sábado, setembro 01, 2007

Como esquecer um grande amor

- Brigue com o seu grande amor com frequência, caso ele ainda esteja próximo.
- Arrume um novo amor.
- Diga para esse novo amor que o ama e que faz tudo por ele.
- Faça com o seu novo amor tudo que você nunca fez com o antigo.
- Deixe bem claro para o antigo amor que o novo é melhor, mais importante e mais bonito.
- De preferência, mostre para o antigo amor tudo que você faz com o novo.
- Peça conselhos ao antigo amor e demonstre que realmente quer que dê certo com o novo.
- Chore pelo seu novo amor com o antigo.
- Cuide bem do novo amor, paparique-o, mime-o, declare-se, para que ele te ame cada vez mais e você se sinta cada vez mais responsável por não partir seu coração.
- Entregue o seu próprio coração nas mãos do novo, tendo o antigo como testemunha.

Faça tudo isso e, com certeza, você não só esquecerá o antigo amor como é bem provável que ele saia da sua vida mais rapidamente do que você conseguiria sozinho.

E torça para que seu antigo amor seja do tipo que se afasta quando percebe estar sobrando, mesmo que você fale o contrário.

Com alguma sorte, você vai perceber que o antigo amor nunca existiu, foi imaginação sua. Mas não espere se divertir muito neste processo. Você pode sofrer muito.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Epitáfio



Do meu jeito estranho, digo que vou sentir sua falta, menino!
Sejam seus caminhos amplos e seus jardins bem projetados, como a cidade para onde você vai. =)

terça-feira, agosto 28, 2007

Insólito demais pra ser verdade.

Cheguei cedo na Petrobras, fui pro jardim tomar café com João, o estagiário louco. Conversamos até quase 8h30. Poucas pessoas tinham chegado. Uma 3a feira com cara de 6a, mas eu jurava que já era 4a.Passei a manhã toda chamando pessoas para irem hoje a um jogo que só acontecerá amanhã.

13h, resolvo tirar minha hora de almoço. Onde? Na fila do Maraca. Pagando meia. A minha meia e as inteiras de muitas outras pessoas. Eu, Leandro e João, o estagiário maluco.
Volto para a Petrobras quase 15h. Uma hora a menos no meu banco de horas, um ingresso a mais na bolsa e planos audaciosos para amanhã (qual roupa, qual calçado, que horas, quem, onde). Amanhã terei plantão. Ou hoje, segundo meu calendário pessoal e enlouquecido...

E então, em um bota-fora particularíssimo (VIPs only), eu e Pedro passamos o resto da tarde trocando telefonemas. O objetivo era saber se afinal de contas o centro da cidade recepcionaria ambos ou não.

A chuva tentou, a chuva se esforçou, mas a chuva não conseguiu.
Depois de ir até o Edita (o Torre Almirante) pegar "V de Vingança" (a graphic novel, não o filme), combinamos de ir até o McDonald's da São José esperar a chuva passar e o trânsito melhorar.

Eu peço um BigMac pra não perder o hábito e nos sentamos para conversar. Papo vai, papo vem, falamos sobre Anatel, Petrobras, lei 8666/93, e eu analiso meu presente de aniversário atrasado (o que vale é a intenção, oras!), a ser lido brevemente (Pantaleão e as visitadoras, quando percebo uma sombra se esgueirando rapidamente pelo chão.
Não era uma sombra. Era um rato. Um rato enorme. Gigantsco. Cerca de 20cm de velocidade, sem contar a cauda.
Pessoas levantam-se assustadas, mulheres dão gritinhos, um trabalhador-braçal-mão-de-obra-escrava do McDonald's olha com ar incrédulo. O gerente chega e começa a chutar os móveis, na esperança que o rato saísse de seu esconderijo e pulasse nas pernas desavisadas que continuavam subindo as escadas tranquilamente.
"Mas peraí! Ele quer MESMO tirar o rato do esconderijo dele AGORA?"
Eu não sei o que ele queria. Sei que ouvimos guinchos do pobre animal acuado, e nem eu, nem Pedro, quisemos esperar pelo desfecho. Praticamente escorreguei escada abaixo (já imaginando o rato atrás de mim, fugindo dos bicos do gerente) até chegar na rua.

As ruas molhadas, enlameadas, sujas e escuras do centro do Rio de Janeiro nunca me pareceram tão amistosas. Ao menos nelas eu teria pra onde correr. Ou poderia dar um bico eu mesma no bicho. Isso se ele se atrevesse a correr na minha direção.

