sexta-feira, novembro 09, 2007

Shhh!

Ai ai... esses meus amigos carentes...

Então, nesse meio tempo eu fui pra Buenos Aires, voltei, arrumei o ap, fiquei doente, fui pra Macaé, voltei e finalmente agora estou soterrada de trabalho. Lar, doce lar... Ou melhor, empresa, doce empresa...

Como diria meu grande amigo Jack, fatiando a gente tem uma visão melhor do todo...

1- Buenos Aires é uma cidade impressionante. Limpa e organizada. Mas tem argentinos lá. Argentinos que acham sinceramente que se eles falarem aquele espanhol bizarro deles todo mundo vai entender. Depois de dias de stress (nos quais o Cris serviu de intérprete), eu me revoltei e falei em inglês com o cara do free-shop. Sim, pedi informações em inglês, e o cara foi obrigado a responder, obviamente. Em inglês também. Mantive a farsa até o final, mesmo vestindo a camisa do Flamengo. =P

2- O ap tá fofo. Mas é engraçado como mudar de perspectiva muda o modo de ver as coisas. Ele parece pequeno, mas experimentem ajudar na arrumação. Deus, que apartamento gigante!!!

3- Sarita doente, com febre e gripada no dia do jogo do Flamengo (o famigerado que terminou na vitória do Cruzeiro). Marido fez o almoço (ou parte dele) enquanto eu ficava jogada no sofá vendo televisão.

4- Ser soterrada de trabalho depois de voltar de viagem não estava nos meus planos para o mês de novembro, mas enfim... Vamos ver a super-Sarita em ação! =)

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Aviso que estou sem paciência. Nenhuma. Ao menos pra escrever.

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Caju, você poderia por favor disponibilizar as fotos do casório ou é pedir muito? rs

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"The rest is silence." (Hamlet, William Shakespeare)

quinta-feira, novembro 01, 2007

Noticias recentes

Well well well...
Sao 11h14 em Buenos Aires e 12h14 no Brasil.

E eu preciso urgentemente fazer um curso de espanhol...

Em breve, as fotos mais bizarras serao publicadas. Fotos que somente eu seria louca o suficiente para manter na memória da máquina.

(Aviso logo que o teclado daqui nao tem til. Ué, perguntarao voces, mas e o til que eles colocam em cima do "n"? Pois é, chicos, tem uma tecla pra isso: ñ. Paciencia. Leiam sem til e sem circunflexo. Voces sao capazes. Lmeberm que o que ipmotra sao a pireirma e a utlmia lreats... rs)

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Mas eu nunca tive tanto problema pra me comunicar como nesses dias. Estava quase falando em ingles pra que as pessoas me entendessem. Ou melhor, "quase", nao. Eu efetivamente falei em ingles com pessoas no hotel. Pessoas que falavam em espanhol.
E obviamente as palavras quase saíam em portugues, em frances, em italiano.. tudo, menos espanhol.

Nao sei, Sarita, pode ser porque VOCE NAO SABE ESSA LINGUA, NÉ?
Talvez... =)

quinta-feira, outubro 25, 2007

Ah, lagartixa...

Lembram que eu falei da lagartixa?
Pois é.
Acho que foi um sinal divino de que eu seria perseguida incessantemente por nuvens de insetos (ou "nuvem" é só pra gafanhoto? hum..).

Primeiro tivemos uma rainha-formiga, buscando onde colocar seu novo reino. Onde? Aparentemente eu seria uma boa indicação, porque ela resolveu me utilizar como meio de transporte. Pousou em meu braço quando eu saía de casa e não levantou vôo por nada no mundo, exceto quando eu ameacei aparar suas asas com um tapa.

Ainda na minha rua, descubro uma joaninha no guarda-chuva - daquelas joaninhas amarelas, não das vermelhas, clássicas (porque tudo comigo tem que ser diferente, obviamente). Ela passeou tranquilamente e ficou me olhando enquanto eu a soprava. Sumiu em pleno vôo e eu continuei.

Peguei o ônibus, sentei no lado da janela, feliz da vida. Pensando nas coincidências, nos insetos que resolveram me perseguir, lembrando da lagartixa petrificada na minha casa.

Olhei para o lado e o que vejo na camisa do garoto sentado do meu lado? A rainha-formiga! Sim, ela!
Levantou vôo, passeou por uns instantes na minha frente e pousou. Ao meu lado, na janela.

Eu fiquei tensa, absurdamente tensa, estranhamente tensa.
Olhei para a formiga-rainha (rainha-formiga, sei lá) e senti-me ameaçada. Ela esfregava as patas e me olhada, andando em minha direção e batendo as asas suavemente.

Confessou que matei-a com uma caixinha de clipes que estava na minha bolsa. Seus restos mortais ainda estão na caixa, no chão do ônibus e na janela.
Um formigueiro a menos no mundo.
E me senti culpada por isso.

Tudo pra depois olhar pro lado e descobrir um mosquito (sim, um mosquito) pousado na janela, e vê-lo dando voltas em torno de mim!
Senhor, cadê a bendita lagartixa???

I´m so sorry...

Suedehead - Morrissey

Why do you come here?
and why do you hang around?
I'm so sorry
I'm so sorry
Why do you come here
when you know it makes
things hard for me?
when you know, oh
why do you come?
Why do you telephone?
and why send me silly notes?
I'm so sorry
I'm so sorry
why do you come here
when you know it makes
thing hard for me?
when you know, oh
why do you come?
You had to sneak into my room
'just' to read my diary
was it just to see all the things
you knew I'd written about you?
and...so many illustrations
I'm so very sickened
oh, I am so sickened NOW

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Porque ela é psicopata, oras! =)

sábado, outubro 20, 2007

Lagartixa

Então, que minha mãe não leia esse post.

Enquanto varria a casa hoje, achei uma lagartixa morta. Vocês já viram uma lagartixa morta? Já viram uma lagartixa morta e ressecada? Já viram uma lagartixa morta, ressecada e muito parecida com uma lagartixa viva, não fosse o fato de ela estar morta?

Quase tirei uma foto pra postar aqui, mas é provável que o João passasse mal (não por ela estar feia, porque estava até simpática - tão simpática quanto pode ser uma lagartixa morta - mas por ela estar morta. João tem problemas com cadáveres, mesmo os simpáticos...).

Então, nada de foto, e nada de mamãe aqui lendo que acharam uma lagartixa morta no processo de limpeza da casa.
Porque vai explicar pra ela que isso é um bom sinal - a lagartixa poderia simplesmente ter ficado lá, intocada, e ninguém nunca saberia (nem eu, nem ela, nem vocês) e isso indicaria que a casa não é varrida com frequência.

Mas não. Se eu menciono a lagartixa morta, o que vão pensar da casa dela?
Esclareço logo que é uma casa muito limpa, asseada e organizada - ao menos agora sem obsessão, porque senhor, era difícil...

Não se preocupem. Eu faço questão de falar que, da próxima vez que encontrar uma lagartixa morta na minha casa, vou tirar foto e publicar no blog. Com um aviso de censura (para estômagos sensíveis e outros Joãos (Joões?) que possam vomitar).

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Já leram "A paixão segundo G.H."?
A personagem (G.H.) entra em crise existencial por causa de uma barata. Ou melhor, o fato de ela encontrar uma barata morta amassada no armário faz com que ela reveja vários pontos em sua vida.
Mais ou menos como em "Laços de família", onde o distúrbio chega através de um cego que masca chiclete.

Senti-me a própria Clarice Lispector. Mal comparando, a lagartixa foi a minha barata. E se eu escrever um livro no mínimo parecido com os dela, já fico satisfeita.
Por enquanto bastam as semelhanças atuais: a faculdade de Direito (sim, ela fez UFRJ! Pra compensar o fato de Eurico Miranda também ter feito...) e o choque da lagartixa-barata.

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Cada um tem o psicopata e o bicho-revelador que merece.
Conheço uma pessoa que ontem perdeu seu psicopata favorito. Não sei como ela está, não seu como irá ficar. Só sei que ela está diferente...

Mais notícias em breve. =)

Msn

Eu tenho uma dúvida.

Quando eu bloqueio alguém no msn, a pessoa continua podendo mandar mensagens (e neste caso elas simplesmente não chegam a mim) ou ela recebe aquele erro de que a mensagem não pode ser entregue?

(Sim, esta é uma informaçao sensível.)

sexta-feira, outubro 19, 2007

Semana 0

Vamos tentar de novo. Para tentar, eu conto o último "causo".
Então estou eu, vendo meus e-mails corporativos (aqueles que foram enviados para a conta que termina com @minhaempresa.com.br), quando me deparo com um e-mail cujo assunto era algo assim:

Processo civil nº xxxxx, movido por FULANA em face de EMPRESA em tramitação na xxx Vara Cível da Comarca da Capital

Até aí tudo bem. Achei meio estranho eu receber um e-mail com esse assunto, mas como existe outra Sarita aqui no trabalho imaginei que tivessem de novo errado a destinatária.

Abri o e-mail.

Prezada Dra. Sarita,
Você foi arrolada como testemunha no processo em epígrafe, movido por FULANA em face de EMPRESA. Gostaria de saber se você foi intimada, se irá participar da audiência e se prestará depoimento.
A audiência será hoje, às 15h.

SICRANA
Advogada


Ahn? Processo? Testemunha? Intimada? Moi?! Eu?!
Como assim???

Fui falar com a advogada. Ela me mostrou o processo, mostrou as alegações da FULANA (que eu, obviamente, conheço.. entrou pra minha lista de "Mais procurados", e ainda nao sei a indenização que irei oferecer pela sua captura com vida.. grrrr...), mostrou meu nominho lá, por extenso (Jesus...) e pediu que eu explicasse o que eu estava fazendo naquele processo.

Expliquei, contei meu lado da história, dei a cópia da minha OAB pra menina e pronto.

To muito p da vida. E justifico.

1- Se você quer que alguém seja sua testemunha, imagina-se que você vá perguntar à pessoa. Se você não perguntar, comunicar também é uma boa opção.

2- Se você quer que a pessoa testemunhe e conte a verdade que vai te ajudar (não manipular a verdade, mas todo mundo já viu série de julgamento, e sabe que as testemunhas devem ser isntruídas, nem que seja pra não ficarem nervosas), você vai avisá-la com certa antecedência.

3- Se você quer que a pessoa esteja de bom humor e com disposição pra te ajudar, você não vai esperar que a outra parte comunique-a que ela foi arrolada como testemunha, oras!

É questão de bom senso. Ninguém precisa fazer faculdade de Direito para saber disso.
O pior de tudo mesmo é que a FULANA é advogada...

E então, é ou não é pra eu estar p?

quinta-feira, outubro 18, 2007

Then I'm glad the designers haven't worked out robots who can work in total darkness yet. I'd hate to have to find seven mad robots in a black pit without radio communication, if they weren't lit up like blasted radioactive Christmas trees.

