tenho olhado as horas em números bastante bizarros.
21:21, 11:11, 10:01...
Vou começar a anotar esses números para jogar na megasena. Quem sabe isso não é um sinal divino? =)
Eu não acredito em coincidências. Acredito em manipulações voluntárias da linha do destino. Porque afinal de contas nós não temos um destino certo, específico, traçado de antemão, exceto em relação a algumas coisas. A maioria mesmo é responsabilídade única e exclusiva minha.
Mas quem garante que, para eu atingir esse trecho previamente traçado do meu caminho, eu não vá precisar de uma ajudazinha?
Daí eu começar a anotar todos os números que apareçam no meu sonho...
Se eu ganhar, aviso vocês. =)
Saudações supersticiosas, meus caros!
Ultimamente eu tenho olhado as horas em números bastante bizarros.
21:21, 11:11, 10:01...
Vou começar a anotar esses números para jogar na megasena. Quem sabe isso não é um sinal divino? =)
Eu não acredito em coincidências. Acredito em manipulações voluntárias da linha do destino. Porque afinal de contas nós não temos um destino certo, específico, traçado de antemão, exceto em relação a algumas coisas. A maioria mesmo é responsabilídade única e exclusiva minha.
Mas quem garante que, para eu atingir esse trecho previamente traçado do meu caminho, eu não vá precisar de uma ajudazinha?
Daí eu começar a anotar todos os números que apareçam no meu sonho...
Se eu ganhar, aviso vocês. =)
Saudações supersticiosas, meus caros!
domingo, maio 27, 2007
No meio do tumulto, o silêncio. No meio do medo, o sorriso. No meio da multidão, um ponto de calma que ajudava o ponteiro do relógio a percorrer o longo caminho.
O início do caminho é sempre mais longo, e se arrastara até aquele dia, aquele sorriso. Um novo início.
E quando tudo parecia confuso, sombrio e barulhento, veio a paz, nos olhos de um irmão. Irmão de sofrimento, irmão de angústia, irmão de dor. A amizade que surge da tristeza parece mais bela, mais forte, mais resistente.
É esse o motivo.
O início do caminho é sempre mais longo, e se arrastara até aquele dia, aquele sorriso. Um novo início.
E quando tudo parecia confuso, sombrio e barulhento, veio a paz, nos olhos de um irmão. Irmão de sofrimento, irmão de angústia, irmão de dor. A amizade que surge da tristeza parece mais bela, mais forte, mais resistente.
É esse o motivo.
Desafio sen-sa-cio-nal entre os catataus (aos quais eu humildemente me incluo por falta de denominação melhor, afinal "os catataus e a Sarita" não ia combinar muito) e o grupo da namorada de um dos catataus.
Twister, War e vários cachorros-quentes depois, chegamos a conclusão que sim, ME é competitivo e sim, caju tem estratégias incompreensíveis pra maioria das pessoas comuns. Eu extraordinariamente entendi. Enfim, como a dupla com ME não deu certo e minhas idéias foram desprezadas, me recolhi à minha inferioridade e joguei Perfil com Leo e Pedro.
Resultado: eles são melhores e mais unidos que nós. Mas nós somos extraordinariamente divertidos em nossas loucuras e piadas e discussões, exatamente por sermos absolutamente diferentes uns dos outros.
E eu não sei o que foi mais engraçado: eu engasgando com Coca-Cola e quase morrendo ou a foto que comprova como Twister é um jogo perigoso...
===
Você, que aparece na foto. Em consideração eu não colocarei a foto. Você me deve essa. =)
===
Valeu, pessoal. Eu adoro muito mesmo vocês!
Twister, War e vários cachorros-quentes depois, chegamos a conclusão que sim, ME é competitivo e sim, caju tem estratégias incompreensíveis pra maioria das pessoas comuns. Eu extraordinariamente entendi. Enfim, como a dupla com ME não deu certo e minhas idéias foram desprezadas, me recolhi à minha inferioridade e joguei Perfil com Leo e Pedro.
Resultado: eles são melhores e mais unidos que nós. Mas nós somos extraordinariamente divertidos em nossas loucuras e piadas e discussões, exatamente por sermos absolutamente diferentes uns dos outros.