Fracos, T. Fracos...
Não eu. Todos os outros.


Impressionante. Bem dizem que pessoas desesperadas praticam gestos desesperados...
Isso aí foi em El Salvador, numa prisão de segurança máxima. O autor? Um membro de uma das gangues mais violentas do país.

Enquanto isso, no Brasil...



Tirem suas próprias conclusões. Eu já nem sei mais o que dizer...


Inscrições abertas, consulta popular realizada e o texto escolhido para concorrer foi..... "O quarto", meu texto semi-mórbido, estranho, confuso e embolado (assim como eu), mas misteriosamente cativante (assim como eu também!).

Vai entender. Meu eu-lírico é deprimido e as pessoas gostam... =)

Adoraria publicá-lo aqui para relembrar os esquecidos de plantão (aquele, do cara numa noite de tempestade, tentando fechar a janela do quarto dele e lembrando do passado triste personificado por um quarto abandonado em sua casa no qual ele nunca mais entrou, lembram?), mas o regulamento diz que eu não posso fazer isso.
E eu mandei por e-mail para todos vocês! (menos você, John.. sorry.. rs)

Relapsos! Deletaram meu texto mais perfeito.. humpf.

domingo, agosto 26, 2007

Lendo e contando (lista iniciada em 07/08/2007)

- As crônicas de Arthur - vol. 1 - O rei do inverno - Bernard Cornwell
- As crônicas de Arthur - vol. 2 - O inimigo de Deus - Bernard Cornwell
- As crônicas de Arthur - vol. 3 - Excalibur - Bernard Cornwell

- O feitiço da Ilha do Pavão - João Ubaldo Ribeiro

- Clube dos Anjos (GULA) - Luiz Fernando Veríssimo

- Amêndoa - Nedjma

- Harry Potter and the Deathly Hollows - J.K. Rowling

- Divã - Martha Medeiros

- Pantaleão e as visitadoras - Mario Vargas Llosa

- Dune - Frank Herbert

- The importance of being earnest and other plays - Oscar Wilde

- A menina que roubava livros - Markus Zusak

- A grande arte - Rubem Fonseca

- Batman - the dark knight returns - Frank Miller

- Crime e castigo - Dostoievsky

- O universo numa casca de noz - Stephen Hawking

- Fundação (Trilogia) - Isaac Asimov

- Dune Messiah - Frank Herbert

- The ultimate hitchhiker's guide to the galaxy - Douglas Adams

- Musashi (volumes I e II) - Eiji Yoshikawa

- Batman - year one - Frank Miller



- Pride and Prejudice - Jane Austen

sexta-feira, agosto 24, 2007

As pessoas gastam o verbo amar, utilizam-no indiscriminadamente, e depois reclamam que não o ouvem da forma que gostariam, no dia que gostariam, da pessoa que gostariam.

Dizem "eu te amo" como quem diz "bom dia", confundindo seu significado e banalizando a sensação.

Não despreze o frio na barriga do primeiro "eu te amo"! Você vai reparar que, depois de muitos anos falando isso todo dia, em toda situação, o frio na barriga vai passar e o amor vai ser apenas parte do protocolo.

Fuja do protocolo! Fuja do beijo protocolar, do "eu te amo" protocolar, do sexo protocolar. Poucas coisas podem ser tão ruins quanto fazer qualquer dessas aí por obrigação, porque se espera isso, porque uma boa namorada o faz.

Resolvi que não vou apagar nada. Ou vou arrancar folhas, ou vou rabiscar.
Borracha é para os fracos.

Fracos, T. Fracos.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Há uma linha muito tênue entre vontade e obsessão.

Vontade você consegue controlar, mesmo que dê aquele peso no estômago e a sensação física de que ele só vai passar quando eu fizer o que quero. Isso é vontade.

Obsessão não. Obsessão é quase incontrolável. Você percebe depois que já fez, depois que falou, depois que enviou, depois que sorriu.

Eu não tenho obsessões, tenho vontades. Ainda que muitas pessoas consigam confundir minhas vontades fortes e profundas com obsessões de nível leve.
Eu me controlo. Então são só vontades, oras!

quarta-feira, agosto 22, 2007

sexta-feira, agosto 17, 2007

Eu sou uma pessoa bastante realista. Ou ao menos fiquei assim não sei exatamente quando.