Isaac Asimov's I robot

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Já falei e vou repetir.
Isto aqui não é uma democracia. É a Saritocracia. Eu mando nessa zona e por esse mesmo motivo eu digo quem fala o que e o que é publicado.
Legal? Não. Péssimo. Se vocês todos se comportassem isso não seria necessário. Mas vocês nunca sabem respeitar limites, aí eu tenho que dar uma de tirana autoritária e dizer que quem manda aqui sou eu e que tudo deve passar pelo meu crivo... Chato, muito chato. Vamos tentar de novo. Espero que quem tiver que se controlar, se controle.
Vistam a carapuça, se preciso for. Eu cansei. Mas não vou detonar meu blog DE NOVO por causa de ninguém. Ninguém mesmo.

E sim, eu estou feliz. =)

Humpf.

segunda-feira, outubro 15, 2007

At first I was afraid, I was petrified..
I kept thinking I could never live without you by my side but then I spent so many nights just thinking how you´ve done me wrong. I grew strong, I learned how to get along.
And so you´re back from outer space. I just walked in to find you here with that look upon your face. I should have changed my fucking lock, I would´ve made you leave your key if I had known for just one second you´d be back to bother me.
Oh now go, walk out the door. Just turn around now, you´re not welcome anymore. Weren´t you the one who tried to break me with desire? Did you think I´d crumble? Did you think I´d lay down and die? Oh not! I will survive. Yeah, as long as I know how to love I know I´ll be alive. I´ve got all my life to live, I´ve got all my love to give. I will survive. I will survive!


(Na brilhante versão do Cake)
Eu não gosto de me explicar.
Pra NINGUÉM. Mesmo.

domingo, outubro 14, 2007

Malvados



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Cultivando o amor ao próximo não tão próximo e ao próximo absurdamente distante.
Vai ver eu estou confundindo tudo... Vai ver eu deveria estar cultivando o amor ao próximo próximo. Às vezes a gente acaba agindo como se esse já soubesse o que a gente sente...

sábado, outubro 13, 2007

Só hoje em casa eu lembrei que não tiramos foto do nosso clássico encontro de boas-vindas.
Não sei se vocês repararam, mas foi um dos que combinamos mais rápido - ou seja, não precisamos da pró-atividade de Marcelo ("o encontro é dia tal, tal horário, na minha casa, e você irá, entendeu?"), mas sim, os comentários dele fazem falta.

Próximo encontro lembremos de tirar foto. Mesmo que alguns de nós estejam com uma roupa pouco convencional... ;)

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Fui à locadora hoje. Buscar, na seção de sci-fi, o "Duna" antigo. Nas locadoras daqui de perto ele não existe. Isso seria um sinal divino? Sim, é um sinal divino de que ou eu abro minha própria locadora e coloco títulos alternativos ou estarei fadada ao marasmo cinematográfico.

Thiago, u still owe me the movie. =P

terça-feira, outubro 09, 2007

Visitante - David Cohen

Mundo animal

- Não acredito que você vai votar naquele sapo barbudo!
- Qual o problema? Melhor do que votar nessas aves de rapina...
- Sua anta! Tucanos não são aves de rapina!
- Mas são como urubus, se alimentam da desgraça alheia.
- Para o seu governo, urubus também não são aves de rapina! Aliás, você tem alguma coisa contra os urubus?
- Eu? Imagina... São animaizinhos tão simpáticos, tão importantes para o equilíbrio da nossa fauna, tão imprescindíveis... nos lixões!
- Melhor do que o bacalhau! Aliás, aposto que você nem sabe direito como é um bacalhau...
- Posso não entender muito de animais, mas posso garantir que o bacalhau é melhor do que o urubu!
- Não adianta tentar mudar de assunto, nunca imaginei que um homem como você...
- O que é que tem um homem como eu?
- Um homem que se diz tão esperto, uma verdadeira raposa...
- Lá vem você com seu veneno...
- Nunca imaginei que um homem como você fosse capaz de votar nesse tipo de cobra!
- Mas não era sapo?
- São todos anfíbios! Pior, são todos uns vermes!
- Assim não dá, assim você me confunde. E além do mais, você não entende nada de política!
- E nem você de animais.

* * *

- Ai que saudades do macaco Tião...

domingo, outubro 07, 2007

Filhos do Nascimento

Quem leu "Batman - the dark knight returns" sabe do que eu estou falando.
Um trecho do livro mostra como o Batman transforma uma gangue de inimigos em seus seguidores fiéis, unicamente demonstrando que ele pode ser admirado. E então a antiga gangue se torna uma seita de vingadores, que passa a percorrer Gotham City matando todos os criminosos, com o morcego pintado no rosto.

As pessoas podem não resolver fazer o mesmo que os "sons of Batman", mas com certeza elas têm a mesma sensação ao ver Tropa de Elite...

quarta-feira, outubro 03, 2007

(Aspectos de uma nerdice sem fim - parte 1)

Evidentemente o atual crescimento exponencial [da população] não pode durar para sempre. Então o que acontecerá? Uma possibilidade é nos exterminarmos completamente por algum desastre, como uma guerra nuclear. Os pessimistas dizem que o motivo por que não fomos contatados por extraterrestres é que, quando uma civilização atinge o nosso estágio de desenvolvimento, torna-se instável e destrói a si mesma. Contudo, sou um otimista. Não acredito que a raça humana tenha chegado tão longe simplesmente para se extinguir justo quando as coisas estão se tornando interessantes.



O universo numa casca de noz - Stephen Hawking


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Leiam esse livro. Nem que seja pelo prazer de pular os cálculos, fórmulas e vocabulário altamente especializado e ir direto para as figuras e analogias. Porque esse cara escreve muito bem e pensa melhor ainda.

(Sem contar o senso de humor ácido.)

Não admira ele ocupar a cadeira de Newton em Cambridge.

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Valeu, T.

terça-feira, outubro 02, 2007

So happy together (The Turtles)

Imagine me and you, I do
I think about you day and night, it's only right
To think about the girl you love and hold her tight
So happy together

If I should call you up, invest a dime
And you say you belong to me and ease my mind
Imagine how the world could be, so very fine
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

If I should call you up, invest a dime
And you say you belong to me and ease my mind
Imagine how the world could be, so very fine
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Call you up
Ease my mind




sábado, setembro 29, 2007

Guarujá/SP

O motivo: participar do IV ICCyber (Conferência Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos). Sim, eu assumi meu lado nerd (não vou nem mencionar a origem das influências malignas, porque creio que todos sabem).

A novela começou mais ou menos as 15h, quando nossa heroína pega o ônibus na Rodoviária do Guarujá (vocês sabiam que o Guarujá é uma ilha?? pois é!).
Para que ela não ficasse com medo na Imigrantes, disseram-lhe:
Essa é a estrada mais moderna de sampa, relax...
Peraí. Ela no ônibus, a não sei quantos metros acima do nível do mar, subindo cada vez mais, em uma rodovia que não está colada na pedra, nem está sobre ela, mas apenas elevada, sobre pilotis imeeeeeeeensos, e querem que ela relaxe???


























(Reparem na estrada láaaaaaa no fundo...)

















Mas enfim, ela sobrevive à estrada... chega na Rodoviária de Jabaquara às 16h40, pega um táxi e o taxista é gentil o suficiente para explicar o atalho que estava pegando em consideração ao seu vôo - às 17h40.
Nossa heroína e seu salvador de ocasião fogem da Bandeirantes e seu trânsito caótico diário tradicional. Ela chega no aeroporto às 17h e faz check-in (fazem, ela e suas bagagens de mão. Aliás, perceberam como as bagagens de mão ficam cada vez maiores, mais pesadas e menos "de mão"?) e dirige-se ao portão de embarque.

Vôo Varig 2441, com destino ao Rio de Janeiro, embarque previsto às 18h10, pelo portão 05.
Mas o quê? 18h10?
Passageiros do vôo Varig 2441, com destino ao Rio de Janeiro, embarque previsto às 18h25, pelo portão 05. Fiquem atentos ao sistema de som.

Sarita!
Ahn? Não é o sistema de som... Nossa heroína vira-me. Um analista da Petrobras, que também estava no ICCyber, está esperando o avião. O mesmo. Atrasado.
Ela se senta, os dois conversam, falam sobre computadores, redes, hacks etc. Nada de avião.
Ela lê o livro, ele joga PSP. 18h20. Nada de avião.
Ele tenta entrar na internet pelo PSP. Rede bloqueada. Se eu tivesse o Linux dava pra entrar, mas sem ele... 18h40. Nada de avião.

Passageiros do vôo Varig 2441, com destino ao Rio de Janeiro, embarque previsto às 18h55. Devido ao reposicionamento da aeronave, o embarque será feito pelo portão 04.
O analista, a heroína e suas bagagens-não-de-mão dirigimo-nos ao portão 04.
Sentam-se. Falam sobre música, ela ouço rádio, ele mostra a gravação do trio de jazz. 18h55. Nada de avião.

Varig. Vôo 2441. Rio de Janeiro. Embarque imediato. Passageiros posicionados nas poltronas de 11 a xx.
Ela se despede, deseja boa viagem e entra.
Sua bagagem não-de-mão recusa-se a colaborar. Por sorte, um cavalheiro faz a gentileza de levá-la até o bagageiro (coitado... deve estar com dor nas costas até hoje...).

O avião demora a decolar. Tempo suficiente para ela mandar um último torpedo de adeus, após receber a seguinte mensagem de mamãe:
Aqui começou a chover um pouco agora. Quando chegar no Rio me manda um torpedo. Deus as proteja.
["as" = Sarita e Juliana]

Mmm...
Façam os cálculos: chuva no Rio + serra + nuvens = medo + aflição + tensão + vôo de muitas horas.

Tá, tá, tá.. "Muitas" foi absudamente exagerado. Mas dêem um desconto. Ela estava cansada, tinha ficado mais de uma hora na estrada, não sei quanto tempo no aeroporto e agora ia pegar um avião sabendo que chovia torrencialmente no seu destino!

Senhoras e senhores, boa noite, eu sou o comandante ___ e devemos chegar no Rio por volta de 20h04. O tempo no Rio está chuvoso, mas tudo deve correr bem.
Deve???
O cara do lado já tinha se benzido umas 3 vezes, e ela estava tensa...
Mas já são 20h04! Não deveríamos estar pousando agora??? - pensa.
Tripulação, iniciar procedimento de pouso.
Senhoras e senhores, infelizmente não será possível pousarmos no Santos-Dumont, pois a pista está fechada. Vamos realizar nosso pouso no Aeroporto Tom Jobim.

Bem, dos males o menor. Ela ficará mais perto de casa, pelo menos...

A aeronave pousa por volta de 20h25.
A descida é na pista, para embarque no ônibus que os levará ao terminal. O aeroporto está um caos.
Conrariando as previsões, nossa heroína encontra um táxi, paga absurdos 30 reais e chega em casa, sã, salva, cansada, com sono e com o corpo todo dolorido.

E com um celular suicida, que passou a noite toda se jogando no chão.
Ele deve estar possuido por malevolos espiritos paulistas. Recomendo duas rodas de samba e um domingo na praia...