E eu não sei o que foi mais engraçado: eu engasgando com Coca-Cola e quase morrendo ou a foto que comprova como Twister é um jogo perigoso...
===
Você, que aparece na foto. Em consideração eu não colocarei a foto. Você me deve essa. =)
===
Valeu, pessoal. Eu adoro muito mesmo vocês!
terça-feira, maio 22, 2007
Auto-estima em baixa?
Sugestão que sempre funciona: passar por dentro do prédio do BNDES, no centro da cidade.
A estrada dos tijolos amarelos: entrar pela passarela sobre a Av. Chile (que liga o BNDES à Petr*****) e sair na saída que leva à Praça Tiradentes (ou vice-versa).
O objeto: portas com sensores de movimento realmente sensíveis.
O procedimento: andar normalmente, ao lado das portas de vidro, a uma distância de 2m.
O motivo: distância grande o suficiente para ninguém achar que você vai entrar no BNDES e pequena o suficiente para você ser detectado pelos sensores e as portas se abrirem.
A sensação: Deus em visita à Terra sendo saudados pelos equipamentos eletrônicos, que imploram "por favor, entre".
Indescritível.
E pode ser bobo, mas impossível não sorrir. Se não melhorar sua auto-estima, ao menos te descontrai por 2min - o tempo que leva a passagem ao lado das 3 portas.
Sugestão que sempre funciona: passar por dentro do prédio do BNDES, no centro da cidade.
A estrada dos tijolos amarelos: entrar pela passarela sobre a Av. Chile (que liga o BNDES à Petr*****) e sair na saída que leva à Praça Tiradentes (ou vice-versa).
O objeto: portas com sensores de movimento realmente sensíveis.
O procedimento: andar normalmente, ao lado das portas de vidro, a uma distância de 2m.
O motivo: distância grande o suficiente para ninguém achar que você vai entrar no BNDES e pequena o suficiente para você ser detectado pelos sensores e as portas se abrirem.
A sensação: Deus em visita à Terra sendo saudados pelos equipamentos eletrônicos, que imploram "por favor, entre".
Indescritível.
E pode ser bobo, mas impossível não sorrir. Se não melhorar sua auto-estima, ao menos te descontrai por 2min - o tempo que leva a passagem ao lado das 3 portas.
sábado, maio 19, 2007
Velox rima com processo judicial.
Não sei porque, mas estou na minha fase judicante. Tudo eu quero resolver na justiça. Afinal, como disse pra um menino que eu não vou dizer onde trabalha porque estou proibida por determinação superior, minha carteira da OAB tem que ter outra utilidade além de valer como documento de identidade em todo o território nacional...
Então, depois de descobrir que a velocidade continua 2mb apesar de o técnico ter solicitado alteração para 600k, pretendo ver o que o Juizado Especial Cível faz por mim.
* * *
E ainda dizem que eu sou má...
* * *
Doente. Com febre. E com uma criatividade impressionante.
Inventei um novo conto. Que será dado de presente. Considerando-se, obviamente, que eu escreva.
E já estou com outro em mente. Esse já tem até título: "Midas".. E enredo. E dedicatória. Vamos ver se fica tão bom quanto promete.
Não sei porque, mas estou na minha fase judicante. Tudo eu quero resolver na justiça. Afinal, como disse pra um menino que eu não vou dizer onde trabalha porque estou proibida por determinação superior, minha carteira da OAB tem que ter outra utilidade além de valer como documento de identidade em todo o território nacional...
Então, depois de descobrir que a velocidade continua 2mb apesar de o técnico ter solicitado alteração para 600k, pretendo ver o que o Juizado Especial Cível faz por mim.
* * *
E ainda dizem que eu sou má...
* * *
Doente. Com febre. E com uma criatividade impressionante.
Inventei um novo conto. Que será dado de presente. Considerando-se, obviamente, que eu escreva.
E já estou com outro em mente. Esse já tem até título: "Midas".. E enredo. E dedicatória. Vamos ver se fica tão bom quanto promete.
sexta-feira, maio 18, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
Eu adoraria contar tudinho sobre a minha vida aqui no blog.
A idéia inicial era essa (sem fazer como o ME, que limita-se a isso.. rs), mas as coisas saíram de controle.