Por ser absolutamente realista eu sei que:

- casamentos podem ou não durar para sempre
- ninguém é feliz o dia todo todo dia
- a felicidade eterna está muito longe, e é absolutamente implausível por enquanto, independentemente de sua religião e sua crença
- o Brasil não é o melhor lugar do mundo para viver, mas eu não pretendo sair daqui e procurar outro melhor
- livros são algo realmente viciante, mas ficar acordada até de madrugada lendo não necessariamente é a melhor alternativa
- se você tem um amigo, grude nele; ele pode querer ir embora e se você não falar nada será tarde demais
- alma gêmea está perdida por aí, mas existem muitos companheiros de jornada que eu ficarei feliz em encontrar e tenho tempo para encontrar a alma gêmea
- o Flamengo não tem a mínima chance de se classificar pra Libertadores, porque ele está em 18o e o alinhamento dos astros tem que ser muito, mas muito propício por todas as rodadas que ainda faltam...

Saudações rubro-negras satisfeitas com o resultado, mas realistas o suficiente para não se iludir com um 1x0 em um jogo sofrível...

Fla x Bota, aí vamos nós! E nesse eu vou. =)

sexta-feira, agosto 10, 2007

Falemos, então, do Flamengo.
Aparentemente deixou de ser tema-tabu, já que o povo clama pelo post (ou pela chance de poder sacanear quando eu publicar o post).

* * *

Saindo do futebol e indo para corridas de carro.
Não sei se isso demonstra a desesperança do próprio Flamengo com o 11-de-cada-lado, fato corroborado pela aparente adesão da torcida à nova modalidade esportiva, ou se isso comprova que Flamengo é Flamengo em campo, na quadra, na piscina e na pista.

Eu voto pela última opção, mas vocês podem dizer o que pensam...

(Mas é realmente inacreditável... Tem até o BR da PETROBRAS! Eu me pergunto se a gente autorizou o uso da marca nesse carro... rs)

quinta-feira, julho 26, 2007

Eu pensei em várias novidades, mas esqueci a maior parte delas. Vou aos poucos, então, para ver se dá certo. Devagar e sempre, como diria Jack ao estripar suas vítimas cuidadosamente...

Tema 01 (quando Jack despe e limpa a vítima para que os cortes sejam precisos)
Pedro de volta, os catataus (dos quais eu sou membro honorário) reunidos, faltando somente a presença de ME, o nobre holandês em Pernambuco.
Todos na Devassa, conversando. Pedro contando histórias brasilienses, acompanhado de meu fiel escudeiro, também portador de histórias brasilienses.
Deve ser terrível morar em um lugar onde você é assaltado em plena luz do dia e tem que correr pra não perder - além da camera fotográfica - também a carteira...

Tema 02 (quando Jack verifica o instrumental)
Em breve, abrirei meu consultório para conselhos sentimentais. Porque vocês sabem, eu com esta bagagem de vida impressionante tenho muito pra ajudar os sofredores. E mesmo que não tenha, eles me procuram mesmo assim! Pelo menos vamos ganhar algo com isso!
Calma, eu quis dizer a fama... Sou uma boa amiga, meus ouvidos saem de graça. =)

Tema 03 (quando Jack inicia o corte do tórax até o abdome, expondo o externo e as costelas)
Oras! Depois de um jejum de não sei quantos jogos, o Flamengo acha que pode respirar aliviado??? Só porque achou um saco plástico com um restinho de ar perdido a 20 mil léguas de profundidade??? Façam-me o favor. Só falta agora querer dizer que é o melhor time do país.
Peraí. Disseram!
(Eu sou flamenguista, não sou imbecil.)

Tema 04 (quando Jack afasta as costelas e o esterno para acessar pulmões e coração)
Este trabalho desgastante, cansativo e maravilhoso!
E pensar que eu não me imaginava capaz dele.
Banca de prova? Qual? Pra quê?

Tema 05 (quando Jack descobre que só consegue estripar pessoas porque seu carisma é maior que seu total desconhecimento de anatomia humana)
Vou parar com essas analogias mórbidas. Nãoe screvi nem 05 linhas sobre Jack e o pobre João já deve estar vomitando...