===

De resto, fico com as fotos tiradas na estrada. E na praia... onde ela não fui por absoluto complô de São Pedro...

terça-feira, setembro 25, 2007

Ah esse sangue negro e viscoso...

Às expensas de meu empregador, fui domingo ao Citibank Hall (ex-Claro Hall, ex-ATL Hall, ex-Metropolitan) assistir Video Games Live.
Orquestra Petrobras Sinfônica (patrocinada por minha empregadora) no palco, tocando clássicos do video-game, e eu na poltrona, com direito a pulseirinha azul que me permitia passear livremente e voltar depois ao meu lugar cativo, reservado, confortável, tranquilo...
Não. Não tranquilo. Durante a maioria absoluta do show dois meninos, sentados ao nosso lado, conversavam (!), atrapalhando a apresentação.

Mas a parte engraçada foi protagonizada por um dos meninos, logo antes de começar seu ataque oral a nossos ouvidos que ansiavam pela Sinfônica:
(Espetáculo narrado em inglês. O apresentador faz piadas, ri e a platéia, formada por falantes da língua vitoriana, acompanha. Cristiano e eu também. O menino vira-se para Cristiano) - Excuse me sir, do you speak portuguese?
(Cristiano, controlando-se para não rir) -Falo.

E no final do show, após o intervalo, o apresentador volta ao palco e fala: "Quando eu estava lá atrás me pediram que eu fizesse isso aqui, mas eu não sei porque!"
Ele dança a dança do siri, aos aplausos de todos que nessa hora já caíram na gargalhada e gritam "SIRI! SIRI!" a plenos pulmões.

No mais, orquestra sinfônica é sempre muuuuuito bom.

===

A propósito, estou de saída.
Meu empregador pretende me capacitar.
Eu, do Jurídico de TI (irônico, não?), estarei em curso até o final da semana.
Desejem-se sorte, boa viagem e que Congonhas esteja bem, obrigada. =)
Levo Dostoievsky só pra ocupar o tempo, em caso de adversidade.

(Não, não é "desejem-me". É "desejem-se" mesmo, porque se eu não voltar vocês serão privados de minha companhia, e sei que muitos não sobreviverão...)

Thiago Jose Veloso... vai ser tranks... só perguntar pro piloto se o reverso está funcionando
Sarita de Oliveira M... hahahaha
Thiago Jose Veloso... tipo: "moço, com licença"


(Durma-se com um barulho desses...)

Saudações, leitores.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Like a stone (Audioslave)

on a cobweb afternoon
in a room full of emptiness
by a freeway i confess
i was lost in the pages
of a book full of death
reading how we'll die alone
and if we're good we'll lay to rest
anywhere we want to go

(chorus)
in your house i long to be
room by room patiently
i'll wait for you there
like a stone i'll wait for you there
alone

on my deathbed i will pray
to the gods and the angels
like a pagan to anyone
who will take me to heaven
to a place i call
i was there so long ago
the sky was bruised
the wine was bled
and there you led me on

in your house i long to be
room by room patiently
i'll wait for you there
like a stone i'll wait for you there
alone

and on i read
until the day was gone
and i sat in regret
of all the things i've done
for all that i've blessed
and all that i've wronged
in dreams until my death
i will wander on

===

Confesso que só prestei atenção na letra hoje de manhã. Fone de ouvido, som alto, pessoas conversando ao meu redor e eu ouço "i was lost in the pages of a book full of death reading how we'll die alone".
Eu sabia que conhecia isso de algum lugar...

===

Oh you compassionate ones possessing the wisdom of understanding, the love of compassion, the power of acting, and of protecting in incomprehensible measure, one is passing through this world and leaving it behind. No friends does he have, he is without defenders, without protectors and kinsmen. The light of this world has set. he goes from place to place, he enters darkness, he falls down a steep precipice, he enters a jungle of solitude, he is pursued by karmic forces, he goes into a vast silence, he is borne away on the great ocean, he is wafted on the wind of karma, he goes where there is no certainty, he is caught in the great conflict, he is obsessed by the great affecting spirit, he is awed and terrified by the messengers of death. Existing karma has put him into repeated existence and no strength does he have although the time has come to go alone.

THE TIBETAN BOOK OF THE DEAD

domingo, setembro 23, 2007

You took my love for granted..
Why? Oh, why?
The show is over say good-bye.


Sempre tive o péssimo hábito de deixar as amizades escorrerem entre meus dedos. Não ligava, não procurava, não aparecia.
Poucas vezes eu deliberadamente decidi que isso não ia acontecer.
Os meninos são um exemplo disso. Minha mãe os conhece, meus irmãos os conhecem, minha família inteira os conhece. E todos chegaram à conclusão que eu poderia ter me saído "a lot worse" pra escolher meus amigos. (Acreditem, meninos, quando minha avó lamenta sair da festa porque perderia o recital de guitarra, é porque vocês são unanimidade no quesito "boa companhia".)

Sabe o que seria pior?
Se eu tivesse deliberadamente escolhido isso e, na contramão, eles tivessem fazendo força pra sumir da minha vida.
Cada um trabalha em um canto, eu sou a pessoa com a agenda mais louca que existe, mas mesmo assim, quase 2 anos depois de formada, posso dizer que ainda tenho os mesmos amigos. E a mesma felicidade quando os vejo.

Nada como ser correspondido. Amor lançado no vazio é desperdício de energia, e eu não gosto de desperdiçar energia. Nem mesmo com amigos.

===

Thanks u guys. Still luv u all. =)

quinta-feira, setembro 20, 2007

Se a gente não dissesse tudo tão depressa
Se não fizesse tudo tão depressa
Se não tivesse exagerado a dose
Podia ter vivido um grande amor


(Pediram que eu explicasse. Não gosto de me explicar, inclusive porque não tem absolutamente nada de errado. Mas eu concordo que abandonar uma letra de música sem motivo nenhum aparente faz com que as pessoas interpretem, e interpretações são sempre perigosas.. rs)

Gosto dessa música e há muito tempo não ouvia.
Voltando pra casa ontem, ela começou a tocar no rádio. Quando fui aumentar o volume para (como cúmulo da falta de noção) cantar dentro do ônibus, o celular tocou e a música foi interrompida. O cara sem noção da loja ficou tanto tempo no telefone que quando eu voltei pro rádio a música estava acabando.

E esse trecho foi o último que eu ouvi antes do celular tocar...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Prólogo

(Quando a menina observa seu reflexo no espelho pela primeira vez)


Foram sempre as mesmas pessoas, as mesmas brincadeiras. Desde cedo ela aprendera de quem gostar, de quem não gostar, para quem sorrir, de quem desconfiar. Seus hábitos mundanos foram herdados de seus parentes. Mas eles discordavam entre si, e por mais que soubessem quando calar na presença da menina sempre escapava algo. Algo palpável, materializado na forma de olhares, de suspiros, de sussurros. Ou algo sutil, mas mesmo assim físico, pairando no ar como fumaça.
E ela aprendera a agir na presença de cada um deles, mas não dos dois. Ela sorria quando tinha que sorrir, ela conversava quando tinha que conversar. E ela chorava escondida, no banheiro, ou no quarto, coberta até o topo da cabeça, pés aparentes sob o lençol, sentindo frio na alma.
Um dia, em uma das crises de choro no banheiro, olhou-se no espelho. E viu-se pela primeira vez. Viu suas vontades, viu seus desejos, suas manias, seus olhares, seus sorrisos. Não mais o reflexo da vontade de seus pais, mas o que ela era. Dentro do espelho, refletido. Preso. E chorando.
Vira-se bonita, sentira pena de si mesma, e se acalmara com um sorriso. O sorriso mais bonito que já tinha dado até então, emoldurado pelas lágrimas e pelo brilho nos olhos. O brilho que só muita dor e muito medo produzem. O brilho de quem se afoga e luta para voltar à superfície.
Seu reflexo sorria de volta, e por alguns poucos minutos, enquanto chorava, ela conversou sozinha, dividindo sonhos, segredos e seus mais profundos pensamentos. Aqueles que escondia de seu pai e sua mãe por envolverem os olhares errados, os sorrisos errados e a confiança na pessoa errada.
Seu reflexo era seu único amigo real. O único amigo que ela escolhera. E o único que teria por um bom tempo.


Sarita de O. M. da Silva
17/09/2007 - 17h11
1- Eu não sou psicopata. Eu simplesmente tenho medo que as pessoas não gostem de mim. Por isso eu sempre vou ligar, mandar torpedos e sorrir, sem que isso signifique que eu vou ser uma pedra no seu sapato e estar onde você estiver.

2- Meus (poucos) amigos podem confirmar que é mais provável que depois de um tempo eu suma do que continue no pé deles. Caju, Pedro e Leo, os de longa data. Porque os novos ainda estão sob o efeito analgésico de me ver com frequencia.

3- Ir ao hospital sozinho visitar alguém que a gente ama é sempre ruim. Não sei porque, mas o hospital parece maior, mais pesado e absurdamente pior do que quando dividimos a visita com outra pessoa. Ao menos tem alguém conhecido que entende de verdade a nossa dor, entende e coloca rostos, expressões, sorrisos e tom de voz nessa dor. Alguém que sabe exatamente por quem estamos lá.

4- Pior do que ser esquecido é saber-se esquecido por algo que se fez. Pior do que ser ignorado é ter a certeza que, se um pequeno gesto no passado pudesse ser alterado, talvez sua companhia ainda fosse desejada.

5- Meu tempo favorito é o que faz hoje: frio e meio nublado. Nada contra o sol, mas eu gosto de tempo assim. Parece estar pensando sobre coisas sérias e importantes.

6- Eu não preciso ser temida.

domingo, setembro 16, 2007

Premières paroles

Essa é fácil, T. Mais fácil do que "Ne me quitte pas"...


Supersonique. Magnifique.
Très très cool et très très chic...
A maior frustração de todas é ver tudo que você imaginava significar para alguém cair por terra ao perceber que você não é o único. Não é o único pra quem ela sorri, não é o único com quem ela fala naquele tom de voz, não é o único a saber os segredos mais tristes, não é o único cujos conselhos ela ouve.

O vazio tem me frequentado com pontualidade britânica.
Semanalmente, aos domingos, na parte da noite. Cada domingo ele tem uma justificativa. Um olhar, uma frase, um gesto, uma ausência, uma presença indevida, mas sempre lá, me esperando, ao final do dia.

Hoje de novo. Hoje o vazio trazendo a frustração.
Essa daí de cima.
A frustração de ver-se igual, idêntico. Pior, por ver quão pouco tempo demorou pra isso acontecer. Ver os mesmos gestos repetidos. E reconhecer-se incapaz de fazer qualquer coisa.