Não me restou nada além de escrever em código torcendo pra que vocês entendessem, ou então postar coisas sem importância torcendo pra que vocês não desistissem de mim. =)
* * *
Pra bom entendedor meia palavra basta.
* * *
Quem é que clica nos links que eu coloco aqui? Alguém? rs
* * *
Blog de ME está de volta. Por favor, dêem o ar de suas graças por lá, ou eu vou começar a comentar nos blogs de vocês completando o endereço de minha página com a página dele.. rs
Por que tanto interesse? Porque a foto dele tá engraçada, e eu preciso de alguém que me ajude a rir. Me disseram que eu sou má. Pode ser. Mas poderia ser pior. Muito pior, não é?
* * *
Já perceberam como as pessoas se sentem culpadas por não corresponderem às expectativas dos outros?
Ou vai ver sou só eu.
Bastou um comentário do caju pra eu falar sobre tudo, menos sobre fut**** e Petr*****. Impressionante. Eu sou manipulável! rs
A idéia inicial era essa (sem fazer como o ME, que limita-se a isso.. rs), mas as coisas saíram de controle.
Não me restou nada além de escrever em código torcendo pra que vocês entendessem, ou então postar coisas sem importância torcendo pra que vocês não desistissem de mim. =)
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Pra bom entendedor meia palavra basta.
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Quem é que clica nos links que eu coloco aqui? Alguém? rs
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Blog de ME está de volta. Por favor, dêem o ar de suas graças por lá, ou eu vou começar a comentar nos blogs de vocês completando o endereço de minha página com a página dele.. rs
Por que tanto interesse? Porque a foto dele tá engraçada, e eu preciso de alguém que me ajude a rir. Me disseram que eu sou má. Pode ser. Mas poderia ser pior. Muito pior, não é?
* * *
Já perceberam como as pessoas se sentem culpadas por não corresponderem às expectativas dos outros?
Ou vai ver sou só eu.
Bastou um comentário do caju pra eu falar sobre tudo, menos sobre fut**** e Petr*****. Impressionante. Eu sou manipulável! rs
quarta-feira, maio 16, 2007
Ora ora ora...
Ainda presa à restrição expressa no post anterior (viu, Leo, como eu levo em consideração o que você fala mesmo sabendo que você não entra aqui?), descubro que nada tenho para falar.
Vida vazia, não acham?
Qualquer coisa que eu falar irá trair o segredo de alguém. Isso me torna uma pessoa confiável, ao mesmo tempo que limita meus horizontes e comprova que os seres humanos andam tendo mais problemas do que costumavam.
Explico-me. Eu falo com as pessoas tanto quanto antes. Elas me contam coisas tanto quanto antes. Mas agora o número de segredos supera o número de informações comuns e divulgáveis. Se elas têm mais segredos, elas têm mais problemas.
O mundo realmente está se tornando um lugar muito mal frequentado...
* * *
Reticências à parte.
Quando publicaremos o livro de vocês?
* * *
ME ressucitou o blog. Vai ver é por isso que anda um tempo tão estranho no Rio. Ou então o tempo é justificado pela minha entrada no blog dele.
Aliás, ME, muda aquela fotinha, muda. Você não tem mais 17 aninhos...
Ainda presa à restrição expressa no post anterior (viu, Leo, como eu levo em consideração o que você fala mesmo sabendo que você não entra aqui?), descubro que nada tenho para falar.
Vida vazia, não acham?
Qualquer coisa que eu falar irá trair o segredo de alguém. Isso me torna uma pessoa confiável, ao mesmo tempo que limita meus horizontes e comprova que os seres humanos andam tendo mais problemas do que costumavam.
Explico-me. Eu falo com as pessoas tanto quanto antes. Elas me contam coisas tanto quanto antes. Mas agora o número de segredos supera o número de informações comuns e divulgáveis. Se elas têm mais segredos, elas têm mais problemas.
O mundo realmente está se tornando um lugar muito mal frequentado...
* * *
Reticências à parte.
Quando publicaremos o livro de vocês?
* * *
ME ressucitou o blog. Vai ver é por isso que anda um tempo tão estranho no Rio. Ou então o tempo é justificado pela minha entrada no blog dele.
Aliás, ME, muda aquela fotinha, muda. Você não tem mais 17 aninhos...
sábado, maio 12, 2007
Está aberto o espaço de reclamações.