Tema 06 (quando Jack descobre que a vítima ainda estava viva)
- Meu filho, você tá onde?
- Vim com uma amiga pegar o computador dela pra ela não vir sozinha.
- Tá, e quem vai tomar conta de você?
- Ué, e precisa?
- Precisa!
- Tá, fala aqui com ela.
(passa o telefone pra menina)
- Oi!
- Oi! Você tá com a minha criança? Tá tomando conta dele?
- Tô.
- Vocês vão demorar?
- Não, já estamos indo.
- Tá bom. Toma conta do meu bebê, hein!
- Pode deixar...
(desliga o telefone)
- Ahhhhh bebêeee!!!!!

segunda-feira, julho 23, 2007

Não adianta.
Definitivamente, algumas coisas nunca mudam. Algumas pessoas também não. Outras (coisas e pessoas) insistem sempre nos mesmos erros, nas mesmas atitudes. Tudo bem, é um direito que elas têm. E um direito que eu tenho também de ignorar, me irritar e apagá-las de vez do meu campo de visão. A partir de hoje, eu só visito pessoas (e coisas) que me fizerem a gentileza de também serem gentis comigo. Ameaça velada ainda é ameaça, reclamação escondida ainda é reclamação, dor utilizada como arma ainda machuca (nos dois).

Enfim, bota-dentro do Pedro chegando, isso quer dizer que eu lerei "Ulisses" (na versão aclamada de Bernardina qualquer coisa). Depois que acabar de ler o livro sobre redes e protocolos (Sarita tá virando nerd! ah essas influências negativas... rs).

Mas eu um dia ainda descubro porque no final sempre tenho que pedir a um amigo pra consertar o computador. E porque quase nunca dá certo. Vou tentar formalizar esta relação com um instrumento contratual, com previsão de garantia e substituição de peças ou refazimento do trabalho. Tá na minuta contratual padrão, versão de julho de 2007. Por que eu não adotaria? rs

E o Flamengo, hein? Sem comentários...

quarta-feira, julho 18, 2007

Como diria Jack (o estripador), vamos por partes.

Doação de sangue no EDISE.
Cadastro-me, como pessoa solidária (e com bom peso, sem doenças contagiosas, alimentada e saudável) que sou. Agendo para 11h30.

Uma fila descomunal.
Responde pergunta, preeche questionário, bebe água, bebe suco ("os dois, por favor"), entra na fila, encontra advogado, conversa, volta pra fila, reconhece engenheiro ("será mesmo?"), mede pressão, volta pra fila, vai no banheiro, fala com engenheiro ("e não é que é ele?"), fura dedo, pega papel, volta pra fila, deita na cadeira, estende o bracinho ("você já doou sangue alguma vez?"), olha a agulha beeeeem de perto. Pausa. A agulha. Enorme. Grossa. Dura. Pontiaguda. Ela entra no braço devagarinho, rompendo e afastando células, até perfurar a artéria (ou veia, sei lá). O braço todo arde e eu acompanho cada milésimo de segundo de ardência com uma sensação estranhamente agradável, que aumenta com a iminência de mexer a agulha e rasgar musculatura, veia, artéria, tudo. "Agora fica abrindo e fechando a mão". Fim da pausa. Abre mão, fecha mão, conversa, ri... etc etc etc.

Vale-lanche recebido, ingresso promocional para o Pan recebido, esparadrapo gigante colado no braço com uma gaze inteira dobrada sob ele.

Subo para minha baia exibindo a bolsa cheia de biscoitos, balas e coisinhas gostosas (e doces) e os dois ingressos. Que eu nem sabia que ia receber.

Porque ajudar faz bem! =D

* * *

Doação deste sangue negro e viscoso. A cada três meses. No posto mais perto de você. E sem efeitos colaterais - deve ser culpa do GLP... rs

quinta-feira, julho 12, 2007

Mercadores de segredos

Existem muitos por aí. Pessoas que contam os seus próprios e pedem outro em troca. Como se segredo exigisse reciprocidade.
Eu cansei de contar segredos meus pros meus amigos. E raríssimas vezes eles me retribuíam com um segredo.
Morri por causa disso? Não. Me senti menos confiável? Talvez. Exigi reparações, confiança extrema e absoluta, confissões assinadas? Não que eu me lembre.

Porque tem coisas que você não conta pra ninguém, nem pra si mesmo. Contar um segredo é torná-lo real, palpável e oponível "erga omnes". Contar um segredo é atestar fisicamente sua existência. Contar um segredo é assumir pra si mesmo que aquele pensamento existe, que aquele fato aconteceu. Contar um segredo é criar um ser com vida própria e independente, que poderá voltar-se contra você.

E aí, meus caros, nada mais poderá ser feito.