Paciência. É assim mesmo.
Não se pode cobrar nada de ninguém. Nem mesmo fidelidade.

sábado, setembro 15, 2007

Boa noite!... E tu dizes – Boa noite.
("Boa-noite", Castro Alves)


Sentiu o peito encher-se com a dor da espera. A dor que dilacerava cada célula de seu corpo.
Horas antes, esquecera a dor afogando-a em comida, bebida e sorrisos. Gargalhadas altas, dispersas, como a dizer "Olhe para mim. Mas olhe bem. Eu estou aqui. Eu vim por você, mas não preciso de você."
E ele olhara. A cada sorriso, ele olhara e sorrira de volta. A cada gargalhada, os olhos dele espandiram-se. E a cada olhar, ela sentira novamente a dor da espera.
A noite toda passara desviando-se de seus olhares. A noite toda escondeu-se nos abraços e nos braços de todos os outros com que dividia a comida, bebida e os sorrisos. Escondera-se, mas não desviara os seus próprios olhos, cativos dos dele.
Por um momento, alguns minutos, os olhares traduziram-se em palavras.
- Você estava errado, eu não mando em você., dissera, presa a seus olhos e seu sorriso fino que abria-se agora em uma interrogação.
- Ah não?, perguntara ele, o mesmo sorriso enigmático, os olhos ainda fixos nos dela. Os olhos que sabiam o que ela pensava, que despiam seus sentimentos e expunham-nos na mesa, perante todos. "Observem. Eis aqui o que ela quer. Guardem esse momento, pois ele é único. Meus olhos entendem cada pedaço dela e agora eu divido isso com vocês."
O enigmático do sorriso prendera-se a ela e potencializara a dor. Uma fração de segundo fora tempo suficiente para ela alimentar-se naquele sorriso, e ser torturada por aqueles olhos que, tranquilamente, amansavam o desespero que estampara-se em seu rosto. Levantara-se cambaleando, olhos e boca em silêncio, mudos, incompreensíveis. E não tocara nele. Em momento algum tocara nele, suas células afogando-se em dor, em expectativa, em desconsolo, dependendo do toque. E não tocara nele.
Agora, depois de ter mantido a dor da espera controlada, ela derramava-se sobre seu peito, enchendo-a de temor. Sozinhos, na rua, ambos se olhavam, e se continham. Ela, falando; ele, em silêncio. E olhando-a. Olhando-a exatamente no meio de seu rosto, sem afastar-se. Um meio sorriso brincando em sua boca, e ela toda uma enorme expectativa, um gigantesco impulso controlado, precisando apenas de uma fagulha para acender-se toda e transformar-se em satisfação.
Conteve o impulso, conteve o medo. Dera-se em oferenda, sutilmente. Bastaria a ele aceitar. E ele aceitava, mas assim como ela não o tocara horas antes, agora ele também não a tocava.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Tá bom. =)

(Mantra)

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain.


Não parece, mas funciona...
Façam o teste.

===

"Bene Gesserit witch! The universe would better rid of them all!"

Mas ia ser muito menos divertido viver... ;)

terça-feira, setembro 11, 2007

Mas então estou em fase negra. Não "negra" no sentido de "tudo dar errado" ou "eu fazer tudo dar errado pra todo mundo". Seria "negra" por estar descobrindo várias coisas.

Primeiro, descobri que o mundo é dos espertos. Não exatamente DESCOBRI. Minha descoberta foi ratificada. Porque não bastasse eu ter descoberto, agora eu tenho que diariamente ver a confirmação.

O mundo é dividido em dois lados: o lado dos espertos e o outro lado. Não é a pessoa que escolhe o lado.
É o lado que aceita a pessoa.
É, (in)felizmente eu fui requisitada pelo outro lado.
Mas isso torna o dia da vingança ainda melhor, Sarita...
Sim, mas eu não tenho um dia de vingança. Eu tenho pequenas vinganças esporádicas e de menor intensidade do que eu gostaria.

Pequenas vinganças, vinganças de cabeça erguida, vinganças capazes de mostrar que afinal de contas quem está do outro lado pode não ser esperto, mas é tão inteligente e eficiente quanto os espertos.

Isso me irrita.

E meu único consolo é saber que o outro lado também requisitou as pessoas que eu amo. Vai ver é pré-requisito para ser meu amigo: não ser esperto.
"I am the only person in the world I should like to know thoroughly; but I don´t see any chance of it just at present."

(Mr. Dumby - Oscar Wilde´s Lady Windermere´s fan)

segunda-feira, setembro 10, 2007

Viver em comunidade implica em muitas vezes você abrir mão do que realmente quer por algo que beneficiará a maioria. É o "bem da tribo". Mais ou menos como os kamikazes: o bem-estar de um não é mais importante que o bem-estar da maioria.

Esse princípio, no entanto, costuma ser compreendido como a total e completa anulação do indivíduo em prol do bem maior. Deixo de ser EU para me tornar PARTE. Deixo de ser Sarita para me tornar a advogada da Petrobras, o membro da família, a amiga do grupo, a aluna no curso.

E nessa confusão de partes, eu descubro que o que eu mais quero nesse momento não é exatamente o que todos esperam de mim. Descubro que um pedacinho egoísta grita "vai, anda! fala! diz logo! o tempo tá passando!", enquanto eu sussurro em seu ouvido "é pelo bem maior, é pelo bem da tribo, fica quietinha...".

Se eu não conseguir calá-la a tempo, terei problemas. Melhor sufocá-la com um travesseiro quando ela estiver dormindo. Pena que ela não dorme...

terça-feira, setembro 04, 2007

Dune



Sarita passou pros clássicos de ficção científica.

Me disseram que eu sou influenciável. Eu sou.
Ou, como diria João o estagiário maluco, eu sou uma esponja. O que disserem eu aprendo. O que falarem eu registro. O que eu ler eu guardo.

Portanto, registremos Dune. Em inglês, pra facilitar a incompreensão. Afinal, não tem graça ler um clássico de ficção científica se não for na língua original.
(Só agradeço não estar em klingon.. rs)

"There'se no secret to balance. You just have to feel the waves."

===


"Uma fragrância radiante, porém sutil, em perfeita sintonia com a Natureza.
Um vislumbre do infinito.
A representação em perfume de uma paisagem onde o céu encontra o mar.
Um buquê harmonioso onde flores de âmbar e frescor se misturam em uma sensualidade crescente."

(Tradução livre da descrição do perfume. Mas se você quiser entender mesmo tem que ler em espanhol, inglês e francês, porque essa tradução livre virou uma misturada só... rs)

Só dói quando eu Rio

Então, reunião cancelada, retorno eu para a frente do Edise, onde pegaria o 261 em direção ao Méier (isso sem muita certeza de ser o ônibus certo, fato que eu só descobri depois que o João, com a cara mais ingênua do mundo, perguntou onde nós desceríamos - já em São Cristóvão - quando na verdade ele tinha sido a pessoa a afirmar categoricamente "podemos pegar o 261").

Problemas resolvidos no Edita, problemas herdados, problemas ressucitados, tic-tac devidamente confiscado, livro emprestado (imaginem um épico japonês... pois é, minha atual leitura, depois de ler O livro negro de André Dahmer), e uma caminhada breve...

Quase chegando à Senador Dantas, ouço um barulho. Pá!
Cara de ponto de interrogação, prossigo em minha caminhada, e 15 segundos depois o mesmo barulho. Pá!
Pessoas à minha frente olham para o outro lado da Almirante Barroso, sobressaltadas; mulheres entram em um salão de beleza; carros param.
É uma boa idéia parar também, né, Sarita, pra ver o que está havendo... penso eu. E João deve ter pensado o mesmo, porque também parou.
Olho calmamente para trás.
Um homem. Mulato, camisa preta, calça jeans, tênis, bem apessoado, corre pela Almirante Barroso, vindo da Rio Branco.
Um outro homem. Mulato, farda da PM, fuzil para o alto, corre pela Almirante Barroso, vindo da Rio Branco, fazendo o mesmo caminho que o primeiro homem.
O primeiro homem coloca a mão na cintura.
Pronto. F***. penso eu. João deve ter pensado o mesmo, porque começou a me empurrar para dentro do salão de beleza. Eu parada. Peraí, eu quero ver, João...
Sirene vindo pela Almirante Barroso, no sentido da Rio Branco. Carro para, salta um homem, mulato, farda da PM, pistola na mão. Rende o primeiro homem.
O segundo homem, vendo que o terceiro dominou o primeiro, pendura o fuzil de novo e continua correndo. Algema o primeiro homem (com a mesma rapidez que vemos nos filmes) e o faz ajoelhar-se no chão.

Subitamente, me senti segura.

Continuo andando em direção ao ponto de ônibus, mais por insistência do João do que por vontade própria. Eu queria ficar pra ver...
Do ponto de ônibus, vemos a viatura passar, sirene ligada, não mais na contramão. O primeiro homem no banco de trás.
Nova sirene, indo pro mesmo lugar. Um quarto homem, branco, no banco de trás.
Deve ser o cúmplice. João não pensou o mesmo. Segundo ele, devia ser a vítima. Era o único branco...

===

Eu não sei o que foi mais insólito: os tiros às 17h30 na Almirante Barroso, o comentário do João ou ver o menino que trabalha aqui no Edise andar na rua tranquilamente, de fone de ouvido, ingorando as pessoas ansiosas e as sirenes.
Morando no Rio, isso já virou algo normal...

===

E nem lembrei de tirar foto...

domingo, setembro 02, 2007



Meu msn está bíblico.
Na noite de hoje, conectados Pedro e Thiago, eu percebi isso.

Pedro, ausente. Thiago ocupado. Isso não traz boas conclusões sobre os discípulos...

A boa-nova está assim tão inacessível neste domingo?

===

"Please allow me to introduce myself, I'm a man of wealth and taste. I've been around for a long, long year. Stole many a mans soul and faith."

===

E de novo, enquanto os discípulos se fazem distantes, sentem-se as vibrações típicas de um domingo. Domingo sombrio. Estranho. Vazio. E sem inspiração divina.
Nem o seguidor de Cristo por definição está online.

Resistir às tentações torna-se um ato muito, mas muito difícil... rs

sábado, setembro 01, 2007

Como esquecer um grande amor

- Brigue com o seu grande amor com frequência, caso ele ainda esteja próximo.
- Arrume um novo amor.
- Diga para esse novo amor que o ama e que faz tudo por ele.
- Faça com o seu novo amor tudo que você nunca fez com o antigo.
- Deixe bem claro para o antigo amor que o novo é melhor, mais importante e mais bonito.
- De preferência, mostre para o antigo amor tudo que você faz com o novo.
- Peça conselhos ao antigo amor e demonstre que realmente quer que dê certo com o novo.
- Chore pelo seu novo amor com o antigo.
- Cuide bem do novo amor, paparique-o, mime-o, declare-se, para que ele te ame cada vez mais e você se sinta cada vez mais responsável por não partir seu coração.
- Entregue o seu próprio coração nas mãos do novo, tendo o antigo como testemunha.

Faça tudo isso e, com certeza, você não só esquecerá o antigo amor como é bem provável que ele saia da sua vida mais rapidamente do que você conseguiria sozinho.