12/5/2007 17:54:44 Marcelo Ed. "tá na hora de atualizar o blog não?"
Atualizo.
E aproveito para explicar a ausência.
Pra variar um pouquinho, estou imobilizada do cotovelo esquerdo até a planta da mão. Resultado prático: não dá pra ficar digitando sem catamilhar. Catamilhar demora horrores. Eu sou prolixa. Conclusão óbvia: melhor não escrever que demorar horrores pra catamilhar por ser prolixa e não poder usar a mão esquerda.
Mas... depois que o nobre Marcelo Eduardo, muito sabiamente, mostrou o vídeo de treinamento (que eu intimamente chamo vídeo-ameaça-para-que-não-o-questionem), não pude me recusar a atender esse pedido.
Atualizo, então, com a seguinte restrição:
8/5/2007 21:51:49 Leonardo "Teu blog tá só Petrobras e futebol... q coisa feia!"
Nada da Petrobras, nada de futebol. Falemos do tempo!
É outono no Rio. E é primavera no hemisfério norte, o que deixa Paris absurdamente mais aprazível. Enquanto o Cristo Redentor, braços eternamente abertos, sauda quem chega, a Torre Eiffel perfura o céu parisiense.
"Faça do céu o lugar mais belo da terra", diria a Air France (com sotaque fancês, por favor).
Mas o lugar mais belo da terra é onde eu fico, quentinha, nesse outono do Rio. Ou em Paris, em pensamento e coração, pelo menos até as 6h da manhã de amanhã.
12/5/2007 17:54:44 Marcelo Ed. "tá na hora de atualizar o blog não?"
Atualizo.
E aproveito para explicar a ausência.
Pra variar um pouquinho, estou imobilizada do cotovelo esquerdo até a planta da mão. Resultado prático: não dá pra ficar digitando sem catamilhar. Catamilhar demora horrores. Eu sou prolixa. Conclusão óbvia: melhor não escrever que demorar horrores pra catamilhar por ser prolixa e não poder usar a mão esquerda.
Mas... depois que o nobre Marcelo Eduardo, muito sabiamente, mostrou o vídeo de treinamento (que eu intimamente chamo vídeo-ameaça-para-que-não-o-questionem), não pude me recusar a atender esse pedido.
Atualizo, então, com a seguinte restrição:
8/5/2007 21:51:49 Leonardo "Teu blog tá só Petrobras e futebol... q coisa feia!"
Nada da Petrobras, nada de futebol. Falemos do tempo!
É outono no Rio. E é primavera no hemisfério norte, o que deixa Paris absurdamente mais aprazível. Enquanto o Cristo Redentor, braços eternamente abertos, sauda quem chega, a Torre Eiffel perfura o céu parisiense.
"Faça do céu o lugar mais belo da terra", diria a Air France (com sotaque fancês, por favor).
Mas o lugar mais belo da terra é onde eu fico, quentinha, nesse outono do Rio. Ou em Paris, em pensamento e coração, pelo menos até as 6h da manhã de amanhã.
segunda-feira, maio 07, 2007
domingo, maio 06, 2007
Eu deveria ter guardado o centésimo pra algo mais emocionante.
Mas flamenguista se acostumou a ser desconfiado. Apaixonado, desesperado, e desconfiado. Prefiri agir de forma indiferente, como se não tivesse uma final prestes a acontecer, como se eu não tivesse passado a semana inteira ouvindo provocações variadas de variadas torcidas - a tal torcida arco-íris - e como se eu realmente não me importasse com a aposta sugerida por um botafoguense.
Foram horas de sofrimento necessário. Porque aparentemente não tem graça ganhar com facilidade, não tem graça defender todas as bolas, não tem graça converter todos os chutes a gol, não tem graça um único escanteio. Há a necessidade de 4 escanteios seguidos, em uma mesma jogada, nenhum deles resultando em gol. Há a necessidade de errar passes, há a necessidade de cobrar lateral de uma maneira inexplicável, há a necessidade de expor o goleiro para que ele se estique ao máximo, há a necessidade de não marcar, de abrir espaço pro outro time crescer, e há a necessidade de admirar a bola passando em direção a rede.