Mercadores de segredo não confiam no interlocutor. Não confiam em seus próprios segredos. E não confiam em si mesmos. Por isso precisam de algo em troca. Algo que impeça-os de revelar o que sabem, algo que impeça a outra pessoa de revelar o que sabe, algo que possam usar como moeda de barganha futuramente. "Se você contar o meu, eu conto o seu..."

quarta-feira, julho 11, 2007

Então estou eu no meu blog, tranquilamente lendo os comentários aos meus post, quando me deparo com alguém desconhecido. Tudo bem, desconhecidos podem ler meu blog e publicar comentários.
O tal desconhecido tem um blog sobre o Fla***** (ainda sujeita à restrição de tema, não posso colocar o nome todo), onde vários seres (humanos ou não, ainda não descobri) postam.

Visito o blog, leio posts antigos, passo uma tarde divertidíssima acompanhando tristeza compartilhada por rubro-negros fanáticos, apaixonados ou simplesmente simpatizantes (se bem que eu acho não poder alguém apenas "simpatizar" com o Fla*****; seria o mesmo que o coração bater pela metade: ou ele bate, ou não bate!).

Leio o perfil dos participantes. Engenheiros. De petróleo.
A ligação é imediata. Será? Não é possível, seria coincidência demais!
Procuro. Sim, é verdade.

Porque não é só nas minhas veias que corre sangue rubro-negro. E a PetroFla vai bombar, ao que parece...

* * *

Nota de rodapé: o que leva alguém a ter cara de pau suficiente para tirar a foto corporativa, do crachá, com uma camisa do Mengão?

terça-feira, julho 10, 2007

Só para rubro-negros e/ou amantes de futebol em geral. Perdoem-me aqueles que dizem que meu blog só tem Petrobras e futebol. Em minhas veias aparentemente corre sangue viscoso, sim, mas rubro-negro, não apenas negro.

* * *

Ney Franco - explorando os limites da paciência humana

Deve ser dura, muito dura, a vida dos cada vez mais raros defensores do polêmico técnico ipatinguense do Flamengo. Mesmo pros mais teimosos fãs do enigmático retranqueiro já não está sendo possível manter a antiga pose. Pois ninguém agüenta mais escutar os únicos argumentos dessa turma às críticas pela pífia campanha que o Flamengo vem fazendo no Brasileiro: a Copa do Brasil 2006 (cujos créditos devem ser divididos com Waldemar), a Taça Guanabara e o Carioca de 2007.

Não há motivo para se diminuir o mérito de tais conquistas, mas, cá entre nós, há que se relevar que um desses títulos foi conquistado sobre o nosso cliente preferencial, o eterno vice, uma equipe incapaz de nos tirar títulos, outro sobre o simpático tricolor suburbano, o inofensivo Madureira e outro sobre o não tão simpático alvinegro, a versão século XXI do Ameriquinha, time médio que nada, nada e morre na praia. Em última análise, vencer esses adversários é quase que uma obrigação estatutária no Flamengo, não servindo portanto de salvo-conduto para justificar as perigosas experiências de miniaturização do colosso Flamengo que o estrategista mineiro vem promovendo à revelia da herança genética do clube.

Os resultados obtidos até agora por esse Flamengo-nano que Ney Franco quer nos empurrar goela abaixo no Brasileiro já deveriam ser suficientes para que se desistisse definitivamente dessa experiência desumana que vem torturando impiedosamente milhões de pessoas dia a dia. Mas, sabe-se lá por que, Nei Franco continua a fazer o papel de um Dr. Mengele caboclo que tenta exterminar algumas das mais caras tradições rubro-negras, como a busca incansável pelo gol e a incapacidade de jogar fechadinho esperando uma chance de contra-ataque.

Ney Franco já extrapolou os limites da paciência porque seu mineirismo, sua impassividade diante dos abismos dão a impressão que não sabe o que é o Flamengo, que não o compreende em toda a sua grandeza e complexidade cósmica. Será que ele não entendeu que o Flamengo é uma superpotência e que não cabe e nem jamais caberá nesses esquemas vietcongues de guerrilha? O Flamengo é muito grande para armar emboscadas, a história nos prova que sempre triunfamos pela força e pela coragem.

Ney Franco parece ser tão matreiro e perspicaz, porque em um ano de trabalho ele ainda não consegue entender o Flamengo? E entender o Flamengo é tão simples. Não é preciso ser um iniciado em rituais secretos ou desvendar conhecimentos arcanos. O Flamengo é simples porque aos simples pertence e deles se constitui a maior parte de sua massa. Basta estar atento aos sinais.