E torça para que seu antigo amor seja do tipo que se afasta quando percebe estar sobrando, mesmo que você fale o contrário.

Com alguma sorte, você vai perceber que o antigo amor nunca existiu, foi imaginação sua. Mas não espere se divertir muito neste processo. Você pode sofrer muito.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Epitáfio



Do meu jeito estranho, digo que vou sentir sua falta, menino!
Sejam seus caminhos amplos e seus jardins bem projetados, como a cidade para onde você vai. =)

terça-feira, agosto 28, 2007

Insólito demais pra ser verdade.

Cheguei cedo na Petrobras, fui pro jardim tomar café com João, o estagiário louco. Conversamos até quase 8h30. Poucas pessoas tinham chegado. Uma 3a feira com cara de 6a, mas eu jurava que já era 4a.Passei a manhã toda chamando pessoas para irem hoje a um jogo que só acontecerá amanhã.

13h, resolvo tirar minha hora de almoço. Onde? Na fila do Maraca. Pagando meia. A minha meia e as inteiras de muitas outras pessoas. Eu, Leandro e João, o estagiário maluco.
Volto para a Petrobras quase 15h. Uma hora a menos no meu banco de horas, um ingresso a mais na bolsa e planos audaciosos para amanhã (qual roupa, qual calçado, que horas, quem, onde). Amanhã terei plantão. Ou hoje, segundo meu calendário pessoal e enlouquecido...

E então, em um bota-fora particularíssimo (VIPs only), eu e Pedro passamos o resto da tarde trocando telefonemas. O objetivo era saber se afinal de contas o centro da cidade recepcionaria ambos ou não.

A chuva tentou, a chuva se esforçou, mas a chuva não conseguiu.
Depois de ir até o Edita (o Torre Almirante) pegar "V de Vingança" (a graphic novel, não o filme), combinamos de ir até o McDonald's da São José esperar a chuva passar e o trânsito melhorar.

Eu peço um BigMac pra não perder o hábito e nos sentamos para conversar. Papo vai, papo vem, falamos sobre Anatel, Petrobras, lei 8666/93, e eu analiso meu presente de aniversário atrasado (o que vale é a intenção, oras!), a ser lido brevemente (Pantaleão e as visitadoras, quando percebo uma sombra se esgueirando rapidamente pelo chão.
Não era uma sombra. Era um rato. Um rato enorme. Gigantsco. Cerca de 20cm de velocidade, sem contar a cauda.
Pessoas levantam-se assustadas, mulheres dão gritinhos, um trabalhador-braçal-mão-de-obra-escrava do McDonald's olha com ar incrédulo. O gerente chega e começa a chutar os móveis, na esperança que o rato saísse de seu esconderijo e pulasse nas pernas desavisadas que continuavam subindo as escadas tranquilamente.
"Mas peraí! Ele quer MESMO tirar o rato do esconderijo dele AGORA?"
Eu não sei o que ele queria. Sei que ouvimos guinchos do pobre animal acuado, e nem eu, nem Pedro, quisemos esperar pelo desfecho. Praticamente escorreguei escada abaixo (já imaginando o rato atrás de mim, fugindo dos bicos do gerente) até chegar na rua.

As ruas molhadas, enlameadas, sujas e escuras do centro do Rio de Janeiro nunca me pareceram tão amistosas. Ao menos nelas eu teria pra onde correr. Ou poderia dar um bico eu mesma no bicho. Isso se ele se atrevesse a correr na minha direção.

Fracos, T. Fracos...
Não eu. Todos os outros.


Impressionante. Bem dizem que pessoas desesperadas praticam gestos desesperados...
Isso aí foi em El Salvador, numa prisão de segurança máxima. O autor? Um membro de uma das gangues mais violentas do país.

Enquanto isso, no Brasil...



Tirem suas próprias conclusões. Eu já nem sei mais o que dizer...


Inscrições abertas, consulta popular realizada e o texto escolhido para concorrer foi..... "O quarto", meu texto semi-mórbido, estranho, confuso e embolado (assim como eu), mas misteriosamente cativante (assim como eu também!).

Vai entender. Meu eu-lírico é deprimido e as pessoas gostam... =)

Adoraria publicá-lo aqui para relembrar os esquecidos de plantão (aquele, do cara numa noite de tempestade, tentando fechar a janela do quarto dele e lembrando do passado triste personificado por um quarto abandonado em sua casa no qual ele nunca mais entrou, lembram?), mas o regulamento diz que eu não posso fazer isso.
E eu mandei por e-mail para todos vocês! (menos você, John.. sorry.. rs)

Relapsos! Deletaram meu texto mais perfeito.. humpf.

domingo, agosto 26, 2007

Lendo e contando (lista iniciada em 07/08/2007)

- As crônicas de Arthur - vol. 1 - O rei do inverno - Bernard Cornwell
- As crônicas de Arthur - vol. 2 - O inimigo de Deus - Bernard Cornwell
- As crônicas de Arthur - vol. 3 - Excalibur - Bernard Cornwell

- O feitiço da Ilha do Pavão - João Ubaldo Ribeiro

- Clube dos Anjos (GULA) - Luiz Fernando Veríssimo

- Amêndoa - Nedjma

- Harry Potter and the Deathly Hollows - J.K. Rowling

- Divã - Martha Medeiros

- Pantaleão e as visitadoras - Mario Vargas Llosa

- Dune - Frank Herbert

- The importance of being earnest and other plays - Oscar Wilde

- A menina que roubava livros - Markus Zusak

- A grande arte - Rubem Fonseca

- Batman - the dark knight returns - Frank Miller

- Crime e castigo - Dostoievsky

- O universo numa casca de noz - Stephen Hawking

- Fundação (Trilogia) - Isaac Asimov

- Dune Messiah - Frank Herbert

- The ultimate hitchhiker's guide to the galaxy - Douglas Adams

- Musashi (volumes I e II) - Eiji Yoshikawa

- Batman - year one - Frank Miller



- Pride and Prejudice - Jane Austen

sexta-feira, agosto 24, 2007

As pessoas gastam o verbo amar, utilizam-no indiscriminadamente, e depois reclamam que não o ouvem da forma que gostariam, no dia que gostariam, da pessoa que gostariam.

Dizem "eu te amo" como quem diz "bom dia", confundindo seu significado e banalizando a sensação.

Não despreze o frio na barriga do primeiro "eu te amo"! Você vai reparar que, depois de muitos anos falando isso todo dia, em toda situação, o frio na barriga vai passar e o amor vai ser apenas parte do protocolo.

Fuja do protocolo! Fuja do beijo protocolar, do "eu te amo" protocolar, do sexo protocolar. Poucas coisas podem ser tão ruins quanto fazer qualquer dessas aí por obrigação, porque se espera isso, porque uma boa namorada o faz.

Resolvi que não vou apagar nada. Ou vou arrancar folhas, ou vou rabiscar.
Borracha é para os fracos.

Fracos, T. Fracos.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Há uma linha muito tênue entre vontade e obsessão.

Vontade você consegue controlar, mesmo que dê aquele peso no estômago e a sensação física de que ele só vai passar quando eu fizer o que quero. Isso é vontade.

Obsessão não. Obsessão é quase incontrolável. Você percebe depois que já fez, depois que falou, depois que enviou, depois que sorriu.

Eu não tenho obsessões, tenho vontades. Ainda que muitas pessoas consigam confundir minhas vontades fortes e profundas com obsessões de nível leve.
Eu me controlo. Então são só vontades, oras!

quarta-feira, agosto 22, 2007

sexta-feira, agosto 17, 2007

Eu sou uma pessoa bastante realista. Ou ao menos fiquei assim não sei exatamente quando.

Por ser absolutamente realista eu sei que:

- casamentos podem ou não durar para sempre
- ninguém é feliz o dia todo todo dia
- a felicidade eterna está muito longe, e é absolutamente implausível por enquanto, independentemente de sua religião e sua crença
- o Brasil não é o melhor lugar do mundo para viver, mas eu não pretendo sair daqui e procurar outro melhor
- livros são algo realmente viciante, mas ficar acordada até de madrugada lendo não necessariamente é a melhor alternativa
- se você tem um amigo, grude nele; ele pode querer ir embora e se você não falar nada será tarde demais
- alma gêmea está perdida por aí, mas existem muitos companheiros de jornada que eu ficarei feliz em encontrar e tenho tempo para encontrar a alma gêmea
- o Flamengo não tem a mínima chance de se classificar pra Libertadores, porque ele está em 18o e o alinhamento dos astros tem que ser muito, mas muito propício por todas as rodadas que ainda faltam...

Saudações rubro-negras satisfeitas com o resultado, mas realistas o suficiente para não se iludir com um 1x0 em um jogo sofrível...

Fla x Bota, aí vamos nós! E nesse eu vou. =)

sexta-feira, agosto 10, 2007

Falemos, então, do Flamengo.
Aparentemente deixou de ser tema-tabu, já que o povo clama pelo post (ou pela chance de poder sacanear quando eu publicar o post).

* * *

Saindo do futebol e indo para corridas de carro.
Não sei se isso demonstra a desesperança do próprio Flamengo com o 11-de-cada-lado, fato corroborado pela aparente adesão da torcida à nova modalidade esportiva, ou se isso comprova que Flamengo é Flamengo em campo, na quadra, na piscina e na pista.

Eu voto pela última opção, mas vocês podem dizer o que pensam...

(Mas é realmente inacreditável... Tem até o BR da PETROBRAS! Eu me pergunto se a gente autorizou o uso da marca nesse carro... rs)

quinta-feira, julho 26, 2007

Eu pensei em várias novidades, mas esqueci a maior parte delas. Vou aos poucos, então, para ver se dá certo. Devagar e sempre, como diria Jack ao estripar suas vítimas cuidadosamente...

Tema 01 (quando Jack despe e limpa a vítima para que os cortes sejam precisos)
Pedro de volta, os catataus (dos quais eu sou membro honorário) reunidos, faltando somente a presença de ME, o nobre holandês em Pernambuco.
Todos na Devassa, conversando. Pedro contando histórias brasilienses, acompanhado de meu fiel escudeiro, também portador de histórias brasilienses.
Deve ser terrível morar em um lugar onde você é assaltado em plena luz do dia e tem que correr pra não perder - além da camera fotográfica - também a carteira...

Tema 02 (quando Jack verifica o instrumental)
Em breve, abrirei meu consultório para conselhos sentimentais. Porque vocês sabem, eu com esta bagagem de vida impressionante tenho muito pra ajudar os sofredores. E mesmo que não tenha, eles me procuram mesmo assim! Pelo menos vamos ganhar algo com isso!
Calma, eu quis dizer a fama... Sou uma boa amiga, meus ouvidos saem de graça. =)

Tema 03 (quando Jack inicia o corte do tórax até o abdome, expondo o externo e as costelas)
Oras! Depois de um jejum de não sei quantos jogos, o Flamengo acha que pode respirar aliviado??? Só porque achou um saco plástico com um restinho de ar perdido a 20 mil léguas de profundidade??? Façam-me o favor. Só falta agora querer dizer que é o melhor time do país.
Peraí. Disseram!
(Eu sou flamenguista, não sou imbecil.)