Porque a torcida rubro-negra gosta de sofrer e sair depois de cabeça erguida. Porque ver um primeiro tempo imprensado no sofá, angustiado, compensa o 2o tempo corrido. Porque ver o Flamengo marcar um gol e assistir o desempate em menos de 8 minutos vale pelo gol do empate. Porque ver a bola entrar pelo lado esquerdo do Bruno vale esperar o cartão vermelho levantado para Dodô - abusado e sem respeito pelo manto sagrado. E porque ver o Bruno deixar entrar duas cobranças de penalti vale pela comemoraçao do placar final - graças ao Max.
Afinal, como bem lembrou o Leandro, "ele me mata, me maltrata, me arrebata de emoção o coração". E a torcida rubro-negra precisava sofrer, morrer, angustiar-se e ficar em silêncio - um silêncio ouvido da varanda do apartamento na Tijuca - para finalmente explodir em gritos. Gritos que fizeram os brasilienses, os nordestinos, os japoneses se apaixonarem pelo Flamengo. Gritos que me lembram a todo momento porque eu sou flamenguista. E porque o João estava certo quando disse o "Meça suas palavras..." no último jogo...
E esse domingo, ainda que eu não tenha ido ao Maracanã ver o time que sou fã jogar, a emoção ultrapassou os muros do estádio e veio pelo ar, invadindo a sala, enquanto diminuíamos o volume da tv para ouvir o "Meeeengoooo" ser entoado como um mantra antes, durante e depois do jogo.
Eu também teria um desgosto profundo...
Mas flamenguista se acostumou a ser desconfiado. Apaixonado, desesperado, e desconfiado. Prefiri agir de forma indiferente, como se não tivesse uma final prestes a acontecer, como se eu não tivesse passado a semana inteira ouvindo provocações variadas de variadas torcidas - a tal torcida arco-íris - e como se eu realmente não me importasse com a aposta sugerida por um botafoguense.
Foram horas de sofrimento necessário. Porque aparentemente não tem graça ganhar com facilidade, não tem graça defender todas as bolas, não tem graça converter todos os chutes a gol, não tem graça um único escanteio. Há a necessidade de 4 escanteios seguidos, em uma mesma jogada, nenhum deles resultando em gol. Há a necessidade de errar passes, há a necessidade de cobrar lateral de uma maneira inexplicável, há a necessidade de expor o goleiro para que ele se estique ao máximo, há a necessidade de não marcar, de abrir espaço pro outro time crescer, e há a necessidade de admirar a bola passando em direção a rede.
Porque a torcida rubro-negra gosta de sofrer e sair depois de cabeça erguida. Porque ver um primeiro tempo imprensado no sofá, angustiado, compensa o 2o tempo corrido. Porque ver o Flamengo marcar um gol e assistir o desempate em menos de 8 minutos vale pelo gol do empate. Porque ver a bola entrar pelo lado esquerdo do Bruno vale esperar o cartão vermelho levantado para Dodô - abusado e sem respeito pelo manto sagrado. E porque ver o Bruno deixar entrar duas cobranças de penalti vale pela comemoraçao do placar final - graças ao Max.
Afinal, como bem lembrou o Leandro, "ele me mata, me maltrata, me arrebata de emoção o coração". E a torcida rubro-negra precisava sofrer, morrer, angustiar-se e ficar em silêncio - um silêncio ouvido da varanda do apartamento na Tijuca - para finalmente explodir em gritos. Gritos que fizeram os brasilienses, os nordestinos, os japoneses se apaixonarem pelo Flamengo. Gritos que me lembram a todo momento porque eu sou flamenguista. E porque o João estava certo quando disse o "Meça suas palavras..." no último jogo...
E esse domingo, ainda que eu não tenha ido ao Maracanã ver o time que sou fã jogar, a emoção ultrapassou os muros do estádio e veio pelo ar, invadindo a sala, enquanto diminuíamos o volume da tv para ouvir o "Meeeengoooo" ser entoado como um mantra antes, durante e depois do jogo.
Eu também teria um desgosto profundo...
quinta-feira, maio 03, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
As pessoas vão pisar na bola com você pelos motivos mais estranhos do mundo. Vão alegar outras ocupações mais urgentes, esquecimento, falta de tempo, qualquer coisa. Tudo vira motivo. Até o empate do Botafogo é motivo pra pisarem na bola.