Ney Franco, a torcida já deixou bem claro que quer o seu (dela) Flamengo de volta. O Flamengo que pode até não vencer, mas que luta até o último segundo. Ney faça o dever de casa, ouça o Hino do Flamengo todos os dias antes de sair para o serviço. Os sinais são muito evidentes e não há motivo para serem mal interpretados. A torcida quer de volta o Flamengo que vibra, o Flamengo que é fibra. Ney será que para você é tão difícil assim entender o significado da frase Vencer, vencer, vencer?

Até os mais robotizados dos stormtroopers das brigadas Neyzistas já começam dar sinais de que perceberam o inconfundível aroma da mussarela derretida tomando conta do ambiente. Fica cada dia mais claro que quem critica a espúria ipatinguização do Flamengo está preocupado com o futuro da Nação Rubro-Negra e não comparando coleções de figurinhas. Portanto vamos esquecer a CB, a TG e o Carioca e olhar para frente.

A discussão tem que ser qualificada sob o risco de se tornar apenas mais uma campanha pela substituição de um técnico por outro. Essas quarteladas no Flamengo costumam ter resultados desastrosos. O protocolo do futebol brasileiro é implacável: técnico que perder 3 partidas seguidas vai pro ovo. Ney Franco já empatou 5, ou seja, já perdeu 10 pontos, um a mais do que 3 derrotas provocariam. Podemos até não concordar administrativamente, mas tradição é tradição. Tem que respeitar. Se empatar mais duas não precisa nem esperar pelas 3 derrotas. Do jeito que tá é que não pode ficar.

Mengão Sempre

quarta-feira, julho 04, 2007


Só pra quem não conhece João, pequeno João, Joãozinho, meu irmão camarada.

Dados da criança (que aparece na foto):
- flamenguista
- tem uma guitarra sem nome (tsc tsc tsc)
- estuda Análise de Sistemas Informatizados (ufa..) na FAETEC
- gosta de anime e mangá
- é nerd (mas isso deduz-se a partir das informações acima)
- é parecido comigo, mesmo não tendo os mesmos pais que eu
- faz estágio no mesmo lugar em que eu trabalho

terça-feira, julho 03, 2007

Não sei ao certo o que eu fiz nos últimos 24 anos. Sei que entre coisas boas e ruins, tá difícil fazer o balanço, mas acho que no final o saldo é positivo.

Tive um sonho nada agradável essa noite. Sonhos nada agradáveis. Sonhos que foram do "incômodo" ao "muito ruim", sendo que o "muito ruim" eu ainda não consegui lembrar.

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Eu costumava reclamar de quem comentava meus posts sem se identificar. Cheguei a moderar os comentários (o que causou revolta nos meus amigos) e, finalmente, a apagar o blog (o que me fez perder posts preciosos, comentários idem e o endereço no blogger).

Ultimamente adotei a filosofia do cavalo em parada de 07 de setembro... E ando mais relaxada assim.
Afinal, sempre resta como opção conectar, abrir um navegador, logar no blogger e excluir o comentário infeliz. =)

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Benditos sejam os programadores. João, eu te invejo e te saúdo.

segunda-feira, julho 02, 2007

E a pedra?

São muitas as opções no meio do caminho:

- você pode pular a pedra e ignorá-la
- você pode sorrir para a pedra, fazer carinho nela, distrai-la e dinamitá-la na primeira oportunidade
- você pode dar a volta na pedra, utilizando mais alguns passos e evitando cruzar com a pedra
- você pode culpar a pedra pelo que der errado e com isso esquecer de ver seus próprios defeitos
- você pode parar no meio do caminho e ficar olhando para a pedra, vendo todos os detalhes dela, esquecendo que o seu objetivo era chegar ao final do caminho
- você pode virar à esquerda ou à direita na pedra e mudar o seu caminho, o que pode ser bom ou ruim
- você pode chamar a pedra pra te acompanhar ou sugerir que ela pare de atrapalhar o seu caminho e crie um caminho pra ela própria

Você pode fazer várias coisas diferentes.
A pior de todas é perceber a existência da pedra no meio do seu caminho e ficar em dúvida quanto ao que fazer ou com medo do que a pedra possa te causar. A pedra está parada! Qualquer coisa que ela fizer vai ser, na verdade, reflexo de algo que você mesmo fez. Então, reaja! E por favor, a pedra não te olha com tristeza. A pedra reflete o seu próprio olhar.

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Repetindo um post antiiigo...