Tema 04 (quando Jack afasta as costelas e o esterno para acessar pulmões e coração)
Este trabalho desgastante, cansativo e maravilhoso!
E pensar que eu não me imaginava capaz dele.
Banca de prova? Qual? Pra quê?

Tema 05 (quando Jack descobre que só consegue estripar pessoas porque seu carisma é maior que seu total desconhecimento de anatomia humana)
Vou parar com essas analogias mórbidas. Nãoe screvi nem 05 linhas sobre Jack e o pobre João já deve estar vomitando...

Tema 06 (quando Jack descobre que a vítima ainda estava viva)
- Meu filho, você tá onde?
- Vim com uma amiga pegar o computador dela pra ela não vir sozinha.
- Tá, e quem vai tomar conta de você?
- Ué, e precisa?
- Precisa!
- Tá, fala aqui com ela.
(passa o telefone pra menina)
- Oi!
- Oi! Você tá com a minha criança? Tá tomando conta dele?
- Tô.
- Vocês vão demorar?
- Não, já estamos indo.
- Tá bom. Toma conta do meu bebê, hein!
- Pode deixar...
(desliga o telefone)
- Ahhhhh bebêeee!!!!!

segunda-feira, julho 23, 2007

Não adianta.
Definitivamente, algumas coisas nunca mudam. Algumas pessoas também não. Outras (coisas e pessoas) insistem sempre nos mesmos erros, nas mesmas atitudes. Tudo bem, é um direito que elas têm. E um direito que eu tenho também de ignorar, me irritar e apagá-las de vez do meu campo de visão. A partir de hoje, eu só visito pessoas (e coisas) que me fizerem a gentileza de também serem gentis comigo. Ameaça velada ainda é ameaça, reclamação escondida ainda é reclamação, dor utilizada como arma ainda machuca (nos dois).

Enfim, bota-dentro do Pedro chegando, isso quer dizer que eu lerei "Ulisses" (na versão aclamada de Bernardina qualquer coisa). Depois que acabar de ler o livro sobre redes e protocolos (Sarita tá virando nerd! ah essas influências negativas... rs).

Mas eu um dia ainda descubro porque no final sempre tenho que pedir a um amigo pra consertar o computador. E porque quase nunca dá certo. Vou tentar formalizar esta relação com um instrumento contratual, com previsão de garantia e substituição de peças ou refazimento do trabalho. Tá na minuta contratual padrão, versão de julho de 2007. Por que eu não adotaria? rs

E o Flamengo, hein? Sem comentários...

quarta-feira, julho 18, 2007

Como diria Jack (o estripador), vamos por partes.

Doação de sangue no EDISE.
Cadastro-me, como pessoa solidária (e com bom peso, sem doenças contagiosas, alimentada e saudável) que sou. Agendo para 11h30.

Uma fila descomunal.
Responde pergunta, preeche questionário, bebe água, bebe suco ("os dois, por favor"), entra na fila, encontra advogado, conversa, volta pra fila, reconhece engenheiro ("será mesmo?"), mede pressão, volta pra fila, vai no banheiro, fala com engenheiro ("e não é que é ele?"), fura dedo, pega papel, volta pra fila, deita na cadeira, estende o bracinho ("você já doou sangue alguma vez?"), olha a agulha beeeeem de perto. Pausa. A agulha. Enorme. Grossa. Dura. Pontiaguda. Ela entra no braço devagarinho, rompendo e afastando células, até perfurar a artéria (ou veia, sei lá). O braço todo arde e eu acompanho cada milésimo de segundo de ardência com uma sensação estranhamente agradável, que aumenta com a iminência de mexer a agulha e rasgar musculatura, veia, artéria, tudo. "Agora fica abrindo e fechando a mão". Fim da pausa. Abre mão, fecha mão, conversa, ri... etc etc etc.

Vale-lanche recebido, ingresso promocional para o Pan recebido, esparadrapo gigante colado no braço com uma gaze inteira dobrada sob ele.

Subo para minha baia exibindo a bolsa cheia de biscoitos, balas e coisinhas gostosas (e doces) e os dois ingressos. Que eu nem sabia que ia receber.

Porque ajudar faz bem! =D

* * *

Doação deste sangue negro e viscoso. A cada três meses. No posto mais perto de você. E sem efeitos colaterais - deve ser culpa do GLP... rs

quinta-feira, julho 12, 2007

Mercadores de segredos

Existem muitos por aí. Pessoas que contam os seus próprios e pedem outro em troca. Como se segredo exigisse reciprocidade.
Eu cansei de contar segredos meus pros meus amigos. E raríssimas vezes eles me retribuíam com um segredo.
Morri por causa disso? Não. Me senti menos confiável? Talvez. Exigi reparações, confiança extrema e absoluta, confissões assinadas? Não que eu me lembre.

Porque tem coisas que você não conta pra ninguém, nem pra si mesmo. Contar um segredo é torná-lo real, palpável e oponível "erga omnes". Contar um segredo é atestar fisicamente sua existência. Contar um segredo é assumir pra si mesmo que aquele pensamento existe, que aquele fato aconteceu. Contar um segredo é criar um ser com vida própria e independente, que poderá voltar-se contra você.

E aí, meus caros, nada mais poderá ser feito.

Mercadores de segredo não confiam no interlocutor. Não confiam em seus próprios segredos. E não confiam em si mesmos. Por isso precisam de algo em troca. Algo que impeça-os de revelar o que sabem, algo que impeça a outra pessoa de revelar o que sabe, algo que possam usar como moeda de barganha futuramente. "Se você contar o meu, eu conto o seu..."

quarta-feira, julho 11, 2007

Então estou eu no meu blog, tranquilamente lendo os comentários aos meus post, quando me deparo com alguém desconhecido. Tudo bem, desconhecidos podem ler meu blog e publicar comentários.
O tal desconhecido tem um blog sobre o Fla***** (ainda sujeita à restrição de tema, não posso colocar o nome todo), onde vários seres (humanos ou não, ainda não descobri) postam.

Visito o blog, leio posts antigos, passo uma tarde divertidíssima acompanhando tristeza compartilhada por rubro-negros fanáticos, apaixonados ou simplesmente simpatizantes (se bem que eu acho não poder alguém apenas "simpatizar" com o Fla*****; seria o mesmo que o coração bater pela metade: ou ele bate, ou não bate!).

Leio o perfil dos participantes. Engenheiros. De petróleo.
A ligação é imediata. Será? Não é possível, seria coincidência demais!
Procuro. Sim, é verdade.

Porque não é só nas minhas veias que corre sangue rubro-negro. E a PetroFla vai bombar, ao que parece...

* * *

Nota de rodapé: o que leva alguém a ter cara de pau suficiente para tirar a foto corporativa, do crachá, com uma camisa do Mengão?

terça-feira, julho 10, 2007

Só para rubro-negros e/ou amantes de futebol em geral. Perdoem-me aqueles que dizem que meu blog só tem Petrobras e futebol. Em minhas veias aparentemente corre sangue viscoso, sim, mas rubro-negro, não apenas negro.

* * *

Ney Franco - explorando os limites da paciência humana

Deve ser dura, muito dura, a vida dos cada vez mais raros defensores do polêmico técnico ipatinguense do Flamengo. Mesmo pros mais teimosos fãs do enigmático retranqueiro já não está sendo possível manter a antiga pose. Pois ninguém agüenta mais escutar os únicos argumentos dessa turma às críticas pela pífia campanha que o Flamengo vem fazendo no Brasileiro: a Copa do Brasil 2006 (cujos créditos devem ser divididos com Waldemar), a Taça Guanabara e o Carioca de 2007.

Não há motivo para se diminuir o mérito de tais conquistas, mas, cá entre nós, há que se relevar que um desses títulos foi conquistado sobre o nosso cliente preferencial, o eterno vice, uma equipe incapaz de nos tirar títulos, outro sobre o simpático tricolor suburbano, o inofensivo Madureira e outro sobre o não tão simpático alvinegro, a versão século XXI do Ameriquinha, time médio que nada, nada e morre na praia. Em última análise, vencer esses adversários é quase que uma obrigação estatutária no Flamengo, não servindo portanto de salvo-conduto para justificar as perigosas experiências de miniaturização do colosso Flamengo que o estrategista mineiro vem promovendo à revelia da herança genética do clube.

Os resultados obtidos até agora por esse Flamengo-nano que Ney Franco quer nos empurrar goela abaixo no Brasileiro já deveriam ser suficientes para que se desistisse definitivamente dessa experiência desumana que vem torturando impiedosamente milhões de pessoas dia a dia. Mas, sabe-se lá por que, Nei Franco continua a fazer o papel de um Dr. Mengele caboclo que tenta exterminar algumas das mais caras tradições rubro-negras, como a busca incansável pelo gol e a incapacidade de jogar fechadinho esperando uma chance de contra-ataque.

Ney Franco já extrapolou os limites da paciência porque seu mineirismo, sua impassividade diante dos abismos dão a impressão que não sabe o que é o Flamengo, que não o compreende em toda a sua grandeza e complexidade cósmica. Será que ele não entendeu que o Flamengo é uma superpotência e que não cabe e nem jamais caberá nesses esquemas vietcongues de guerrilha? O Flamengo é muito grande para armar emboscadas, a história nos prova que sempre triunfamos pela força e pela coragem.

Ney Franco parece ser tão matreiro e perspicaz, porque em um ano de trabalho ele ainda não consegue entender o Flamengo? E entender o Flamengo é tão simples. Não é preciso ser um iniciado em rituais secretos ou desvendar conhecimentos arcanos. O Flamengo é simples porque aos simples pertence e deles se constitui a maior parte de sua massa. Basta estar atento aos sinais.

Ney Franco, a torcida já deixou bem claro que quer o seu (dela) Flamengo de volta. O Flamengo que pode até não vencer, mas que luta até o último segundo. Ney faça o dever de casa, ouça o Hino do Flamengo todos os dias antes de sair para o serviço. Os sinais são muito evidentes e não há motivo para serem mal interpretados. A torcida quer de volta o Flamengo que vibra, o Flamengo que é fibra. Ney será que para você é tão difícil assim entender o significado da frase Vencer, vencer, vencer?

Até os mais robotizados dos stormtroopers das brigadas Neyzistas já começam dar sinais de que perceberam o inconfundível aroma da mussarela derretida tomando conta do ambiente. Fica cada dia mais claro que quem critica a espúria ipatinguização do Flamengo está preocupado com o futuro da Nação Rubro-Negra e não comparando coleções de figurinhas. Portanto vamos esquecer a CB, a TG e o Carioca e olhar para frente.