Não desista. Ainda há esperança. Em algum lugar do planeta existe alguém que não costuma esquecer os compromissos, que avisa quando muda de planos, que não arruma desculpas pra ter errado.
Pense nessa única pessoa, e planeje sua vida pra ser da mesma maneira. Porque no fundo até você já culpou o Flamengo, a chuva, a Telemar, os Correios... e jogar a responsabilidade é tão legal quannto ser esquecido depois de ter ouvido que isso jamais aconteceria.
Não desista. Ainda há esperança. Em algum lugar do planeta existe alguém que não costuma esquecer os compromissos, que avisa quando muda de planos, que não arruma desculpas pra ter errado.
Pense nessa única pessoa, e planeje sua vida pra ser da mesma maneira. Porque no fundo até você já culpou o Flamengo, a chuva, a Telemar, os Correios... e jogar a responsabilidade é tão legal quannto ser esquecido depois de ter ouvido que isso jamais aconteceria.
segunda-feira, abril 30, 2007
Mas e o jogo, hein? Que que foi aquilo, minha gente...

Depois de um silêncio quase sepulcral, quebrado timidamente pela Raça que se esforçava por manter alto o moral da torcida, aquele penalti surgiu como um raio de esperança.
Não importava se o juiz ainda não tinha dito se seria penalti ou não, não importava se ele iria expulsar o goleiro ou não, não importava nada. O lance, o drible interrompido por um goleiro estúpido sem noção de conseqüência foi o suficiente para que o Maracanã incendiasse aos gritos de "Meeeeeeeeeeeengooooooooooooooooo!"
E eu, que minutos antes questionei o Flamengo e ouvi um "meça suas palavras" muito bem dito pelo João (jovem João muito sábio futebolisticamente falando), não precisei de mais nada para sentir o coração explodir, as pernas ficarem bambas e o grito de alívio, raiva, frustração e rancor vir à garganta.
Porque domingo eu fui ao Maracanã e torci pro time que sou fã.
Não levei foguetes nem bandeiras, e por pouco ele não perdeu o campeonato ainda no primeiro jogo, entregue de bandeja pra um time que passou boa parte dos 90min caindo no chão sabe-se lá porquê.
O meu time pode não ter botado pra ferver, ou ter preferido fazer isso só após 15min do segundo tempo, mas o Maracanã em peso gritou o nome dele, enquanto a torcida botafoguense, coitada, ia diminuindo, diminuindo, diminuindo até sumir...
Pouco importa o empate. O Flamengo do 2o tempo foi o Flamengo, e eu fui ao Maracanã pra ver isso. Ver o MEU time jogar. =)
Depois de um silêncio quase sepulcral, quebrado timidamente pela Raça que se esforçava por manter alto o moral da torcida, aquele penalti surgiu como um raio de esperança.
Não importava se o juiz ainda não tinha dito se seria penalti ou não, não importava se ele iria expulsar o goleiro ou não, não importava nada. O lance, o drible interrompido por um goleiro estúpido sem noção de conseqüência foi o suficiente para que o Maracanã incendiasse aos gritos de "Meeeeeeeeeeeengooooooooooooooooo!"
E eu, que minutos antes questionei o Flamengo e ouvi um "meça suas palavras" muito bem dito pelo João (jovem João muito sábio futebolisticamente falando), não precisei de mais nada para sentir o coração explodir, as pernas ficarem bambas e o grito de alívio, raiva, frustração e rancor vir à garganta.
Porque domingo eu fui ao Maracanã e torci pro time que sou fã.
Não levei foguetes nem bandeiras, e por pouco ele não perdeu o campeonato ainda no primeiro jogo, entregue de bandeja pra um time que passou boa parte dos 90min caindo no chão sabe-se lá porquê.
O meu time pode não ter botado pra ferver, ou ter preferido fazer isso só após 15min do segundo tempo, mas o Maracanã em peso gritou o nome dele, enquanto a torcida botafoguense, coitada, ia diminuindo, diminuindo, diminuindo até sumir...
Pouco importa o empate. O Flamengo do 2o tempo foi o Flamengo, e eu fui ao Maracanã pra ver isso. Ver o MEU time jogar. =)
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quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
Não verifiquei se isso existe, mas que é o máximo, isso é. Fiquei até emocionada!
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Processo Número: 0737/05
Quem pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Lojas Insinuante Ltda, Siemens Indústria Eletrônica S.A e
Starcell
Ementa:
UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.
Sentença:
Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza! Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha! Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens..... Não é coisa de segunda-mão, não! Consertado, dias depois não prestou mais... Não se faz mais conserto como antigamente! Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito. Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão. Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de "placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador". Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto.... Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da "incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível - Necessidade de prova técnica." Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor? Disse mais a Siemens: "o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto". Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso. O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo! A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de "legitimatio ad causam", também por motivo do "vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias" e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então "allegatio et non probatio quasi non allegatio". E agora seu Gregório? Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto! Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: "leve dois e pague um!" Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo! Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou! Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o
aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar! Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor. Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia! Por fm, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada. À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça! A Secretaria vai mandar uma cópia para todos. Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça. Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar. Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo! Por
último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu "extra petita", quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar. No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.
Conceição do Coité, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito
----------------------------
Processo Número: 0737/05
Quem pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Lojas Insinuante Ltda, Siemens Indústria Eletrônica S.A e
Starcell
Ementa:
UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.
Sentença:
Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza! Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha! Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens..... Não é coisa de segunda-mão, não! Consertado, dias depois não prestou mais... Não se faz mais conserto como antigamente! Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito. Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão. Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de "placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador". Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto.... Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da "incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível - Necessidade de prova técnica." Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor? Disse mais a Siemens: "o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto". Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso. O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo! A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de "legitimatio ad causam", também por motivo do "vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias" e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então "allegatio et non probatio quasi non allegatio". E agora seu Gregório? Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto! Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: "leve dois e pague um!" Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo! Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou! Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o
aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar! Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor. Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia! Por fm, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada. À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça! A Secretaria vai mandar uma cópia para todos. Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça. Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar. Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo! Por
último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu "extra petita", quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar. No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.
Conceição do Coité, 21 de setembro de 2005
Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito
A semana começou tão bizarramente que não sei se narro primeiro minhas peripécias domingueiras tentando ver Red Bull Air Race (sim, eu estava dentre o 1 milhão de loucos que assistiu os velhinhos voando a 300km/h) ou se começo pelas bizarrices de hoje.
Começarei por hoje, ao menos por enquanto.
Meus nobres colegas causídicos (hahaha), visitem este site. Impressionante como tem gente fazendo besteira. Aqui sim vocês podem procurar motivos para dizer que tem gente comprando gabarito de prova pra juiz, porque eu ainda acho que a história do galo é perfeitamente plausível...
Por enquanto é isso. Divirtam-se.
Começarei por hoje, ao menos por enquanto.
Meus nobres colegas causídicos (hahaha), visitem este site. Impressionante como tem gente fazendo besteira. Aqui sim vocês podem procurar motivos para dizer que tem gente comprando gabarito de prova pra juiz, porque eu ainda acho que a história do galo é perfeitamente plausível...
Por enquanto é isso. Divirtam-se.
quinta-feira, abril 19, 2007
"O gigante colocou o menininho em cima da última árvore ainda sem folhas e sem flores, e a primavera chegou. O coração do gigante, derretido, aproveitava as pequenas alegrias que o muro por tanto tempo o impedira de ver, e de sentir."
E foi mais ou menos assim que eu me senti no Maracanã. Impressionante como um enorme círculo de concreto armado, ferro e plástico adquire vida e torna-se menos amedrontrador visto por dentro, ao som dos gritos de euforia e das músicas que só a torcida flamenguista tem.
Cantar o hino junto com milhares de pessoas, no Maracanã, enquanto o time entrava em campo, entra pra minha lista de desejos a repetir.
E foi mais ou menos assim que eu me senti no Maracanã. Impressionante como um enorme círculo de concreto armado, ferro e plástico adquire vida e torna-se menos amedrontrador visto por dentro, ao som dos gritos de euforia e das músicas que só a torcida flamenguista tem.
Cantar o hino junto com milhares de pessoas, no Maracanã, enquanto o time entrava em campo, entra pra minha lista de desejos a repetir.
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