A discussão tem que ser qualificada sob o risco de se tornar apenas mais uma campanha pela substituição de um técnico por outro. Essas quarteladas no Flamengo costumam ter resultados desastrosos. O protocolo do futebol brasileiro é implacável: técnico que perder 3 partidas seguidas vai pro ovo. Ney Franco já empatou 5, ou seja, já perdeu 10 pontos, um a mais do que 3 derrotas provocariam. Podemos até não concordar administrativamente, mas tradição é tradição. Tem que respeitar. Se empatar mais duas não precisa nem esperar pelas 3 derrotas. Do jeito que tá é que não pode ficar.

Mengão Sempre

quarta-feira, julho 04, 2007


Só pra quem não conhece João, pequeno João, Joãozinho, meu irmão camarada.

Dados da criança (que aparece na foto):
- flamenguista
- tem uma guitarra sem nome (tsc tsc tsc)
- estuda Análise de Sistemas Informatizados (ufa..) na FAETEC
- gosta de anime e mangá
- é nerd (mas isso deduz-se a partir das informações acima)
- é parecido comigo, mesmo não tendo os mesmos pais que eu
- faz estágio no mesmo lugar em que eu trabalho

terça-feira, julho 03, 2007

Não sei ao certo o que eu fiz nos últimos 24 anos. Sei que entre coisas boas e ruins, tá difícil fazer o balanço, mas acho que no final o saldo é positivo.

Tive um sonho nada agradável essa noite. Sonhos nada agradáveis. Sonhos que foram do "incômodo" ao "muito ruim", sendo que o "muito ruim" eu ainda não consegui lembrar.

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Eu costumava reclamar de quem comentava meus posts sem se identificar. Cheguei a moderar os comentários (o que causou revolta nos meus amigos) e, finalmente, a apagar o blog (o que me fez perder posts preciosos, comentários idem e o endereço no blogger).

Ultimamente adotei a filosofia do cavalo em parada de 07 de setembro... E ando mais relaxada assim.
Afinal, sempre resta como opção conectar, abrir um navegador, logar no blogger e excluir o comentário infeliz. =)

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Benditos sejam os programadores. João, eu te invejo e te saúdo.

segunda-feira, julho 02, 2007

E a pedra?

São muitas as opções no meio do caminho:

- você pode pular a pedra e ignorá-la
- você pode sorrir para a pedra, fazer carinho nela, distrai-la e dinamitá-la na primeira oportunidade
- você pode dar a volta na pedra, utilizando mais alguns passos e evitando cruzar com a pedra
- você pode culpar a pedra pelo que der errado e com isso esquecer de ver seus próprios defeitos
- você pode parar no meio do caminho e ficar olhando para a pedra, vendo todos os detalhes dela, esquecendo que o seu objetivo era chegar ao final do caminho
- você pode virar à esquerda ou à direita na pedra e mudar o seu caminho, o que pode ser bom ou ruim
- você pode chamar a pedra pra te acompanhar ou sugerir que ela pare de atrapalhar o seu caminho e crie um caminho pra ela própria

Você pode fazer várias coisas diferentes.
A pior de todas é perceber a existência da pedra no meio do seu caminho e ficar em dúvida quanto ao que fazer ou com medo do que a pedra possa te causar. A pedra está parada! Qualquer coisa que ela fizer vai ser, na verdade, reflexo de algo que você mesmo fez. Então, reaja! E por favor, a pedra não te olha com tristeza. A pedra reflete o seu próprio olhar.

* * *

Repetindo um post antiiigo...

sexta-feira, junho 22, 2007

Airplane

Até que a experiência de fazer uma ponte-aérea Rio-São Paulo, sendo a primeira vez na vida que embarco num avião, Foi muito boa. O nervosismo sempre aparece num primeiro momento..atenção irrestrita aos conselhos da aeromoça e comissários de bordo...A aceleração inicial do avião e, por fim, a decolagem. Aí tudo se estabiliza..parece até que era veterana no assunto. Lanche econômico ( Não tão econômico quanto a Gol e suas barras de cereais). Chegada bem rápida. Muito Legal

* * *

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/06/21/ult59u123844.jhtm

* * *

Falta de poesia... Sarita não escreveria jamais desse jeito sobre seu primeiro vôo, ME...

Provavelmente eu começaria falando sobre tudo que aconteceu antes. Mais ou menos assim...

* * *

O dia começou meio estranho. Nunca vi ninguém arrumar mala e levar mala no ônibus, de salto alto, para o trabalho. Mas como eu nunca viajei mesmo, eu não sabia bem como agir (os do's e dont's da aviação civil).
Então eu chego no trabalho e descubro que, viajando na véspera da conferência que eu assistiria, eu poderia aproveitar a noite para.... trabalhar.
Recebo, para tal, um notebook... Compaq... Armada. Para quem conhece, um chumbo mais lento do que o meu pc antes de mudar hd, memória, placa mãe.
E nada de placa Vivowap, porque afinal de contas eu só solicitei no último dia, e cavalo dado não se olha os dentes. Assim, na melhor das hipóteses o hotel teria banda larga de cortesia ou.... eu usaria a discada... e pagaria por ela, com direito a reembolso sabe Deus quando.
Recebo, também, o token para acessar a rede (para quem não sabe, é um dispositivo com uma numeração à qual está associado o login do usuário.. a numeração muda a cada minuto. Recebo e assino uma "cautela", no estilo "se acontecer alguma coisa na rede Pet enquanto você tem esse token, se for pelo uso desse token, a culpa é sua". Dou de ombros, afinal nada acontece aqui mesmo, por que aconteceria agora?

O dia passa, as horas passam, as pessoas me perguntam como eu estou, quando eu vou. E só as 5h da tarde cai a ficha. "Peraí. Eu vou sair daqui 6h, pra pegar o vôo as 7h40. Eu vou viajar de avião. Eu. Sozinha. De avião. Pra São Paulo. Sozinha. Em São Paulo. De avião."

Chegamos no aeroporto eu, minha mala, minha outra mala (entenda-se notebook), Cristiano (malinha adorável de minha vida) e toda a tensão acumulada ao longo de 24 anos de vida sem avião e sem viagem solitária (sim, eu sei que o avião não estava vazio...). Descubro que tem um vôo as 6h50. É esse mesmo. Passo pelo detector de metal. Passamos, na verdade, eu, minha mala, a mala do notebook, a mala que é o notebook e os 30ml de perfume Lancôme que eu levo na bolsa, morrendo de medo de vê-los confiscados como os franceses fazem.

Ajeito-me na poltrona, o celular toca (sim, celular pode ficar ligado enquanto as portas estão abertas). ME. O mais legal do telefonema: "Olha só, deixa eu explicar. O avião vai taxear, o piloto vai parar e vai acelerar ao máximo. Nessa hora, o avião todo vai tremer. Não se preocupe, é assim mesmo, tá? Depois ele vai andar e vai decolar."
Foi exatamente o que aconteceu. Obviamente, porque eu desliguei o celular.

A parte mais legal: a decolagem. Sentir a força G, sentir o avião alinhar-se de novo para entrar em rota de cruzeiro e ter a sensação de que, ao abaixar o bico, ele vai despencar-se lá do alto. Sim, isso É bom.

Comidinha de bordo, arroz de carreteiro amostra grátis, matte e mousse de cupuaçu de sobremesa. Com as cortesias da Varig (a estrela brasileira no céu azul, iluminando de norte a sul).

Pouso em SP (a terra da garoa nada.. fiquei lá quase 03 dias e não choveu!), procura do hotel, check-in. O notebook não conecta.
Horas ao telefone com Claupper (grande Clauppinho, meu salvador, cavaleiro de bronze), que falou com Michel (grande Michel, o salvador do meu salvador, logo meu salvador também, cavaleiro de prata), e ambos resolvem meu problema.
Eu, aprendiz, não iria me atrever a estragar o notebook de última geração (do século passado) da Pet...

Tento acessar a rede com o token. Lembram a propaganda da IBM? Pois é. O token não imprimiu. O dia amanhece, eu vou para a conferência. Tento acessar a rede com o token. Novamente. Novamente Claupper, novamente Michel.

Michel manda arquivo. Nada. Michel remanda arquivo. Nada. Arquivo não chega. Sarita se estressa. Michel fala "mantenha a calma, se você ficar nervosa vai ser pior. a gente vai resolver". Sarita se estressa. Michel manda arquivo de novo. Arquivo chega. Sarita instala.

O token não funciona.
Sarita liga pro auxílio-token (hahaha), o token funciona. 18h de 4a feira. Eu volto na 5a. Tenho a noite de 4a feira, apenas, para tentar fazer algo. Chego no hotel, conecto, entro na rede (usando o token), o notebook Compaq Armada (aquele que ninguém tem mais) resolve não carregar várias janelas ao mesmo tempo (afinal, ele é um senhor de idade, não processa muitas informações simultâneas... desculpa, né?).

Escrevo 3 parágrafos e desisto.

No dia seguinte, conferência e fuga em bando para o aeroporto às 4h da tarde. Consigo vaga no vôo de 18h45. Eu e mais 3 colegas de trabalho (que aliás são absurdamente legais, e eu não sabia o quanto). Vôo de volta tranquilo. Comidinha de bordo gostosa...

Até ouvir minha alma cantar, "olha o Rio de Janeiro!" diziam meus olhos e meu sorriso gigantesco (maior que o seu, João).
E pouso no Santos Dummont às 8h10. Ver a água brilhando e a pista chegando foi a parte mais emocionante da viagem inteira. Estar no avião enquanto ele fazia a curva, sentir o impacto com o solo carioca depois de ter quase certeza que ele pousaria na água da baía... E isso porque eu fiquei 2 dias fora. Imagina se eu tivesse ido pra Nigéria...

Definitivamente, em minhas veias corre sangue negro e viscoso. Ao menos por enquanto...

* * *

Isso sim é Sarita escrevendo. =)

terça-feira, junho 19, 2007

[Postagem de número 123]

Ônibus. 6h40 da manhã.

(Passageira, uma senhora de cerca de 45 anos, para o motorista) Esse ônibus passa no piranhão?
(Motorista) Onde?
(A senhora, praticamente gritando) No piranhão.
(Motorista, para o trocador) Você sabe se passa no piranhão?
(Trocador) Piranhão? Não sei... onde é isso?
(A senhora, ainda do lado de fora do ônibus) É ali no centro, depois daquele viaduto...
(Eu) Passa sim.
(Trocador, para a senhora) A moça aqui disse que passa.
(Eu para o trocador, enquanto a senhora rodava a roleta) É a prefeitura...
(Trocador e motorista, ao mesmo tempo) Ahhh...
(A senhora, muito sem graça, praticamente se desculpando por ter dito uma palavra muito feia) É que chamam ali de piranhão..
(Eu, sorrindo e concordando) É, eu sei...

O mais legal mesmo foi ver o rosto dela pedindo desculpas... rs

terça-feira, junho 12, 2007

Hoje foi o dia da loucura telefônica.
Comecemos então.


1) Brigando com o telefone

- Jurídico.
- Oi, meu amor. Parabéns!
- Ué, parabéns por quê? Ahhhhh é mesmo!
- Caramba... eita cabecinha...
- Ah mas eu não esqueci que hoje é dia dos namorados.. eu esqueci que hoje é dia 12! Se eu lembrasse que era dia 12, saberia que é dia dos namorados.
- Hum.. tudo bem?
- Tudo, e você?
- Tudo bem. Tá ocupada?
- Mais ou menos. E você?
- Eu tô sjhgaroufhqhnfwn fclwfr porque iqgeijuweghfiuqfwc.
- Ahn??
- uqhwuerfhorwfhowifc
- Cris... eu não tô te ouvindo...
- Eu oiqhrjoifhjrpf celular.
- Tá. Beijo.


2) Saritas

- Jurídico.
- Por favor, posso falar com a Sarita? (com um forte sotaque espanhol)
- É ela.
- Sarita, é a Patrícia, não sei se você lembra de mim, eu vendo pulseiras, colares, brincos...
- Olha, eu acho que você está falando com a Sarita errada, porque não sou eu...
- Ai, meu Deus.. tudo bem, desculpa.

(20min depois)

- Jurídico.
- Sarita?
- É ela.
- Oi, desculpa, sou eu de novo. Tem certeza que não é você que comprava os brincos e colares comigo? (o mesmo sotaque espanhol)
- Tenho. Olha só, eu posso ver o telefone da outra Sarita e te dizer.
- Ah obrigada.
(A ligação cai, ela liga de novo, eu digo o número, ela anota)
- Mas essa Sarita, ela é de Logística?
- Não, ela é de TI.
- Ah, eu vou ligar para ela. Obrigada, viu?
- Nada...


3) Crianças no telefone

- Jurídico.
- Alô, quem tá falando? (voz de criança)
- Sarita.
- Oi, você tem avó?
- Não entendi.
- Você conhece minha avó Deinha?
- Não.
- Qual é o nome da sua mãe?
- Porque você quer saber?
- Pra ver se ela conhece minha avó.
- Qual é o seu nome?
- Beatriz. Espera aí, tá? Não desliga não, hein.
(vozes ao fundo: "Vô, telefone pra você!" "Beatriz, você tá brincando com esse telefone de novo, menina? Desliga isso!" "Mas tem uma moça aqui...")
- Alô, quer falar com quem? (voz masculina)
- Eu não quero não, foi ela que me ligou...
- Ah, a senhora me desculpa... "Beatriz, você fica brincando com o telefone, menina!" A senhora pode deixar que eu vou dar um corretivo nela.
- Não tem problema não, pode deixar, não me atrapalhou...
- Ah, desculpa, tá?
- Tudo bem.. Tchau.

Ufa.

Tudo isso no mesmo dia em que eu tenho um trabalho da pós pra 5a feira, um parecer complicadíssimo, outro parecer delicadíssimo e meu chefe me mandando cada vez mais coisas porque eu sou uma advogada muito eficiente que termina tudo antes do prazo.
Conclusão: são 18h30 e eu ainda estou aqui.
Postando, porque depois desse telefonem da menina, ninguém merece...
Cansei.
E cansei de me explicar também.
Chega.

Quem entendeu, entendeu.
Quem não tiver entendido, leia de novo e tente novamente.

ctrl+alt+del serve pra isso também: abrir o gerenciador de tarefas, encerrar processos e escolher prioridades.

segunda-feira, junho 11, 2007

Retratação oficial

Não é em virtude de sentença judicial, nem é um pedido que eu estou atendendo.
Faço isso pra ficar em paz com minha consciência - não que eu esteja de mal com ela, porque afinal eu nunca falei nada de mais.

Porém..... considerando-se que eu tive 5 longos anos para falar/pensar/comentar/questionar o que eu via no ME (para os amigos ou os abusados como eu), Marcelo (seu nome oficial), MN (ou "Maurício de Nassau", em uma referência brilhantemente feita pela Michelle), acho que algumas reparações são devidas.

Esta é a retratação oficial.
Porque ele não é chato, ele não é estúpido, ele pode até tentar impor a vontade dele, mas se não conseguir ele não briga, ele é sensível, ele tem sentimentos e ele magoa. ME tem alma!!!! Sim, porque eu o achava um desalmado sem coração capaz de tirar pirulitos de crianças e fugir sorrindo. Mas ele dá carona, ele se preocupa, ele diz que vai ficar tudo bem e que saudade é normal, ele fala que se precisar ele vai e que qualquer coisa é só ligar.
O único problema é o Exército Brasileiro, que o dominou de tal maneira que agora ele fala bonito com aquela cara de militar... ("lecionar", lembra? rs)

Menino, você ainda é feio e bobo. Mas não é mais chato. E desculpa ter pensado isso tudo de você.

Agora, não acostuma não, porque retratação pública só acontece de vez em quando.
E sim, existem coisas boas a serem ditas de você. =)
Obrigada, tá? Você se faz de mau, mas não é.
Ora essa.
Eu ainda amo o Bruno e ainda quero uma camisa verde-fluorescente pra ficar qui nem qui ele.
Mesmo ele tendo feito exatamente a mesmíssima coisa de novo. Mas sim, claro, o mérito é do batedor. =P

domingo, junho 10, 2007

A pergunta que não quer calar.

Amigo é quem:

(a) está sempre do seu lado, até mesmo pra falar besteira.
(b) pode estar distante, mas aparece quando você precisa.
(c) não está do seu lado quase nunca, mas mesmo distante você sente que ele se preocupa.
(d) tem um jeito meio bizarro de mostrar que gosta, mas você sabe que ele se importa.
(e) fala as maiores atrocidades para você, mas de um jeito estranho quando você precisa ele aparece atencioso como nunca foi.
(f) sabe o que falar, o que fazer, quando falar, quando fazer, basta você ligar ou pensar nele.
(g) Todas as acima.
(h) Nenhuma das acima.
(i) Outra: ____________________

Preciso rever meus conceitos...

sábado, junho 09, 2007




"Uma única lágrima fez com que tudo murchasse, encolhesse, secasse.
E o que antes era perfeito e incomparável tornou-se triste, frio, quase insuportável.
E ele, na ânsia de fingir, disfarçar para não sofrer, sofria ainda mais. E perdia-a aos poucos."

quarta-feira, junho 06, 2007

Quem disse que o amor não pode ser bonito? Pode e é.
Até mesmo o amor entre bichinhos de pelúcia, nas Lojas Americanas da Uruguaiana, em uma 4a feira véspera de feriado, às 17h30.

Mas mesmo esse amor causa inveja... E enquanto o casal apaixonado esquece da vida, vêem-se olhares estranhos no corredor logo em frente...

sábado, junho 02, 2007

Dar solamente aquello que te sobra
nunca fue compartir, sino dar limosna, amor.
Si no lo sabes tú, te lo digo yo.
Después de la tormenta siempre llega la calma.
pero, sé que después de ti,
después de ti no hay nada.

Para qué me curaste cuando estaba herío
si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío.

¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?

(Corazón partío - Alejandro Sanz)

sexta-feira, junho 01, 2007

Eu tinha feito um post muito simpático onde eu falava sobre os pontos positivos e negativos do centro da cidade. Descobri que existem muitos mais positivos, mas como o velox não me permitiu publicar este post desconfio que seja um sinal divino para que eu me limite a contar o que houve hoje.

= = =

Sarita vai trabalhar. Calça jeans (porque hoje é "casual" e eu não tenho que ir no fórum), salto alto (porque é "casual", eu não preciso ir no fórum mas também não avacalhemos, né?) e uma blusa que estava mais curta do que deveria. Três dedos de barriga de fora, mas um decote decente, por favor. Casacão vermelho por cima de tudo, cachecol azul no pescoço, bolsa preta e cinto idem. (Não parece, mas eu estava até bonita.)

Sarita chega no trabalho. Primeiro comentário que ouve: "Ho-ho-ho!"
Sarita acena, e complementa: "Chegou Papai Noel!"

Sarita sai do trabalho às 8h30 pra procurar um posto de vacinação. Ela não se vacina porque a fila está enorme.

Ela volta para o trabalho, fica lá até tarde. Sai e passa na Uruguaiana para compra a bateria do telefone sem fio. Ouve uma camelô explicar que deve comprar uma bateria universal, poque a sua é muito antiga. "Carregue por 24h antes de usar o telefone, tá?"

Simpática camelô.

Sarita vai para a Pres. Vargar pegar o ônibus e se depara com 4 criaturas que tiveram a mesma idéia. Ela disfarça, vai para o ponto anterior e descobre que as mesmas criaturas pensaram o mesmo. Disfarça novamente para olhá-los discretamente e descobre que eles também olham-na discretamente. Medo, pavor, receio. Pensa em tudo que tem na bolsa, tudo que não pode perder e também o pendrive com sua apresentação de 2a feira. Sobe no 498 morrendo de medo e volta pra casa.

Nunca um ônibus cheio lhe pareceu tão convidativo quanto nesse dia...

terça-feira, maio 29, 2007

Sabe esses dias em que horas dizem nada e você nem troca o pijama, preferia estar na cama?
Pois é, hoje a monotonia tomou conta de mim. É o tédio, cortando meus programas e esperando o meu fim...

Sentado em minha cadeira, o tempo voa. Lá fora a vida passa e eu aqui à toa. Eu já tentei de tudo, mas não tenho remédio pra livrar-me desse tédio...

===

E hoje eu quase, quase respondo besteira para um cliente.
Por pouco. Sorte que a tecnologia nos permite utilizar o e-mail nessas situações. Corrigi-me a tempo de evitar uma catástrofe que depois seria atribuída ao Jurídico (esse ente despersonalizado) com toda a propriedade do mundo.

segunda-feira, maio 28, 2007

Para ser o post de número 111.

Ultimamente eu tenho olhado as horas em números bastante bizarros.
21:21, 11:11, 10:01...
Vou começar a anotar esses números para jogar na megasena. Quem sabe isso não é um sinal divino? =)

Eu não acredito em coincidências. Acredito em manipulações voluntárias da linha do destino. Porque afinal de contas nós não temos um destino certo, específico, traçado de antemão, exceto em relação a algumas coisas. A maioria mesmo é responsabilídade única e exclusiva minha.

Mas quem garante que, para eu atingir esse trecho previamente traçado do meu caminho, eu não vá precisar de uma ajudazinha?
Daí eu começar a anotar todos os números que apareçam no meu sonho...
Se eu ganhar, aviso vocês. =)

Saudações supersticiosas, meus caros!

domingo, maio 27, 2007

No meio do tumulto, o silêncio. No meio do medo, o sorriso. No meio da multidão, um ponto de calma que ajudava o ponteiro do relógio a percorrer o longo caminho.
O início do caminho é sempre mais longo, e se arrastara até aquele dia, aquele sorriso. Um novo início.

E quando tudo parecia confuso, sombrio e barulhento, veio a paz, nos olhos de um irmão. Irmão de sofrimento, irmão de angústia, irmão de dor. A amizade que surge da tristeza parece mais bela, mais forte, mais resistente.

É esse o motivo.